Trilhos Serranos

 EU,  O FACEBOOK E O «WI-FI» MUNICIPAL

Já perdi a conta os apontamentos deixados no espaço «FACEBOOK» com o título supra. Mas, a propósito do último que ali alojei, aludindo à falta de «REDE WI-FI» no JARDIM PÚBLICO de CASTRO DAIRE, abaixo transcrito na íntegra com os comentários que recebeu (isto para nenhum deles se eclipsar, entretanto) fui rebuscar o naco de um desses textos para INTRODUÇÃO desse «ALFOBRE» de opiniões. Algumas delas, claramente inoportunas e sem qualquer sentido. 

Resolvi reparti-lo  em segmentos,  uma forma didática de ele vir a ser bem lido e compreendido, já que, por vezes constacto haver pessoas que, seja por magra LITERACIA, seja por gorda PROVOCAÇÃO, dão mostras cabais de não saberem ler o que digo e escrevo.

A PRIMEIRA PARTE, será constituida pelo texto que publiquei, HÁ ANOS, uma reflexão sobre as funções do FACEBOOK, como espaço DEMOCRÁTICO onde se projetam as felizes ALMAS (ou ALMAS PENADAS) que nele deixam as suas realizações, angústias e frustrações.

A SEGUNDA PARTE, inclui o texto que escrevi e publiquei nesse espaço aludindo à “FALTA DA REDE WI-FI” no JARDIM PÚBLICO de Castro Daire, aos fins de semana e feriados, sobre o qual anexo o link de um vídeo feito em junho de 2019 e só neste ano de 2020 ascender ao Youtube, por força da IGNORÂNCIA revelada por um críetico ou dois sobre O USUFRUTO deste bem de PRIMEIRA  NECESSIDADE, nos tempos que correm. 

A TERCEIRA PARTE, foi reservada aos esclarecidos e/ou obtusos COMENTÁRIOS que esse meu texto recebeu, vindos de quem o leu, alguns deles eivados, claramente de cariz ideológico, numa espécie de “defensores do convento”. Os subscritores lá saberão porquê. Eu dei os esclarecimentos devidos e o leitor deste meu texto, ajuizará das intenções e clareza que cada COMENTÁRIO comporta.

A QUARTA PARTE serve para mostrar, através de fotos e gravuras, a razão de eu ter comparado CASTRO DAIRE a CASTRO VERDE no que toca ao uso urbano da INTERNET disponibilizado pelos EXECUTIVOS MUNICIPAIS e com isso mostrar quantos anos aquele concelho, onde trabalhei alguns anos, leva de avanço ao meu concelho de origem e, com isso rechaçar as incompreensíveis observações de PEDRO SOUSA no que respeita ao uso das NOVAS TECNOLOGIAS como base de INFORMAÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CULTURA. Mas também aqui deixo aos leitores a liberdade do mais acertado juízo. Pelos GOSTOS apostos no fim do texto (com o polegar virado para cima e outros Imoges) deixados ali pelos demais leitores, parece que PEDRO SOUSA ficou isolado dos restantes, mais isso se verá somente no mural do FACEBOOK, já que essa referência se perdeu na transposição que fiz para este meu SITE. Questões de TECNOLOGIA e não de CENSURA minha. Assim: Eis, pois:

GRATIDÃO

O escultor Coelho Pinto

Que das pedras faz gente

(Meu amigo

De há muitos anos)

Nos seus ledos enganos

De artista

Trabalhou diligente

Uma escultura

(Está à vista)

Que, simbolicamente,

Diz ser o meu retrato

Chapado.

UMA MORTE ANUNCIADA

Há dias recebi, na minha caixa do correio analógico, um folheto azul que me deixou triste. Nele se faz eco público da má situação em que se encontra o “Notícias de Castro Daire”.Tenho acompanhado as dificuldades da imprensa regional, em geral  e quanto a PANDEMIA veio agravar a situação.  Como já me encontrava «desvinculado» desse órgão de comunicação local, aqui deixo as razões  da minha tristeza em correspondência trocada com o atual Diretor, Marco Lacerda, de quem sou amigo e cuja família muito estimo.

CONVENIENTES E INCONVENIENTES DO CORONAVÍRUS

Como cidadão que se preza de cumprir os seus deveres e obrigações, nomeadamente as tributárias, ponho em igual pé, que os meus direitos sejam respeitados, nesta minha cívica relação entre governantes e governados.

ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL

No meu livro “CUJÓ, UMA TERRA DE RIBA-PAIVA” existe um capítulo sobre a indústria moageira tradicional, com referência a todos os moinhos hidráulicos existentes ao longo dos rios Calvo e do rio Mau, mas também a referência à MOAGEM que, por falta de água nos rios, levou o meu pai, Salvador de Carvalho, de parceria com os Tibérios (os Teixeiras) a instalá-la por forma a que nela os cereais fossem transformados em farinha. O meu pai fornecia as instalações, as mós, o correame e mais apetrechos e  os Tibérios o motor da sua malhadeira, primeira e única na povoação, nessa altura.

RELÓGIOS DE CORDA

Abandonados,

Pelos cantos das casas esquecidos

Descartados,

Sem corda, parados

Sem ninguém lhes ligar pevide,

(Que mal agradecidos!),

Eis que chegou a Covide

E fechou todo o mundo em casa

Lembrando tempos idos. (ver mais)

EMIGRANTE NACIONALIZADO

Há um bom par de anos, não sei se de barco ou de avião, numa altura em que a GLOBALIZAÇÃO, o TURISMO e o COMÉRCIO à escala mundial, não tinham ainda forjado os estreitos elos de ligação entre povos e nações, a deslocação fácil de pessoas e produtos; tempo de ver e conhecer monumentos e culturas diferentes; tempo de apreciar e saborear o que de exótico e diferente existe no mundo; tempo que as grandes superfícies comerciais, essas catedrais do CONSUMISMO, eram coisas do porvir, chegou a Portugal um EMIGRANTE, cuja identidade estava estampada no seu passaporte. Nele se mostrava o seu nome, o seu rosto e o próprio e país de origem.

 


Pisão

IINDÚSTRIA DE TECIDOS - O PISÃO

Para que a teia de lã seja transformada em manta ou vestuário terá de ser pisoada e, para isso, lá existe um engenho, o pisão, cujas origens, para não destoar do tear a que anda associado, também não é fácil saber.

 

Engenho movido a energia hidráulica (ver figura) o seu equipamento é constituído essencialmente por uma «roda motriz», exterior ao edifício. Girando à força da água, o «eixo» que nela entronca, atravessado por duas «esperas», «dobadoiras» ou «levas» que nele são colocadas, em cruz, a pouca distância uma da outra, constituindo como que os cotovelos de uma cambota, transmite  o  movimento   aos  «maços»   que,    alternadamente,  são forçados a levantarem-se e a caírem soltos sobre a teia colocada na «masseira», ou «caldeadoiro».


 

Construído com materiais existentes na região, este tipo de engenho bem pode ser considerado um dinossauro no reino da técnica. Troncos e barrotes de madeira, geralmente carvalho e castanho, adquirem a forma e os nomes próprios dados pelo traçador, pela serra braçal, pelo machado e pela enxó. São os nomes que lhe advêm da função e do lugar que cada peça toma no corpo do «maquinismo» : roda motriz, eixo, esperas (levas), rabadilhas, maços (ou malhos), chavelhas, merendos, barelas, entroncas, masseira (ou gastalho/caldeadoiro) etc.

Só a «caldeira» é de cobre. Só a caldeira não é de fabrico doméstico. Suspensa sobre a «fornalha»  tem por função enviar permanentemente água quente para a masseira e manter a teia humedecida para facilitar o aperto do tecido.

O pisoeiro vela por isso. De tantas em tantas horas, utilizando o «pejadoiro» (tábua que, atravessando a parede, foi colocada a jeito de desviar a água da roda motriz, sem se sair do interior das instalações) imobiliza o engenho e, agarrando uma ponta da teia, enrola-a no «orgão» de madeira (tipo rodízio de tirar água ou terra de poços), colocado mesmo ao lado, a fim de aferir o aperto e a textura do tecido. Se está capaz, vai colocá-lo ao sol, estendido nos lameiros circundantes. Se não está, devolve-o à masseira (uma espécie de gamela cavada num tronco de árvore) e recomeça o processo.

Dos pisões que ainda laboravam nos meados deste século no concelho de Castro Daire, só restam três e um deles arrancado ao seu habitáculo de origem a fim de não levar o destino dos outros. Todo o engenho, já em franca degradação, deixou a Ponte  da   Ermida,    ali,   onde   se  juntam   os   ribeiros  de Mouramorta e da Carvalhosa, e foi levado para o Mezio, em 1987, onde foi recuperado e montado  a  coberto de novas instalações construídas de granito.

O  outros  dois  situam-se  na  freguesia de Pinheiro, no ribeiro da Carvalhosa, a uns escassos 500 metros da arruinada e medieval povoação do Bugalhão. Um, situa-se na Fonte Branca, e o outro, na Ruínha, este a escassos 100 metros a montante daquele.

O da Fonte Branca era, nos fins do século passado, propriedade de  João da Costa Pinto, de Cetos. Passado aos herdeiros, acabou nas mãos de António da Costa e deste passou a Celestino Inácio de Paiva, do Sobradinho, que casou com uma filha daquele que, em meados deste século, havia-de ser conhecido nas redondezas por «António Pisoeiro».

O da Ruinha pertence actualmente a Guilherme da Costa, de Picão.

NOTA: A DESCRIÇÃO DO FUNCIONAMENTO DO «PISÃO» CONSTA DO MEU LIVRO «CUJÓ, UMA TERRA DE RIBA-PAIVA» PUBLICADO EM 1993 E TAMBÉM NO MEU LIVRO «CASTRO DAIRE, INDÚSTRIA, TÉCNICA E CULTURA» PUBLICADO EM 1995. FIZ A TRANSCRIÇÃO PARA ESTE MEU SITE, HOJE MESMO, A FIM DE PARTILHÁ-LA NO MURAL DO FACEBOOK, FACE À PERGUNTA DE UM CONTERRÂNEO MEU, QUERENDO SABER PARA QUE SERVIA O PISÃO.

É O QUE VOU FAZER DE SEGUIDA.





RAMBO PORTUGUÊS

Hoje, à hora do almoço, um canal de televisão exibia um filme de guerra americano, um daqueles a que já estamos habituados: caras farruscas, tiros, pancadaria, mortos, feridos, etc. etc.

EX-ALUNA MINHA, COLEGA MINHA É.

É sempre gratificante para mim ser contatado por ex-alunas/os que, há muitos anos, se cruzaram comigo nas suas carreiras estudantis. Todos eles e elas. Cada qual, crescendo e andando, trilhou caminhos diferentes dos meus, fizeram-se à vida, e, em diferentes terras, agarraram o ganha-pão das suas preferências naturais, ou aquele que social e economicamente lhes foi possível por forma a viverem honradamente, dignificando a família ascendente, descendente e colateral.

ABRIL

Palestras, manifestações

Águas separadas dia a dia

Nas ruas, nas instituições

Questiona-se a democracia.

 Abílio Pereira de Carvalho

18 de abril de 2017 · 

A RTP1 transmitiu ontem, dia 17 de abril, com início às 22 horas e términos cerca da 1 da manhã, o longo documentário HUMANOS. Muito longo, dirão alguns! E eu, que, levado pelo impulso humano, me ferrei a vê-lo e a gravá-lo na box, pergunto-me como podia ele ser mais curto se, em tão pouco tempo, a equipa de realização meteu quase o MUNDO INTEIRO? É isso. O mundo físico, humano, racional, emocional, "sapiens", "demens" e "degradandis".

PANDEMIA

ESPIGOS DA MINHA HORTA

Numa das minhas crónicas anteriores, acerca do imprevisto tempo histórico que atravessamos, este mundo industrial, comercial e rodoviário parados, nós em casa enclausurados, usei a expressão “RESPIGOS DA MINHA SEARA”. E nesta, alternei, como se vê, para “ESPIGOS DA MINHA HORTA”.

PANDEMIA (9)

Em “setenta” fiz uma ode à CIÊNCIA. E neste tempo de clausura (século XXI) que ninguém aguenta em consciência por ser anti natura, num só instante volto ao passado distante para cantá-la novamente.

Eu era ainda estudante e glorificava a fulgurante viagem à Lua e o conhecimento do universo. E digo, então, em prosa e verso, numa linguagem crua:

ASSEMBLEIA MUNICIPAL - 1998

1 - QUANDO O «CU» TEM POUCO A VER COM AS «CALÇAS»

Tanto quanto me é dado saber a Assembleia Municipal reuniu no dia 25 de Novembro p.p., não por iniciativa própria, não para discutir algo que lhe desse no goto, não para deliberar se a serra do Montemuro devia ser arrasada a fim dos ventos do litoral penetrarem mais facilmente no interior e, por essa via, se esbaterem as assimetrias regionais. Não. Não foi assim. Ela reuniu para dar cumprimento ao que lhe foi solicitado oficialmente, nomeadamente, participar nas iniciativas legislativas que correm na Assembleia da República sobre a regionalização.

PROFESSOR  JORGE TELES

Conhecemo-nos há muito tempo. Eu militante do PARTIDO SOCIALISTA  (então, membro da Comissão Política Concelhia) e ele nas lides do PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA.

PANDEMIA

Retomo o tema da “PANDEMIA” e o que gira em torno dela. E aproveito para ilustrar o meu trabalho com mais alguns RESPIGOS DA MINHA SEARA, vindos a propósito.





Abílio Pereira de Carvalho

O MEDO, O MEDRONHO, O MEDROSO E O MERDOSO

CORONA

Foi criada uma PLATAFORMA ONLINE onde os cientistas podem trocar ideias e projectos conducentes ao combate do CORONAVÍRUS.

PANDEMIA

Mercê do trabalho de investigação que tenho vindo a fazer na área das CIENCIAS SOCIAIS,  cujos resultados tenho divulgado em livros, jornais e no meu site TRILHOS SERRANOS (deixo de lado o MEU CANAL no Youtube, por agora) vem mesmo a propósito, neste tempo de «QUARENTENA»  trazer alguns “RESPIGOS DA MINHA SEARA”  com vista a fornecer aos meus amigos algo de entretenimento e ajudá-los a passar o  tempo de clausura e o isolamento que o CORONAVÍRUS impôs à generalidade de todo ser pensante e social.

PANDEMIA

Como sabeis, em dois mil e dezasseis, escrevi e publiquei, neste meu espaço online, um registo com título “A BOLA” e subtítulo “A LOUCURA”. Ali disse que “A Loucura é a Vida. É mal que não tem cura e, muito ou pouco, doente está quem não está louco”.

Neste ano de 2020, fui repescar algumas ideias desse apontamento que, a seu tempo, incorporo neste meu “MUNDO DOENTE (6)”, mais um, da série que venho publicando sobre essa outra “bolinha” que, não sendo lisa, antes pelo contrário, com ventosas manhosas, a morder toda a gente, mas mais pessoas idosos, desliza como aquela outra e “corre p’a diabo” de continente em continente, por todo o lado. Uma LOUCURA, até ver, sem cura.

CORONAVÍRUS

Históricos Impérios?

Eles são tantos

Na cronologia,

Na fita do tempo.

Longa é a lista

Não são de agora 

Os prantos

E os mistérios

Da pandemia

De domínio e de conquista,

Tal como outrora.

TÂNIA AFONSO

Acerca do Facebook eu já disse tudo, ou quase tudo, nas reflexões que deixei neste meu site com o título “O FACEBOOK É UMA LIÇÃO”. Numeradas, perdi-lhes a conta, mas é fácil encontrá-las navegando neste oceano denominado «Trilhos Serranos». É só colocar o meu nome no Google e, num instante, quem tal fizer,  está no cais de embarque.

PEQUENINO

Invisível

Inteligente

A gente

É o seu império.

A seu critério

Mata

Sem clemência

E escapa

Ao domínio da Ciência.

DAVIDE FERREIRA

A vida tem destas surpresas. Ontem, sintonizado num do CANAIS CABO, atento ao mundo e aos condicionalismos impostos pelo ESTADO DE EMERGÊNCIA decretado pelo Governo, direi melhor, imposto por um ser microscópico, que se tornou SENHOR DO MUNDOCORONAVÍRUS - sobre o qual já fiz CINCO crónicas alojadas no meu site “TRILHOS SERRANOS”, com porta aberta no FACEBOOK, ontem, dizia eu, fui surpreendido por um SENHOR a falar desempoeiradamente para a câmara do jornalista, nas funções de “RELAÇÕES PÚBLICAS DA GNR”. Militar da CORPORAÇÃO, patente de CAPITÃO, aquela cara dizia-me algo. Eu conhecia aquele SENHOR de algum lado. De há mito tempo, seguramente.

O MEDO

Neste tempo de clausura

Tudo bota faladura

A falar do que não sabe.

Fala o Papa, fala o cura

O sacristão e o abade

O civil e a autoridade.

LANTERNA DE DIÓGENES

No meu vídeo alojado no Youtube, no dia, mês e ano - 25-03-2020 - com o título «FAREJA - TERRA E GENTE” (2)», feito na sequência de outros dois alguns dias antes sobre os “CASTANHEIROS CENTENÁRIOS” - o das “CHÃS” eo da “LEVADA” - passeando-me nos diversos caminhos que se cruzam no espaço sito entre Vila Pouca, Braços, Castro Daire e Fareja, um autêntico pulmão verde sobre o qual já fiz também vários vídeos ilustrativos disso mesmo, via neles a rede viária entre todas estas povoações nomeadas, em tempos idos, tal como em idos tempos palmilhei, durante anos, na companhia da minha esposa, em tempo de lazer.

ROMPE E RASGA...SIGA A RUSGA

Os amigos (aqueles que o são) far-me-ão a justiça de não acusarem de “alarmistas” ou de esconderem interesses ocultos os textos que tenho vindo a elaborar sobre os maus tempos que atravessamos e nos conduziram ao estado de clausura, fechados nas nossas casas, por ora convertidas nos velhos castelos medievais sitiados, munidos de besteiros e arqueiros a espreitarem pelas seteiras prontos a suster o inimigo que, em torno deles, assentou arraiais. Ou então, como nos velhos mosteiros rurais, refúgio seguro das populações, onde enfrentavam o inimigo, com preces e orações.

...NOVA QUALIDADE...

Quando estava no activo

Na minha profissão docente

Usava vocabulário decente

Pois da missão era cativo.

CORONAVÍRUS

Nas abordagens que tenho feito sobre a PANDEMIA do momento, quer em texto escrito, quer em vídeo, nada disse ou mostrei por acaso. E a aceitação que os meus trabalhos tiveram junto de alguns amigos, foi um teste ao estado de lucidez em que ainda estou e, portanto um incentivo a prosseguir. Há um amigo que usa mesmo esse termo e me diz: “prossiga”.

O CORONAVÍRUS


É sabido que tenho votado muitas horas da minha vida à escrita, ao vídeo e à divulgação do produto da investigação. Isso tem-me tolhido a atenção que, afetiva e efetivamente, devo aqueles que me são próximos e/ou lhes corre nas veias sangue do meu sangue: os meus filhos e netos.

CORONAVIRUS

No dia 11 de março p.p. publiquei no meu mural do Facebook um texto alusivo ao assunto que, de momento, é uma preocupação MUNDIAL. Assim:

SER SERRANO

Julgo não faltar à verdade se disser que conheço a rede viária de estradas, caminhos e carreiros que rasgam as serras da Lapa e da Nave, de lés a lés, pois ali passei anos de vida a perseguir perdizes, na companhia do meu primo Manuel Carvalho Soares.

RESTAUROS DE VIDA

Nascido em 1939, criado numa aldeia serrana - CUJÓ - com características vincadamente medievais no viver coletivo, desde a economia agro-pastoril, às habitações cobertas de colmo, técnicas agrícolas e indústrias artesanais a condizer, o uso das energias animal, humana e hidráulica nas tarefas necessárias, a tal forma de viver se ligavam os equipamentos destinados à iluminação, também eles a remeterem para esses tempos longínquos, básicos e primários, v.g. a agulha de pinheiro, a pinha, a vela, a candeia e lanterna alimentadas a petróleo.

TENTAÇÕES

Na nossa cultura e viver coletivo tudo o que se devia do normativo social, põe na boca da generalidade das pessoas um "credo", um "abrenúncio" ou a expressão "coisas do demo".  Será isso?

TEXTO PUBLICADO NO FACEBOOK EM 28-02-2016

No pós-guerra a febre do volfrâmio não deixou as gentes da serra.

O meu pai, a viver em Cujó, negociava em minério e um dia, ao cair da noite, dois supostos amigos seus da vila de Castro Daire, vindos de Almofala, dado o adiantado da hora, diziam, pediram-lhe para pernoitarem em nossa casa. Outros tempos em que sendo as distâncias curtas, longas as tornavam os difíceis acessos, carreiros e caminhos existentes. Hospitaleiro e confiante, o meu pai, ignorando os intuitos maléficos dos falsos amigos, deu-lhes a ceia e pô-los a dormir na casa onde guardava os sacos do minério em trânsito, algum dele retido ali por motivo de baixa de preço e aguardar a subida. Meteu as raposas no galinheiro.

EUTANÁSIA

TEXTO PUBLICADO NO FACEBBOK em 20.02.2020

Passei a tarde no PARLAMENTO a ouvir o debate sobre a despenalização da EUTANÁSIA e/ou MORTE MEDICAMENTE ASSISTIDA. Pacientemente. E durante todo ese tempo ouvi muita vez a expressão CUIDADOS PALIATIVOS. E todas as vezes que era proferida, vinha-me à mente o texto que escrevi e publiquei em 16 de março de 2016 no meu site TRILHOS SERRANOS, do qual transcrevo para aqui o que julgo a propósito. Referia-me aos LARES por este país em fora, em tempos que o programa televisivo “SEXTA ÀS NOVE”, de Sandra Felgueiras, et alli, era coisa do porvir. É o seguinte:

UM REVOLUCIONÁRIO

Um dedo revolucionário. Desenvolvido na posição oponível aos demais dedos das mãos, foi graças a ele que os HOMINÍDEOS puderam fazer a sua caminhada evolutiva, puderam subir às árvores e, solidário com os demais companheiros na sua função preênsil, permitir que esses nossos antepassados (e outros) se deslocassem de ramo em ramo, ora alimentando-se de folhas e frutos, ora defendendo-se dos seus atacantes no solo, ora permitiram o “fabrico” de instrumentos de trabalho, de ataque e defesa.

ORIGENS

Tambores Moçambique/1963

Estou em Tete. Ano de sessenta e três. A noite promete e saio mais uma vez da cidade. Sozinho, à espinheira atento, sigo o meu caminho e penetro mato dentro. Temerária é a mocidade!

COMERCIO LOCAL

Quando, em 1986, entrei no estabelecimento comercial sito na rua 1º de maio, pela porta encimada por uma estela granítica com o nome de “JOAQUIM F.S. e OLIVEIRA”, seguido da data “1888”, fui recebido por um cidadão da minha idade, natural de Cujó, de seu nome, Vicente Pereirinha. Ele tinha frequentado a Escola Comercial de Viseu e, sem curso acabado, fez-se à vida e ao mundo. De momento, nesse ano, era empregado do senhor Luís Almeida, que vendia ali mobílias e candeeiros domésticos para todos os gostos e preços.

COMÉRCIO LOCAL

E aqui chegados, temos de volver ao princípio e sublinhar que as iniciais “F.S.” intercaladas entre o nome e o apelido, a identificar o proprietário do edifício, inscritos na sua frontaria, seguidos da data 1888, são a forma abreviada de FIGUEIREDO SIMÕES. E repescá-las para aqui escritas por extenso, não é despiciendo nesta nossa caminhada na companhia de RITA AUGUSTA DE FIGUEIREDO e o papel que ela desempenhou, enquanto empresária comercial nesta vila.

COMÉRCIO LOCAL

Nestes meus trilhos serranos, caminhando, por enquanto, sem apoio de bengala (nunca tive bengalas na vida) tropecei hoje num assunto da HISTÓRIA LOCAL que desde há muito trago sob a mira. A razão de só ter acontecido neste ano de 2020 ficará explicada na presente crónica dividida em QUATRO PARTES.

IVA A CIÊNCIA

Em 4 de fevereiro de 2014 escrevi o texto que se segue, publiquei-o no meu mural do FACEBOOK e, por distraçãom não o alojei nesta minha página, no embrulho dos outros que, então me fizeram refletir sobre o assunto. Como a EQUIPA DO FACEBOOK nos traz ao capítulo das MEMÓRIAS trabalhos idos, aqui o reponho hoje, tal qual foi escrito. Propositadamente sem pontuação, pois manda a SEMIÓTICA que assim seja.

COMÉRCIO LOCAL (continuação)

Nestes meus trilhos serranos, caminhando, por enquanto, sem apoio de bengala (nunca tive bengalas na vida) tropecei hoje num assunto da HISTÓRIA LOCAL que desde há muito trago sob a mira. A razão de só ter acontecido neste ano de 2020 ficará explicada na presente crónica, dividida em QUATRO PARTES. 

COMÉRCIO LOCAL

Nestes meus trilhos serranos, caminhando, por enquanto, sem apoio de bengala (nunca tive bengalas na vida) tropecei hoje num assunto da HISTÓRIA LOCAL que desde há muito trago sob a mira. A razão de só ter acontecido neste ano de 2020 ficará explicada na presente crónica, dividida em QUATRO PARTES.

PRESERVAR O PATRIMÓNIO

Já fiz e publiquei vídeos e crónicas escritas sobre os objetos ligados à iluminação pública e doméstica de antanho e aos utensílios de cozinha, nomeadamente fogões portáteis de campismo.Recentemente, e depois disso, o meu amigo António Matias, daqui de Fareja, um dos responsáveis pelo restauro do CADEIRAL DO CORO BAIXO da Igreja Matriz, conhecedor desses meus trabalhos, sensível à mesma temática, fez aportar a minha casa uma relíquia que, segundo ele, ia direitinha para o lixo.

MITOLOGIA HODIERNA

Minotauro se dizia

Daquele monstro que havia

Na antiga ilha de Creta.

APESAR DE TUDO...PROSSIGO...

Retomo a notícia que publiquei no “post” anterior arrancada do jornal “O Castrense” de 1929. Lembram-se? Aquela que referia o projeto que os responsáveis dos “Caminhos-de-ferro do Vale do Vouga” tinham em mente e que era ligarem as povoações de S. Pedro do Sul a Lamego, via Castro Daire, por um dos dois traçados alternativos,  ainda em estudo. Dele deixei registo bastante ligado à reunião que, para o efeito, teve lugar nos Paços do Concelho.

APESAR DE TUDO...PROSSIGO...

Neste tempo, em que tanto se fala de mobilidade humana e do retorno aos “transportes ferroviários”, vem mesmo a calhar falar de um SONHO que, em 1929, se alimentou nestas terras do interior, hoje ditas “desertificadas”, "sem gente", de “baixa densidade demográfica”.

E, para isso, nada melhor do que botarmos mão aos jornais antigos, aos jornais do tempo, onde os SONHADORES DE PROVÍNCIA deixaram rasto em letra redonda, mais especificamente no jornal “O Castrense” impresso no prelo ALBION que, em 2014, sob a minha orientação técnica, foi restaurado e exposto no Museu Municipal de Castro Daire. Nunca me canso de dizê-lo, que mais não seja, para acirrar os ânimos de todos os que, sentados nas cadeiras do PODER LOCAL, preferem o escuro do “silenciamento” à iluminação da informação, da história e cultura da nossa terra. Ainda bem que nesta minha página não metem bedelho.

O VALOR DA PALAVRA

Neste meu afã de proceder à “migração” de alguns textos que publiquei no meu velho site “trilhos serranos.com” para este novo espaço aberto, coube hoje a vez do apontamento que se segue, publicado em 2012. Até parece um TESTAMENTO. Mas não é, ainda que aparente ter laivos disso.

NÓS E OS ANIMAIS

Nascido e criado na serra, rodeado de seres humanos, de quadrúpedes e de animais selvagens e domésticos, emigrado que fui para uma cidade, um autêntico formigueiro humano, separado dos antigos companheiros de trabalho e de sinfonia alada, tendo por esposa uma profissional de ensino, minha companheira de liceu e da universidade, também ela de origens rurais, que, na cidade, muito jovem ainda teve como “primeiro emprego” a venda passarinhos num estabelecimento do ramo, forçoso era que, nesse meio urbano, ambos sentíssemos e víssemos nos passarinhos engaiolados o elo da cadeia que nos ligava às origens rurais e à natureza envolvente. E vai daí, toca a adquirir um casal de canários e respetiva morada gradeada para nos fazerem companhia e alegrarem o lar com as suas cantorias.

JANEIRO/2020

De há uns anos a esta parte vulgarizou-se muito entre nós a expressão a “a tempo inteiro”, atribuída aos vereadores que, senhores de um qualquer PELOURO, passam, geralmente, a ter um ordenado mensal superior o que tinham antes de serem “eleitos”.Por mim (e para mim), em vez daquela expressão, adotei a de “cidadão a tempo inteiro”, sem alteração de ordenado mensal.

E é na assunção desse papel social que, nesta minha “aposentação ativa” (sem depender, até agora, das instituições que se dedicam a tão meritória ação) tenho gastado o meu tempo a escrever e a fazer vídeos sobre as nossas terras e as nossas gentes, por forma a dar a conhecer e divulgar no mundo algo mais que o jogo da sueca ou bisca lambida. Isto para não copiar Aquilino Ribeiro que designava este último jogo por “bisca samarreira”.

ELES, ELAS E NÓS...

Finalmente, depois de constituído o tribunal especializado para o efeito, foi julgado por violação o GALO que, na capoeira onde foi criado, levava a eito o bando de galinhas poedeiras que ali viviam. Elas eram amarelas, cinzentas, pescoço pelado ou cheio de penas, crista dobrada ou em serrilha, tudo servia. 

HISTÓRIA E CULTURA

Mais uma vez aportou na minha caixa do correio o “OUTEIRO”, boletim editado pela “Associação Cultural Desportiva e Recreativa do Fojo”, com sede na aldeia de Campo Benfeito, que integra o “Teatro Regional da Serra do Montemuro”.

ANDRÉ FREIRE, O MÉDICO POETA

Conhecemo-nos há muitos anos. Mal ele era chegado do outro lado do Atlântico, do país que se diz descoberto por Pedro Álvares Cabral, o mesmo país onde Jesus (o do futebol) se tornou, ultimamente, muito popular e flamejante.

AGRADECIMENTO

Um acaso de vida proporcionou-me o encontro, em Castro Daire, no Jardim Público, junto da MÁQUINA A VAPOR, com o senhor NUNO LOPES VIEIRA e sua esposa, dos lados se Santarém, mas a residirem em Oeiras.

Indo eu a passar e vendo-o, muito atento a mirar e a fotografar aquela peça arqueológica, ali colocada por sugestão minha, cuja história (completa) está chapada no livro “Castro Daire, Indústria, Técncia e Cultura” (história resumida que o Municípino bem podia oferecer num desbobrável, que imperdoavel,ente nunca fez) aproximei-me, entabulámos conversa e ele ficou tão agradado com isso que passou a ser meu “”amigo” no Facebook e a corresponder-se comigo, via MESSENGER.

É dele o CONTO DE NATAL que se segue. Esta minha página não está aberta a toda gente. Mas tendo eu já lido, por força da profissão, muitos contos de NATAL, este veio mesmo a calhar. Vale pelo comteúdo e pela forma. Ora leiam:

«LANTERNA DE DIÓGENES»

Em 2004, com o subtítulo em epígrafe, deixei no meu velho site “trilhos serranos.com” o texto que se segue. As razões da sua “migração”, hoje mesmo, para este espaço, (dezembro de 2019) estão expressas na nota de rodapé nº2, para onde remeto o leitor. Dado versar sobre um cidadão de Lamego - UM HOMEM - que muito admirei, em vida, entendi que era tempo de, em sua memória, trazer novamente estas linhas à luz do dia, mesmo sem recurso à «Lanterna de DIÓGENES». Assim:

«PRÓS & CONTRAS»

Ontem, dia 09-12-2019, no programa “PRÓS E CONTRAS” da RTP, debateu-se a questão da legislação (para uso ou não) da CANÁBIS, visando “fins recreativos”. Essa discussão fez-me retornar a Moçambique, aos meus tempos de trabalhador-estudante e a meter-me na investigação que fiz, na Faculdade de Letras da Universidade de Lourenço Marques (hoje Maputo) a propósito dessa e de outras plantas Iimigrantes. Esse meu trabalho, dactilografado, deve andar perdido, por aí, numa das estantes da minha biblioteca.

TETE - CAFÉ DOMINÓ

Aquilino Ribeiro escreveu algures que o “escritor” (porque escreve muito) pode correr o risco de se plagiar a si mesmo. É o que estou a fazer relativamente a mim próprio, já que o texto que se segue foi publicado em 2015, no mural do Facebook: “PICADAS DE TETE”. É de lá que o transcrevo para este meu site, com ligeiras alterações, já que, não o tendo feito então, considero que ele tem aqui cabimento.

A SINA

Sazonalmente eles apareciam em Cujó com as suas traquitanas, carroças, cavalos, burros, cães e mercancias. Assentavam, obrigatoriamente, arraiais sob a copa do centenário e frondoso castanheiro que existia no PASSAL, um terreno sito no Pardeirinho, entre o cemitério da aldeia e a eira lajeada, onde, todos os anos, se faziam e desfaziam medas de centeio malhadas à força de homem e jeito de mangual, primeiro, e, depois, sendo eu ainda jovem, de uma malhadeira, aquele engenho mecânico de boca aberta e cilindro horizontal movido a motor através de correias. A primeira a chegar foi a do “tio” Tibério Teixeira. (Sobre a eira, cf. o meu vídeo alojado no Youtube com o título “Cujó, As Eiras”)

(REGISTO DO DIA)

É caso sabido. Se em tempos idos eram mais do que muitos os mendigos, actualmente há consciência pública da subsídiodependência e, se não me  baralho,  ser mais que muita a gente que se apega ao rendimento mínimo, mandando à fava o trabalho.

O HOMEM E O MEIO

Em 17 de novembro, p.p., fazendo uso o meu mural do Facebook (O FACEBOOK É UMA LIÇÃO) publiquei a cópia digitalizada do REGISTO DE ENTRADA na cadeia comarcã de Castro Daire de um jovem de 18 anos de idade, agricultor, natural dos Braços de Cá, “filho natural de Eufémia Ferreira” (v.g. “filho ilegítimo”) e, subsequentemente, lancei o DESAFIO aos meus amigos facebookeanos para, baseados nos dados lançados nesse registo, atentos aos “averbamentos” de repetidas “entradas” e correspondentes “saídas” deixados na margem direita da folha, darem continuidade a uma narrativa a que eu próprio dei início, assim:

ENCRUZILHADAS DA VIDA


Passeando-me, há anos, por todo o concelho de Castro Daire em trabalho de investigação, isso me permitiu falar com muita gente e ampliar os meus conhecimentos sobre a nossa terra e as nossas gentes. Conheci e falei com pessoas de diferentes níveis etários e de escolaridade. Algumas dessas pessoas dispensavam-me a “apresentação”. Quando eu me dispunha a fazê-lo antecipavam-se e diziam-me: “eu conheço-o do jornal e leio o que lá escreve”. Outros, para surpresa minha, não faziam a mínima ideia deste “bicho-careta”. Não liam o jornal nem lidavam com as História e com as Letras e edições locais.

REFLEXÕES

Presumo não haver serrano nato, calcorreador de montes e brenhas montemuranas, a guardar gados ou à caça, que não saiba distinguir uma “urgueira” de uma “giesta”, um “tojo” de um “codesso” e que, mesmo empiricamente, ignore o substantivo coletivo de cada um desses arbustos: um urgueiral, um giestal, um tojal e um codessal.

NA COSTA ORIENTAL DA ÁFRICA

Já há tempos, neste meu espaço, me reportei a um amigo e colega de estudos, lá nas longínquas costas banhadas pelo Índico. Era natural de Britiande, Lamego e os ares nortenhos que ambos respirámos por estas bandas, deram o seu contributo à nossa aproximação de companheirismo na luta que travávamos no campo da HISTÓRIA.

O MEU ASSOBIO

Creio não haver palmo de chão nos montes que rodeiam CUJÓ onde não estejam gravadas as notas do meu assobio labial. Menino ainda, tal como tantos outros meninos, cedo fui incumbido de levar os gados para os montes a comer matos e a beber nas fontes. Se havia companhia por perto era certo o jogo da malha, da carreirinha, do rebolo ou da cochina, ou outra brincadeira de canalha amiga e, às vezes, também briga.

PASSADO VIVO

Quem navega nos suportes de escrita analógicos, que não só os trazidos pelas novas tecnologias (das quais faço uso, com muito proveito) cirandando pelas ruas e ruelas da nossa vila ou pelas suas povoações aninhadas na serra, tem sempre que contar, que divulgar e que aprender. Falo de livros e de jornais. 

GENTE DA TERRA - GENTE ESQUECIDA

Por sugestão do General José Agostinho Melo Ferreira Pinto, cidadão de Castro Daire, atento aos trabalhos que tenho andado a publicar sobre as «nossas terras e as nossas gentes», incluindo as pessoas mais graduadas e as mais humildes, interpelou o meu silêncio sobre o Doutor Albano Pereira Júnior (já falecido) natural de Santa Margarida, catedrático que foi da Faculdade de Farmácia de Lisboa.

 PROVOCAÇÃO INTELECTUAL

No tempo em que tanto se fala das «novas tecnologias» e das movimentações humanas, políticas, económicas e outras decorrentes do fenómeno «WEB SUMMIT» que abriu portas lá pela capital do reino, nem de propósito e à laia de «provocação» a minha EQUIPA DO FACEBOOK trouxe aos espaço das MEMÓRIAS a foto que alojei no meu mural, em 2012, relativa a uma velha máquia a vapor que acionava as mós de um «lagar de azeite» na velha serração da Soalheira, ali, na Vitoreira a mirar Castro Daire. Era no tempo em que, à míngua de relógios (bem ao contrários dos tempos que correm)  o «APITO» dessa ou de outra  máquina a vapor que ali laboravam marcavam a abertura e o fecho das lojas comerciais da vila de Castro Daire.

A história dessas máquinas a vapor está relatada no meu livro «Castro Daire, Indústria, Técnica e Cultura», editado em 1995 (há muito esgotado), e, por isso mesmo,  é que me dei ao cuidado de publicar no Facebook uma «relíquia» sobre a qual discorri nesse meu livro. Assim:

REFLEXÕES

Em 31 de outubro de 2013 publiquei no meu mural do FACEBOOK  O texto que se segue. Hoje 31 de outubro de 2019, a zelosa EQUIPA DA EMPRESA trouxe ãs MEMÓRIAS essa relíquia e resolvi transplantá-la para este meu espaço, se é que já não anda por aí perdida entre outras.

REGIONALIZAÇÃO

Nesta minha postura de académico rural e rústico, tenho quilómetros de escrita a defender a dama que dá pelo nome, REGIONALIZAÇÃO, DESCENTRALIZAÇÃO, neste país atacado, há séculos, pelo CENTRALISMO político, administrativo e cultural.

Fi-lo por convicção e estudo, cansado de ver o Portugal serrano entornar-se continuadamente para o mar, onde os conquistadores, povoadores e lavradores montanheses de outrora, à falta de qualidade de vida nas suas terras natais, inteligentemente procuraram na migração e em terra alheia a realização dos anseios que tolhidos tinham se se acomodassem ao sítio onde vieram ao mundo.

«EXTERNATO MARQUES AGOSTINHO» EM L. MARQUES

No texto que publiquei, há anos, relativo ao MANEL DA CAPUCHA, aquele protagonista andarilho e pedinte que corria feiras , romarias e povoados inteiros em redor das serras do Montemuro e da Nave, deixei clara a intenção de mostrar aos meus alunos a relação existente entre a LITERARURA e a VIDA, a partir de um conto da Sofia. Esse texto mantem-se alojado neste meu site a as cerca de DEZASSEIS MIL LEITURAS que dele foram feitas, até à presente data, são a prova da consecução dos objectivos por mim delineados.

VIDA RURAL

Nos meados do século XX, mais ano menos ano, creio não haver criança nascida e criada nas encostas ou faldas do Montemuro que não tenha sentido o calor de uma lareira, ouvido o crepitar da lenha e não tenha visto as panelas de ferro tripédicas ou de barro preto de fundo raso, as primeiras saídas das fundições nacionais e as segundas saídas da olaria de Ribolhos, moldadas pelas mãos de Mestre Albino ou Mestre Zé Maria, a cozinhar os alimentos, fabricados na lavoura em redondo, por norma, depois de cozidos, comidos do mesmo prato, posto no centro da cozinha, sítio acessível a braço de gente grande e de gente pequenina.

A FORÇA DOS AFETOS

Neste meu afã de revisitar textos publicados no  velho site (o histórico) e transplantá-los para este no activo, coube a vez ao que se segue. Foi escrito em 2011 e o senhor Dário, meu amigo, faleceu em 2018. Mas o texto segue na íntegra.  

PINHEIRO (CASTRO DAIRE) - AI O MEU MENINO!

02-06-2011 13:13:10

Dário Pereira Loureiro, natural da aldeia de Pinheiro, com 74 anos de idade, neste ano de 2011, é, o que pode dizer-se, «um bom garfo acompanhado de uma boa pinga».

 

CIÊNCIA, TÉCNICA E ARTE

Não há fome que não dê em fartura”. Tal diz a sabedoria popular - altos pensamentos - e cujo acerto se vê confirmado na lonjura dos tempos.

Cá para mim, nos que respeita a dentes, em tempos antigos (não tão antigos assim) a natureza impunha os seus ditames. Os dentes nasciam e caíam na idade própria. Quisesse-se ou não se quisesse, primeiro, os “dentes do leite”, depois os “dentes adultos” e, finalmente, os “dentes do siso”, mesmo que “siso” não houvesse.

TEMPOS IDOS

No meu livro “Julgamento” (romance histórico), editado em 2000 (esgotado), cujo enredo situei no último quartel do século XIX, coloquei o protagonista Meritíssimo Juiz, Augusto Prudêncio, recém-chegado a Castro Daire, a passear-se pela vila no dia da histórica feira quinzenal.

Recentemente, um dos meus filhos, passeando-se comigo nessas mesmas ruas, interpelou-me sobre até onde eu, na narrativa, fundira a história com a ficção, pois não via quaisquer sinais da feira por mim referida nas ruas que ambos pisávamos.

Expliquei-lhe que, em tempos idos, distendidos até à década de 80 do século XX (digamos, até ontem) a feira quinzenal do “Crasto”, tal como escrevi nesse livro, tinha lugar assegurado nas artérias do burgo vilão, havendo até posturas municipais  que demarcavam os espaços para os feirantes e identificavam os produtos postos à venda em cada um deles, por forma a que ninguém  pudesse furtar-se ao pagamento do “terrado”.

ONDAS DO MAR

Em 2014 publiquei no meu mural do Facebook a versalhada que se segue. Dei-me conta, hoje mesmo, que não estava alojado neste meu espaço. Passa a estar.

TEMPOS ANTIGOS...

Deixei escrito no meu livro “CUJÓ, UMA TERRA DE RIBA-PAIVA”, editado em 1993, que o meu pai, Salvador de Carvalho, desde que regressou à aldeia depois de ter cumprido o serviço militar, em 1927, fez uso da aprendizagem que adquirira na tropa ligada ao tratamento de doentes ou feridas.

O HOMEM E A HISTÓRIA

Em boa razão poderão perguntar-me o que leva um “socialista, republicano e laico”, natural de Castro Daire, a escrver estas linhas sobre o cidadão cujos traços biográficos se seguem, copiados da Wikipedia. Ora vejam:

CHAIMITE

Viva o Chaimite,...Pim!

A viatura

Que pôs fim

À ditadura.

LITERATURA ORAL

Da recolha que fiz em Castro Verde antes de ir para Beja e depois lá retornar, constam duas “décimas” da autoria de um tio da minha mulher, morador aue foi na aldeia de ENTRADAS, sobre quem já publiquei extenso trabalho com o título “UM LAR, UMA FORTALEZA”.

RECOLHA FEITA PELOS ALUNOS EM BEJA

No último apontamento com o título em epígrafe reportei-me a uma recolha feita pelos meus alunos na Escola Preparatória Mário Beirão, em Beja, nos anos letivos de 1981/1982.

LITERATURA ORAL

Nos arquivos da ESCOLA PREPARATÓRIA «MÁRIO BEIRÃO», em Beja, onde lecionei, deve existir (se não foi tudo parar ao lixo) uma pequena REVISTA policopiada, contendo o resultado do trabalho de campo levado a cabo pelos alunos das turmas identificadas no cabeçalho da CAPA, bem como os professores coordenadores dela: Abílio, Maria do Carmo, Maria da Conceição Teixeira e Maria Joaquina.

MEMÓRIAS VIVAS

Os meus amigos, todos aqueles que vão tendo a paciência de me ler, ver e ouvir, tanto naquilo que escrevo, que digo e mostro em vídeo, usando o meu site “trilhos-serranos” (este mesmo, o Youtube e o Facebook (pois deixei de colaborar nos jornais) por certo repararam que dediquei alguns dos últimos trabalhos à minha mulher, Mafalda, na sua qualidade de PROFESSORA E ARTISTA.

OS DOCUMENTOS E A HISTÓRIA

Entre essas transcrições dos muitos documentos que consultei nos arquivos de Castro Verde (Alentejo),enquanto ali fui professor na Escola Preparatória daquela vila, estão aquelas que se referem aos contratos de «arrematação» das pinturas dos quadros da Igreja da Sª dos Remédios.

 

OS DOCUMENTOS E A HISTÓRIA

 

A favor do primeiro transcreve parte de um termo de pagamento que eu lhe facultei exarado num dos livros da Confraria de S. Miguel. A favor do segundo afirma haver quem «atribua a feitura dos quadros ao pinto Diogo de Sousa», apoiando-se numa monografia de Loulé, onde se pode ler: «Diogo de Sousa, natural de Loulé,  pintor que foi mestre de Diogo Magina. Fez as pinturas da Igreja de Castro Verde no Alentejo e as batalhas de D. Afonso Henriques, que estão na Igreja dos Remédios da mesma vila». (pp 74)

» História

Igeja dos Remédios em Castro Verde

OS DOCUMENTOS E A HISTÓRIA

Por gentileza, a Câmara Municipal de Castro Verde fez-me chegar, muito recentemente, as edições que tem patrocinado. Li, com agrado, «O Termo de Castro Verde», vol. I, da autoria do Dr. João José Alves da Costa.

 

A TABERNA COM TALHAS DE VINHO

Não tenho imagem de câmara fotográfica saída, mas tenho a imagem na memória retida. Uma moradia térrea típica do Alentejo. Vejo a fachada, a porta de entrada um pouco recuada a partir da rua e no primeiro espaço interno um balcão de mercearia de aspeto antigo. No pano da parede as prateleiras. Mas para quem tivesse sede, esse espaço ligava a outro, nas traseiras. 

PATRIMÓNIO HISTÓRICO

Do meu livro «HISTÓRIA DE UMA CONFRARIA -1677-1855», editado pela Câmara Municipal de Castro Verde, em 1989, destaco para aqui o que nele escrevi sobre a «Fonte Santa de S. Miguel», baseado nos manuscritos que consultei, enquanto professor que fui na Escola Preparatória daquela vila, entre 1976 e 1982/83.

 

CAHIMITE=SALGUEIRO MAIA

Na minha crónica anterior, sob o título em epígrafe, a propósito da colocação de uma viatura CHAIMITE à entrada da vila de Castro Daire, junto ao Intermarchê, discorri sobre o nome da viatura e os episódios históricos para onde este nome remetia, e bem assim para as personagens envolvidas, um encontro entre Mouzinho de Albuquerque e Gungunhana, em 1895, em CHAIMITE.

GUERRA COLONIAL

Consulte-se qualquer livro de história, compendiada ou não compendiada, primária, secundária ou universitária,  ligada ao ESTADO VELHO ou ao ESTADO NOVO, consulte-se o GOOGLE e logo se descobrirá que a palavra CHAIMITE aparece necessariamente associada a MOUZINHO DE ALBUQUERQUE., e ao fim do IMPÉRIO VÁTUA, em Moçambique.

CASTRO DAIRE - COMÉRCIO TRADICIONAL

Arreigado ao princípio de que «todo o povo sem memória é um povo sem história» de há uns anos a esta parte que dou por mim a recolher e a preservar livros e jornais antigos, esfarrapados, ratados, manuscritos legíveis e ilegíveis, fotos debotadas, artefactos ferrugentos e manetas que no passado eram escorreitos e sãos, cheios de vida e que vida da comunidade concelhia não dispensava. Atavismo meu que parece não tingir a sensibilidade dos responsáveis pelo nosso Museu Municipal, ao ponto do Prof. Hermano Saraiva dizer o que disse no seu programa televisivo sobre Castro Daire: «pobre, muito pobre»!

» História

 

CASTRO DAIRE - COMÉRCIO TRADICIONAL NA VILA - 1

Refiro-me às lojas comerciais sitas na vila de Castro Daire que vêm de tempos idos e cujos comerciantes, autênticos heróis que, neste tempo de globalização, resistem à lógica comercial das «grandes superfícies», continuam a manter com os seus clientes uma relação de afecto e de atendimento personalizado.

JOGO ETERNO

Tenho filmado e divulgado no mundo, mais do que uma vez, através do You Tube, o meu gado alado, neste meu trato camponês e rude. Sãos os melros e os pardais que, livres da minha fisga, no meu quintal, no meu telhado e beirais da casa, se acoita e se abriga. Mas esse gado alado, tão paciente e poeticamente cantado, ingrato tem sido para comigo, pois, fazendo poleiro dos peitoris das janelas e portadas resolveram deixá-las pintadas com pintura de que não gosto. E pensei: “não me passais a perna”. Pode ser pintura moderna, digna de exigente galeria urbana, exposta noite e dia, em Belém, mas não é qualquer pássarão sacana que, por bem, faz tela do peitoril da minha janela e das grades do meu portão. Ai pois não! E se tal bicharada não se pisga, se continua assim, outro remédio não resta a mim, senão ativar novamente a fisga.

A VIDA

Recentemente fiz eco, em vídeo alojado no Youtube e Facebook, da visita inesperada de um gafanhoto que se passeava sobre um dicionário e outros suportes de saber pousados num móvel doméstico.

Peguei na câmara de filmar (repórter é assim mesmo) e pus a mão a jeito, por forma a que ele, nestas suas deambulações domésticas, subisse para os meus dedos. E assim aconteceu. Mas, dispondo-se ele a mordiscar um deles, sacudi instintivamente a mão e ele perdeu-se, invisível, num qualquer canto do compartimento. E em vão foram as diligências que seguidamente fiz para encontrá-lo. Desisti.

O ÚLTIMO MOICANO

No dia 16 de junho p.p., a propósito da última viatura histórica que restou da frota que foi da EMPRESA GUEDES, de Castro Daire,  escrevi uma extensa crónica que publiquei no meu site “Trilhos Serranos”,e, bem assim, um elucidativo vídeo alojado no Youtuve, a que dei o título “O ÚLTIMO DOS MOICANOS”. Eis um excerto:

RISCOS COM AFECTOS

Quando fui para Moçambique, em 1960, viajei no paquete “Pátria” e tive o cuidado de comprar um postal com a imagem do navio que remeti para os meus pais logo que cheguei à cidade de Lourenço Marques, naquela costa do Índico, lá do outro lado do mundo.

ESTRADA CASTRO DAIRE, CARVALAHAL, ALMARGEM e VISEU.

INTRODUÇÃO

Mesmo com a experiência viva de haver por cá quem se aproveita das fontes que cito nos meus textos, para aparecerem aos olhos do público como sendo eles a queimar as pestanas a descobri-las, retirando delas a informação necessária à elaboração de HISTÓRIA séria, nem por isso deixo de cumprir a básica regra académica e científica: identificá-las por forma a que todo o investigador sério das «CIÊNCIAS SOCIAIS» possa confirmar e valorizar a hermenêutica patente em tudo quanto faço, renegando a “atitude do chico-esperto” que, identificada a fonte por mim,  recorre, pelo telefone,  à solicitação de fotocópias tiradas dos documentos originais, omitindo os «trilhos» que seguiu para dar «ares de originalidade» nos trabalhos que publica.

É uma questão de ESCOLA e de MESTRES com quem aprendi, uma questão de respeito por mim próprio, pela ciência a que me dedico e aos estabelecimentos de ensino que me diplomaram em HISTÓRIA. Dito isto, avivada que fica a memória desses “oportunistas»,  eis, aqui o produto da investigação que me absorveu muito tempo a ler a «imprensa local»  de molde a retirar dela a informação sobre o tema em apreço, v.g. a abertura da  «Estrada do Carvalhal», um melhoramento rodoviário de incontestável valor a ligar a sede do concelho, a vila de Castro Daire, à capital do distrito, a cidade de  Viseu.

A SERRA, EU E OS OUTROS

Ali, ao lado da nova estrada que liga Mós a Faifa (e vice-versa), com traçado próximo do antigo “caminho carreteiro” que vemos nas cartas militares, não menos antigas, encontrei, no ano de 2017, um CRUZEIRO granítico assinalado nessas cartas, tão curioso quão enigmático, pelos símbolos que lhe dão corpo. Um cruzeiro seguramente singular.

 VIDA MADRASTA

Folhear o "LIVRO DE REGISTO DOS PRESOS QUE DERAM ENTRADA NA CADEIA CIVIL DE CASTRO DAIRE" que engloba os anos de 1929  a 1937, é ler uma narrativa sociológica manuscrita, cujos protagonistas (à falta de fotografia) deixam o RETRATO completamente descrito no "BOLETIM ANTROPOMÉTRICO" (nome dado a cada folha do livro) acompanhado da característica mancha das impressões digitais.