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quarta, 20 março 2024 18:09

MULHER - IGUALDADE DE GÊNERO

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SOCIAL - IGUALDADE  DE GÊNERO

Ontem à noite, a partir das 22 horas, assisti ao «painel» «É OU NÃO É» da RTP,  conduzido por uma excelente apresentadora e jornalista da nossa praça. Participaram nesse painel um conjunto de «mulheres» (SENHORAS) sabedoras do assunto e também, por vídeo conferência, o sobejamente conhecido sexólogo,  Júlio Machado Vaz. 

Cada qual deu o seu contributo no sentido de esclarecer o papel histórico da «MULHER NA SOCIEDADE», o caminho já andado na sua «EMANCIPAÇÃO» e os problemas que subsistem e dificultam a IGUALDADE DE GÊNERO no emprego, no trabalho e no lazer. Ascensão nas carreiras profissionais e igualdade de VENCCIMENTOS, assente no princípio institucional de «trabalho igual vencimento igual».

sILÊNCIO Uma das senhoras intervenientes no painel sublinhou as questões histórico-culturais e religiosas que têm dificultado uma verdadeira «igualdade de gênero» e trouxe à colação os nomes de EVA e DALILA, o que me remeteu, imediatamente, para o vídeo que alojei no Youtube, no DIA INTERNACIONAL DA MULHER a propósito da EXPOSIÇÃO relativa à VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, feita no novel espaço coberto levantado no JARDIM PÚBLICO da Vila de Castro Daire.

Nesse vídeo, referindo-me a um manuscrito existente na Biblioteca Municipal de Castro Daire, com o título «Sermões Panegíricos e Quaresmais»,  no SERMÃO alusivo à DECAPITAÇÃO de João Batista, por Herodíade, o pregador aproveita a ocasião para arrolar e condenar um conjunto de mulheres que célebres se tornaram por assumirem «SEREM ELAS PRÓPRIAS», sem receio dos seus comportamentos serem repudiados à luz dos valores  vigentes na comunidade de que faziam parte.

Ás mulheres arroladas pelo pregador eu contrapus a ateniense APASIA, companheira de Péricles, no século V a.C.  e disse que ela estaria para Pécricles, como Maria Madalena para Jesus Cristo. E  bem podia acrescentar outras que, na HISTÓRIA, contra ventos e marés, deixaram o seu nome, quase sempre omisso nos nossos COMPÊNCDIOS ESCOLARES e, portanto, na EDUCAÇÃO que tem cultivado o MARIALVISMO do «MACHO IBÉRICO» que nos caracteriza.

bmão agrilhoada-2-E.SecundáriaE  aproveito para deixar aqui dois «grafitis» que, nos princípios de 2000, fotografei nos muros da ESCOLA SECUDÁRIA DE CASTRO DAIRE, onde permaneceram anos seguidos. Feitos por alguém da ESCOLA ou fora dela que, no recato da noite, saltando as grades, num ESTABELECIMENTO DE ENSINO E EDUCAÇÃO, ali foi deixar, INTRAMUROS,  uma  MENSAGEM  que comporta claramente duas leituras: uma benigna e outra nem tanto.

Não vou deixar aqui as minhas interpretações, pois quero deixar aos meus seguidores do FACEBOOK, onde vou abrir a porta a este apontamento,  que eles discorram sobre elas. Da minha parte, adiante desde já, que, pelo seu significado, estes dois «grafitis» deviam ter permanecido onde foram pintados e não ter sido apagados como foram, as recentes obras de REQUALIFICAÇÃO a que foi sujeito aquele ESTABELECIMENTO DE ENSINO.

Dos muitos anos que fui exercer o meu direito de voto naquela Escola para Eleições Legislativas e Autárquicas, foi com espanto que constatei o desaparecimento da tão  SIGNIFICATIVA  MENSAGEM ali aposta.

 

 

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Abílio Pereira de Carvalho

Abílio Pereira de Carvalho nasceu a 10 de Junho de 1939 na freguesia de S. Joaninho (povoação de Cujó que se tornou freguesia independente em 1949), concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Aos 20 anos de idade embarcou para Moçambique, donde regressou em 1976. Ler mais.