Trilhos Serranos

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O DEVER DO HISTORIADOR

Em 1958, com 18 anos de idade, saí de Castro Daire a caminho de Viseu, viajando na EMPRESA GUEDES. Nela viajei várias vezes, ida e volta, mesmo quando, malas feitas, só ida, fui apanhar o comboio a Viseu com destino a Lisboa e dali, metido no “Pátria”, rumei a Moçambique.

O “Pátria” levou da Pátria um castrense “solteiro e bom rapaz”, mas ele à Pátria regressou em 1976, “casado e professor”. Bom ou mau, cabe aos alunos e aqueles que o conhecem profissionalmente,  dizê-lo. Fui colocado em Castro Verde e ali lecionei alguns anos. De lá retornei a Castro Daire, o meu concelho de origem, no ano letivo de 1983/84.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

A vida não anda a correr muito bem para certos “reinóis de taifas” desta nossa «República, católica, apostólica, romana».  Eu comecei a falar deles no meu livro “Julgamento”, editado em 2000. Já decorreram, portanto,   DEZANOVE   anos. E a atestar isso mesmo, aqui deixo o «fac simile» de uma página integral (p.135) desse meu livro, início do capítulo com o título “SONHO”. Era mesmo um sonho...

BATER EM FERRO FRIO

O povo costuma dizer, referindo-se, certamente, ao viandante e/ou romeiro, que “quem muito andou” já “pouco tem para andar”. É uma expressão de alento e de incentivo à caminhada, uma expressão solidária para com o caminheiro, como que a dar-lhe força e anunciar-lhe que se aproxima o “fim da jornada”. Uma expressão de alento, expressão amiga, de não desistência...e ...em frente marche.

UM CAMINHO - MUSEU A CÉU ABERTO

O senhor ILÍDIO BONIFÁCIO MAGUEIJA interessado em colocar o nome da sua terra natal - RELVA – na barra cronológica da História, resolveu fazer ali um MUSEU ETNOGRÁFICO onde figurassem as peças que, zelosamente e ao longo do tempo, foi recolhendo, ligadas à vida camponesa.

Na altura (decorria o ano de 2015) solicitou a minha colaboração por ter conhecimento das investigações que tenho levado a efeito no concelho de Castro Daire, relacionadas com a HISTÓRIA LOCAL.

10 DE JUNHO DE 2019

Atento às cerimónias, aos discursos e aos comentários jornalisticos relativos a este dia de PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES, aqui deixo o apontamento deste meu dia. Sim. Este dia também é meu. Que mais não seja, este meu apontamento vale ALGUM SABER DE MUITA EXPERIÊNCIA FEITO, nestes OITENTA ANOS DE VIDA. Um desassossego.

CAÇA E PESCA

Figura castiça, com os seus bigodes sem igual, é frequente vê-lo no Café Central, em dias de pesca, artilhado à maneira, da cabeça aos pés. Comunicativo, conhecedor de rios, ribeiros e regatos do concelho, por subi-los e descê-los de cacifo a tiracolo, rolete empunhado com linha enrolada pronta a receber o anzol e o respetivo isco, ele é o PESCADOR que ninguém ignora.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BENEMÉRITO & BENEMÉRITO

Na saga que tenho percorrido nesta página no sentido de denunciar os factos e as atitudes que, em letra redonda, passada e presente,  desenham os perfis das pessoas que têm gerido as nossas instituições locais - políticas, culturais e associativas - eis mais um texto que, embora com sabor a requentado, não perdeu oportunidade. Aliás, na BARRA CRONOLÓGICA DA HISTÓRIA nenhum evento perde oportunidade. Pode haver é pessoas que protagonizando alguns deles, com o decorrer do tempo, com eles se não identifiquem. É lá com elas e isso é o menos. Pior é quando, sem vergonha na cara, os negam ou procuram ocultar, por conveniência pessoal (oposto de institucional), usando todos os meios ao seu alcance.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

HISTÓRIA VIVA

Dizem as pessoas de bom senso que “OS HOMENS PASSAM E AS INSTITUIÇÕES FICAM”. 

Apesar desta afirmação não ser exclusiva das pessoas cultas e bem informadas, há quem, na busca de protagonismo, pisando toda a folha e de qualquer jeito, usa todos os meios ao seu alcance, para sobressair na multidão (naturalmente, por despeito e/ou incompetência) procurando assim APAGAR o que a HISTÓRIA regista de INCONVENIENTE aos seus propósitos. Foi isso o que se passou com o meu livro “Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música”.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BOMBEIROS - CRONOLOGIA DOS FACTOS E ATITUDES

O imbróglio ligado ao meu livro “Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música” criado pelos responsáveis da DIRECÇÃO da Associação com a conivência da AUTARQUIA MUNICIPAL, (ao longo do tempo) quer pelo significado em si, quer pelos montantes financeiros envolvidos, deixou de ser um caso PESSOAL, para se tornar um caso INSTITUCIONAL.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BOMBEIROS - CRONOLOGIA DOS FACTOS E DAS ATITUDES

Decorria o ANNO DOMINI de 2006, dia 24 de abril, quando eu deixei nas colunas da Imprensa Local/regional, numa das crónicas relativas ao IMBRÓGLIO que envolvia o meu livro “Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música”, o texto que transcrevo em itálico e negrito, para melhor e impressiva leitura:

O «Notícias de Castro Daire» e os seus leitores merecem outro nível, outra elevação de comportamento, de pensamento e de argumento. Aqui ficam, para o presente e para o futuro, registadas a postura e as preocupações de quem está empenhado no progresso do concelho, no desenvolvimento das suas gentes e instituições e daqueles que, pespegados aos parâmetros culturais de que dão fé em tudo quanto fazem, dizem e escrevem, apostam no contrário. A comunidade e os tempos ajuizarão da postura, dos factos,  das ideias, da forma, do conteúdo, da palavra e do caracter dos protagonistas de toda esta história. Neste jornal estão a escrever-se páginas de HISTÓRIA  que serão a honra ou a vergonha de quem as escreve. Basta, para tanto, que haja HONRA que haja VERGONHA”.

O DESEJADO MILAGRE

Há dias desloquei-me a uma aldeia do concelho, numa daquelas costumeiras pesquisas a tentar descobrir coisas e gentes.

Entrei no povoado e, julgando ter chegado à moradia da pessoa procurada, subi umas escadinhas e vi que a chave estava na porta. Era um bom sinal. A pessoa estava em casa e a minha viagem não seria em vão.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BOMBEIROS - CARTA ABERTA AOS INTERVENIENTES DOS «PRÓS E CONTRAS»

«Distante, espacialmente, do epicentro do terramoto «prós e contras» que vem ocupando significativo espaço de «Notícias de Castro Daire» não me posso alhear, humanamente falando, dos atropelos e impropérios a que estão sujeitas pessoas que à causa comum dedicam, desinteressadamente, o seu tempo, labor e saber.

 

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BOMBEIROS - POR OUTRO «PRÓS E CONTRAS»

«Como cidadão castrense, defensor de valores sociais e culturais, que constituem a nobreza do nosso concelho, venho seguindo, com atenção, a polémica que, sob este título, se tem instalado nas colunas do nosso jornal.

 

MEMÓRIAS MINHAS SOBRE O RIO PAIVA

Rio, ora manso, ora bravio, mas sempre rio, a deslizar entre montanhas desde a nascente à foz, ele irriga terras, gira azenhas, gira mós e leva consigo, noite e dia, até terras estranhas, a vida do lavrador, do moleiro, do lagareiro, do pastor que nasceram, viveram e morreram entre vales e montanhas.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BOMBEIROS - BOA OU MÁ GESTÃO?

 

A Direcção da «Associação dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire», eleita para o triénio 2006-2009, decidiu desperdiçar cerca de €40.000,00 (8.000 contos, em moeda antiga) resultantes dos «direitos de autor» que eu lhe tinha cedido, correspondentes ao produto da venda do meu livro «Castro Daire, Os Nossos Bombeiros, A Nossa Música», editado pela Câmara Municipal, no ano de 2005.

 

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BOMBEIROS - Prós e Contras - 6

O respeito pela CULTURA, pelo jornal, pelos leitores, por todos os meus discípulos a quem ensinei História e Português; por todos os Mestres que contribuíram para a minha ascensão profissional e de cidadania.

 

  1 - «A fogueira era o sítio certo para o livro. Quando o Presidente da Direcção fala, este tem sempre o apoio de mais seis ilustres companheiros da Direcção. Mais nada».

                                                                                   (A Direcção, in «NCD», de 10-05-2006)


 2 - «(...) Será legítimo queimar livros (...) por motivo  das opções políticas pessoais do seuautor, ou seja por que outro motivo for?(...) Deveremos reescrever toda a História da Cultura? A ser assim, quem escaparia, o que nos restaria?»

                                                                                   (M. A. Pina ,  in «J.N.» de 15-05-2006.

«A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA»

BOMBEIROS - Prós e Contras - 5

 

Para que este jornal mantenha alguma dignidade e seja um espaço de informação lúcida e de esclarecimento formativo, não vou descer ao nível da verborreia publicada na última página do número anterior, lamentavelmente assinada pela «Direcção dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire».

 
«Reconheça-se que é mais fácil repetir do que criar, concordar do que contrariar, ir no molho do que caminhar sozinho (...) Quem ouse pensar de forma diferente ou se silencia voluntariamente e sufoca ou aceita o açoite em praça pública com os mais vexantes apodos. É certo que não vivemos em ditadura nem há inquisição. Mas as acusações e denúncias que se vão lendo emparelham em crueldade com os mais impiedosos autos-de-fé».Zé de Bragança, «As verdades reveladas» in «NM de 16-04-2006

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

 

 

BOMBEIROS - Prós e Contras - 4

24-11-2006 13:26:08

Novembro. Dezembro. Janeiro. Fevereiro. Março. Tanto tempo! Por isso, embora desse o caso como encerrado na minha última crónica, mais por consideração aos meus leitores do que aos meus opositores, não posso deixar de esclarecer, em linguagem sã, linear e escorreita, o arrazoado que, em defesa do indefensável, eles trouxeram às colunas deste jornal. Depois, deixo ao público e aos sócios que ajuízem da seriedade (ou falta dela) com que foi tratado um assunto que envolvia cerca de 8.000 contos a favor da Associação dos Bombeiros e que os dirigentes, supostamente defensores dos seus interesses, fizeram o contrário, como é público e notório.

 

“A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA”

BOMBEIROS - Prós e Contras - 3

Enfim! O livro «Castro Daire, Os Nossos Bombeiros, A Nossa Música», editado pela Câmara Municipal e de que me orgulho de ser autor, saído da «Tipografia Castrense» em 08-11-2005, seguidamente publicitado em diversos órgãos de comunicação social escrita e falada v.g. «Rádio Lafões» foi, finalmente, posto à venda.

 

OS HOMENS PASSAM, AS INSTITUIÇÕES E A INFORMAÇÃO FICAM

«A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA»

BOMBEIROS - Prós e Contras - 2

Pela minha última crónica o atento leitor a residir no concelho, no país ou no estrangeiro, afastado do parlamento das «quatro esquinas», ali ao lado do jardim municipal, ficou a saber o juízo crítico e fundamentado que o Dr. Aurélio Loureiro, fez no «prefácio» ao meu mais recente livro, editado pela Câmara Municipal, a quem cabe «colocar no mercado dos exemplares produzidos».

 

 

«A VERDADE É COMO O AZEITE, VEM SEMPRE AO DE CIMA»

 O amigo Fernando Costa, a quem agradeço as palavras abonatórias sobre a minha minha obra publicada, palavras deixadas num comentário a um “post” meu no Facebook, disse ignorar a POLÉMICA à qual aludi, metendo a conivência dos BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS e do EXECUTIVO MUNICIPAL. Informei-o que tal polémica se tinha desenrolado no jornal “Notícias de Castro Daire”, no ano de 2005 e seguintes. Que tinha subido aos microfones da Rádio Lafões e que permanecia, em parte, nos textos que publiquei no meu velho site “trilhos serranos.com. Daí me apressar a remetê-lo para aquele meu espaço “histórico”, convidando-o a navegar nele e, por essa via, se inteirar das razões que me levaram a evocar o velho adágio popular.

Ora, porque tenho Fernando Costa como pessoa bem informada, e interveniente nas REDES SOCIAIS cá do burgo,  estranhei que ele ignorasse as razões que me levaram a evocar esse adágio, mas de seguida logo me lembrei que ele seria ainda muito jovem ao tempo dos factos, tempo esse em que não havia por cá o Facebook, este nóvel espaço social onde actualmente desaguam todos os rios e ribeiros dos afectos, da informação e do conhecimento.

Mas valeu a pena pergunta. Ela fez-me voltar a esse tempo, a esse meu espaço, e, como não sou dado a “deixar os meus créditos por mãos alheias” decidi carrear para este meu novo espaço os textos então escritos, possibilitando a cada um dos meus amigos facebookianos ajuizar das razões que, falando eu de azenhas e de livros, me foquei no oleado e saboroso adágio, ligado à oliva. Vamos ao primeiro texto “ipsis verbis”, publicado em 2005. O PRIMEIRO desse LIVRO ABERTO E ILUSTRADO que alguns bem gostariam de ver FECHADO, LACRADO...sei lá...QUEIMADO.

«A VERDADE VEM SEMPRE AO DECIMA, COMO O AZEITE»

Por despeito, mediocridade ou incompetência, não falta por aí quem tente amesquinhar o meu trabalho de investigação, senão mesmo desacreditar-me enquanto HISTORIADOR. Houve até uma polémica pública que envolveu e envolve, coniventemente, os BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS e o EXECUTIVO MUNICIPAL., sobre um livro meu.

JÁ DITO

Desta vez, resolvi transladar para este espaço três “textos” que deixei no Facebook, em 2018. Lá colocados separadamente aqui os deixo sequenciados. Reli-os e continuo a rever-me neles.

SABER ESCREVER E CONTAR

27-05-2012 23:16:26

O meu colega, Dr. Arménio da Fonseca Sobral, teve a amabilidade de me oferecer, recentemente, o seu livro «Contos Simples»,apondo nele a gentil dedicatória «para o Abílio, meu colega de muitos anos, com estima e amizade»o que muito me sensibilizou.

EU FALO A SÉRIO

Recentemente, nos meus “TRILHOS SERRANOS”, a propósito da linguagem e atitudes das nossas gentes, quando tratei do trabalho do “CANTÉS”, esse profissional que, de aldeia em aldeia, cosia “louça, guarda-sois e penicos, zic-zac” escrevi o seguinte texto:

In “PICADAS DE TETE” em 13-04-2015

Que me lembre, todos os anos uma CANHONEIRA movida por uma máquina a vapor, força motriz transmitida à rodas munidas de palas a servir de hélices, metade dessas rodas mergulhada na água e outra metade fora dela (numas embarcações, colocadas lateralmente, noutras à ré) semelhantemente aquelas que se vêem nos filmes americanos a subir ou a descer o Mississipi, que me lembre, dizia eu, a cidade de TETE descia anualmente junto ao rio Zambeze a ver passar ou atracar a CANHONEIRA. 

PROFISSÕES E FERRAMENTAS

Neste meu afã de estudar o passado e trazer à luz dos tempos atuais algumas profissões antigas, certas delas já extintas, bem como as ferramentas usadas por esses mestres de ofício, sempre no sentido de enaltecer a imaginação e criatividade usadas pelo homem na luta pela sobrevivência, depois da crónica que deixei neste meu espaço sobre a profissão de AMOLADOR DE TESOURAS  e outras FERRAMENTAS DE CORTE e da ARTE da fazer uma SEBE de carro de vacas, com vimes entrançados, em Cotelo, chegou a vez de fazer um vídeo e, através do YOUTUBE mostrar ao mundo uma ferramenta, o “ZIC-ZAC”, cujo nome lhe advém da função exercida nas mãos daqueles profissionais que, de aldeia em aldeia, ofereciam os seus préstimos e saberes, no conserto de louça rachada ou partida - pratos, malgas e penicos - bem como “guarda-sóis” e outros utensílios domésticos.

O GOSTO DE COMUNICAR

 Este gosto de comunicar por escrito (ou oralmente)  sem ser jornalista encartado, nem ser usurpador de funções, nasce com a pessoa. Não é um simples documento passado pela mais prestigiada instituição que leva ao exercício da cidadania e nos empurra para a “notícia” ou para o evento digno dela. Algumas pessoas ligadas à imprensa conheço eu (coitados) que, à falta desse instinto natural, não veem, nem noticiam o que de importante ou insólito lhes passa à frente do nariz. Têm «carteira», mas não têm “faro”.

NARRATIVA VIVIDA

Hoje, num encontro inesperado, o meu amigo de liceu, em Lourenço Marques, Juiz Desembargador, Pedro dos Santos Gonçalves Antunes, natural de Figueiró dos Vinhos, fez questão de me apresentar pessoalmente um ancião com 91 anos de idade, de seu nome António Marques Boavida, mecânico de profissão, que passou a vida dentro de um fato macaco com as mãos pintalgadas de óleo e de ferrugem.

FUNERAL DE JOÃO DE VASCONCELHOS, NO GAFANHÃO

Foi esta expressão de Virgílio Ferreira, escrita no seu livro “APARIÇÃO”, que me ocorreu para título e começo deste registo escrito e audiovisual, alojado aqui, neste espaço e também  no Youtube.

ROUBO DESCARADO

Quando descobri (quase seis anos depois do alojamento original, em 2010) que o meu vídeo relativo à LENDA DA SENHORA DA LAPA (aquela do “salabardo” ter sido engasgado com os novelos de uma tecedeira), contada diretamente para a minha câmara de filmar, em Cujó, pelo meu cunhado João Duarte Bernardo, corria no Youtube sem a minha ficha técnica original, substituída que foi por outra, da autoria de tão criativo investigador, denunciei o caso à Equipa do Youtube e fiz eco disso  mesmo na página do Facebook «AMIGOS DE CUJÓ». O assunto deu polémica e ali aportaram atitudes proclamatórias muito virtuosas, a coberto dos senhores ZELADORES DO CULTO, apesar de se revelarem muito pouco  ZELADORES DA VERDADE.

CICLONE

VINTE DE MARÇO DE 2019. Os meios de comunicação social fazem eco da SOLIDARIEDADE MUNDIAL com MOÇAMBIQUE, devido à tragégia que vive em resultado do ciclone Idai. Ali, na costa oriental da África. Ali, o território que levou Pereirinha Balala, no Facebook (PICADAS DE TETE) a perguntar a João Pedro Garcia Moneiro  “como durou tantos anos a presença de Portugal (1505 a 1975) na Costa Oriental de África?”, pergunta que teria, seguramente, resposta diferente se fosse assim reformulada: “que povos viviam na costa oriental de África, quando os portugueses lá chegaram?”

TRÊS, A CONTA QUE DEUS FEZ”

Ouvi esta frase quando ainda era pequeno. E, fosse pela rima, fosse pelo significado oculto que continha (e contém) ficou-me na memória para sempre. Claro que para isso contribuíram todos os “apegos” que a comunidade onde cresci tinha pelo número “três” e seus múltiplos, o que me conduziu, quando pude e soube, ao estudo do valor simbólico que alguns números imprimem na mentalidade humana, ao ponto de orientarem e condicionarem os comportamentos individuais e sociais. 

MUNDO PORTUGUÊS

No último “post” que aqui deixei com o título em epígrafe, transferido do meu site “trilhos-serranos” pelo facilitismo que isso me dá de poder incorporar no texto algumas imagens mais, reportei-me a uma peça fundida em bronze ligada, seguramente, à “ ESPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS” que teve lugar em Lisboa, em 1940.

ESCULTURAS DE FUMO

Na sequência dos meus “posts” no Facebook, resultantes da queima de incenso no víveo com o título “NINFA DE SIÃO”, recebi, de um amigo espanhol,  o texto que se segue, com o respectivo intróito e conclusão:

O FACEBOOK É UMA LIÇÃO

Já perdi a conta aos textos que escrevi com o título em epígrafe, neste meu espaço web (pago por mim) ou no espaço (grátis) do Facebook, cantando loas ao seu papel democrático e justificando a minha opção naquilo que ali vou aprendendo sobre o ser humano, desde a mais simples futilidade, à mais sofisticada e elaborada congeminação intelectual e artística, senão mesmo montagem enganadora, levando a crer ser verdadeiro, o que é rotundamente falso. Mas nem por isso deixo de aproveitar este espaço para lançar aos meus amigos facebookianos alguns desafios, como, por exemplo o que se segue, em texto e imagem:

ELES ANDAM ATRASADOS

Acabei de ouvir, na Póvoa, agora mesmo, o Professor MARCELO, Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, nas “correntes d’ escritas”, dizer que é necessário um “combate pelos livros” e levá-los aos “territórios desiguais de que se fazem diversos portugais”.

RETALHOS DE VIDA

Em 19-03-2013 publiquei no meu velho site o texto que se segue. Por ser um espaço online que deixou de estar no ativo por razões a que sou alheio, ainda que se mantenha aberto como repositório do que lá escrevei, graças à gentileza do servidor, para facilitar a vida aos meus seguidores, aqueles que ainda tem alguma dificuldade em navegar neste espaço sideral, cheio de luz, mas também de buracos negros,  procedi, hoje mesmo, à sua migração para este meu novo espaço. Assim:

SOALHEIRO CITADINO

Em 23-03-2013 publiquei no meu velho site, hoje repositório histórico do muito que ali escrevi e se mantém online, o texto que se segue, hoje mesmo migrado para este meu novo e ativo espaço. Assim:

Em 03-03-2016, neste meu site, discorri sobre o OITAVO livro dado à estampa pelo Dr. Lima Bastos, relativo a Aquilino Ribeiro. E, a partir do seu confessado hábito bizarro (literário, claro está!) de dar «nove voltas em redor do lume, antes de adormecer»,  rebusquei algumas reflexões que eu já tinha feito no Facebook sobre o valor simbólico atribuído pelos sábios ao número NOVE, para terminar, dizendo: “venha lá o NONO, ó Dr. Lima Bastos”.

A GOVERNANÇA QUE TEMOS


Quem tem gastado as botas nos caminhos e aldeias da serra, quem, durante anos, no intervalo das caçadas, entrou, esporadicamente, nos cafés das aldeias e neles viu mesas rodeadas de idosos a jogarem as cartas, as damas e o dominó, apercebeu-se que aqueles espaços não eram apenas locais de comércio, mas também de convívio comunitário. Longe dos "Centros de Dia" mais próximos, estes nunca existentes, por regra, em pequenos lugarejos, eles desempenhavam, aos olhos do caçador atento e em trânsito, uma função social indiscutível e ajudavam os naturais da terra a gastarem ali os últimos cartuxos na sua vida. Eles, os proprietários e fregueses, que mantiveram as aldeias de pé e, desse modo, continuaram a fazer parte da Geografia Humana deste Portugal provinciano.

RETORNADOS (COM MUITA HONRA)

A revista “SÁBADO”, de 31 de janeiro de 2019, publicou uma crónica sobre os “RETORNADOS” com o título “A REVOLUÇÃO QUE VEIO DE ÁFRICA”.

Semelhantemente à extensa reportagem que, há anos, foi publicada em “O Jornal”, assinada por Fernando Dacosta, li, com agrado e avidamente o que, passados todos estes anos, esta “SÁBADO” escreveu.

CAMPAS ANTROPOFÓRFICAS E LAGARETAS

É assim que aparecem designadas em textos diversos assinados por académicos, estudiosos e/ou curiosos que opinam sobre essas aberturas escavadas em penedos de raiz, em rochas de afloramento natural, em grupo ou isoladas, algumas das quais, existentes no concelho de Castro Daire, que já fotografei e filmei.

O REINO DA ESTUPIDEZ (século XVIII)

Em 1986 encontrei na Biblioteca Municipal de Castro Daire um manuscrito que me prendeu a atenção e não descansei enquanto não soube se o mesmo já tinha sido estudado e publicado por algum erudito.
Tinha por título "O Reino da Estupidez". Apressei-me a tirar fotocópias dele e a remeter um exemplar para um SENHOR Professor da Universidade de Coimbra, a fim de ele me tirar as dúvidas.
Ele agradeceu-me o exemplar e disse-me que o manuscrito já tinha sido estudado e publicado pelo PROFESSOR LUIS ALBUQUERQUE.

RITUAIS E PRAXES
O FACEBOOK É UMA LIÇÃO

No dia 10 do corrente coloquei no meu site "trilhos-serranos.pt" algumas reflexões sobre o topónimo "Castro Daire" e ali refiro que, os Lusitanos, segundo Estrabão, comiam essencialmente «cabritos e sacrificam a ARES um bode" e bode ou porco parece ser o quadrúpede esculpido na ARA votiva encontrada na antiga ponte Pedrinha, quando, em1877/78, foi demolida para dar lugar à que actualmente existe.

EMIGREM

O meu mestre de Português e de Latim, Dr. Francisco Cristóvão Ricardo, a residir no Algarve, invernoso de anos, mas primaveril de raciocínio, continua a prendar-me com pérolas escritas,  “críticas” eivadas de cidadania atenta e humana, tal qual se segue. Texto a remeter para o tempo que o inspirou, eis uma verdade incontroversa, vivida em todo o tempo, por isso aqui a publico:

CUJÓ - LASTIMÁVEL “RÉQUIEM” (10-05-2011)

Foi em1993 que a Junta de Freguesia de Cujó,  então presidida por Secundino de Carvalho, editou o feu livro “Cujó, Uma Terra de Riba-Paiva”.

O MAR E A SERRA

Não precisei de ler “O Malhadinhas” de Aquilino Ribeiro, para, menino ainda, associar as relações comerciais entre o mar e a serra. À aldeia de Cujó, concelho de Castro Daire, desde que tive olhos na cara e aprendi a olhar o mundo (nasci em 1939) vi chegar os burricos dos sardinheiros de cangalhas sobre as albardas, a trocarem sardinhas por ovos e outros produtos da terra v.g. milho, feijões e centeio. As malgas de louça grosseira serviam como medida e, combinada a troca, os géneros passavam dos sacos dos residentes para os sacos dos sardinheiros. À falta de dinheiro, desse “metal sonante” que eu, nas minhas investigações académicas posteriores, viria a ler nos manuscritos de aforamento e testamentos de fim de vida, a lei do comércio era a “troca directa” e eu sou do tempo, desse tempo, em que, na serra, uma sardinha era dividida por três bocas.

FIAT LUX

Três dias depois do Natal, neste ano de 2018, acompanhado do meu filho Valter, da sua companheira Sandra e filhos, a minha neta Mafalda e o irmão Guilherme,  estive em Viseu. À noite.

CAÇA - O VALOR DA FISGA

Nos meus trilhos da investigação, mira posta nas fontes de conhecimento, manuscritas e impressas, quando lecionava na Escola Preparatória de Castro Verde, assestei pontaria num documento  existente no arquivos da Câmara Municipal (um livro de atas) relativo ao ano de 1680.

A folhas tantas surgiu-me o registo de uma Postura Municipal reportada ao “ROL DOS PARDAIS”. Claro que, ávido de conhecimento, tal como o caçador disposto a saborear a peça em que põe a mira, não larguei o gatilho até chegar ao fim da leitura.

LEBRE É SEMPRE LEBRE.

Um «par do reino» (leia-se do território deste Clube) onde me considero enfiteuta isento de foros, esse «par do reino», dizia, dedicado a estas coisas da caça (quer coleccionando bibliografia, apetrechos atinentes a este desporto e informações que enriqueçam o seu espólio, olhando aos meus cabelos brancos, tem a gentileza de me perguntar, de quando em vez, algo sobre a minha experiência nestas andanças de «corta léguas» através de montes, serras e vales, nomeadamente, naquelas que dão corpo orográfico, cor e forma, ao relevo que rodeia o Montemuro e a Nave (na Beira Alta), às quais se soma a peneplanície alentejana, na zona de Castro Verde e Mértola.

LEBRE É SEMPRE LEBRE (2)

Num apontamento anterior com o título em epígrafe referi o episódio que me sugeriu o encontro que, nos anos 90, tive com duas lebres, ali, na serra da Nave, arredores de Carapito, Moimenta da Beira, aquelas que se me furtaram à pontaria, decidindo que eu prosseguisse a caçada sem o trabalho de as carregar à cinta ou dobradas no alforje que o meu colete tinha a toda a largura no fundo das costas.

VINHO E PRESUNTO

Serra da Nave. Arredores de Carapito, Moimenta da Beira. Anos 90 do século XX. Carro estacionado à beira do caminho, no acesso inclinado para um lameiro, abancámos no muro de vedação fronteiro. Mesa posta, farnel exposto pela parede adiante, parou junto de nós um Mercedes vermelho e o condutor, também caçador, cumprimentou-nos e fez a costumeira pergunta: “como vai isso? A manhã, correu bem?”.

OS· TRÊS VINTÉNS 

Os meus filhos sabem do meu gosto pelos filmes te cawboys e, de quando em vez, prendam-me com alguns dos clássicos passados a DVD. Eles sabem que a minha leitura ultrapassa a "fita" do saque dos revólveres, tau, tau, tau e já está. O mais rápido fica vivo, sopra na ponta do cano e arruma a arma.O outro fica a cargo cangalheiro city.

MEMÓRIAS

A lanterna “OLHO DE BOI”, que recentemente recuperei e restaurei, suscitou-me a recolha e comentários sobre mais alguns utensílios ligados à iluminação doméstica, nomeadamente a vela, a pinha, as candeias de espaços interiores e a lanternas de exteriores, necessariamente usadas nas idas aos moinhos e nas regas noturnas dos milheirais.

HISTÓRIA COM GENTE DENTRO

Em 2011, a propósito de um envelope recebido na Pensão Avenida, proveniente de Montalegre, com o nome de vários destinatários, escrevi uma crónica com o título «Consílio dos Semideuses». Essa crónica está disponível neste meu site «.pt» migrada que foi hoje mesmo do antigo «.com». Dela extraio o seguinte excerto:

CONSÍLIO DOS SEMIDEUSES

01-11-2011 16:11:07

Recuar aos anos sessenta do século passado e ter acesso a documentos que nos elucidam não só sobre da História Local, mas também sobre o quotidiano, que é como quem diz, «estória» com gente dentro, é um verdadeiro privilégio. O Dr. Eduardo Pinto de Carvalho, médico a exercer, actualmente, clínica nas Canárias, concedeu-me recentemente acesso e posse ao espólio do seu pai, Eduardo Pinto de Carvalho, comerciante muito conhecido em C. Daire, já falecido.

 

PRIMEIRA PARTE

A oliveira (ou o que resta dela), cuja foto ilustra estas linhas, existe num recanto da vila de CASTRO DAIRE. Velhinha, de muitos anos, com tufos de folhas verdes a mostrarem-se, a esmo, nos seus ramos (ora reparem...) bem andou o cidadão que resolveu prolongar-lhe a vida, ali, naquele recipiente, à frente da montra, em pleno espaço urbano. Ele, ou ela, desse modo, escreveu um HINO HÁ NATUREZA VIVA.

POLÍTICA E POLITIQUICE

a) Passei anos a calcorrear as serras da Nave e do Montemuro, à caça. Atravessei veredas, carreiros e caminhos que, de ano para ano, os matos, em primeira linha as giestas, me impediam de prosseguir.


Neste ano de 2012, mês de outubro, domingo, o dia da caçada chegou ao fim. Calcorreados os montes, os cerros e vales da serra da Nave, perdizes, nem vê-las. Mas valeu o passeio, o companheirismo ao ar livre, o usufruto da paisagem serrana e a recordação de fartas caçadas feitas em anos não muito distantes. E também o facto inolvidável daquele dia de nevoeiro cerrado, chuva intensa e frio de rachar penedos, dia em que eu e o meu primo Manuel Carvalho Soares nos perdemos em plena serra, mal abandonámos o carro.

CUJÓ - GENTE, TERRA E BICHOS

Quem conheceu a vida aldeã tradicional, de economia ligada à agricultura, à pastorícia e ofícios afins, numa luta constante e sofrida pela sobrevivência, antes da acentuada desertificação atualmente tão propagada por interesses políticos em tudo quanto é jornal e televisão, sabe, de fonte limpa, que tais tarefas (quase sempre de produção insuficiente) assentava na trindade GENTE, TERRA E BICHOS.

 FADO MENOR

Este é o título do pequeno/grande texto que me entrou, há dias , inesperadamente, mas com agrado,  na minha caixa do correio. remetido pelo meu ex-professor Dr. Francisco Cristóvão Ricardo, a residir, atualmente, no Algarve. Meu professor que foi de Português, Literatura Portuguesa e Latim, é uma pessoa da minha estima e consideração. Grato lhe estou por tudo o que me ensinou.

O seu saber subiu até às páginas do jornal «Notícias de Castro Daire», em crónicas várias, mas, sobretudo, naquelas em que, de forma resumida, deixou a biografia de algumas figuras proeminentes da História Universal, com o título «De Viris Illustribus».

Respeitando o título que ele deu ao texto produzido - «FADO MENOR» -  eu chamar-lhe-ia «FADO MAIOR», mesmo que ele pretenda, claramente, trazer aos tempos de hoje  a «memória de infância», a sua ligação à escola, à alfarroba e educação doméstica da época. Assim:

CALDONEIRA/CALDONEIRO NA SERRA DO MONTEMURO

Há um bom par de anos fiz companhia a um grupo de professores e alunos da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) numa viagem de estudo, da qual dei nota numa das minhas crónicas publicadas na imprensa regional/local.

MONUMENTOS NATURAIS - OS CASTANHEIROS CENTENÁRIOS

Andei, recentemente, por terras de BUSTELO, freguesia de Almofala, concelho de Castro Daire. Deixei em vídeo registos desse meu passeio, mas passei para este meu espaço o caso impressionante do meu cicerone, JOSÉ CARVALHO, natural da aldeia, se postar sob um desses castanheiros, como se estivesse dentro de uma igreja. Ora vejam:

O BOM USO DA LÍNGUA NO JOGO ERÓTICO

O texto que se segue, cuja paternidade assumo, com o título “BORLIDELA”, foi publicado em 2003 na imprensa regional onde eu colaborava. Nessa altura toda a imprensa, local e nacional, mostrava as preocupações públicas das mulheres de Bragança com as “brasileiras” que davam animação e vida às “CASAS DE ALTERNE” que, então, proliferavam naquela cidade. 

Publicado, também, no meu velho site TRILHOS SERRANOS, fi-lo, hoje, migrar para este novo, pois uma peça destas não deve ficar em sítio onde ganhe bolor, sobretudo na momentosa animação e vida que por aí vai no FACEBOOK. Segue entre comas:

JUIZ DE BARRELAS (SÉCULO XXI)

Em 2009, na presença de um processo judicial que me foi apresentado pela pessoa lesada por um boato posto a correr denegrindo a sua imagem de cidadão, assumi o papel do antigo JUIZ DE BARRELAS e produzi o texto que se segue, publicado na imprensa local, depois de ter o aval do advogado a que o visado recorreu, com vista a penalizar o presumível autor do boato. Assim:

O SABER NÃO OCUPA LUGAR

À medida da minha disponibilidade vou fazendo a migração de alguns trabalhos meus publicados, há anos, no meu velho site com a extensão «.com» para este com a extensão «.pt». A crónica que se segue vem mesmo a propósito. No site antigo foi publicada em duas crónicas separada. Neste numa só, divida em duas partes. Os espaços em branco na distribuição do texto, devem-se à diferença de formatos, mas toleram-se, sem mais trabalho.  Foi publicada em 22.11.2010.

ORLANDO AFONSO COELHO CARDOSO


Conheci-o na PAPELARIA MONTEMURO, há muitos anos. Nem podia ser noutro sítio. Docente colocado na Escola Preparatória de Castro Daire, viciado no estudo e na leitura, mal cheguei ao burgo, procurei espaços onde houvessem livros e mais coisas para ler. Esta LIVRARIA e PAPELARIA foi um desses espaços.

CARLOS AUGUSTO DUARTE PINTO

Conheci-o, há um bom par de anos, perto do Café Central, como engraxador, pronto a prestar o seu serviço a quem precisasse ou quisesse. Foram poucas as vezes que assentei a sola dos sapatos no “pousa-pés” do seu banco de trabalho, mas pela conversa entabulada com ele e pela sua idade, deu para entender que o senhor Carlos Pinto seria uma prestável fonte oral que eu devia aproveitar na investigação da história de Castro Daire antigo.

A FORÇA DE UM LIVRO

 Aos 18 anos, cansado de escrever em bustrofédon  - «arado vai, ardo vem»  -  a história camponesa, lavrada nos campos e leiras da família, algumas delas com a largura que não ia além dos braços abertos de um homem plantado no centro, resolvi deixar a enxada, a aguilhada e a charrua, a fim de poder granjear a vida de outra forma. Troquei a aguilhada pela caneta, as leiras de terra chã ou pedregosa pelas lisas e planas folhas de escrever, e, com trabalho, vontade e sacrifício, obstinado em ganhar o tempo perdido,  entrei no Campo das Letras. E nele,de podão em punho, tenho passado anos entretido a abrir trilhos e clareiras, por forma a ganhar o pão, sem envergonhar os meus pais, os amigos e as instituições que me diplomaram nesse ramo de saber e de cultivo.

GATUNAGEM

 Neste mundo agitado da política e da finança, a imprensa a descobrir cada dia, qual dos governantes mais roubou, ou deixou roubar, em prejuízo do BEM COMUM, deu-me para revistar a obra de Aquilino Ribeiro, “Príncipes de Portugal”.

O INCOMPETENTE

Por norma, todo o incompetente profissional, seja qual for o ramo de actividade a que se dedica (temporário ou permanente, com escritório ou sem ele) é um despeitado e revela isso na mediocridade em tudo o que diz, em tudo o que faz e não faz.

ESCADAS AO LADO DOS «PAÇOS DO CONCELHO»

(FOI ASSIM EM 2012. LIDO COMENTADO, ODIADO E AMADO. Eu, por ter notado algumas dificuldades de acesso aos «gostos» e «comentários» que este meu «post» recebeu em 2012, resolvi contornar o problema fazendo o que hoje está muito em moda, sobretudo na cabeça daqueles que não têm ideias, que é «copy/paste». Pois aí vai:  

CARTAS ENTRE AMIGOS

A receção, hoje mesmo, de mais um livro do Dr. Lima Bastos, levou-me a trocar com ele a seguinte correspondência:

MEMÓRIAS

Isto de pôr em letra redonda as memória é um vício. Bom ou mau, os meus amigos, aqueles que o são, o dirão. Hoje, 25 de março de 2018, apareceu-me uma locutora da TV vestida com uma blusa de cetim cor de vinho, mas de cetim cor-de-rosa foi uma camisa que eu tive, andaria ali pelos meus 15 anos de idade.

CLÁSSICOS 

Quanto tempo decorreu desde o bíblico Profeta Isaías até ao tempo do Padre oratoriano Manuel Bernardes? Quanto tempo decorreu até à chegada dos colonos americanos às terras do oeste "com um arado e com uma bíblia?(Ver foto)  O tempora! O mores!»
E porque nos tempos que correm, neste mar magnum das redes sociais do século XXI, a «nau» a que se reporta Manuel Bernardes, é levada por ventos bem diferentes dos que sopravam nos tempos bíblicos, nos tempos dos romanos e nos tempos oratorianos, retornemos ao cais onde ela aportou e, mãos no baraço, ajudemos a arrear o pendão nela içado, durante séculos, ostentando a significativa legenda latina:

 «Quid levius fumo? Flamen. Quid flamine? Ventus. Quid vento? Mulier. Quid muliere? Nihil.

CLÁSSICOS

Retomo o tema pois não gosto de deixar penduradas, quais molas esquecidas no estendal da roupa de aldeia serrana, ideias e factos que ocupam lugar no fio cronológico do tempo e são parte integrante da narrativa humana, seja ela carregada de aventuras e surpresas no faroeste americano, rude e selvagem, seja na mais culta e sofisticada corte de imperadores ou reis, formadores de impérios, acompanhados dos seus cavaleiros, nobres e fidalgos de folhos rendados ao peito ou nos punhos das mangas. E bem assim, nas tertúlias literárias onde, com armas diferentes, digamos revólveres diferentes, a mulher, num sítio ou noutro, num tempo ou noutro, era o alvo preferido, o bombo da festa, a pior das criaturas, ou, então, poeticamente, endeusada e dotada de inigualável formosura e objeto de desejos.

ASPÁSIA

Decorriam os anos 70 do século XX. Lá longe, no outro lado do mundo, mais propriamente na cidade de Lourenço Marques (hoje Maputo), a respirar os ares do Índico, o PROFESSOR DOUTOR HUMBERTO BAQUERO MORENO, à frente de uma alargada turma universitária, discorria eloquentemente (timbre seu) sobre PÉRICLES e o seu legado político e cultural.

CLÁSSICOS DO OESTE (2)

No apontamento que fiz sobre o tema em epígrafe falei de saloons, de bebidas, de pancadaria, murraça em barda,  tiroteio, de música e mulheres. Sonhos e ambições insondáveis de pistoleiros solitários e de famílias inteiras em busca de um palmo de terra ou impulsionadas pela febre do ouro, descoberto algures, sítio de deslumbramento e de ação e nascimento de cidades. Falei das relações entre homens e mulheres nos estábulos impregnados do cheiro a feno,  a palha, a gado e a sexo afectivo, ao natural, ou à "rapidinha" ocasional exigido à troca de alguns dólares.

...CORRER SEM DESTINO EM BUSCA DAS ORIGENS SELVAGENS ESFUMADAS NO TEMPO E NO ESPAÇO...  

Foi um fartote. De 3 a 11 de março, o canal FOX MOVIES tem estado a exibir uma série de clássicos do velho oeste que me prenderam ao écran horas consecutivas.

De posse da informação, não fosse escapar-me algum deles, procedi à gravação dos já exibidos na BOX MEO, onde estão prontos para rever. A bem dizer, sedento que estava de retornar à mocidade, mandei rifar programas e noticiários e, refastelado no sofá, voltei  aos tempos em que fui proteccionista de cinema, em TETE, lá no cu do mundo, aos tempos em que, apesar de empregado numa profissão transitória, o futuro era para mim uma incógnita, uma grande e temerária aventura. 

HISTÓRIA VIVA

Castro Daire tem um repuxo iluminado, ali, no Largo das Carrancas. Ele é o resultado de uma ideia genial e inovadora. A vila estava a precisar de algo invulgar e atractivo, algo que não tivesse ainda e que não fosse visto por praças, largos e estradas deste país inteiro, como é o caso dos repuxos e/ou  fontes iluminosas.

FOTÓGRAFO

Depois de ter feito o vídeo alojado no Toutube sobre um "tríptico" de fotografias, seguramente tiradas da torre da Igreja Matriz, dando uma panorâmica da vila de Castro Daire, nos anos 30 do século XX, ignorando o nome do FOTÓGRAFO, limitei-me a confessar essa ignorância, mas, apesar de tudo, ficar-lhe grato por tão precisoso e generoso documento. 

HISTÓRIA VIVA

Ontem recebi o "CAMPANIÇO", isto é, o BOLETIM MUNICIPAL da Câmara de Castro Verde, Alentejo.

Deixei aquele concelho no ano letivo de 1983/84, mas, por razões de estima e consideração, os funcionários daquele Município não viram na minha pessoa matéria descartável e (há quantos anos, senhores!) fazem-me chegar à caixa do correio, número após número, esta edição. Talvez porque, além de docente que fui na Escola Preparatória, António Francisco Colaço, tenha sido deputado da Assembleia Municipal, eleito nas listas do Partido Socialista, de cuja concelhia era Presidente.

BELA LENDA

Aquilino Ribeiro, sempre que se refere ao velho carro de vacas e outras ferramentas e apetrechos agrícolas, remete o seu uso, em Portugal, para os tempos lendários do rei «Vamba». Eu próprio, no recente vídeo que fiz sobre no Museu dos Coches, evoquei essa figura, a fim de dizer que, no mundo camponês, nomeadamente por estas bandas das serras da Nave e do Montemuro, os coches eram outros, ou seja, eram os «carros de vacas».

REI MORTO, REI POSTO

                                                                                                     I PARTE

                                                                                          SANSÃO E DALILA

Quem não conhece os nomes bíblicos de Sansão e Dalila? Ele nazareno, musculoso, cabeludo e não pequeno? Ela filisteia, arguta, nada feia e manhosa, seduziu Sansão par descobrir onde residia a sua força. E descobriu.  Estava nos seus longos cabelos. Havia que cortá-los, e nas larvas que vemos não estamos a vê-los... Mas a ver estamos o Sansão e a Dalila que associados estão ao derrube das colunas do templo de Salomão. Pois duas colunas eram palmeiras que, com cerca de 90 anos, foram sentinelas da Capela das Carrancas, em Castro Daire. Um templo do século XVIII, de planta e alçado octogonais, mandado erigir pelo Bispo D. Manuel Vasconcelos Pereira.

NATUREZA MORTA

Neste tempo de globalização, tempo em que, vindos dos confins do mundo, imigrantes, uns fugindo à guerra, outros lutando pela sobrevivência e bem estar, tempo de refugiados em busca de um lar e de paz, lá dos extremos do Oriente, da Ásia e da Oceânia, sonhando com o eldorado do Ocidente, puseram-se a caminho tentando a sua sorte.

Padre arguido «estava sempre a pedir dinheiro».

BENEMÉRITOS & BENEMÉRITOS

 É conhecida a polémica que, em 2005/2006,  envolveu a minha pessoa e o então Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, António da Conceição Pinto, por ele se ter recusado a receber o produto da venda do meu livro «Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música» (514 páginas de História) orçado em cerca de 8.000 contos (oito mil contos), feito pro bono em benefício dessa Associação . Relembrei isso recentemente em carta que dirigi à atual Direção, a qual não se dignou responder-me. Por via desse silêncio tornei a carta pública neste meu espaço e hoje cá estou de volta, feliz e contente, por constatar que um benemérito - o Padre António Fernando Feixeira - se deslocou aos Bombeiros de Castro Daire para entregar um cheque de 4.000€, donativo que foi imediatamente agradecido e divulgado no Facebook com fotografia e tudo, «em nome dos órgãos sociais e do Corpo de Bombeiros», com o clássico e hospitaleiro «Bem Haja».  Ora vejam:  

HISTÓRIA VIVA

Nuno Sebastião é um caçador. Nascido, ao que sei, lá para as faldas da SERRA DA NEVE (Montejunto), ligado desde menino à natureza, a bichos e à liberdade que se respira nos montes de Portugal, decidiu-se a subir à SERRA DA NAVE (também conhecida por Leomil) e, depois de anos a divagar por encostas e ravinas, resolveu prendar-nos com o produto da sua caçada: um cinto cheio.

NATAL - 2017

Foi há dois mil anos (mais dezassete) com os históricos enganos de quem se mete a saber quando Jesus veio ao mundo para o mundo mudar, para no mundo fazer jus.

Nascido numa manjedoura envolvido em palhinhas (coitadinho!) aquecido com o bafo das vaquinhas e do burrinho (uns amores!), como se não houvesse pastorinhas nos arredores,  não viu Jesus uma só pastora no meio de tantos pastores.

Mal nasceu, no seu natal, logo vira um mundo desigual: reis agasalhados com mantos brocados, em seus camelos montados, carregados de ouro incenso e mirra: sinais de riqueza. E, ao lado, pastores de peles, lã e de linho vestidos, nas mãos os cajados, rotos esfarrapados: sinais de pobreza!

HISTÓRIA VIVA

Hoje, a SIC NOTÍCIAS, no seu programa "OPINIÃO PÚBLICA", debateu o caso "RARÍSSIMAS" e os apoios financeiros dados pelo Estado a outras "IPSS". Vieram à baila as MIsericórdias e as Mutualidades, cujos dirigentes, em algumas delas, são uma espécie de monarquias familiares e/ou políticas.

DA ENXURRADA AO PING...PING...PING...

Quando a chuva vem sem necessidade de preces, danças e rezas como se fazia antigamente

RESCALDO

Na carta que ontem tornei pública, aqui mesmo, dirigida que foi, em 2016, à Direção dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, carta essa que ficou sem resposta, relativa ao meu novo «cartão de sócio» e ao livro «Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música», referi-me a uma informação escrita em papel timbrado com o logotipo do Município,  dada pelo ex-Presidente da Câmara Fernando Carneiro, em que dizia a um munícipe, interessado na sua aquisição, que esse livro se encontrava à venda nas «livrarias/papelarias», e que só as mesmas «sabiam o preço» de venda ao público.

CARTA SEM RESPOSTA

 Agora que os Bombeiros Portugueses voltaram à ribalta, não por minha mão, mas pela mão da jornalista Sandra Felgueiras no programa «Sexta à 9», eu não podia deixar de trazer a público o conteúdo de uma carta que foi remetida ao Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros  de Castro Daire e respectivo Comandante, em 26-06-2016, a qual não obteve qualquer resposta até esta data.

Recentemente, sabedor de que o livro a que nessa aludo, não se encontrava à venda nas Papelarias/Livrarias  conforme acordo firmado com a Editora (a Câmara Municipal) solicitei ao Senhor presidente da Câmara e Senhor Vereador da Cultura, eleitos no dia 01-10-2017, informações que elucidassem as condições em que se encontrava o referido livro, dado o Senhor Presidente da Câmara cessante, FERNANDO CARNEIRO, ter informado um munícipe, por escrito em papel com o logotipo  do Município,  que era nesses espaços comerciais que o livro se encontrava disponível, ignorando ele, edil, o preco de venda ao público. «As livrarias/papelarias é que sabiam». Eis a carta:

HISTÓRIA VIVA

Cirandando pelos montes em redor de Cujó, montes que calcorreei "pedibus calcantitubus", desde menino de escola, até aos 18 anos, conhecendo-os, por isso mesmo, à cancha, cabe hoje falar do "PENEDO DO BURAQUINHO DA SENHORA DA LAPA".

HISTÓRIA VIVA

Há um bom par de anos dei por mim no topo da Serra do Montemuro, mesmo em cima das MURALHAS que restam do velho CASTRO que ali existiu. em tempos idos. E reparo nos rombos de que elas estão a ser vítimas, devido à fome que, nessa altura, os espanhóis mostraram sobre tudo o que era «pedra natural e velha» válida para construção de vivendas. Era na altura Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire, o senhor João Matias e Vice-Presidente a Engª Eulália Teixeira, atualmente, por virtude dos resultados das últimas eleições autárquicas, Presidente da Assembleia Municipal.

SINOS DE ROMA

Como disse quando filmei e fotografei o "PENEDO DA ESMOLA", não muito longe dele ficava o "PENEDO" no qual de ouviam os "SINOS DE ROMA". Bastava, para tanto, encostar bem o ouvido nele. E não havia pastorinho na serra que escapasse a essa "iniciação" na vida adulta. Só depois disso se tornava um verdadeiro pastor. Era uma espécie de "praxe" pastoril, já que, naqueles tempos, jamais os jovens de Cujó sonhavam com a Universidade e nenhum deles sabia dos vexames a que os estudantes universitários mais velhos submetiam os caloiros.

HISTÓRIA VIVA

Entre VILA POUCA, BALTAR e FAREJA , num espaço onde outrora cabia o "maninho" (um pedaço de terrenos assim chamado pelos moradores de Fareja) e também o penedo da "Vezeira", já desfeito em esteios, ao qual se ligava a lenda da Moura Encantada que escrevi e publiquei, ainda em vida de Joaquim Soares, mais conhecido por Joaquim Bolota (meu tio) que ma contou crente de ser uma narrativa autêntica, nesse espaço.

HISTÓRIA VIVA

Há dias o meu filho mais velho, engenheiro informático (programador), mas atreito à escrita, às leituras, às feiras de livros, às visitas de museus e outros espaços culturais, telefonou-me a perguntar se, cá em casa, o livro de Aquilino Ribeiro "Príncipes de Portugal, suas Grandezas e Misérias", da Bertrand, constava do acervo bibliográfico que nas estantes da minha biblioteca é destinado a esse escritor. Respondi-lhe que, de momento, não me lembrava, mas que o comprasse e o trouxesse. Respondeu que já o tinha comprado para leitura sua, mas quando viesse cá a casa, o traria. E trouxe. É o que tenho andado a ler, a par de "Origem" de Dan Brown.

WEB SUMMIT, LISBOA, 2017

Como os meus amigos já viram, por iniciativa do jovem promotor e apresentador da WEB SUMMIT, tudo começou com um apelo seu para, na plateia, as pessoas próximas de cumprimentarem, à laia do que se faz nas igrejas durante a missa. E, submissos, os "crentes" toca a apertar-se as mãos e darem abraços à direita e à esquerda. Fiz essa referência num "post" anterior, nesta minha página e noutra (que não quero aqui identificar) escrevi que "todas as igrejas têm o seu livro sagrado e as suas pagelas afins", referindo-me aos adereços (não baratos) de que se devia munir todo o participante.
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