Trilhos Serranos

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NATUREZA

Não tenho crenças, mas se tivesse e acreditasse na REENCARNAÇÃO teria, por certo, ser leão numa das vidas idas. Aceitaria o pensamento do pensador e historiador grego HERÓDOTO que, na ANTIGUIDADE, alegava que a REENCARNAÇÃO" se dava instantaneamente após a morte, passando a alma para uma criatura que estava nascendo (que poderia ser da terra, da água ou do ar), percorrendo todas as criaturas em um ciclo de três mil anos”. (Wikipedia). REENCARNAÇÃO? Ver Heródoto e Platão.

OS AMIGOS DA ONÇA

Como professor que fui, nunca me cansei de puxar pela imaginação e criatidade dos meus alunos. E tive algumas surpresas nesses meus “impertinentes” incentivos.

Entre outras coisas, de ordem metodológica e didática, eu exigia que eles, no caderno escolar, fizessem um resumo da matéria dada na aula e, para ajudá-los, dava o exemplo com um esquema previamente elaborado por mim.

OS AMIGOS DA ONÇA

Não estou a falar daqueles que correm atrás dos sobejos - ditas sobras - e, à má fila, por cunhas e influências, procuram passar a perna aos que, de boa fé e crentes nas instituições de saúde e seus agentes, não deslizam sobre tais carris e, civicamente, se deixam ficar à espera da sua vez.

Foi o que aconteceu comigo, confiado que estava na informação dada pelo SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE  veiculada pelos órgãos de comunicação social. E foi isso mesmo que aconteceu.

RECEITUÁRIO ELETRÓNICO

Em 14 de janeiro de 2017, alojei no meu site «TRILHOS-SERRANOS.PT» um texto relativo ao Dr. Sertório Dias, que para aqui respigo hoje mesmo, assim:

PANDEMIA

JOAQUIM ROCHA passou grande parte da sua vida como motorista de autocarros de turismo, profissão que o levou a correr todas as estradas da Europa, a conhecer nações e pessoas das mais diversas linguas e  culturas e, cidadão ilteligente e atento que era às diferenças verivicadas entre pessoas e povos, a mundividência adquirida nesse seu vai-e-vem foi um contributo assinalável para a maneira de ser humana e sociável como o conheci.

Chegou a comprar um apartamento na Espanha  para dar descanso ao corpo depois de tanto quilómetro andado. Não eram as estradas que hoje ligam a Europa toda. Não foi vida fácil. E depois de se reformar não foi romper os fundilhos das calças para os bancos de jardins públicos a jogar a bisca lambida. Agarrou-se à enxada e, num pedaço de terreno emprestado, próximo do seu apartamento, em Santo António dos Cavaleiros, cultivava as hortaliças e mais produtos da terra que no lar se consumiam. Uma vida ativa em jovem e em adulto e uma vida ativa no envelhecimento.

ARTES E LETRAS

Toda a BIBLIOTECA é um templo. Lugar, supostamente, de silêncio, meditação, leitura, elevação do espírito, dos afetos e do pensamento. E, sendo isso, a sua entrada deve anunciar ao crente (a toda a gente), por legenda ou por imagens, o espaço simbólico que vai pisar e o respeito que lhe merece...se lá entrar.

0 PEIDO DE LOBO

Os dois textos que se seguem foram colocados no meu mural do FACEBOOK, ,nos dias 25 e 26 do corrente, e resolvi colá-los neste meu espaço online para melhor os encontrar futuramente e livrar-me, assim, de mergulhar naquele poço sem fundo, onde é difícil encontrar algo ali posto, através da porta “REGISTO DE ACTIVIDADE”. Por essa via, para encontrarmos algo ali posto, até parece que estamos a descer as voltas do INFERNO DE DANTE.

Isto porque, em qualquer tempo futuro, próximo ou distante, estou disposto a emendar a mão e a reconhecer que não tenho mesmo nada a ver com  as profecias do BANDARRA e outros profetas que começam a proliferar entre nós, aconselhando-me muito afoitos: “espera e logo verás!”. 

PRIMEIRA PARTE

PEIDO DE LOBO (1)

25-01-2021

Há coisas que, para sabê-las, não é preciso ir a Coimbra. Aprendem-se a pisar a serra, um souto, um pinhal ou um sargaçal. Um simples camponês. Refiro-me, claro está, aqueles cogumelos, solitários ou agrupados, de cor branca, cabeça aproximadamente esférica, pequeninos, aos quais o povo chamou, muito apropriadamente, PEIDO DE LOBO.

P.lOBOEm criança, primeiro, e depois, em adulto, sempre que encontrava algum por onde quer que andasse, pisava-o e...PUM...o som mostrava que estava ali a razão do seu nome de batismo.

Não resistindo ao pontapé, cheio de ar, esfoirava-se num instante e largava, em redor, um pó malcheiroso, como que a justificar a designação. E... PUM...era uma vez um peido.

Tão ilustre figura veio-me à lembrança, após as eleições presidenciais de ontem. Os comentadores políticos e os políticos que integram o novel partido CHEGADO à cena nacional, abrem a boca de espanto, face aos resultados obtidos. O seu lider, de peito feito, fala alto e, arrogantemente, ameaça que chegou para crescer e ficar. Cuidem-se, pois, os restantes partidos. Pois não haverá governo em Portugal sem ele.

Atendendo à geografia dos votos que obteve, maioritariamente localizados nos meios rurais esuburbanos (isto diz muito!) estou em crer que sim, a não ser que nas próximas eleições, não resista ao pontapé do povo e se “esfoire” como o PEIDO DO LOBO... e era uma vez...

COMENTÁRIOS E PARTILHAS

 Francisco Matos Brito

Vou partilhar pró Alentejo.

Abílio Pereira de Carvalho

Fazes muito bem, ó primo. Nem sei que te diga.

Fernando Martins da Silva

Professor, também vou partilhar, só para reforçar a partilha do  Francisco Matos Britoaqui por terras alentejanas.

 Fernando Martins da Silva

 Força, amigo!

Manuel Ferreira

Bem analisado, mas também sabemos de alguém que tem culpa.

Paulo Sérgio Ferreira

Mas afinal não é o povo quem mais ordena?

Abílio Pereira de Carvalho

Pois é, ó Sérgio. Eu bem o entendo. Mas por acaso já ouviu falar na “bisca samarreira”. Não. Eu lhe explico. É a “bisca lambida” assim designada por Aquilino Ribeiro, muito jogada nos meios rurais e suburbanos, nas mesas de jardins e largos públicos, por idosos reformados, sempre a “protestar” (com razão) contra os partidos que não os retiraram da miséria e situaçào de pobreza. Muitos deles ignoram Aquilino e o Peido do Lobo que incha lentamente e depois se esfoira num instante. Quem se lembra do PRD e dos seus líderes?

Paulo Sérgio Ferreira 

 Abílio Pereira de Carvalho

  O  PRD, salvo erro, foi fundado pelo ex Presidente Ramalho Eanes, não vingou, eu devia ter 12/13 anos, ainda não jogava à bisca.

Abílio Pereira de Carvalho

 Paulo Sérgio Ferreira

 Ora aí está uma coisa para refletir, ó Sérgio, se é que aprendemos algo com a HISTÓRIA. Se o PRD inchou de repente e não vingou com as figuras (muitas) credíveis que o lideravam, só mesmo alguém investido de PODER DIVINO pode vir a satisfazer os EGOS rurais e suburbanos, descontentes,  esperançados num MILAGRE . E já agora, porque somos amigos há muito tempo, permito-me a fazer-te uma pergunta galhofeira. Disseste que nessa altura ainda não jogavas a BISCA. Então, pergunto eu, agora já usas samarra? Um pouco de humor, neste tempo de CONFINAMENTO, é um excelente TÓNICO para descomprimir. Certo? Abraço.

Paulo Sérgio Ferreira

Dr.  Abílio Pereira de Carvalho

Não uso, mas já tive uma, com uma gola que parecia um rabo de uma zorra.

Abílio Pereira de Carvalho

Bem me parecia que tinha visto com uma. Sempre pronto, atento e vigilante, como convém a um cidadão de DIREITO. Não esqueço isso.

Antonio Julio Fonseca Brito

Professor, sem dúvida estou de acordo, é um peido de lobo.

 

SEGUNDA PARTE

PEIDO DE LOBO (2)

26-01-2021

Retomo o assunto, depois de alguns COMENTÁRIOS e PARTILHAS que recebeu o meu primeiro texto aqui publicado e também depois do que tenho ouvido, em discurso direto, pela boca dos COMENTADORES ENCARTADOS sobre o resultados eleitorais das últimas presidenciais.

P.lOBOJá tenho dito, mais do que uma vez, que tudo quanto escrevi na imprensa e nas redes sociais, ao longo da vida, foi sempre sem o respaldo da CARTEIRA DE JORNALISTA. Não posso, pois, ser acusado de “usurpador de funções”. E bem sabem os que me acompanham, há anos, qual a postura que tenho face à CORRUPÇÃO, AO COMPADRIO, AO AMIGUISMO E CAPELINHAS DE CONVENIÊNCIA. E a cultura, a convivência de muitos anos com povos de etnias e religiões diferentes colocou-me na posição HUMANISTA de respeitar todos eles.

Como RETORNADO que sou de Moçambique, a propósito da DESCOLONIZAÇÃO, escrevi, em  2005, in «MEMÓRIAS MINHAS»:

“Como professor, tendo ensinado e avaliado negros, brancos e mestiços, constatei que a inteligência não tinha cor, mas só agora senti na pele que também a não tem a raiva, o ódio e a dor”.

Pois, mas, em tempo de CONFINAMENTO, tenho-me entretido, com gosto, a ouvir os comentadores encartados, quer na rádio, quer nas televisões, quer na imprensa escrita. Todos muito espantados com o resultado das eleições e a alvitrar que vem aí o LOBO MAU.

PEIDOOra, se eles conhecessem o país e soubessem que é nos meios RURAIS e meios SUBURBANOS onde toma assento a velha alma portuguesa, o Portugal profundo (semianalfabeto, trauliteiro, tipo MALHADINHAS) espelhado nos idosos descontentes (com razão) com os partidos do ARCO DA GOVERNAÇÃO, todos ali sentados nos bancos e mesas existentes nos largos, praças e jardins públicos, a gastar o resto das suas calejadas vidas a jogar a “sueca”, a “bisca lambida”, a mesma que Aquilino Ribeiro chamou “bisca samarreira”, se tais comentadores soubessem isso, não estranhariam que o MESSIAS emergente, palavroso e prometedor da salvação da PÁTRIA, recebeu maioritariamente os votos desse descontentamento e protesto. O voto SAMARREIRO.

Mas, feito isso, numas próximas eleições, quando o tear fia mais fino, toda a petulância e arrogância manifestada por esse “enviado de Deus” para salvar a PÁTRIA, se ESFOIRA num instante, tal qual o PEIDO DE LOBO.

Isto, num país em que “é o povo que mais ordena”, enquanto outros mamam e engolem tudo o que ele “ordenha”.

Lobo mau? Era uma vez...«ou já chegamos à MADEIRA?».

 

 

GERINGONÇA

Com o título em epígrafe alojei, recentemente, um vídeo no Youtube, cujo link vou colocar em rodapé deste texto. Isto porque ele mereceu alguns comentários de mérito vindos de algumas pessoas que o viram, incluindo o seu contrário, vindo de um tal João Silva Filho que pintou, preto no branco, a seguinte flor de lis: “uma palhaçada esse portuga...sem novidade nenhuma”.

Face a tão SÁBIA observação, incluindo o domínio da LÍNGUA PORTUGUESA, acrescentei o seguinte comentário de resposta:

LAR, DOCE LAR

“COMO SE FAZEM AS COISAS”

É o nome do programa de um dos CANAIS televisivos da CABO. E se ali tomam assento todas as “coisas” dignas de ver, digamos úteis ao ensino e aprendizagem, mais pedagógicas do que comerciais, todas elas saídas da imaginação e criatividade humanas, destinadas a desempenharem uma função de vida simplesmente utilitária ou animadamente recreativa, não menos digna de figurar no mundo é o TACO sobre o qual escrevi na crónica anterior e que me leva a repetir o gesto, falando destoutro.

O MILAGRE E A CIÊNCIA

Neste meu afã de arrumar a casa, preocupado em pôr em ordem a biblioteca dos pensamentos, das lembranças, dos reconhecimentos, méritos e afetos, retomo aqui a divulgação da ARTE da minha esposa (falecida) MARIA MAFALDA DE BRITO MATOS LANÇA CARVALHO, alguma dela publicada em vida sua no jornal “Lamego Hoje”, nos anos 80 do século XX (onde eu também colaborava) sob o título genérico “SIMBI(Ó)TICA”, mas outra inédita, pois esboçada ficou à espera de ser acabada em tempos posteriores.

QUEM MANDA?

O texto que se segue resulta do visionamento do vídeo que anexo em rodapé, para que os meus amigos não antecipem o meu estado de senilidade. Foi publicado no meu mural do Facebook, em 31 de dezembro do ano passado (2019) mas, por lapso meu, não o alojei neste meu espaço onde procuro exercer, até onde a luz da inteligência o permitir,  a alongada profissão docente, de mistura com a ironia e humor, como sempre fiz, no ativo. Possuo textos manuscritos dos meus alunos a dizer isso mesmo. Gostavam de «HISTÓRIA porque o “Sô’Tor” conta anedotas sempre a propósito”.

A EQUIPA DO FQACEBOOK, sempre atenta (graças à tecnologias de que dispõe) trouxe hoje esse texto ao capítulo das MEMÓRIAS e só então me dei  conta que ele merecia (mas não estava) figurar neste meu espaço, para onde o transponho com muito gosto.

PENSAMENTOS

Dias há que me sinto assim como que a fazer as malas, disposto a partir para longe. Assim como que a arrumar a casa, arrumar as estantes da biblioteca, tudo o que é pensamento e imaginação, criador e criatura, e abalar para nunca mais ser visto, nem ouvido, nem ler, nem lido.

É tempo disso. O confinamento imposto pela Covid-19 levou-me a bulir em arquivos materialmente fechados há muito, mas sempre abertos e escancarados em memória e sentimento. E tenho dado conta disso em textos e vídeos publicados, não faço segredo e sem medo, ciente estou de fazê-lo impelido pela consciência, pela obrigação humana, pelos tempos que correm e pelo exercício prolongado da profissão docente.

CONFINAMENTO – NATAL DE 2020

Quem me tem acompanhado nesta minha saga de intervenção cívica através das LETRAS, por certo se deu conta que, lesto a comentar e a louvar todo o ato criativo e artístico, demorei bastante tempo a escrever sobre o legado artístico da minha mulher MARIA MAFALDA DE BRITO MATOS LANÇA CARVALHO.

PATRIMÓNIO MATERIAL E IMATERIAL

Julgo não ser novidade para alguém esta minha ligação à terra e, por conseguinte, à Natureza. Daí as minhas «CONVERSAS EM ANDAMENTO» alojadas no YOUTUBE, aqueles registos em vídeo que vou fazendo por matas, montes e barrancos, a falar de árvores (e com árvores) de plantas, de azevinhos, carvalhedos, urgueiras, giestais e a comparar a vestimenta que cobre a serra do Montemuro, nos meses de maio de cada ano, com uma dalmática de clérigo ou casaca e jaqueta de toureiro.  E alojados no Youtube estão também os vídeos que fiz com as minhas netinhas a colher as batatas granjeadas no canteiro do meu pátio, ali, onde a avó MAFALDA, professora e artista, que lidava com pinceis e cores, aguarelas e lápis de cera, lápis de carvão e fixador, como mostrei recentemente em vídeo - um tributo meu merecido e devido -  não hesitava em estragar o verniz das unhas e, da mesma terra, tirar a salsa e os coentros e demais plantas ornamentais ou de cozinha. Nós e a natureza. Isto muito antes de entrarem em moda as «hortas de Lisboa e arrabaldes», esse  novel e louvável projeto posto em prática por antropólogos, sociólogos, psicólogos, historiadores e paisagistas urbanos, com valor patrimonial bastante para entrar nos programas radiofónicos e televisivos. Basta estar atento e vivo.

CORTE DE ÁRVORES

NEM PENSAR

Os meus “posts” anteriores atestam a prioridade e o valor que dei à leitura e comentários que me mereceram os livros de Delfim Ferreira da Silva, da Moita, concelho de Castro Daire, com o título «PAIXÕES, SENTIMENTOS E VERDADES» e o livro de José F. Colaço Guerreiro, do concelho de de Castro Verde, com o título “DESCANTES”, seguidos do livro da «DÉCIMA SECÇÃO DE CONSERVAÇÃO DA DIRECÇÃO DE ESTRADAS DO DISTRITO DE VISEU». de 1929 A 1940, sendo chefe da Conservação Mário Rodrigues dos Santos. Todos eles lidos e COMENTADOS com prazer, neste meu exercício de cidadania, em prol da informação, da CULTURA e BEM COMUM. Feito isso, retormo ao tema que ficou suspenso ligado ao DERRUBE das árvores no ex-PARQUE JAE no alto de Farejinhas. Assim:

«DESCANTES»

É incontornável. Já o escrevi algures e volto aqui a fazê-lo. Sempre que me lembro do começo da minha amizade com o DR. JOSÉ FRANCISCO COLAÇO GUERREIRO, dou por mim, há muitos anos, naquele cruzamento de ruas, em Castro Verde, onde, numa das esquinas, ficava a oficina do alfaiate TERLICA, nosso amigo comum, homem vivido e conversador, com quem, na sua loja e fora dela, com a tesoura em descanso (e às vezes não), trocávamos impressões interessantíssimas sobre as encruzilhadas da vida. Caminhos andados e os caminhos almejados do porvir.

DELFIM FERREIRA DA SILVA

Agradável surpresa. Em 2018 desloquei-me à aldeia da Moita, concelho de Castro Daire, a casa do senhor Delfim Ferreira da Silva. Tínhamos falado pessoalmente na vila, a propósito de PATRIMÓNIO histórico e divagado sobre poesia. E disse-me que possuía em sua casa muito material recolhido relacionado com a vida do seu tempo, do tempo dos seus pais e avós dos nossos avós.

O PARQUE QUE DEIXOU DE SÊ-LO

Já escrevi vários APONTAMENTOS sobre esta ÁGORA democrática que dá pelo nome de FACEBOOK. E batizei esses meus APONTAMENTOS  com o título “O FACEBOOK É UMA LIÇÃO”, parafraseando a velha canção coimbrã, por tudo quanto nele se deposita e nos permite apreender e conhecer os interesses do ser humano.

CIVISMO

Creio não haver pessoa minimamente culta e bem informada e/ou formada  que ignore a letra e a música do poeta/cantor, cujo  nome dispensa apresentação.

 E vem isto a propósito do texto que alojei há dias no meu mural do Facebook, repescado do meu site TRILHOS SERRANOS onde o publiquei em 2018. Falava, entre outras coisas, da PESTE que, em 1680 assolou a região de Castro Verde e levou os autarcas a tomar medidas no sentido de evitar o contágio entre as pessoas. Assim:  

CAGADA E CAÇADA MATINAIS

Como professor que fui de História e de Português (...) sempre preocupado em ligar a História e a Literatura à vida, numa das turmas que que tive, selecionei, propositadamente, para leitura o conto de Sophia de Mello Breyner Andresen que tem por título «O Búzio». E qual a razão desta minha escolha? É que no meio onde a escola estava inserida havia um pedinte andarilho por aldeias, feiras, mercados e romarias, conhecido pela maioria dos alunos, que fazia lembrar o protagonista do conto de Sofia. Bem conhecido que era, sugeri que escrevêssemos também, coletivamente, um conto sobre esse pedinte, onde destacássemos o seu retrato físico e moral. E fizemos.

Vindo a lembrar este caso muitos anos depois, coloquei um texto no meu site a lembrar essa minha pedagogia  e foi aquele que, até hoje,  mais leituras teve, cerca de 18.000 mil. 

E vem isto a propósito de uma “estória” que me contaram nos tempos que passei nas terras alentejanas. “Estória” essa a que só muito mais tarde vim a emprestar alguma credibilidade. Assim:

A PNEUMÓNICA EM 1918

Fracassada a restauração da MONARQUIA DO NORTE levada a cabo por Paiva Couceiro, o jornal “Echos do Paiva”, que, em 1915, tinha substituído  “A União”, ambos defensores dos ideais monárquicos, deixou de ser editado e, por isso, a partir de 1919, o concelho de Castro Daire passou a dispor somente da informação local que lhe prestava “O Castrense”, que, como já disse na crónica anterior, não iria além de 1932.

A PNEUMÓNICA DE 1918

Já lá vão ONZE crónicas a falar do mesmo. Esta é a número 12. Desta vez, sem grandes considerações,  vou ficar-me por aquilo que os jornais «Echos do Paiva» e «O Castrense» (ambos publicados em Castro Daire em 1918) , nos informam sobre a «DOENÇA HESPANHOLA», primeiramente assim designada só e depois a «PNEUMÓNICA».

CAMINHOS ANDADOS

Milhares de quilómetros separam os progenitores dos filhos. Os primeiros a viverem longe do mar, na aldeia de Cujó, os segundos a respirarem a maresia do Índico, na cidade de Lourenço Marques. Os quilómetros de distância e os anos de ausência não diluíram os elos de afectos entre uns e outros. Passavam os anos, aumentava a saudade e era o tempo que a comunicação só se fazia por cartas. Os telemóveis e a parafernália de equipamentos que facilitassem a aproximação das gentes por vídeo-conferências e quejandos,  nem vistas, nem sonhadas. Eram milagres do porvir.

ENCONTROS INESPERADOS

Já contei aqui o meu inesperado encontro com o nosso conterrâneo, Adérito Duarte, numa sala de aula no Externato Marques Agostinho, em Lourenço Marques e aludi à minha surpreendente surpresa. Ele professor e eu aluno.

Mas outro encontro inesperado me esperava, lá, nessas terras distantes. E nem imaginam a reação emotiva que, tão longe da nossa terra, significam encontros desses. É como se fossemos todos da mesma família.

ELEIÇÕES

No dia 03/11/2020 postei no mural do meu Facebook a versalhada que se segue ilustrada com um daqueles canários de barrete, tipo rufia de bairro ou líder de gang. Assim

«POÇO DOS MOLGOS»

No meu livro “Implantação da República em Castro Daire - I” escrevi o texto que se segue com o título que achei adequado ao momento político nacional e os movimentos dos REPUBLICANOS (nacionais e locais) reagindo ao “28  DE MAIO DE 1926” que instaurou a DITADURA em Portugal. As fotos ilustrativas foram acrescentadas agora, porque só neste ano de 2020 me foi possível chegar e estudar esse troço de rio . Assim:

ALCUNHAS

Por este Portugal fora, todas as aldeias, vilas e cidades tinham a sua alcunha. Eram epítetos usados pelos naturais de uma povoação quando eles queiram ofender ou melindrar os da outra. Em tempos remotos eram um autêntico pendão de identidade colectiva pendurado na ponta de um varapau.

GENTE NOSSA

Não sou pessoa de me deixar arrastar pela enxurrada de circunstância v.g distribuir louvores e méritos a este ou aquele cidadão, só porque outros, com justiça ou sem ela, por amizade, compadrio político ou clientelar o fazem, neste nosso mundo onde, entre tanta gente séria, reina a hipocrisia social.

HERÓIS DA SERRA

Neste mês de setembro passei parte dos serões a ver cowboys e a apreciar as suas relações afetivas com o gado, vacas e cavalos à sua guarda, ou ao seu serviço. E, em cada coboiada na conquista do oeste, nariz virado ao futuro desconhecido, eu vi uma aventura de cada ser humano na conquista de um lugar ao sol, de algo que fosse seu, um pedaço de chão resguardado dos quatro ventos, com cobertura adequada para o desvio  das chuvas e as neves.

ENCONTROS E DESENCONTROS NAS ENCRUZILHADAS DE VIDA

Estaríamos nos anos 50 do século XX e eu rondaria os 10 anos de idade. Eram tempos do pós-guerra, de carência e racionamento em tudo quanto se comia e se gastava por este Portugal afora. Uns, para sobreviverem e outros para manterem o nível de vida que sempre tiveram.

Então, como hoje, a crise nunca é igual para todos e, nessas circunstâncias, regressando eu com o gado Touça fora, vindo dos lados do Rio Mau, encontrei pouco antes do Santo António, sentados e encostados a uns penedos, vários caçadores vindos da zona do Porto a desfazerem o seu farnel.

Há quem, pelo nosso concelho, procure protagonismo político, social e, até, no campo da HISTÓRIA, das LETRAS e JORNALISMO busque as luzes da ribalta e encha a boca com as potencialidades TURÍSTICAS da serra do MONTEMURO e do rio PAIVA. Este rio, como é notório e público, tem andado, ultimamente, pelas “águas da amargura”. 

Os meus filhos e netos, que me fizeram uma visita recente (registo que deixei em vídeo) quiseram banhar-se neste rio, junto à PONTE DE CABAÇOS, um troço de rio que, normalmente, frequentamos e também já pus no mundo, em vídeo. Que não. Disse-lhes eu. Para bem da saúde, por enquanto, são águas a evitar.

MOINHO DA PONTE, EM CUJÓ


Voltando ao vídeo do meu amigo ANTÓNIO PEREIRINHA DOS SANTOS, relativo ao MOINHO DA PONTE, aquele que achei por bem publicar no MEU CANAL DO YOUTUBE e classifiquei de “HISTÓRICO, TÉCNICO E PEDAGÓGICO”, é com muito gosto que a ele retorno para lembrar algumas coisas muito simples que dele decorrem.

ENTRE AMIGOS

Neste “mare magnum” da comunicação que irriga o mundo, mar vagabundo, sem treino de surfista, obrigado sou, por dever de cidadania e de ofício, a equilibrar-me, ora na crista das ondas analógicas, ora na crista das ondas digitais, às vezes com os pés somente na espuma dos dias.

IMPULSOS DE AMIZADE

No dia 08-06-2020 alojei no Youtube um vídeo, feito em 1992, que me tinha sido cedido em 2010, há dez anos, portanto, pelo meu amigo Rui Peixoto. Um senhor natural de Azeitão que, com esposa e filhos frequentavam, anualmente, e durante 30 anos as Termas do Carvalhal.

Pragmático, reconhecida a composição química destas nossas águas termais e a necessidade de delas fazer uso, comprou uma casa na aldeia do  CARVALHAL e, com a família, para cá se mudava, com armas e bagagens, todos os anos, em tempo de férias.

PATRIMÓNIO

Há muito, muito tempo, eu comprei a Oliva. Na sua aquisição apliquei o primeiro dinheiro que recebi do meu trabalho intelectual. Bem ou mal, era o fruto do sentimento, da sensibilidade e pensamento ditados pela idade. Foi nos tempos longínquos da mocidade.

A VERDADE E A MENTIRA

Não, não e não!

 Um HISTORIADOR não deturpa a HISTÓRIA, nem confunde FACTOS REAIS de trabalho, a forma de ganhar a vida dos PASTORES DA SERRA DA ESTRELA, com RECREAÇÕES FOLCLÓRICAS LOCAIS de ENTRETENIMENTO e de CONVENIÊNCIA, a coberto dos nossos “usos e costumes”. 

ARQUEOLOGIA  INDUSTRIAL

Nunca fui um professor acomodado aos conteúdos compendiados, destinados ao ensino da HISTÓRIA e da LINGUA PÁTRIA. Por isso, nunca me cansei de investigar, de fazer trabalho de campo, ver coisas e falar com pessoas nos territórias da minha “comunidade educativa”. Exerci, a bem dizer, pedagogia dentro e fora da escola, bem ao contrário, e até contra o gosto, de certos colegas meus, atitude que bem demonstraram estando ausentes, aquando da APRESENTAÇAO do livro que resultou do “projecto de investigação aplicada” levado a cabo durante a minha “licença sabática”.

EDUCAÇÃO EM CASTRO DAIRE

 Pelos nossos olhos perpassam os nomes os professores e dos alunos, grau de estudo e de classificações, que ilustram bem esses tempos idos no que respeita à matéria em apreço. E, nestes tempos que vivemos, especializados em manejar os polegares sobre o ecrã dos telemóveis, não faltará quem encontre aqui a identificação dos seus avós e avós dos seus avós. Talvez gostem de saber..

DISPUTA SOBRE A ESCOLA EM ALVA E SOUTO

Dos muitos dados de pesquisa que permanecem inéditos no meu «DISCO RÍGICO» recolhidos durante as longas noites de leitura que fiz na IMPRTENSA LOCAL, resolvi publicar os que se seguem referentes ao ENSINO concelhio, nos anos de 1916 e 1917.

 Deixo as «fontes» consultadas entre parêntese, para que todo e qualquer cidadão possa certificar-se do rigor da transcrição, com a advertência de ter usado a ortografia do NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO:

DISPUTA SOBRE A ESCOLA EM ALVA E SOUTO

Dos muitos dados de pesquisa que permanecem inéditos no meu «DISCO RÍGICO» recolhidos durante as longas noites de leitura que fiz na IMPRTENSA LOCAL, resolvi publicar os que se seguem referentes ao ENSINO concelhio, nos anos de 1916 e 1917.

 Deixo as «fontes» consultadas entre parêntese, para que todo e qualquer cidadão possa certificar-se do rigor da transcrição, com a advertência de ter usado a ortografia do NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO:

APRENDIZAGEM

Com 81 anos de idade, eu posso dizer que passei muitos deles a APRENDER e outros a ENSINAR e APRENDER simultaneamente.

E como professor, não raro fui surpreendido com certas “tiradas” de alguns dos meus alunos, capazes de me fazerem reformular a pergunta sobre a matéria programada, ou mesmo mudar o plano de aula e seguir pelo caminho sugerido e mais conveniente ao bom aproveitamento da aula.

ERMIDA DO PAIVA

Creio ser corrente, hoje em dia, o uso dos NÚMEROS para, através deles, sejam produto de sondagens científicas, sejam simples recolha de opiniões, tomarmos conhecimento (bem ou mal)  da realidade política, económica, sociológica, cultural, etecetra, coisa e tal.

Foi na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa que fui iniciado na “MATEMATIZAÇÃO DO REAL”, conhecimento que devo ao PROFESSOR JOAQUIM BARRADAS DE CARVALHO, o mesmo que, na cadeira que regia, a fim de melhor se entender a caminhada humana na sua trajetória histórica, sublinhava, vezes sem conta, a HISTÓRIA DAS MANTALIDADES e a NOVA UTENSILAGEM MENTAL advinda da difusão do ALGARISMO. A si se deve o artigo com esta entrada no DICIONÁRIO DA HISTÓRIA DE PORTUGAL.

PROFESSOR É PROFESSOR

Dois dias depois de eu ter feito 81 anos de idade, caiu-me na minha caixa do correio eletrónico um texto remetido por um SENHOR que tive a honra e o orgulho de ter como PROFESSOR de LATIM, de PORTUGUÊS GRAMATICAL e de LITERATURA PORTUGUESA. Vivo, e de boa saúde, dá pelo nome de FRANCISCO CRISTÓVÃO RICARDO e não tenho o desplante de lhe perguntar a sua idade.

ALEGAÇÕES FINAIS

Neste ano de 2020 chegou-me um vídeo feito em 2001, cujo conteúdo se reporta à cerimónia de lançamento do meu livro “MOSTEIRO DA ERMIDA”, que teve lugar no «CENTRO MUNICIPAL DE CULTURA», em CASTRO DAIRE, promovida pelo Dr. Arménio de Vasconcelos.

 EU,  O FACEBOOK E O «WI-FI» MUNICIPAL

Já perdi a conta os apontamentos deixados no espaço «FACEBOOK» com o título supra. Mas, a propósito do último que ali alojei, aludindo à falta de «REDE WI-FI» no JARDIM PÚBLICO de CASTRO DAIRE, abaixo transcrito na íntegra com os comentários que recebeu (isto para nenhum deles se eclipsar, entretanto) fui rebuscar o naco de um desses textos para INTRODUÇÃO desse «ALFOBRE» de opiniões. Algumas delas, claramente inoportunas e sem qualquer sentido. 

Resolvi reparti-lo  em segmentos,  uma forma didática de ele vir a ser bem lido e compreendido, já que, por vezes constacto haver pessoas que, seja por magra LITERACIA, seja por gorda PROVOCAÇÃO, dão mostras cabais de não saberem ler o que digo e escrevo.

A PRIMEIRA PARTE, será constituida pelo texto que publiquei, HÁ ANOS, uma reflexão sobre as funções do FACEBOOK, como espaço DEMOCRÁTICO onde se projetam as felizes ALMAS (ou ALMAS PENADAS) que nele deixam as suas realizações, angústias e frustrações.

A SEGUNDA PARTE, inclui o texto que escrevi e publiquei nesse espaço aludindo à “FALTA DA REDE WI-FI” no JARDIM PÚBLICO de Castro Daire, aos fins de semana e feriados, sobre o qual anexo o link de um vídeo feito em junho de 2019 e só neste ano de 2020 ascender ao Youtube, por força da IGNORÂNCIA revelada por um crítico ou dois sobre O USUFRUTO deste bem de PRIMEIRA  NECESSIDADE, nos tempos que correm. 

A TERCEIRA PARTE, foi reservada aos esclarecidos e/ou obtusos COMENTÁRIOS que esse meu texto recebeu, vindos de quem o leu, alguns deles eivados, claramente de cariz ideológico, numa espécie de “defensores do convento”. Os subscritores lá saberão porquê. Eu dei os esclarecimentos devidos e o leitor deste meu texto, ajuizará das intenções e clareza que cada COMENTÁRIO comporta.

A QUARTA PARTE serve para mostrar, através de fotos e gravuras, a razão de eu ter comparado CASTRO DAIRE a CASTRO VERDE no que toca ao uso urbano da INTERNET disponibilizado pelos EXECUTIVOS MUNICIPAIS e com isso mostrar quantos anos aquele concelho, onde trabalhei alguns anos, leva de avanço ao meu concelho de origem e, com isso rechaçar as incompreensíveis observações de PEDRO SOUSA no que respeita ao uso das NOVAS TECNOLOGIAS como base de INFORMAÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CULTURA. Mas também aqui deixo aos leitores a liberdade do mais acertado juízo. Pelos GOSTOS apostos no fim do texto (com o polegar virado para cima e outros Imoges) deixados ali pelos demais leitores, parece que PEDRO SOUSA ficou isolado dos restantes, mais isso se verá somente no mural do FACEBOOK, já que essa referência se perdeu na transposição que fiz para este meu SITE. Questões de TECNOLOGIA e não de CENSURA minha. Assim: Eis, pois:

UMA MORTE ANUNCIADA

Há dias recebi, na minha caixa do correio analógico, um folheto azul que me deixou triste. Nele se faz eco público da má situação em que se encontra o “Notícias de Castro Daire”.Tenho acompanhado as dificuldades da imprensa regional, em geral  e quanto a PANDEMIA veio agravar a situação.  Como já me encontrava «desvinculado» desse órgão de comunicação local, aqui deixo as razões  da minha tristeza em correspondência trocada com o atual Diretor, Marco Lacerda, de quem sou amigo e cuja família muito estimo.

CONVENIENTES E INCONVENIENTES DO CORONAVÍRUS

Como cidadão que se preza de cumprir os seus deveres e obrigações, nomeadamente as tributárias, ponho em igual pé, que os meus direitos sejam respeitados, nesta minha cívica relação entre governantes e governados.

EMIGRANTE NACIONALIZADO

Há um bom par de anos, não sei se de barco ou de avião, numa altura em que a GLOBALIZAÇÃO, o TURISMO e o COMÉRCIO à escala mundial, não tinham ainda forjado os estreitos elos de ligação entre povos e nações, a deslocação fácil de pessoas e produtos; tempo de ver e conhecer monumentos e culturas diferentes; tempo de apreciar e saborear o que de exótico e diferente existe no mundo; tempo que as grandes superfícies comerciais, essas catedrais do CONSUMISMO, eram coisas do porvir, chegou a Portugal um EMIGRANTE, cuja identidade estava estampada no seu passaporte. Nele se mostrava o seu nome, o seu rosto e o próprio e país de origem.

RAMBO PORTUGUÊS

Hoje, à hora do almoço, um canal de televisão exibia um filme de guerra americano, um daqueles a que já estamos habituados: caras farruscas, tiros, pancadaria, mortos, feridos, etc. etc.

EX-ALUNA MINHA, COLEGA MINHA É.

É sempre gratificante para mim ser contatado por ex-alunas/os que, há muitos anos, se cruzaram comigo nas suas carreiras estudantis. Todos eles e elas. Cada qual, crescendo e andando, trilhou caminhos diferentes dos meus, fizeram-se à vida, e, em diferentes terras, agarraram o ganha-pão das suas preferências naturais, ou aquele que social e economicamente lhes foi possível por forma a viverem honradamente, dignificando a família ascendente, descendente e colateral.

 Abílio Pereira de Carvalho

18 de abril de 2017 · 

A RTP1 transmitiu ontem, dia 17 de abril, com início às 22 horas e términos cerca da 1 da manhã, o longo documentário HUMANOS. Muito longo, dirão alguns! E eu, que, levado pelo impulso humano, me ferrei a vê-lo e a gravá-lo na box, pergunto-me como podia ele ser mais curto se, em tão pouco tempo, a equipa de realização meteu quase o MUNDO INTEIRO? É isso. O mundo físico, humano, racional, emocional, "sapiens", "demens" e "degradandis".

PANDEMIA

ESPIGOS DA MINHA HORTA

Numa das minhas crónicas anteriores, acerca do imprevisto tempo histórico que atravessamos, este mundo industrial, comercial e rodoviário parados, nós em casa enclausurados, usei a expressão “RESPIGOS DA MINHA SEARA”. E nesta, alternei, como se vê, para “ESPIGOS DA MINHA HORTA”.

PANDEMIA (9)

Em “setenta” fiz uma ode à CIÊNCIA. E neste tempo de clausura (século XXI) que ninguém aguenta em consciência por ser anti natura, num só instante volto ao passado distante para cantá-la novamente.

Eu era ainda estudante e glorificava a fulgurante viagem à Lua e o conhecimento do universo. E digo, então, em prosa e verso, numa linguagem crua:

ASSEMBLEIA MUNICIPAL - 1998

1 - QUANDO O «CU» TEM POUCO A VER COM AS «CALÇAS»

Tanto quanto me é dado saber a Assembleia Municipal reuniu no dia 25 de Novembro p.p., não por iniciativa própria, não para discutir algo que lhe desse no goto, não para deliberar se a serra do Montemuro devia ser arrasada a fim dos ventos do litoral penetrarem mais facilmente no interior e, por essa via, se esbaterem as assimetrias regionais. Não. Não foi assim. Ela reuniu para dar cumprimento ao que lhe foi solicitado oficialmente, nomeadamente, participar nas iniciativas legislativas que correm na Assembleia da República sobre a regionalização.

PROFESSOR  JORGE TELES

Conhecemo-nos há muito tempo. Eu militante do PARTIDO SOCIALISTA  (então, membro da Comissão Política Concelhia) e ele nas lides do PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA.

PANDEMIA

Retomo o tema da “PANDEMIA” e o que gira em torno dela. E aproveito para ilustrar o meu trabalho com mais alguns RESPIGOS DA MINHA SEARA, vindos a propósito.





Abílio Pereira de Carvalho

O MEDO, O MEDRONHO, O MEDROSO E O MERDOSO

PANDEMIA

Mercê do trabalho de investigação que tenho vindo a fazer na área das CIENCIAS SOCIAIS,  cujos resultados tenho divulgado em livros, jornais e no meu site TRILHOS SERRANOS (deixo de lado o MEU CANAL no Youtube, por agora) vem mesmo a propósito, neste tempo de «QUARENTENA»  trazer alguns “RESPIGOS DA MINHA SEARA”  com vista a fornecer aos meus amigos algo de entretenimento e ajudá-los a passar o  tempo de clausura e o isolamento que o CORONAVÍRUS impôs à generalidade de todo ser pensante e social.

PANDEMIA

Como sabeis, em dois mil e dezasseis, escrevi e publiquei, neste meu espaço online, um registo com título “A BOLA” e subtítulo “A LOUCURA”. Ali disse que “A Loucura é a Vida. É mal que não tem cura e, muito ou pouco, doente está quem não está louco”.

Neste ano de 2020, fui repescar algumas ideias desse apontamento que, a seu tempo, incorporo neste meu “MUNDO DOENTE (6)”, mais um, da série que venho publicando sobre essa outra “bolinha” que, não sendo lisa, antes pelo contrário, com ventosas manhosas, a morder toda a gente, mas mais pessoas idosos, desliza como aquela outra e “corre p’a diabo” de continente em continente, por todo o lado. Uma LOUCURA, até ver, sem cura.

TÂNIA AFONSO

Acerca do Facebook eu já disse tudo, ou quase tudo, nas reflexões que deixei neste meu site com o título “O FACEBOOK É UMA LIÇÃO”. Numeradas, perdi-lhes a conta, mas é fácil encontrá-las navegando neste oceano denominado «Trilhos Serranos». É só colocar o meu nome no Google e, num instante, quem tal fizer,  está no cais de embarque.

DAVIDE FERREIRA

A vida tem destas surpresas. Ontem, sintonizado num do CANAIS CABO, atento ao mundo e aos condicionalismos impostos pelo ESTADO DE EMERGÊNCIA decretado pelo Governo, direi melhor, imposto por um ser microscópico, que se tornou SENHOR DO MUNDOCORONAVÍRUS - sobre o qual já fiz CINCO crónicas alojadas no meu site “TRILHOS SERRANOS”, com porta aberta no FACEBOOK, ontem, dizia eu, fui surpreendido por um SENHOR a falar desempoeiradamente para a câmara do jornalista, nas funções de “RELAÇÕES PÚBLICAS DA GNR”. Militar da CORPORAÇÃO, patente de CAPITÃO, aquela cara dizia-me algo. Eu conhecia aquele SENHOR de algum lado. De há mito tempo, seguramente.

LANTERNA DE DIÓGENES

No meu vídeo alojado no Youtube, no dia, mês e ano - 25-03-2020 - com o título «FAREJA - TERRA E GENTE” (2)», feito na sequência de outros dois alguns dias antes sobre os “CASTANHEIROS CENTENÁRIOS” - o das “CHÃS” eo da “LEVADA” - passeando-me nos diversos caminhos que se cruzam no espaço sito entre Vila Pouca, Braços, Castro Daire e Fareja, um autêntico pulmão verde sobre o qual já fiz também vários vídeos ilustrativos disso mesmo, via neles a rede viária entre todas estas povoações nomeadas, em tempos idos, tal como em idos tempos palmilhei, durante anos, na companhia da minha esposa, em tempo de lazer.

ROMPE E RASGA...SIGA A RUSGA

Os amigos (aqueles que o são) far-me-ão a justiça de não acusarem de “alarmistas” ou de esconderem interesses ocultos os textos que tenho vindo a elaborar sobre os maus tempos que atravessamos e nos conduziram ao estado de clausura, fechados nas nossas casas, por ora convertidas nos velhos castelos medievais sitiados, munidos de besteiros e arqueiros a espreitarem pelas seteiras prontos a suster o inimigo que, em torno deles, assentou arraiais. Ou então, como nos velhos mosteiros rurais, refúgio seguro das populações, onde enfrentavam o inimigo, com preces e orações.

CORONAVÍRUS

Nas abordagens que tenho feito sobre a PANDEMIA do momento, quer em texto escrito, quer em vídeo, nada disse ou mostrei por acaso. E a aceitação que os meus trabalhos tiveram junto de alguns amigos, foi um teste ao estado de lucidez em que ainda estou e, portanto um incentivo a prosseguir. Há um amigo que usa mesmo esse termo e me diz: “prossiga”.

O CORONAVÍRUS


É sabido que tenho votado muitas horas da minha vida à escrita, ao vídeo e à divulgação do produto da investigação. Isso tem-me tolhido a atenção que, afetiva e efetivamente, devo aqueles que me são próximos e/ou lhes corre nas veias sangue do meu sangue: os meus filhos e netos.

CORONAVIRUS

No dia 11 de março p.p. publiquei no meu mural do Facebook um texto alusivo ao assunto que, de momento, é uma preocupação MUNDIAL. Assim:

SER SERRANO

Julgo não faltar à verdade se disser que conheço a rede viária de estradas, caminhos e carreiros que rasgam as serras da Lapa e da Nave, de lés a lés, pois ali passei anos de vida a perseguir perdizes, na companhia do meu primo Manuel Carvalho Soares.

EUTANÁSIA

TEXTO PUBLICADO NO FACEBBOK em 20.02.2020

Passei a tarde no PARLAMENTO a ouvir o debate sobre a despenalização da EUTANÁSIA e/ou MORTE MEDICAMENTE ASSISTIDA. Pacientemente. E durante todo ese tempo ouvi muita vez a expressão CUIDADOS PALIATIVOS. E todas as vezes que era proferida, vinha-me à mente o texto que escrevi e publiquei em 16 de março de 2016 no meu site TRILHOS SERRANOS, do qual transcrevo para aqui o que julgo a propósito. Referia-me aos LARES por este país em fora, em tempos que o programa televisivo “SEXTA ÀS NOVE”, de Sandra Felgueiras, et alli, era coisa do porvir. É o seguinte:

UM REVOLUCIONÁRIO

Um dedo revolucionário. Desenvolvido na posição oponível aos demais dedos das mãos, foi graças a ele que os HOMINÍDEOS puderam fazer a sua caminhada evolutiva, puderam subir às árvores e, solidário com os demais companheiros na sua função preênsil, permitir que esses nossos antepassados (e outros) se deslocassem de ramo em ramo, ora alimentando-se de folhas e frutos, ora defendendo-se dos seus atacantes no solo, ora permitiram o “fabrico” de instrumentos de trabalho, de ataque e defesa.

COMERCIO LOCAL

Quando, em 1986, entrei no estabelecimento comercial sito na rua 1º de maio, pela porta encimada por uma estela granítica com o nome de “JOAQUIM F.S. e OLIVEIRA”, seguido da data “1888”, fui recebido por um cidadão da minha idade, natural de Cujó, de seu nome, Vicente Pereirinha. Ele tinha frequentado a Escola Comercial de Viseu e, sem curso acabado, fez-se à vida e ao mundo. De momento, nesse ano, era empregado do senhor Luís Almeida, que vendia ali mobílias e candeeiros domésticos para todos os gostos e preços.

IVA A CIÊNCIA

Em 4 de fevereiro de 2014 escrevi o texto que se segue, publiquei-o no meu mural do FACEBOOK e, por distraçãom não o alojei nesta minha página, no embrulho dos outros que, então me fizeram refletir sobre o assunto. Como a EQUIPA DO FACEBOOK nos traz ao capítulo das MEMÓRIAS trabalhos idos, aqui o reponho hoje, tal qual foi escrito. Propositadamente sem pontuação, pois manda a SEMIÓTICA que assim seja.

PRESERVAR O PATRIMÓNIO

Já fiz e publiquei vídeos e crónicas escritas sobre os objetos ligados à iluminação pública e doméstica de antanho e aos utensílios de cozinha, nomeadamente fogões portáteis de campismo.Recentemente, e depois disso, o meu amigo António Matias, daqui de Fareja, um dos responsáveis pelo restauro do CADEIRAL DO CORO BAIXO da Igreja Matriz, conhecedor desses meus trabalhos, sensível à mesma temática, fez aportar a minha casa uma relíquia que, segundo ele, ia direitinha para o lixo.

O VALOR DA PALAVRA

Neste meu afã de proceder à “migração” de alguns textos que publiquei no meu velho site “trilhos serranos.com” para este novo espaço aberto, coube hoje a vez do apontamento que se segue, publicado em 2012. Até parece um TESTAMENTO. Mas não é, ainda que aparente ter laivos disso.

NÓS E OS ANIMAIS

Nascido e criado na serra, rodeado de seres humanos, de quadrúpedes e de animais selvagens e domésticos, emigrado que fui para uma cidade, um autêntico formigueiro humano, separado dos antigos companheiros de trabalho e de sinfonia alada, tendo por esposa uma profissional de ensino, minha companheira de liceu e da universidade, também ela de origens rurais, que, na cidade, muito jovem ainda teve como “primeiro emprego” a venda passarinhos num estabelecimento do ramo, forçoso era que, nesse meio urbano, ambos sentíssemos e víssemos nos passarinhos engaiolados o elo da cadeia que nos ligava às origens rurais e à natureza envolvente. E vai daí, toca a adquirir um casal de canários e respetiva morada gradeada para nos fazerem companhia e alegrarem o lar com as suas cantorias.

JANEIRO/2020

De há uns anos a esta parte vulgarizou-se muito entre nós a expressão a “a tempo inteiro”, atribuída aos vereadores que, senhores de um qualquer PELOURO, passam, geralmente, a ter um ordenado mensal superior o que tinham antes de serem “eleitos”.Por mim (e para mim), em vez daquela expressão, adotei a de “cidadão a tempo inteiro”, sem alteração de ordenado mensal.

E é na assunção desse papel social que, nesta minha “aposentação ativa” (sem depender, até agora, das instituições que se dedicam a tão meritória ação) tenho gastado o meu tempo a escrever e a fazer vídeos sobre as nossas terras e as nossas gentes, por forma a dar a conhecer e divulgar no mundo algo mais que o jogo da sueca ou bisca lambida. Isto para não copiar Aquilino Ribeiro que designava este último jogo por “bisca samarreira”.

ELES, ELAS E NÓS...

Finalmente, depois de constituído o tribunal especializado para o efeito, foi julgado por violação o GALO que, na capoeira onde foi criado, levava a eito o bando de galinhas poedeiras que ali viviam. Elas eram amarelas, cinzentas, pescoço pelado ou cheio de penas, crista dobrada ou em serrilha, tudo servia. 

HISTÓRIA E CULTURA

Mais uma vez aportou na minha caixa do correio o “OUTEIRO”, boletim editado pela “Associação Cultural Desportiva e Recreativa do Fojo”, com sede na aldeia de Campo Benfeito, que integra o “Teatro Regional da Serra do Montemuro”.

ANDRÉ FREIRE, O MÉDICO POETA

Conhecemo-nos há muitos anos. Mal ele era chegado do outro lado do Atlântico, do país que se diz descoberto por Pedro Álvares Cabral, o mesmo país onde Jesus (o do futebol) se tornou, ultimamente, muito popular e flamejante.

AGRADECIMENTO

Um acaso de vida proporcionou-me o encontro, em Castro Daire, no Jardim Público, junto da MÁQUINA A VAPOR, com o senhor NUNO LOPES VIEIRA e sua esposa, dos lados se Santarém, mas a residirem em Oeiras.

Indo eu a passar e vendo-o, muito atento a mirar e a fotografar aquela peça arqueológica, ali colocada por sugestão minha, cuja história (completa) está chapada no livro “Castro Daire, Indústria, Técncia e Cultura” (história resumida que o Municípino bem podia oferecer num desbobrável, que imperdoavel,ente nunca fez) aproximei-me, entabulámos conversa e ele ficou tão agradado com isso que passou a ser meu “”amigo” no Facebook e a corresponder-se comigo, via MESSENGER.

É dele o CONTO DE NATAL que se segue. Esta minha página não está aberta a toda gente. Mas tendo eu já lido, por força da profissão, muitos contos de NATAL, este veio mesmo a calhar. Vale pelo comteúdo e pela forma. Ora leiam:

«LANTERNA DE DIÓGENES»

Em 2004, com o subtítulo em epígrafe, deixei no meu velho site “trilhos serranos.com” o texto que se segue. As razões da sua “migração”, hoje mesmo, para este espaço, (dezembro de 2019) estão expressas na nota de rodapé nº2, para onde remeto o leitor. Dado versar sobre um cidadão de Lamego - UM HOMEM - que muito admirei, em vida, entendi que era tempo de, em sua memória, trazer novamente estas linhas à luz do dia, mesmo sem recurso à «Lanterna de DIÓGENES». Assim:

«PRÓS & CONTRAS»

Ontem, dia 09-12-2019, no programa “PRÓS E CONTRAS” da RTP, debateu-se a questão da legislação (para uso ou não) da CANÁBIS, visando “fins recreativos”. Essa discussão fez-me retornar a Moçambique, aos meus tempos de trabalhador-estudante e a meter-me na investigação que fiz, na Faculdade de Letras da Universidade de Lourenço Marques (hoje Maputo) a propósito dessa e de outras plantas Iimigrantes. Esse meu trabalho, dactilografado, deve andar perdido, por aí, numa das estantes da minha biblioteca.

TETE - CAFÉ DOMINÓ

Aquilino Ribeiro escreveu algures que o “escritor” (porque escreve muito) pode correr o risco de se plagiar a si mesmo. É o que estou a fazer relativamente a mim próprio, já que o texto que se segue foi publicado em 2015, no mural do Facebook: “PICADAS DE TETE”. É de lá que o transcrevo para este meu site, com ligeiras alterações, já que, não o tendo feito então, considero que ele tem aqui cabimento.

A SINA

Sazonalmente eles apareciam em Cujó com as suas traquitanas, carroças, cavalos, burros, cães e mercancias. Assentavam, obrigatoriamente, arraiais sob a copa do centenário e frondoso castanheiro que existia no PASSAL, um terreno sito no Pardeirinho, entre o cemitério da aldeia e a eira lajeada, onde, todos os anos, se faziam e desfaziam medas de centeio malhadas à força de homem e jeito de mangual, primeiro, e, depois, sendo eu ainda jovem, de uma malhadeira, aquele engenho mecânico de boca aberta e cilindro horizontal movido a motor através de correias. A primeira a chegar foi a do “tio” Tibério Teixeira. (Sobre a eira, cf. o meu vídeo alojado no Youtube com o título “Cujó, As Eiras”)

(REGISTO DO DIA)

É caso sabido. Se em tempos idos eram mais do que muitos os mendigos, actualmente há consciência pública da subsídiodependência e, se não me  baralho,  ser mais que muita a gente que se apega ao rendimento mínimo, mandando à fava o trabalho.

O HOMEM E O MEIO

Em 17 de novembro, p.p., fazendo uso o meu mural do Facebook (O FACEBOOK É UMA LIÇÃO) publiquei a cópia digitalizada do REGISTO DE ENTRADA na cadeia comarcã de Castro Daire de um jovem de 18 anos de idade, agricultor, natural dos Braços de Cá, “filho natural de Eufémia Ferreira” (v.g. “filho ilegítimo”) e, subsequentemente, lancei o DESAFIO aos meus amigos facebookeanos para, baseados nos dados lançados nesse registo, atentos aos “averbamentos” de repetidas “entradas” e correspondentes “saídas” deixados na margem direita da folha, darem continuidade a uma narrativa a que eu próprio dei início, assim:

ENCRUZILHADAS DA VIDA


Passeando-me, há anos, por todo o concelho de Castro Daire em trabalho de investigação, isso me permitiu falar com muita gente e ampliar os meus conhecimentos sobre a nossa terra e as nossas gentes. Conheci e falei com pessoas de diferentes níveis etários e de escolaridade. Algumas dessas pessoas dispensavam-me a “apresentação”. Quando eu me dispunha a fazê-lo antecipavam-se e diziam-me: “eu conheço-o do jornal e leio o que lá escreve”. Outros, para surpresa minha, não faziam a mínima ideia deste “bicho-careta”. Não liam o jornal nem lidavam com as História e com as Letras e edições locais.

REFLEXÕES

Presumo não haver serrano nato, calcorreador de montes e brenhas montemuranas, a guardar gados ou à caça, que não saiba distinguir uma “urgueira” de uma “giesta”, um “tojo” de um “codesso” e que, mesmo empiricamente, ignore o substantivo coletivo de cada um desses arbustos: um urgueiral, um giestal, um tojal e um codessal.

REFLEXÕES

Em 31 de outubro de 2013 publiquei no meu mural do FACEBOOK  O texto que se segue. Hoje 31 de outubro de 2019, a zelosa EQUIPA DA EMPRESA trouxe ãs MEMÓRIAS essa relíquia e resolvi transplantá-la para este meu espaço, se é que já não anda por aí perdida entre outras.

REGIONALIZAÇÃO

Nesta minha postura de académico rural e rústico, tenho quilómetros de escrita a defender a dama que dá pelo nome, REGIONALIZAÇÃO, DESCENTRALIZAÇÃO, neste país atacado, há séculos, pelo CENTRALISMO político, administrativo e cultural.

Fi-lo por convicção e estudo, cansado de ver o Portugal serrano entornar-se continuadamente para o mar, onde os conquistadores, povoadores e lavradores montanheses de outrora, à falta de qualidade de vida nas suas terras natais, inteligentemente procuraram na migração e em terra alheia a realização dos anseios que tolhidos tinham se se acomodassem ao sítio onde vieram ao mundo.

«EXTERNATO MARQUES AGOSTINHO» EM L. MARQUES

No texto que publiquei, há anos, relativo ao MANEL DA CAPUCHA, aquele protagonista andarilho e pedinte que corria feiras , romarias e povoados inteiros em redor das serras do Montemuro e da Nave, deixei clara a intenção de mostrar aos meus alunos a relação existente entre a LITERARURA e a VIDA, a partir de um conto da Sofia. Esse texto mantem-se alojado neste meu site a as cerca de DEZASSEIS MIL LEITURAS que dele foram feitas, até à presente data, são a prova da consecução dos objectivos por mim delineados.

VIDA RURAL

Nos meados do século XX, mais ano menos ano, creio não haver criança nascida e criada nas encostas ou faldas do Montemuro que não tenha sentido o calor de uma lareira, ouvido o crepitar da lenha e não tenha visto as panelas de ferro tripédicas ou de barro preto de fundo raso, as primeiras saídas das fundições nacionais e as segundas saídas da olaria de Ribolhos, moldadas pelas mãos de Mestre Albino ou Mestre Zé Maria, a cozinhar os alimentos, fabricados na lavoura em redondo, por norma, depois de cozidos, comidos do mesmo prato, posto no centro da cozinha, sítio acessível a braço de gente grande e de gente pequenina.

A FORÇA DOS AFETOS

Neste meu afã de revisitar textos publicados no  velho site (o histórico) e transplantá-los para este no activo, coube a vez ao que se segue. Foi escrito em 2011 e o senhor Dário, meu amigo, faleceu em 2018. Mas o texto segue na íntegra.  

PINHEIRO (CASTRO DAIRE) - AI O MEU MENINO!

02-06-2011 13:13:10

Dário Pereira Loureiro, natural da aldeia de Pinheiro, com 74 anos de idade, neste ano de 2011, é, o que pode dizer-se, «um bom garfo acompanhado de uma boa pinga».

 

CIÊNCIA, TÉCNICA E ARTE

Não há fome que não dê em fartura”. Tal diz a sabedoria popular - altos pensamentos - e cujo acerto se vê confirmado na lonjura dos tempos.

Cá para mim, nos que respeita a dentes, em tempos antigos (não tão antigos assim) a natureza impunha os seus ditames. Os dentes nasciam e caíam na idade própria. Quisesse-se ou não se quisesse, primeiro, os “dentes do leite”, depois os “dentes adultos” e, finalmente, os “dentes do siso”, mesmo que “siso” não houvesse.

TEMPOS ANTIGOS...

Deixei escrito no meu livro “CUJÓ, UMA TERRA DE RIBA-PAIVA”, editado em 1993, que o meu pai, Salvador de Carvalho, desde que regressou à aldeia depois de ter cumprido o serviço militar, em 1927, fez uso da aprendizagem que adquirira na tropa ligada ao tratamento de doentes ou feridas.

O HOMEM E A HISTÓRIA

Em boa razão poderão perguntar-me o que leva um “socialista, republicano e laico”, natural de Castro Daire, a escrver estas linhas sobre o cidadão cujos traços biográficos se seguem, copiados da Wikipedia. Ora vejam:

LITERATURA ORAL

Da recolha que fiz em Castro Verde antes de ir para Beja e depois lá retornar, constam duas “décimas” da autoria de um tio da minha mulher, morador aue foi na aldeia de ENTRADAS, sobre quem já publiquei extenso trabalho com o título “UM LAR, UMA FORTALEZA”.

RECOLHA FEITA PELOS ALUNOS EM BEJA

No último apontamento com o título em epígrafe reportei-me a uma recolha feita pelos meus alunos na Escola Preparatória Mário Beirão, em Beja, nos anos letivos de 1981/1982.

LITERATURA ORAL

Nos arquivos da ESCOLA PREPARATÓRIA «MÁRIO BEIRÃO», em Beja, onde lecionei, deve existir (se não foi tudo parar ao lixo) uma pequena REVISTA policopiada, contendo o resultado do trabalho de campo levado a cabo pelos alunos das turmas identificadas no cabeçalho da CAPA, bem como os professores coordenadores dela: Abílio, Maria do Carmo, Maria da Conceição Teixeira e Maria Joaquina.

MEMÓRIAS VIVAS

Os meus amigos, todos aqueles que vão tendo a paciência de me ler, ver e ouvir, tanto naquilo que escrevo, que digo e mostro em vídeo, usando o meu site “trilhos-serranos” (este mesmo, o Youtube e o Facebook (pois deixei de colaborar nos jornais) por certo repararam que dediquei alguns dos últimos trabalhos à minha mulher, Mafalda, na sua qualidade de PROFESSORA E ARTISTA.

A TABERNA COM TALHAS DE VINHO

Não tenho imagem de câmara fotográfica saída, mas tenho a imagem na memória retida. Uma moradia térrea típica do Alentejo. Vejo a fachada, a porta de entrada um pouco recuada a partir da rua e no primeiro espaço interno um balcão de mercearia de aspeto antigo. No pano da parede as prateleiras. Mas para quem tivesse sede, esse espaço ligava a outro, nas traseiras. 

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