Trilhos Serranos


Neste ano de 2012, mês de outubro, domingo, o dia da caçada chegou ao fim. Calcorreados os montes, os cerros e vales da serra da Nave, perdizes, nem vê-las. Mas valeu o passeio, o companheirismo ao ar livre, o usufruto da paisagem serrana e a recordação de fartas caçadas feitas em anos não muito distantes. E também o facto inolvidável daquele dia de nevoeiro cerrado, chuva intensa e frio de rachar penedos, dia em que eu e o meu primo Manuel Carvalho Soares nos perdemos em plena serra, mal abandonámos o carro.

AMOR CREMADO

Dizia Pessoa

Que são ridículas todas as cartas de amor.



PEQUENO MUNDO

Em 2003, em extensa crónica ilustrada, no "Notícias de Castro Daire" e no meu primeiro site Trilhos Serranos (antigo “.com”) reportei a chegada dos chineses a Castro Daire. Referi a morte do jesuíta Sebastião Vieira no Japão, depois de ter sido expulso do território e lá ter regressado, subornando com "metal sonante" os barqueiros que o levavam dali para fora.

CUJÓ - GENTE, TERRA E BICHOS

Quem conheceu a vida aldeã tradicional, de economia ligada à agricultura, à pastorícia e ofícios afins, numa luta constante e sofrida pela sobrevivência, antes da acentuada desertificação atualmente tão propagada por interesses políticos em tudo quanto é jornal e televisão, sabe, de fonte limpa, que tais tarefas (quase sempre de produção insuficiente) assentava na trindade GENTE, TERRA E BICHOS.

PERGAMINHO

 

Em leque irradiam 

Dos cantos

Dos teus olhos.

São a marca dos tempos. Escolhos

E alegrias da vida

Já que, no trajeto humano,

De ano em ano, 

De hora em hora

De dor se chora

Mas também de alegria.

ODE PAGÃ (3)

A FORÇA DOS ASTROS

Um mistério. Um caso sério. Escrevi isto algures, num passado próximo, em texto mais desenvolvido. Creio ter sido na “Ode Pagã”, 1 ou 2. Dei-me conta, depois, pelo número de leituras,  que não foi coisa vã e, hoje, com o mesmo sentido, aqui deixo, texto novo, neste espaço sidéreo já que, sendo sério, quanto escrevo e leio, segundo creio, dos astros se vem e se veio.

CALDONEIRA/CALDONEIRO NA SERRA DO MONTEMURO

Há um bom par de anos fiz companhia a um grupo de professores e alunos da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) numa viagem de estudo, da qual dei nota numa das minhas crónicas publicadas na imprensa regional/local.

AGASALHO DA SERRA

Aquilino Ribeiro filiou a capucha serrana no capuz turdetano. E, seja verdade ou não, eu usei esse agasalho, enquanto fui serrano.

MONUMENTOS NATURAIS - OS CASTANHEIROS CENTENÁRIOS

Andei, recentemente, por terras de BUSTELO, freguesia de Almofala, concelho de Castro Daire. Deixei em vídeo registos desse meu passeio, mas passei para este meu espaço o caso impressionante do meu cicerone, JOSÉ CARVALHO, natural da aldeia, se postar sob um desses castanheiros, como se estivesse dentro de uma igreja. Ora vejam:

COISAS SOBRE LENDAS (1)

Em 2004, dei à estampa o livro “Lendas de Cá, Coisas do Além”,  obra há muito esgotada. Nele incluí algumas lendas de mouras encantadas, mas não aquela que, há dias, recolhi em BUSTELO, da qual fiz vídeo alojado no YouTube. 

O BOM USO DA LÍNGUA NO JOGO ERÓTICO

O texto que se segue, cuja paternidade assumo, com o título “BORLIDELA”, foi publicado em 2003 na imprensa regional onde eu colaborava. Nessa altura toda a imprensa, local e nacional, mostrava as preocupações públicas das mulheres de Bragança com as “brasileiras” que davam animação e vida às “CASAS DE ALTERNE” que, então, proliferavam naquela cidade. 

Publicado, também, no meu velho site TRILHOS SERRANOS, fi-lo, hoje, migrar para este novo, pois uma peça destas não deve ficar em sítio onde ganhe bolor, sobretudo na momentosa animação e vida que por aí vai no FACEBOOK. Segue entre comas:

JUIZ DE BARRELAS (SÉCULO XXI)

Em 2009, na presença de um processo judicial que me foi apresentado pela pessoa lesada por um boato posto a correr denegrindo a sua imagem de cidadão, assumi o papel do antigo JUIZ DE BARRELAS e produzi o texto que se segue, publicado na imprensa local, depois de ter o aval do advogado a que o visado recorreu, com vista a penalizar o presumível autor do boato. Assim:

A CHAVE

Eu tenho um cofre de amor

Que não tem a cor do ouro

Só nele meto o meu tesouro

E indiferente sou à sua cor.

 «O CASTRENSE» LIDO  POR MIM...

É notório este meu gosto pelo saber e divulgar saber. Uma das minhas fontes tem sido a imprensa local. Já escrevi um livro sobre ela a propósito do restauro do velho PRELO saido da «Fundição de Massarelos», no Porto, em 1855. Está no Museu Municipal. Peça única, em termos museológicos, os nossos vereadores da Cultura, são o que são. «E não se fala mais nisso»

CUJÓ: RETALHOS DE HISTÓRIA - VIII

O censor do Santo Ofício que deu parecer favorável à impressão da «Nova Floresta ou Silva», como já vimos em crónica anterior, disse que não se tratava apenas de «um livro», mas de uma «livraria».

CUJÓ: RETALHOS DE HISTÓRIA - VII

Quando saí da Escola Primária matriculei-me logo, sem qualquer exame de admissão, nas cadeiras de Agricultura e Pecuária na Universidade da vida.

 

OLHAR DE VER, CONHECER E SENTIR

PARTE - I

Rodeado de flores, olhos ébrios de cores, narinas afogadas em odores amarelos, lilases, brancos, castanhos, cinzas e pútegas por perto a espreitar na terra, ocultas sob esta casaca de toureiro e dalmática cristã, eis-me, nesta ode pagã, remoçado pegureiro, lembrado do prazer de correr e explorar os montes, vales, rios, fontes e serras...a doçura delas, mamas cheias prontas a chupar, corpos dispostos à entrega e a regalar quem regalos não tem. E nesta minha idade de 79 anos, rio-me disso tudo. Carrancudo? Nem pensar.

O SABER NÃO OCUPA LUGAR

À medida da minha disponibilidade vou fazendo a migração de alguns trabalhos meus publicados, há anos, no meu velho site com a extensão «.com» para este com a extensão «.pt». A crónica que se segue vem mesmo a propósito. No site antigo foi publicada em duas crónicas separada. Neste numa só, divida em duas partes. Os espaços em branco na distribuição do texto, devem-se à diferença de formatos, mas toleram-se, sem mais trabalho.  Foi publicada em 22.11.2010.

OS SEIOS

Aos olhos do poeta o seios são sempre belos.

ANIVERSÁRIO

Numa prole de sete irmãos fui o sexto a vir ao mundo e, segundo a minha mãe dizia, difícil nascimento foi o meu: é «travesso», é «judeu», «nasceu ao contrário!», justificação para o embrionário espírito de rebeldia que eu revelava em pequeno e, no meu juízo de agora, pergunto-me se isso se devia ao meu temperamento natural ou aos normativos injustos dos adultos a que eu desobedecia para meu tormento e deles.

TELAS

 

São da minha autoria

Cada fotografia

Que mandei passar à tela.

Fê-lo a Elisabeth, pintora

Uma senhora

Que conheci há pouco tempo.

NATUREZA VIVA

 

Saída da paleta e pincéis

De artistas de nomeada

Pintada

Segundo gostos seus

Enche galerias e museus

Do mundo.

FRUTOS DA TERRA
PATRIMÓNIO HISTÓRICO

A História aponta exata e pertinentemente o que está oculto na série, aparentemente caótica, dos acontecimentos quotidianos. A história local narra factos circunscritos, mas seleciona-os e valoriza-os, na medida em que estes factos se projetam no campo nacional, consideravelmente mais vasto».(Separata do «Boletim Informativo» nº 8 «História»,  Fundação C. Gulbenkian, 1962, pp 295)

TRAMAGAL - O MELHOR MUSEU EM 2018

«A História aponta exata e pertinentemente o que está oculto na série, aparentemente caótica, dos acontecimentos quotidianos. A história local narra factos circunscritos, mas seleciona-os e valoriza-os, na medida em que estes factos se projetam no campo nacional, consideravelmente mais vasto».Separata do «Boletim Informativo» nº 8 «História»,  Fundação C. Gulbenkian, 1962, pp 295)

ORLANDO AFONSO COELHO CARDOSO


Conheci-o na PAPELARIA MONTEMURO, há muitos anos. Nem podia ser noutro sítio. Docente colocado na Escola Preparatória de Castro Daire, viciado no estudo e na leitura, mal cheguei ao burgo, procurei espaços onde houvessem livros e mais coisas para ler. Esta LIVRARIA e PAPELARIA foi um desses espaços.

CARLOS AUGUSTO DUARTE PINTO

Conheci-o, há um bom par de anos, perto do Café Central, como engraxador, pronto a prestar o seu serviço a quem precisasse ou quisesse. Foram poucas as vezes que assentei a sola dos sapatos no “pousa-pés” do seu banco de trabalho, mas pela conversa entabulada com ele e pela sua idade, deu para entender que o senhor Carlos Pinto seria uma prestável fonte oral que eu devia aproveitar na investigação da história de Castro Daire antigo.

QUEM  ESTUDA...APRENDE...

Em Moçambique (há quantos anos, senhores?) antes de andar por aí espalhada, por tudo quanto é MÍDIA, a lamúria "ALÁ É GRANDE", já ela retumbava nos meus ouvidos proferida por negros quando se julgavam injustiçados por isto ou por aquilo. Apelavam à Justiça Divina já a Justiça Humana estava para eles desacreditada. E parece que não apenas pelos nativos. É isso que vejo no texto que transcrevo de "Ronda de África" de Henrique Galvão. Um belo texto, se calhar para surpresa de muitos que o conhecem apenas como protagonista do assalto ao Santa Maria. A esses remeto-os para o Google a fim de se certificarem das suas andanças pela Política, pela História e Cultura. 

A FORÇA DE UM LIVRO

 Aos 18 anos, cansado de escrever em bustrofédon  - «arado vai, ardo vem»  -  a história camponesa, lavrada nos campos e leiras da família, algumas delas com a largura que não ia além dos braços abertos de um homem plantado no centro, resolvi deixar a enxada, a aguilhada e a charrua, a fim de poder granjear a vida de outra forma. Troquei a aguilhada pela caneta, as leiras de terra chã ou pedregosa pelas lisas e planas folhas de escrever, e, com trabalho, vontade e sacrifício, obstinado em ganhar o tempo perdido,  entrei no Campo das Letras. E nele,de podão em punho, tenho passado anos entretido a abrir trilhos e clareiras, por forma a ganhar o pão, sem envergonhar os meus pais, os amigos e as instituições que me diplomaram nesse ramo de saber e de cultivo.

GATUNAGEM

 Neste mundo agitado da política e da finança, a imprensa a descobrir cada dia, qual dos governantes mais roubou, ou deixou roubar, em prejuízo do BEM COMUM, deu-me para revistar a obra de Aquilino Ribeiro, “Príncipes de Portugal”.

CUJÓ - A FEIRA MENSAL

Como escrevi no meu livro «Cujó, Uma Terra de Riba-Paiva», editado pela Junta de Freguesia em 1993, decorria o ano de 1927 quando uma comissão constituída por Salvador de Carvalho, Samuel Paiva e Pedro Duarte, diligenciou e conseguiu criar uma feira em Cujó a realizar todos os meses no «Largo das Carvalhas» = «Largo das Marinheiras», vizinho da «Eira da Fraga», no fundo do lugar.

UM NACO DE HISTÓRIA CONCELHIA

Quem tem tido a paciência de me acompanhar nestas minhas deambulações pelo nosso passado histórico, terá reparado que, apesar das múltiplas fontes, leituras e estudos citados em que fundamento as minhas dissertações, é recorrente eu citar as «Inquirições de 1258» e as «Memórias Paroquiais de 1758», isto por nesses documentos encontrar, não apenas alguns dos factos históricos que procuro, mas também preciosa informação toponímica e onomástica relativa à região que estudo.

O INCOMPETENTE

Por norma, todo o incompetente profissional, seja qual for o ramo de actividade a que se dedica (temporário ou permanente, com escritório ou sem ele) é um despeitado e revela isso na mediocridade em tudo o que diz, em tudo o que faz e não faz.

CARRINHO DACTÍLICO

 

Fingem que não ouvem, nem leem

Todos eles perderam a vergonha

Mas p’ra mim de carrinho vêm

Pois bem lhes conheço a ronha.

INDÚSTRIA DE AZEITE - O LAGAR 

Segundo J. L. T. de Menêres Pimentel, em artigo, com o título «Technologia Rural», publicado na «Gazeta das Aldeias» no princípio deste século, o moinho de azeite terá derivado do «trapêto» romano, tipo de moinho caseiro movido por mão-de-obra escrava.

ESCADAS AO LADO DOS «PAÇOS DO CONCELHO»

(FOI ASSIM EM 2012. LIDO COMENTADO, ODIADO E AMADO. Eu, por ter notado algumas dificuldades de acesso aos «gostos» e «comentários» que este meu «post» recebeu em 2012, resolvi contornar o problema fazendo o que hoje está muito em moda, sobretudo na cabeça daqueles que não têm ideias, que é «copy/paste». Pois aí vai:  

CARTAS ENTRE AMIGOS

A receção, hoje mesmo, de mais um livro do Dr. Lima Bastos, levou-me a trocar com ele a seguinte correspondência:

MEMÓRIAS

Isto de pôr em letra redonda as memória é um vício. Bom ou mau, os meus amigos, aqueles que o são, o dirão. Hoje, 25 de março de 2018, apareceu-me uma locutora da TV vestida com uma blusa de cetim cor de vinho, mas de cetim cor-de-rosa foi uma camisa que eu tive, andaria ali pelos meus 15 anos de idade.

CLÁSSICOS 

Quanto tempo decorreu desde o bíblico Profeta Isaías até ao tempo do Padre oratoriano Manuel Bernardes? Quanto tempo decorreu até à chegada dos colonos americanos às terras do oeste "com um arado e com uma bíblia?(Ver foto)  O tempora! O mores!»
E porque nos tempos que correm, neste mar magnum das redes sociais do século XXI, a «nau» a que se reporta Manuel Bernardes, é levada por ventos bem diferentes dos que sopravam nos tempos bíblicos, nos tempos dos romanos e nos tempos oratorianos, retornemos ao cais onde ela aportou e, mãos no baraço, ajudemos a arrear o pendão nela içado, durante séculos, ostentando a significativa legenda latina:

 «Quid levius fumo? Flamen. Quid flamine? Ventus. Quid vento? Mulier. Quid muliere? Nihil.

CLÁSSICOS

Retomo o tema pois não gosto de deixar penduradas, quais molas esquecidas no estendal da roupa de aldeia serrana, ideias e factos que ocupam lugar no fio cronológico do tempo e são parte integrante da narrativa humana, seja ela carregada de aventuras e surpresas no faroeste americano, rude e selvagem, seja na mais culta e sofisticada corte de imperadores ou reis, formadores de impérios, acompanhados dos seus cavaleiros, nobres e fidalgos de folhos rendados ao peito ou nos punhos das mangas. E bem assim, nas tertúlias literárias onde, com armas diferentes, digamos revólveres diferentes, a mulher, num sítio ou noutro, num tempo ou noutro, era o alvo preferido, o bombo da festa, a pior das criaturas, ou, então, poeticamente, endeusada e dotada de inigualável formosura e objeto de desejos.

ASPÁSIA

Decorriam os anos 70 do século XX. Lá longe, no outro lado do mundo, mais propriamente na cidade de Lourenço Marques (hoje Maputo), a respirar os ares do Índico, o PROFESSOR DOUTOR HUMBERTO BAQUERO MORENO, à frente de uma alargada turma universitária, discorria eloquentemente (timbre seu) sobre PÉRICLES e o seu legado político e cultural.

CLÁSSICOS DO OESTE (2)

No apontamento que fiz sobre o tema em epígrafe falei de saloons, de bebidas, de pancadaria, murraça em barda,  tiroteio, de música e mulheres. Sonhos e ambições insondáveis de pistoleiros solitários e de famílias inteiras em busca de um palmo de terra ou impulsionadas pela febre do ouro, descoberto algures, sítio de deslumbramento e de ação e nascimento de cidades. Falei das relações entre homens e mulheres nos estábulos impregnados do cheiro a feno,  a palha, a gado e a sexo afectivo, ao natural, ou à "rapidinha" ocasional exigido à troca de alguns dólares.

...CORRER SEM DESTINO EM BUSCA DAS ORIGENS SELVAGENS ESFUMADAS NO TEMPO E NO ESPAÇO...  

Foi um fartote. De 3 a 11 de março, o canal FOX MOVIES tem estado a exibir uma série de clássicos do velho oeste que me prenderam ao écran horas consecutivas.

De posse da informação, não fosse escapar-me algum deles, procedi à gravação dos já exibidos na BOX MEO, onde estão prontos para rever. A bem dizer, sedento que estava de retornar à mocidade, mandei rifar programas e noticiários e, refastelado no sofá, voltei  aos tempos em que fui proteccionista de cinema, em TETE, lá no cu do mundo, aos tempos em que, apesar de empregado numa profissão transitória, o futuro era para mim uma incógnita, uma grande e temerária aventura. 

 HISTÓRIA VIVA

SEGUNDA PARTE

Mesmo assim, nesta SEGUNDA PARTE das minhas reflexões sobre as obras feitas no escadório, prossigo na minha lengalenga, repescando para aqui um texto que publiquei a propósito do «repuxo» que foi colocado no meio do Largo das Carrancas e julgo ser oportuno relembrar, pois,  como disse então e repito agora, aquela fonte só pode voltar a ter vida e a ser admirada, nestes tempos em que tanta gente sábia e empenhada no desenvolvimento do concelho, enche a boca PATRIMÓNIO, de TURISMO e de TURISTAS. Assim:

HISTÓRIA VIVA

PRIMEIRA PARTE

Fixar os olhos numa construção pública ou privada feita com material lítico (ponte, palacete, corrimão e balaustrada de varanda ou escadório de imponente solar vilão, de majestoso templo citadino, ou de simples escaleiras e varandas de modesta habitação rural campesina) não implica que o  observador   saiba o que é "partir pedra" durante a vida.

FOTÓGRAFO

Depois de ter feito o vídeo alojado no Toutube sobre um "tríptico" de fotografias, seguramente tiradas da torre da Igreja Matriz, dando uma panorâmica da vila de Castro Daire, nos anos 30 do século XX, ignorando o nome do FOTÓGRAFO, limitei-me a confessar essa ignorância, mas, apesar de tudo, ficar-lhe grato por tão precisoso e generoso documento. 

HISTÓRIA VIVA

Ontem recebi o "CAMPANIÇO", isto é, o BOLETIM MUNICIPAL da Câmara de Castro Verde, Alentejo.

Deixei aquele concelho no ano letivo de 1983/84, mas, por razões de estima e consideração, os funcionários daquele Município não viram na minha pessoa matéria descartável e (há quantos anos, senhores!) fazem-me chegar à caixa do correio, número após número, esta edição. Talvez porque, além de docente que fui na Escola Preparatória, António Francisco Colaço, tenha sido deputado da Assembleia Municipal, eleito nas listas do Partido Socialista, de cuja concelhia era Presidente.

BELA LENDA

Aquilino Ribeiro, sempre que se refere ao velho carro de vacas e outras ferramentas e apetrechos agrícolas, remete o seu uso, em Portugal, para os tempos lendários do rei «Vamba». Eu próprio, no recente vídeo que fiz sobre no Museu dos Coches, evoquei essa figura, a fim de dizer que, no mundo camponês, nomeadamente por estas bandas das serras da Nave e do Montemuro, os coches eram outros, ou seja, eram os «carros de vacas».

REI MORTO, REI POSTO

                                                                                                     I PARTE

                                                                                          SANSÃO E DALILA

Quem não conhece os nomes bíblicos de Sansão e Dalila? Ele nazareno, musculoso, cabeludo e não pequeno? Ela filisteia, arguta, nada feia e manhosa, seduziu Sansão par descobrir onde residia a sua força. E descobriu.  Estava nos seus longos cabelos. Havia que cortá-los, e nas larvas que vemos não estamos a vê-los... Mas a ver estamos o Sansão e a Dalila que associados estão ao derrube das colunas do templo de Salomão. Pois duas colunas eram palmeiras que, com cerca de 90 anos, foram sentinelas da Capela das Carrancas, em Castro Daire. Um templo do século XVIII, de planta e alçado octogonais, mandado erigir pelo Bispo D. Manuel Vasconcelos Pereira.

NATUREZA MORTA

Neste tempo de globalização, tempo em que, vindos dos confins do mundo, imigrantes, uns fugindo à guerra, outros lutando pela sobrevivência e bem estar, tempo de refugiados em busca de um lar e de paz, lá dos extremos do Oriente, da Ásia e da Oceânia, sonhando com o eldorado do Ocidente, puseram-se a caminho tentando a sua sorte.

GUICHÊ

Com o título em epígrafe, no longínquo ano de 1968, na não menos longínqua cidade de Lourenço Marques, irritado com o desempenho de algumas repartições públicas, escrevi um texto onde expus o que ouvia, via e sentia. Isso prova que a minha luta contra BUROCRACIA e BUROCRATAS tem barbas. Assim:

Padre arguido «estava sempre a pedir dinheiro».

AIVADOS - CASTRO VERDE (1562-1655)

Assisti, via TV, à cerimónia solene da "Abertura do Novo Ano Judicial".  Apreciei, sobremaneira, o introito que cada interveniente fez ao discurso que preparou antecipadamente,uma lista infindável de personalidades, todas muito dignas de referência e chamadas àquele ritual monocórdico que, só por si, é a prova provada de que a Justiça exige urgentemente uma reforma.

BENEMÉRITOS & BENEMÉRITOS

 É conhecida a polémica que, em 2005/2006,  envolveu a minha pessoa e o então Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, António da Conceição Pinto, por ele se ter recusado a receber o produto da venda do meu livro «Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música» (514 páginas de História) orçado em cerca de 8.000 contos (oito mil contos), feito pro bono em benefício dessa Associação . Relembrei isso recentemente em carta que dirigi à atual Direção, a qual não se dignou responder-me. Por via desse silêncio tornei a carta pública neste meu espaço e hoje cá estou de volta, feliz e contente, por constatar que um benemérito - o Padre António Fernando Feixeira - se deslocou aos Bombeiros de Castro Daire para entregar um cheque de 4.000€, donativo que foi imediatamente agradecido e divulgado no Facebook com fotografia e tudo, «em nome dos órgãos sociais e do Corpo de Bombeiros», com o clássico e hospitaleiro «Bem Haja».  Ora vejam:  

HISTÓRIA VIVA

Nuno Sebastião é um caçador. Nascido, ao que sei, lá para as faldas da SERRA DA NEVE (Montejunto), ligado desde menino à natureza, a bichos e à liberdade que se respira nos montes de Portugal, decidiu-se a subir à SERRA DA NAVE (também conhecida por Leomil) e, depois de anos a divagar por encostas e ravinas, resolveu prendar-nos com o produto da sua caçada: um cinto cheio.

HISTÓRIA VIVA

Folheio «O mundo de ontem» de Stefan Zweig e deparo imediatamente com uma dedicatória a exalar memórias, afetos,  sentimentos e lugares. Há quanto tempo! Uma centelha de história pessoal vivida na juventude, nunca dita nem publicada. Mas, nesta minha idade sénior, 78 anos de vida andados, a experiência consolidou em mim o ditado popular relativo ao relevo terrestre: «depois de uma montanha, outra logo vem», a dificultar ou a facilitar a jornada do caminhante que, por deveres de ofício, granjeio da vida, ou busca de conhecimento, forçado é a deslocar-se e a vencer distâncias entre sítios, gentes e culturas. O mesmo sucede no mundo íntimo das pessoas e no trajeto de sentimentos, de pensamentos, de amizades, de amores e afetos, quantas vezes rebeldes,  ondulados e desobedientes aos preceitos legais e morais estabelecidos. Não é preciso demonstração. Tudo o mundo sabe disso.

NATAL - 2017

Foi há dois mil anos (mais dezassete) com os históricos enganos de quem se mete a saber quando Jesus veio ao mundo para o mundo mudar, para no mundo fazer jus.

Nascido numa manjedoura envolvido em palhinhas (coitadinho!) aquecido com o bafo das vaquinhas e do burrinho (uns amores!), como se não houvesse pastorinhas nos arredores,  não viu Jesus uma só pastora no meio de tantos pastores.

Mal nasceu, no seu natal, logo vira um mundo desigual: reis agasalhados com mantos brocados, em seus camelos montados, carregados de ouro incenso e mirra: sinais de riqueza. E, ao lado, pastores de peles, lã e de linho vestidos, nas mãos os cajados, rotos esfarrapados: sinais de pobreza!

HISTÓRIA VIVA

Hoje, a SIC NOTÍCIAS, no seu programa "OPINIÃO PÚBLICA", debateu o caso "RARÍSSIMAS" e os apoios financeiros dados pelo Estado a outras "IPSS". Vieram à baila as MIsericórdias e as Mutualidades, cujos dirigentes, em algumas delas, são uma espécie de monarquias familiares e/ou políticas.

DA ENXURRADA AO PING...PING...PING...

Quando a chuva vem sem necessidade de preces, danças e rezas como se fazia antigamente

PRIMEIRA PARTE

1 - Abílio Pereira de Carvalho nasceu a 10 de Junho de 1939 na freguesia de S. Joaninho (povoação de Cujó que se tornou freguesia independente em 1949), concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Aos 20 anos de idade embarcou para Moçambique, donde regressou em 1976. Foi colocado na Escola Preparatória de Castro Verde (Alentejo), fez o estágio na Escola Preparatória Mário Beirão, em Beja, voltou depois à de Castro Verde e, em 1983 regressou ao seu concelho de origem, Castro Daire para lecionar na Escola Preparatória da vila. Conciliando o exercício docente com a investigação voltada para a História Local colaborou em diferentes órgãos da imprensa regional e publicou, em crónicas e em livros, os resultados da sua investigação.

SEGUNDA PARTE - O ACESSO

Havia, como disse, um único acesso à fonte. Era (e é) o estreito caminho que os poderes públicos licenciaram e reservaram ao lado dos prédios que se levantaram ao longo dele, caminho com um troço ladrilhado e ornamentado com vasos, como se particular fosse. (Ver fotos). Ali não se distingue um «caminho público» de um piso de «varandim privado» e isso só pode dever-se ao zelo, licença e visão da engenharia municipal e zeladores da «res publica». Ou, então, de obras feitas sem licenciamento. Adiante.

PRIMEIRA PARTE - A RECUPERAÇÃO

Agora que as obras de recuperação da FONTE DA LAVANDEIRA (fonte pública que permaneceu esquecida durante anos consecutivos, quase subterrada com silvedos e lixo de toda a ordem) parecem ter chegado ao fim, devidamente sinalizada e limpa, mostrada que foi ao mundo por vídeos e textos que sobre ela fiz, em defesa de um BEM PÚBLICO, convém voltar ao ano de 2010 e deixar em, letra redonda, a saga que empreendi nesse ano. Primeiro, os documentos e depois o Mestre Zé Ferreiro que a ela me conduziram, para vermos o estado de  abandono a que foi votada pelos poderes públicos. É só esmiuçar as fotos que publiquei no meu livro "Implantação da República em Castro Daire-I", editado em 2010, e os vídeos que comecei a alojar no Youtube a partir de 2012.

RESCALDO

Na carta que ontem tornei pública, aqui mesmo, dirigida que foi, em 2016, à Direção dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, carta essa que ficou sem resposta, relativa ao meu novo «cartão de sócio» e ao livro «Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música», referi-me a uma informação escrita em papel timbrado com o logotipo do Município,  dada pelo ex-Presidente da Câmara Fernando Carneiro, em que dizia a um munícipe, interessado na sua aquisição, que esse livro se encontrava à venda nas «livrarias/papelarias», e que só as mesmas «sabiam o preço» de venda ao público.

CARTA SEM RESPOSTA

 Agora que os Bombeiros Portugueses voltaram à ribalta, não por minha mão, mas pela mão da jornalista Sandra Felgueiras no programa «Sexta à 9», eu não podia deixar de trazer a público o conteúdo de uma carta que foi remetida ao Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros  de Castro Daire e respectivo Comandante, em 26-06-2016, a qual não obteve qualquer resposta até esta data.

Recentemente, sabedor de que o livro a que nessa aludo, não se encontrava à venda nas Papelarias/Livrarias  conforme acordo firmado com a Editora (a Câmara Municipal) solicitei ao Senhor presidente da Câmara e Senhor Vereador da Cultura, eleitos no dia 01-10-2017, informações que elucidassem as condições em que se encontrava o referido livro, dado o Senhor Presidente da Câmara cessante, FERNANDO CARNEIRO, ter informado um munícipe, por escrito em papel com o logotipo  do Município,  que era nesses espaços comerciais que o livro se encontrava disponível, ignorando ele, edil, o preco de venda ao público. «As livrarias/papelarias é que sabiam». Eis a carta:

HISTÓRIA VIVA

Nos meados do século XX toda a criança da serra alternava os seus trabalhos de escola com os trabalhos do campo. Cedo se tornava mão-de-obra produtiva, fosse a pastorear o gado - vacas, cabras e ovelhas - fosse a executar qualquer outra tarefa por incumbência dos pais.

HISTÓRIA VIVA

Cirandando pelos montes em redor de Cujó, montes que calcorreei "pedibus calcantitubus", desde menino de escola, até aos 18 anos, conhecendo-os, por isso mesmo, à cancha, cabe hoje falar do "PENEDO DO BURAQUINHO DA SENHORA DA LAPA".

HISTÓRIA VIVA

Há um bom par de anos dei por mim no topo da Serra do Montemuro, mesmo em cima das MURALHAS que restam do velho CASTRO que ali existiu. em tempos idos. E reparo nos rombos de que elas estão a ser vítimas, devido à fome que, nessa altura, os espanhóis mostraram sobre tudo o que era «pedra natural e velha» válida para construção de vivendas. Era na altura Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire, o senhor João Matias e Vice-Presidente a Engª Eulália Teixeira, atualmente, por virtude dos resultados das últimas eleições autárquicas, Presidente da Assembleia Municipal.

SINOS DE ROMA

Como disse quando filmei e fotografei o "PENEDO DA ESMOLA", não muito longe dele ficava o "PENEDO" no qual de ouviam os "SINOS DE ROMA". Bastava, para tanto, encostar bem o ouvido nele. E não havia pastorinho na serra que escapasse a essa "iniciação" na vida adulta. Só depois disso se tornava um verdadeiro pastor. Era uma espécie de "praxe" pastoril, já que, naqueles tempos, jamais os jovens de Cujó sonhavam com a Universidade e nenhum deles sabia dos vexames a que os estudantes universitários mais velhos submetiam os caloiros.

HISTÓRIA VIVA

Entre VILA POUCA, BALTAR e FAREJA , num espaço onde outrora cabia o "maninho" (um pedaço de terrenos assim chamado pelos moradores de Fareja) e também o penedo da "Vezeira", já desfeito em esteios, ao qual se ligava a lenda da Moura Encantada que escrevi e publiquei, ainda em vida de Joaquim Soares, mais conhecido por Joaquim Bolota (meu tio) que ma contou crente de ser uma narrativa autêntica, nesse espaço.

HISTÓRIA VIVA

Há dias o meu filho mais velho, engenheiro informático (programador), mas atreito à escrita, às leituras, às feiras de livros, às visitas de museus e outros espaços culturais, telefonou-me a perguntar se, cá em casa, o livro de Aquilino Ribeiro "Príncipes de Portugal, suas Grandezas e Misérias", da Bertrand, constava do acervo bibliográfico que nas estantes da minha biblioteca é destinado a esse escritor. Respondi-lhe que, de momento, não me lembrava, mas que o comprasse e o trouxesse. Respondeu que já o tinha comprado para leitura sua, mas quando viesse cá a casa, o traria. E trouxe. É o que tenho andado a ler, a par de "Origem" de Dan Brown.

HISTÓRIA VIVA

Em 1984 (MIL NOVECENTOS E OITENTA E QUATRO), aquando dos festejos do primeiro centenário dos BOMBEIROS DE CASTRO DAIRE, rematei o «OPÚSCULO» que então escrevi, a preceito, da seguinte forma:

WEB SUMMIT, LISBOA, 2017

Como os meus amigos já viram, por iniciativa do jovem promotor e apresentador da WEB SUMMIT, tudo começou com um apelo seu para, na plateia, as pessoas próximas de cumprimentarem, à laia do que se faz nas igrejas durante a missa. E, submissos, os "crentes" toca a apertar-se as mãos e darem abraços à direita e à esquerda. Fiz essa referência num "post" anterior, nesta minha página e noutra (que não quero aqui identificar) escrevi que "todas as igrejas têm o seu livro sagrado e as suas pagelas afins", referindo-me aos adereços (não baratos) de que se devia munir todo o participante.

VEM AÍ O DIABO

À semelhança do que se fazia em tempos de Monarquia, atribuindo "cognomes" aos reis, se eu pudesse atribuir um cognome ao atual Presidente da República seria o de "O POPULAR". Com efeito, deslocando-se assim de povoação em povoação, a abraçar e a beijar as pessoas, assim no meio do povo, só D. Pedro, "O JUSTICEIRO, também dito "O CRUEL", de quem reza a história que, mal ele cheirasse uma rusga popular a passar na rua perto dos aposentos reais, levantava-se da cama e corria a juntar-se a essa rusga e dançar e a participar na folia, mesmo em vestidos de dormir.

HISTÓRIA VIVA - PADRE ANTÓNIO SILVA

Nestes meus trilhos serranos, sempre na pista e perseguição de factos e protagonistas da HISTÓRIA LOCAL, tropecei cedo com o nome do Padre António Silva e seus quefazeres. Estávamos em tempo de Monarquia, mais propriamente em 1907, e debruçado sobre o jornal «A Voz do Paiva», fundado em 1899, por José Duarte de Almeida e Amadeu Rebelo de Oliveira Figueiredo, o primeiro na qualidade de «editor» e o segundo  de «administrador», vemos que, em 1907,  José Duarte de Almeida figura no cabeçalho domo «proprietário» e como «diretor» temos já o Padre António Silva. 

HISTÓRIA VIVA

Era o que faltava. Eu, que me prezo de escrever «história com gente dentro», que me prezo de ter escrito, em  2007, o «historial de Fareja» no meu site «trilhos-serranos.com» (texto que abaixo transcrevo), silenciar-me perante a vitória que, AUGUSTO MARCELINO, natural desta aldeia, obteve nas recentes eleições autárquicas para PRESIDENTE DA JUNDA DA FREGUESIA DE CASTRO DAIRE. Ora leiam:

FACEBOOK 7  (11-10-2013)

Eu pensava que ao SÉTIMO descansava. Enganei-me. Com  a ideia ferrada na cachimónia de que as pessoas no FACEBOOK não apenas se desnudam, mas se põem do AVESSO, entrei consultório dentro e perguntei: ó senhor dr. já viu uma pessoa do avesso? Eu não, tenho passado a vida profissional a tentar vê-las por dentro, mas do avesso, isso não. Já tenho visto ideias e pensamentos arrevesados, retorcidos, falsos, meadas difíceis de desenrolar, mas pessoas do avesso, isso não.

FACEBOOK 4 (O FACEBOOK É UMA LIÇÃO)

Ora façam o favor de ler o que eu escrevi, em setembro de 2011, sobre o FACEBOOK:

«Pegando nas palavras de Chico Buarque para quem a «solidão é quando nos perdemos nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma», nesta minha postura solitária, mas também solidária (ao contrário de outros que pediram para serem meus amigos, mas nunca mais apareceram, apesar de eu saber que, silenciosamente, me entram porta dentro e bisbilhotam todos os cantos da minha casa) continuo a navegar e a divagar no Facebook, onde todos os dias aprendo algo de novo sobre o ser humano, desde o que ele tem de mais sublime ao mais sórdido, da mais apreciada sabedoria e bom senso, à mais rasa e rasca banalidade.

HISTÓRIA VIVIA

NOMES, ROSTOS, PROMESSAS E ACÇÕES

1 - Só pessoas muito descuidadas, desatentas ou desinteressadas pela COISA PÚBLICA podem ignorar o meu ideário político e a minha participação na COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DO PARTIDO SOCIALISTA, (em tempos idos), partido de cujo APARELHO me desvinculei por vontade própria, no momento em que descobri, como fiz eco na imprensa local na altura, que alguns elementos dessa COMISSÃO estavam nela para defender os seus próprios interesses e não os interesses concelhios. É só ir ler o que então escrevi sobre isso.

HISTÓRIA VIVA

 Com a presente crónica se põe fim à saga do desaparecido PELOURINHO DE ALVA. Ele voltou ao espaço público no dia 11 de Julho de 2017. Mas veja-se a sua longa caminhada.

HISTÓRIA VIVA

GRANDEZA E DECADÊNCIA DE ROMA» mutatis mutandis «GRANDEZA E DECADÊNCIA DO IMPÉRIO PORTUGUÊS».  Foi o perder de teres e haveres, foi o desfazer de lares e a dispersão de familiares e amigos, companheiros de profissão ou de estudo, alguns dos quais nunca mais se viram, nem souberam do paradeiro uns dos outros. De um dia para o outro, campos abandonados, cidades e habitações desertas, medo, fuga, mobílias metidas em contentores, «Cais Gorjão» abarrotado de vidas desfeitas, à espera de embarque. E muitas dessas vidas crentes na propaganda política e na operação «NÓ GÓRDIO»,  elas que ignoravam, em absoluto, o que isso era e desconheciam a existência de ALEXANDRE MAGNO. Ali, em Moçambique,  não lutavam GREGOS e PERSAS, ali lutavam PORTUGUESES e MOÇAMBICANOS.

HISTÓRIA VIVA

 Já lá vão muitos anos. Mas, este meu apontamento, passado que foi tanto tempo, o tempo terapêutico do esquecimento  necessário a uma mente sã,  o tempo que esvaneceu o sofrimento de recomeçar do nada a vida no meio da vida, agora que esse tempo passou (o tempo tudo cura!) tinha de ser escrito, agora, que as «amizades interesseiras e descartáveis» proliferam por aí  como cogumelos, quer vividas e sentidas, quer vistas e presumidas no Facebook, tu cá, tu lá! 

É um «apontamento-testemunho» que se reporta a outros tempos, preservado não só na minha MEMÓRIA encarquilhada, mas também registado no texto de um «cartão de visita», sem rugasmanuscrito por um amigo e colega na Faculdade, em Lourenço Marques, hoje Maputo, guardado no lado interior da capa de um livro de História.

DINHEIRO VIVO

No meu livro «Castro Daire, Indústria, Técnica e Cultura», editado pela Câmara Municipal, em 1995, abordei a questão das «cédulas» que, em todo o país, foram usadas como moeda corrente, com acentuado vigor após a PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL. Na página 14 e 15 desse livro deixei o seguinte texto ilustrado com as respetivas «cédulas».. Assim:

HISTÓRIA VIVA

Como sabem, não fui ouvido nem achado (nem tinha que ser) acerca do projeto de requalificação executado na EIRA DA FRAGA, levado a cabo, em parceria, pela Junta de Freguesia e Câmara Municipal. Mas dado que foi requalificada assim, fazendo dela um espaço multiusos com bancada e tudo, por forma a ser palco de eventos culturais, como foi a recente representação do «JULGAMENTO DA ENTRADA AOS SERÕES», entendo que esse espaço poderá ser melhorado e enriquecido, tornando-o, semanticamente, representativo das mais EIRAS que, certamente, não serão requalificadas.

HISTÓRIA VIVA

Póvoa do Montemuro é uma aldeia aninhada na encosta sul da serra de que tomou o nome, lá quase no topo, não longe das Portas.

ENSINO À DISTÂNCIA

Passou-se algum tempo sem eu ter "novas" do meu ex-professor e saudoso MESTRE DR. Francisco Cristóvão Ricardo. Foi, portanto, com grande alegria e proveito que recebi na minha caixa do correio, um "Olá, Abílio, há muito que não nos "vemos", para me penitenciar deste silêncio, envio-lhe o meu último "passatempo", em anexo, um abraço". 

E sabem qual era o anexo? Qual era o passatempo a que ele alude? Tirando as figuras que o ilustram (que fui buscar ao GOOGE) e os sublinhados a negrito que são da minha lavra, para melhor destaque, era a lição que vos deixo, aqui, tal qual, para cada um de vós ajuizar por si, se é exagero meu, tratá-lo por MESTRE. É-o e, seguramente, assim será até ao fim dos meus dias. Já tenho 78 anos de idade. Olhem só para isto!

HISTÓRIA VIVA

Eis o último lanço da jornada. O sétimo, simbólico e sacramental número este. Nele cabe dizer que do matrimónio de António Pereira Amador com Líbia Cândida de Jesus (no casamento:, dita Silva) realizado em 1879, 4 anos depois do nascimento de  Florinda Correia, filha de Felismina de Jesus, nasceu a seguinte prole:

HISTÓRIA VIVA

Sabido isto, cientes de que António Pereira Amador era uma pessoa estimada na vila de Castro Daire ao ponto de, em 1908, ser acompanhado à sepultura pela gente grada do burgo e a sua urna ser acompanhada e coberta com as mais diversas coroas de flores (nativas e exóticas) e, bem assim, digno de tão laudatório elogio fúnebre publicado no jornal local «A Voz do Paiva"» difícil é compreender que ele não tenha perfilhado a filha Florinda, concebida com Felismina de Jesus antes do seu casamento com Líbia Cândida de Jesus, já que, a fazer fé na  narrativa oral e nas relações amistosas entre todos os membros da família Amador, nomeadamente as filhas legítimas, Ema e Dulce que sempre consideraram Florinda sua irmã e, ainda, dois filhos da Ema, como já referi antes, seus netos,  terem aceitado ser padrinhos de batismo de dois bisnetos de Cujó, assumidamente primos, sabido tudo isto, dizia,  não era de esperar que, nesta narrativa oral autêntica, eu não visse em António Pereira Amador,  o  «cavaleiro de bela figura"»  o meu bisavô paterno, omisso, como tal, e pelas razões que apontei no princípio deste retorno ao passado, nos cartórios tabeliónicos da época.

HISTORIA VIVA

Neste meu incansável calcorrear os trilhos serranos investigando a História Local (factos políticos, cultura, usos, costumes e gentes) tropecei numa notícia publicada no jornal «A Voz do Paiva» nº de 22 de novembro de 1908, anunciando o falecimento de ANTÓNIO PEREIRA AMADOR, seguida de um extenso elogio fúnebre assinado por Camilo José de Carvalho. Reproduzi-lo-ei mais adiante, mas, antes disso, direi que, sabendo-me eu ligado à FAMÍLIA AMADOR por parte da minha avó paterna, cujo nascimento e infância não estavam muitos bem esclarecidos na história familiar, li a notícia com avidez, sem contudo dela extrair algo que preenchesse os hiatos existentes. Retive a informação e, quando anos mais tarde, vim a saber que o meu primo Amadeu Duarte  Pereira  andava a tentar fazer a ÁRVORE GENEALÓGICA DA FAMÍLIA,  sugeri-lhe que investigasse as origens e vida desse cidadão por me parecer que ele teria algo a ver connosco, pois tratando-se de um marceneiro com excecionais «aptidões artísticas», o associei imediatamente ao nosso tio José Tereso, nascido no Brasil, que revelava iguais «aptidões» e bem podia transportar consigo os genes do falecido. Eu explico melhor.

HISTÓRIA VIVA

 Foi, pois,  lá no outro lado do Atlântico, em terras brasileiras, que, séculos depois de Pedro Álvares Cabral as ter «descoberto»,  desembarcou, um casal de castrenses acompanhado de uma menina que rondava os dez anos de idade.  E ali, no Rio de Janeiro, como tantos outros castrenses, fizeram pela vida. Mas nada se sabe desse casal, da vida que levaram, dos trabalhos que tiveram, dificuldades que venceram. Sabe-se é que a menina cresceu, arranjou namorado e, com a idade de 18 anos, ela, e ele de 31, puseram no mundo a filha Júlia e, dois anos depois,  o irmão José.

HISTÓRIA VIVA

Bem. Com o registo de batismo lavrado nos livros da Catedral de Viseu, chegada à comunidade cristã pela porta grande,  graças às mãos do padrinho e da madrinha indicados no bilhete anónimo que integrava o enxoval de criança exposta,  Florinda Correia estava pronta a fazer a trouxa e ir aconchegar-se no colo da «ama» que fosse encontrada pela «rodeira», ambas cientes, convém repeti-lo, que receberiam «boas alvíssaras» pelo indispensável zelo cristão.

HISTÓRIA VIVA

Prosseguindo a nossa viagem, neste baloiçar próprio das carruagens da vida e da história, seja por terra ou seja por mar (ao tempo desta «estória» ainda não se viajava por ar)  registemos, em primeiro lugar, que o BILHETE, deixado dentro dos pertences encontrados junto da menina exposta (não confundir com «enjeitada») foi escrito por uma pessoa de letras grossas, pois nele deixou erros ortográficos de palmatória, a saber: escreveu duas vezes «pedeçe» em vez de «pede-se» e «alviças» em vez de "alvíssaras". Registemos também os nomes indicados para padrinho e para madrinha, pois eles nos ajudarão, mais tarde, a buscar entendimento no uso, alternado, dos apelidos escritos nos documentos de identificação da menina Florinda:  ora Correia, ora Amélia de Carvalho.

HISTÓRIA VIVA

Como deixei escrito há anos, no meu site «trilhos serranos»  e no «Notícias de Castro Daire» a primeira «caixa do correio» chegou a Cujó, no ano de 1911. O depositário dela foi João Duarte Pereira, um cujoense cujo nome e exercício de cidadania, em toda cabeça esclarecida e conhecedora da HISTÓRIA LOCAL, em todo o tempo e lugar, dignificam o nome da terra onde foi nado e criado. Eu colhi essa a notícia no jornal «O Castrense», nº 16 (I Série), de 28 de Maio de 1911, aquele que levou a novidade até todos os seus leitores.

HISTÓRIA VIVA

No último parágrafo da minha crónica anterior, relativa ao medalhão com a efígie do Padre Jesuíta Sebastião Vieira, da autoria do professor José Luís Fernandes Loureiro, de Castro Daire, informei que a ave a esvoaçar sobre a figura era um grou, «ave que, nos países orientais,  carrega em si algo de mágico e místico, de esperança e de fidelidade, de especial beleza a inundar todo o meio envolvente. Andou bem, pois, o artista na escolha que fez, materializando em bronze, o voo de todos estes conceitos».

HISTÓRIA VIVA

Em 1986 dei à estampa o meu primeiro livro, em Castro Daire, envolvendo a biografia do Padre  Jesuíta Sebastião  Vieira, natural desta terra. Morreu no Japão ao serviço da fé, como bem podia ter sucedido ao serviço da política ou da cultura. Título: «O Vinculo de Sebastião Vieira», tal qual se vê na foto mais abaixo.

Abílio Pereira de Carvalho 4 de Agosto de 2015 


O "SIM,SIM,SIM" DO SANTO HILÁRIO

Posso dizer que fui amigo do senhor Manuel Araújo e Gama (falecido há poucos anos) que se aposentou como Chefe da Repartição de Finanças de Castro Daire, depois de ter feito um longo tirocínio pelo país, incluindo a vila se Serpa, no Alentejo. E do Alentejo falámos ambos muitas e muitas vezes. Os dois tínhamos gostado daquelas terras e das suas gentes.
Aquando do 25 de Abril, magoado por ver o seu nome numa lista que o MFA afixou em lugar público, identificando os funcionários que deviam ser SANEADOS, resolveu enfrentar o Capitão Fernandes, o oficial mais graduado que comandava o destacamento militar, mandado para Castro Daire, destinado a POLITIZAR as gentes do concelho.

HISTÓRIA VIVA

Em 2011, com o título em epígrafe, referindo-me ao sítio da Sobreira, arredores de Castro daire, escrevi no meu velho site «.com» um texto que transpus para o novo site «.pt» em 2013, melhorado e ampliado. Hoje repesco parte dele para inserir a foto  de um cruzeiro que, nas minhas pesquisas pelos montes, surpreendentemente, encontrei, neste ano de 2017, perdido e solitário na serra do Montemuro, mesmo ao lado do caminho rural que antigamente ligava Mós a Faifa. Um «cruzeiro» simbolicamente «judaico-cristão», como bem demonstra a «estrela de cinco pontas» ali colocada e invertida.  E sabido é que o pentegrama era um símbolo cristão antes da Inquisição o associar à bruxaria e, por isso, o expurgar da simbólica cristã. Ora façam o favor de ler o que então escrevi. Já lá vão uns anitos:

HISTÓRIA VIVA

 PRIMEIRA PARTE

Quando, no dia 11-07-2017, fiz a entrevista à Senhora Dona Maria da Cruz, do Souto de Alva, sobre o "desaparecido" e ressuscitado PELOURINHO, disse-lhe, olhos nos olhos, que, «não sendo ela professora, acabava de me dar a mim, professor, uma lição» de história. E se alguém pensou que essas minhas palavras eram de circunstâncias ou de pura gentileza, enganou-se.

HISTÓRIA VIVA

Com a presente crónica se põe fim à saga do desaparecido PELOURINHO DE ALVA. Ele voltou ao espaço público no dia 11 de Julho de 2017. Mas veja-se a sua longa caminhada.

HISTÓRIA VIVA

INTRODUÇÃO

Numa atitude clara de divulgar e dar a conhecer (a quem ignora) a vida rural de outros tempos (por oposição à vida urbana dos tempos de agora) neste meu andarilhar, de podão em punho, pelo CAMPO DAS LETRAS por forma a nele abrir clareiras onde confluam conhecimentos, ideias, emoções e memórias humanas de quem tal viveu ou estudou,  no dia 07-07-2016 coloquei no meu mural do Facebook o seguinte desafio:

HISTÓRIA VIVA

É o quarto texto que escrevo sob o título em epígrafe para falar dos painéis de azulejos que, neste ano de 2017, foram descobertos atrás do CADEIRAL existente na Capela-mor da Igreja Matriz de Castro Daire.