Trilhos Serranos

CIÊNCIA, TÉCNICA E ARTE

Não há fome que não dê em fartura”. Tal diz a sabedoria popular - altos pensamentos - e cujo acerto se vê confirmado na lonjura dos tempos.

Cá para mim, nos que respeita a dentes, em tempos antigos (não tão antigos assim) a natureza impunha os seus ditames. Os dentes nasciam e caíam na idade própria. Quisesse-se ou não se quisesse, primeiro, os “dentes do leite”, depois os “dentes adultos” e, finalmente, os “dentes do siso”, mesmo que “siso” não houvesse.

TEMPOS IDOS

No meu livro “Julgamento” (romance histórico), editado em 2000 (esgotado), cujo enredo situei no último quartel do século XIX, coloquei o protagonista Meritíssimo Juiz, Augusto Prudêncio, recém-chegado a Castro Daire, a passear-se pela vila no dia da histórica feira quinzenal.

Recentemente, um dos meus filhos, passeando-se comigo nessas mesmas ruas, interpelou-me sobre até onde eu, na narrativa, fundira a história com a ficção, pois não via quaisquer sinais da feira por mim referida nas ruas que ambos pisávamos.

Expliquei-lhe que, em tempos idos, distendidos até à década de 80 do século XX (digamos, até ontem) a feira quinzenal do “Crasto”, tal como escrevi nesse livro, tinha lugar assegurado nas artérias do burgo vilão, havendo até posturas municipais  que demarcavam os espaços para os feirantes e identificavam os produtos postos à venda em cada um deles, por forma a que ninguém  pudesse furtar-se ao pagamento do “terrado”.

ONDAS DO MAR

Em 2014 publiquei no meu mural do Facebook a versalhada que se segue. Dei-me conta, hoje mesmo, que não estava alojado neste meu espaço. Passa a estar.

TEMPOS ANTIGOS...

Deixei escrito no meu livro “CUJÓ, UMA TERRA DE RIBA-PAIVA”, editado em 1993, que o meu pai, Salvador de Carvalho, desde que regressou à aldeia depois de ter cumprido o serviço militar, em 1927, fez uso da aprendizagem que adquirira na tropa ligada ao tratamento de doentes ou feridas.

O HOMEM E A HISTÓRIA

Em boa razão poderão perguntar-me o que leva um “socialista, republicano e laico”, natural de Castro Daire, a escrver estas linhas sobre o cidadão cujos traços biográficos se seguem, copiados da Wikipedia. Ora vejam:

CHAIMITE

Viva o Chaimite,...Pim!

A viatura

Que pôs fim

À ditadura.

LITERATURA ORAL

Da recolha que fiz em Castro Verde antes de ir para Beja e depois lá retornar, constam duas “décimas” da autoria de um tio da minha mulher, morador aue foi na aldeia de ENTRADAS, sobre quem já publiquei extenso trabalho com o título “UM LAR, UMA FORTALEZA”.

RECOLHA FEITA PELOS ALUNOS EM BEJA

No último apontamento com o título em epígrafe reportei-me a uma recolha feita pelos meus alunos na Escola Preparatória Mário Beirão, em Beja, nos anos letivos de 1981/1982.

LITERATURA ORAL

Nos arquivos da ESCOLA PREPARATÓRIA «MÁRIO BEIRÃO», em Beja, onde lecionei, deve existir (se não foi tudo parar ao lixo) uma pequena REVISTA policopiada, contendo o resultado do trabalho de campo levado a cabo pelos alunos das turmas identificadas no cabeçalho da CAPA, bem como os professores coordenadores dela: Abílio, Maria do Carmo, Maria da Conceição Teixeira e Maria Joaquina.

MEMÓRIAS VIVAS

Os meus amigos, todos aqueles que vão tendo a paciência de me ler, ver e ouvir, tanto naquilo que escrevo, que digo e mostro em vídeo, usando o meu site “trilhos-serranos” (este mesmo, o Youtube e o Facebook (pois deixei de colaborar nos jornais) por certo repararam que dediquei alguns dos últimos trabalhos à minha mulher, Mafalda, na sua qualidade de PROFESSORA E ARTISTA.

OS DOCUMENTOS E A HISTÓRIA

Entre essas transcrições dos muitos documentos que consultei nos arquivos de Castro Verde (Alentejo),enquanto ali fui professor na Escola Preparatória daquela vila, estão aquelas que se referem aos contratos de «arrematação» das pinturas dos quadros da Igreja da Sª dos Remédios.

 

OS DOCUMENTOS E A HISTÓRIA

 

A favor do primeiro transcreve parte de um termo de pagamento que eu lhe facultei exarado num dos livros da Confraria de S. Miguel. A favor do segundo afirma haver quem «atribua a feitura dos quadros ao pinto Diogo de Sousa», apoiando-se numa monografia de Loulé, onde se pode ler: «Diogo de Sousa, natural de Loulé,  pintor que foi mestre de Diogo Magina. Fez as pinturas da Igreja de Castro Verde no Alentejo e as batalhas de D. Afonso Henriques, que estão na Igreja dos Remédios da mesma vila». (pp 74)

» História

Igeja dos Remédios em Castro Verde

OS DOCUMENTOS E A HISTÓRIA

Por gentileza, a Câmara Municipal de Castro Verde fez-me chegar, muito recentemente, as edições que tem patrocinado. Li, com agrado, «O Termo de Castro Verde», vol. I, da autoria do Dr. João José Alves da Costa.

 

A TABERNA COM TALHAS DE VINHO

Não tenho imagem de câmara fotográfica saída, mas tenho a imagem na memória retida. Uma moradia térrea típica do Alentejo. Vejo a fachada, a porta de entrada um pouco recuada a partir da rua e no primeiro espaço interno um balcão de mercearia de aspeto antigo. No pano da parede as prateleiras. Mas para quem tivesse sede, esse espaço ligava a outro, nas traseiras. 

PATRIMÓNIO HISTÓRICO

Do meu livro «HISTÓRIA DE UMA CONFRARIA -1677-1855», editado pela Câmara Municipal de Castro Verde, em 1989, destaco para aqui o que nele escrevi sobre a «Fonte Santa de S. Miguel», baseado nos manuscritos que consultei, enquanto professor que fui na Escola Preparatória daquela vila, entre 1976 e 1982/83.

 

CAHIMITE=SALGUEIRO MAIA

Na minha crónica anterior, sob o título em epígrafe, a propósito da colocação de uma viatura CHAIMITE à entrada da vila de Castro Daire, junto ao Intermarchê, discorri sobre o nome da viatura e os episódios históricos para onde este nome remetia, e bem assim para as personagens envolvidas, um encontro entre Mouzinho de Albuquerque e Gungunhana, em 1895, em CHAIMITE.

GUERRA COLONIAL

Consulte-se qualquer livro de história, compendiada ou não compendiada, primária, secundária ou universitária,  ligada ao ESTADO VELHO ou ao ESTADO NOVO, consulte-se o GOOGLE e logo se descobrirá que a palavra CHAIMITE aparece necessariamente associada a MOUZINHO DE ALBUQUERQUE., e ao fim do IMPÉRIO VÁTUA, em Moçambique.

CASTRO DAIRE - COMÉRCIO TRADICIONAL

Arreigado ao princípio de que «todo o povo sem memória é um povo sem história» de há uns anos a esta parte que dou por mim a recolher e a preservar livros e jornais antigos, esfarrapados, ratados, manuscritos legíveis e ilegíveis, fotos debotadas, artefactos ferrugentos e manetas que no passado eram escorreitos e sãos, cheios de vida e que vida da comunidade concelhia não dispensava. Atavismo meu que parece não tingir a sensibilidade dos responsáveis pelo nosso Museu Municipal, ao ponto do Prof. Hermano Saraiva dizer o que disse no seu programa televisivo sobre Castro Daire: «pobre, muito pobre»!

» História

 

CASTRO DAIRE - COMÉRCIO TRADICIONAL NA VILA - 1

Refiro-me às lojas comerciais sitas na vila de Castro Daire que vêm de tempos idos e cujos comerciantes, autênticos heróis que, neste tempo de globalização, resistem à lógica comercial das «grandes superfícies», continuam a manter com os seus clientes uma relação de afecto e de atendimento personalizado.

JOGO ETERNO

Tenho filmado e divulgado no mundo, mais do que uma vez, através do You Tube, o meu gado alado, neste meu trato camponês e rude. Sãos os melros e os pardais que, livres da minha fisga, no meu quintal, no meu telhado e beirais da casa, se acoita e se abriga. Mas esse gado alado, tão paciente e poeticamente cantado, ingrato tem sido para comigo, pois, fazendo poleiro dos peitoris das janelas e portadas resolveram deixá-las pintadas com pintura de que não gosto. E pensei: “não me passais a perna”. Pode ser pintura moderna, digna de exigente galeria urbana, exposta noite e dia, em Belém, mas não é qualquer pássarão sacana que, por bem, faz tela do peitoril da minha janela e das grades do meu portão. Ai pois não! E se tal bicharada não se pisga, se continua assim, outro remédio não resta a mim, senão ativar novamente a fisga.

A VIDA

Recentemente fiz eco, em vídeo alojado no Youtube e Facebook, da visita inesperada de um gafanhoto que se passeava sobre um dicionário e outros suportes de saber pousados num móvel doméstico.

Peguei na câmara de filmar (repórter é assim mesmo) e pus a mão a jeito, por forma a que ele, nestas suas deambulações domésticas, subisse para os meus dedos. E assim aconteceu. Mas, dispondo-se ele a mordiscar um deles, sacudi instintivamente a mão e ele perdeu-se, invisível, num qualquer canto do compartimento. E em vão foram as diligências que seguidamente fiz para encontrá-lo. Desisti.

O ÚLTIMO MOICANO

No dia 16 de junho p.p., a propósito da última viatura histórica que restou da frota que foi da EMPRESA GUEDES, de Castro Daire,  escrevi uma extensa crónica que publiquei no meu site “Trilhos Serranos”,e, bem assim, um elucidativo vídeo alojado no Youtuve, a que dei o título “O ÚLTIMO DOS MOICANOS”. Eis um excerto:

RISCOS COM AFECTOS

Quando fui para Moçambique, em 1960, viajei no paquete “Pátria” e tive o cuidado de comprar um postal com a imagem do navio que remeti para os meus pais logo que cheguei à cidade de Lourenço Marques, naquela costa do Índico, lá do outro lado do mundo.

ESTRADA CASTRO DAIRE, CARVALAHAL, ALMARGEM e VISEU.

INTRODUÇÃO

Mesmo com a experiência viva de haver por cá quem se aproveita das fontes que cito nos meus textos, para aparecerem aos olhos do público como sendo eles a queimar as pestanas a descobri-las, retirando delas a informação necessária à elaboração de HISTÓRIA séria, nem por isso deixo de cumprir a básica regra académica e científica: identificá-las por forma a que todo o investigador sério das «CIÊNCIAS SOCIAIS» possa confirmar e valorizar a hermenêutica patente em tudo quanto faço, renegando a “atitude do chico-esperto” que, identificada a fonte por mim,  recorre, pelo telefone,  à solicitação de fotocópias tiradas dos documentos originais, omitindo os «trilhos» que seguiu para dar «ares de originalidade» nos trabalhos que publica.

É uma questão de ESCOLA e de MESTRES com quem aprendi, uma questão de respeito por mim próprio, pela ciência a que me dedico e aos estabelecimentos de ensino que me diplomaram em HISTÓRIA. Dito isto, avivada que fica a memória desses “oportunistas»,  eis, aqui o produto da investigação que me absorveu muito tempo a ler a «imprensa local»  de molde a retirar dela a informação sobre o tema em apreço, v.g. a abertura da  «Estrada do Carvalhal», um melhoramento rodoviário de incontestável valor a ligar a sede do concelho, a vila de Castro Daire, à capital do distrito, a cidade de  Viseu.

A SERRA, EU E OS OUTROS

Ali, ao lado da nova estrada que liga Mós a Faifa (e vice-versa), com traçado próximo do antigo “caminho carreteiro” que vemos nas cartas militares, não menos antigas, encontrei, no ano de 2017, um CRUZEIRO granítico assinalado nessas cartas, tão curioso quão enigmático, pelos símbolos que lhe dão corpo. Um cruzeiro seguramente singular.

 VIDA MADRASTA

Folhear o "LIVRO DE REGISTO DOS PRESOS QUE DERAM ENTRADA NA CADEIA CIVIL DE CASTRO DAIRE" que engloba os anos de 1929  a 1937, é ler uma narrativa sociológica manuscrita, cujos protagonistas (à falta de fotografia) deixam o RETRATO completamente descrito no "BOLETIM ANTROPOMÉTRICO" (nome dado a cada folha do livro) acompanhado da característica mancha das impressões digitais. 

XV ENCONTRO DE VESPAS

Da mochila que carrego aos ombros, recheada da bagagem que fui adquirindo ao longo de OITENTA ANOS, retiro hoje alguns artefactos para início desta crónica. O primeiro remonta ao ano de 1965. Viajei de Milange para Quelimane, em terras de Moçambique, num camião de longo curso, guiado por um amigo que conheci na tropa, quando ambos tirámos a carta de condutor-auto, na Figueira da Foz, na qualidade de soldados rasos que éramos no R.I. 14 em Viseu.

Foram 300 quilómetros de martírio esporádico para mim. Mas de vida quotidiana para ele. Sim. Ele ganhava a vida ao volante desse “monstro” a transportar para as grandes e médias cidades os produtos agrícolas granjeados fora delas em terras distantes.

O FACEBOOK É UMA LIÇÃO

LÍNGUA PORTUGUESA

Como que antecipando-me ao dia atribuído à LÍNGUA PORTUGUESA (hoje mesmo) no dia 25, pelas 13h00, publiquei no meu site "trilhos serranos.pt", com porta aberta aqui, no Facebook os topónimos QUIJO (CUJÓ) e CRASTO (CASTRO) dizendo que era assim que o POVO pronunciava na minha juventude e também assim escrevia, algumas vezes, em documentos, como demonstrei.

TRANSUMÂNCIA

Esta coisa de escrever e fazer vídeos sobre “TERRA, ANIMAIS E GENTE” não foi maleita que me deu recentemente, só porque, nos tempos que correm, anda por aí muita gente a “BERRAR” em defesa dos quadrúpedes, sejam eles domésticos ou selvagens. Pelo andar da carruagem não tarda estarei sentado com um deles à mesa da refeição, sem tugir nem mugir, sob pena de, aos olhos da comunidade, ser considerado um “australopitecos”. 

DEVER DO HISTORIADOR

Em 2009, ainda ninguém, velho ou novo, andava por aí a “arrotar postas de pescada” sobre ROTAS TRANSUMANTES, nem os EXECUTIVOS MUNICIPAIS  pensavam em meter-se nas aventuras de RECRIAR (com ares folclóricos) uma actividade económica ligada aos rebanhos que, vindos das bandas da serra da ESTRELA, desaguavam na serra do MONTEMURO, com PASSAGEM histórica pela vila de Castro Daire...em 2009, dizia eu, fiz o VÍDEO que alojei no YOUTUBE, cujo link anexo no rodapé deste texto para a devida e exigida reflexão de quem se dedica ao estudo da nossa TERRA.

DEVER DO HISTORIADOR

Recebi agora mesmo um ALERTA GOOGLE com uma notícia do JORNAL DO CENTRO informando-me do evento local dito TRANSUMÂNCIA promovido pela Câmara Municipal. E o jornal cumpre o seu dever de informar. Para isso existe. Só que, desde o princípio, eu tenho do conceito TANSUMÂNCIA o real sentido histórico e já deixei o meu pensamento em texto e em vídeo. Não pensava voltar ao assunto, mas cá vai:

TRÉNS, CARRETAS E DILIGÊNCIAS

Tendo estado a falar dos TRANSPORTES RODOVIÁRIOS, em Castro Daire e como  já falei da EMPRESA GUEDES e da «GARAGE CLEMENTE» que antecedeu aquela na fita do tempo, neste meu andar «ócêtrás», isto é,  relatar a história no sentido inverso da ocorrència dos factos que lhe dão corpo,  mal andaria se, falando dos transportes MOTORIZADOS, apagasse aqueles que os precederam durante séculos e séculos. Aqueles onde os animais, nomeadamente, bois, vacas, cavalos, machos, mulas e jericos tiveram um papel relevante, enquanto companheiros do homem no trabalho e no entretenimento.

Vou socorrer-me, também aqui, do que já deixei escrito no meu livro «Castro Daire, Indústria, Técnica e Cultura», editado em 1995. E aqui se aplica também a letra da canção: “eu vim de longe, de muito longe...e o queceu andei para aqui chegar”.

Eis, pois, o que deixei escrito nesse livro, sem as ilustrações que hoje aqui trago, todas elas registadas poeteriormente. É que, nesse tempo (1995, ontem mesmo) não se manipulava a IMAGEM com a facilidade que fazem hoje as crianças e os adultos através da tecnologia dedilhada, polegares incluídos. Assim:

JOSÉ CLEMENTE DA COSTA

Há dias, por razões amplamente descritas e filmadas, regressei ao ano de 1933, para dar a conhecer (ou a lembrar) aos curiosos e estudiosos, o nascimento da EMPRESA GUEDES, uma espécie de BILHETE DE IDENTIDADE do concelho de Castro Daire. E basta atentar nos COMENTÁRIOS feitos pelos meus amigos, relativos ao texto e ao vídeo publicados, para concluirmos da EMPATIA dos castrenses que se manteve para aquém do fim da empresa,  enquanto MARCA CONCELHIA.

Mas mal andaria o HISTORIADOR se não recuasse a muitos anos antes e deixasse oculta a EMPRESA DE TRANSPORTES RODOVIÁRIOS que, NO FIO DO TEMPO,  antecedeu a GUEDES.. É trabalho que não me custa nada a fazer, pois ele feito ficou em 1995, no meu livro “Castro Daire, Indústria, Técnica e Cultura”, editado pela Câmara Municipal, há muito esgotado.

Ora, como manipulo, com alguma agilidade, as novas tecnologias, é só fazer “COPY/PASTE”, (copiar-me a mim próprio) e extrair do livro a matéria suficiente sobre o assunto, ilustrano-a, agora, com fotos que, na altura, não foram inclusas nas suas páginas. Faço-o hoje retirando-as do livro com o título A Vida de José Clemente da Costa», cujo autor é José Mário Clemente da Costa, familiar seu que, em boa hora, coligiu as imagens que eu aqui reproduzo, exceto o anúncio publicitário da inauguração da Carreira, em 1914, que extraí do jornal «A União» que, então, se publicava na vila de Castro Daire. Assim:

OS MEUS «TRILHOS SERRANOS»

Foi no longínquo ano de 2004 que subi ao espaço etéreo da INTERNET, ao comando da nave “TRILHOS-SERRANOS”, um site pessoal com o “LAYOUT” e conteúdos que se mantêm disponíveis -  espaço histórico - pois, entretanto, por razões a que fui alheio, tive de mudar de nave à qual dei o mesmo nome, só diferenciado na sua extensão terminal..

O DEVER DO HISTORIADOR

Em 1958, com 18 anos de idade, saí de Castro Daire a caminho de Viseu, viajando na EMPRESA GUEDES. Nela viajei várias vezes, ida e volta, mesmo quando, malas feitas, só ida, fui apanhar o comboio a Viseu com destino a Lisboa e dali, metido no “Pátria”, rumei a Moçambique.

O “Pátria” levou da Pátria um castrense “solteiro e bom rapaz”, mas ele à Pátria regressou em 1976, “casado e professor”. Bom ou mau, cabe aos alunos e aqueles que o conhecem profissionalmente,  dizê-lo. Fui colocado em Castro Verde e ali lecionei alguns anos. De lá retornei a Castro Daire, o meu concelho de origem, no ano letivo de 1983/84.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

A vida não anda a correr muito bem para certos “reinóis de taifas” desta nossa «República, católica, apostólica, romana».  Eu comecei a falar deles no meu livro “Julgamento”, editado em 2000. Já decorreram, portanto,   DEZANOVE   anos. E a atestar isso mesmo, aqui deixo o «fac simile» de uma página integral (p.135) desse meu livro, início do capítulo com o título “SONHO”. Era mesmo um sonho...

BATER EM FERRO FRIO

O povo costuma dizer, referindo-se, certamente, ao viandante e/ou romeiro, que “quem muito andou” já “pouco tem para andar”. É uma expressão de alento e de incentivo à caminhada, uma expressão solidária para com o caminheiro, como que a dar-lhe força e anunciar-lhe que se aproxima o “fim da jornada”. Uma expressão de alento, expressão amiga, de não desistência...e ...em frente marche.

UM CAMINHO - MUSEU A CÉU ABERTO

O senhor ILÍDIO BONIFÁCIO MAGUEIJA interessado em colocar o nome da sua terra natal - RELVA – na barra cronológica da História, resolveu fazer ali um MUSEU ETNOGRÁFICO onde figurassem as peças que, zelosamente e ao longo do tempo, foi recolhendo, ligadas à vida camponesa.

Na altura (decorria o ano de 2015) solicitou a minha colaboração por ter conhecimento das investigações que tenho levado a efeito no concelho de Castro Daire, relacionadas com a HISTÓRIA LOCAL.

10 DE JUNHO DE 2019

Atento às cerimónias, aos discursos e aos comentários jornalisticos relativos a este dia de PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES, aqui deixo o apontamento deste meu dia. Sim. Este dia também é meu. Que mais não seja, este meu apontamento vale ALGUM SABER DE MUITA EXPERIÊNCIA FEITO, nestes OITENTA ANOS DE VIDA. Um desassossego.

CAÇA E PESCA

Figura castiça, com os seus bigodes sem igual, é frequente vê-lo no Café Central, em dias de pesca, artilhado à maneira, da cabeça aos pés. Comunicativo, conhecedor de rios, ribeiros e regatos do concelho, por subi-los e descê-los de cacifo a tiracolo, rolete empunhado com linha enrolada pronta a receber o anzol e o respetivo isco, ele é o PESCADOR que ninguém ignora.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BENEMÉRITO & BENEMÉRITO

Na saga que tenho percorrido nesta página no sentido de denunciar os factos e as atitudes que, em letra redonda, passada e presente,  desenham os perfis das pessoas que têm gerido as nossas instituições locais - políticas, culturais e associativas - eis mais um texto que, embora com sabor a requentado, não perdeu oportunidade. Aliás, na BARRA CRONOLÓGICA DA HISTÓRIA nenhum evento perde oportunidade. Pode haver é pessoas que protagonizando alguns deles, com o decorrer do tempo, com eles se não identifiquem. É lá com elas e isso é o menos. Pior é quando, sem vergonha na cara, os negam ou procuram ocultar, por conveniência pessoal (oposto de institucional), usando todos os meios ao seu alcance.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

HISTÓRIA VIVA

Dizem as pessoas de bom senso que “OS HOMENS PASSAM E AS INSTITUIÇÕES FICAM”. 

Apesar desta afirmação não ser exclusiva das pessoas cultas e bem informadas, há quem, na busca de protagonismo, pisando toda a folha e de qualquer jeito, usa todos os meios ao seu alcance, para sobressair na multidão (naturalmente, por despeito e/ou incompetência) procurando assim APAGAR o que a HISTÓRIA regista de INCONVENIENTE aos seus propósitos. Foi isso o que se passou com o meu livro “Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música”.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BOMBEIROS - CRONOLOGIA DOS FACTOS E ATITUDES

O imbróglio ligado ao meu livro “Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música” criado pelos responsáveis da DIRECÇÃO da Associação com a conivência da AUTARQUIA MUNICIPAL, (ao longo do tempo) quer pelo significado em si, quer pelos montantes financeiros envolvidos, deixou de ser um caso PESSOAL, para se tornar um caso INSTITUCIONAL.

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BOMBEIROS - CRONOLOGIA DOS FACTOS E DAS ATITUDES

Decorria o ANNO DOMINI de 2006, dia 24 de abril, quando eu deixei nas colunas da Imprensa Local/regional, numa das crónicas relativas ao IMBRÓGLIO que envolvia o meu livro “Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música”, o texto que transcrevo em itálico e negrito, para melhor e impressiva leitura:

O «Notícias de Castro Daire» e os seus leitores merecem outro nível, outra elevação de comportamento, de pensamento e de argumento. Aqui ficam, para o presente e para o futuro, registadas a postura e as preocupações de quem está empenhado no progresso do concelho, no desenvolvimento das suas gentes e instituições e daqueles que, pespegados aos parâmetros culturais de que dão fé em tudo quanto fazem, dizem e escrevem, apostam no contrário. A comunidade e os tempos ajuizarão da postura, dos factos,  das ideias, da forma, do conteúdo, da palavra e do caracter dos protagonistas de toda esta história. Neste jornal estão a escrever-se páginas de HISTÓRIA  que serão a honra ou a vergonha de quem as escreve. Basta, para tanto, que haja HONRA que haja VERGONHA”.

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BOMBEIROS - CARTA ABERTA AOS INTERVENIENTES DOS «PRÓS E CONTRAS»

«Distante, espacialmente, do epicentro do terramoto «prós e contras» que vem ocupando significativo espaço de «Notícias de Castro Daire» não me posso alhear, humanamente falando, dos atropelos e impropérios a que estão sujeitas pessoas que à causa comum dedicam, desinteressadamente, o seu tempo, labor e saber.

 

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BOMBEIROS - POR OUTRO «PRÓS E CONTRAS»

«Como cidadão castrense, defensor de valores sociais e culturais, que constituem a nobreza do nosso concelho, venho seguindo, com atenção, a polémica que, sob este título, se tem instalado nas colunas do nosso jornal.

 

MEMÓRIAS MINHAS SOBRE O RIO PAIVA

Rio, ora manso, ora bravio, mas sempre rio, a deslizar entre montanhas desde a nascente à foz, ele irriga terras, gira azenhas, gira mós e leva consigo, noite e dia, até terras estranhas, a vida do lavrador, do moleiro, do lagareiro, do pastor que nasceram, viveram e morreram entre vales e montanhas.

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BOMBEIROS - BOA OU MÁ GESTÃO?

 

A Direcção da «Associação dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire», eleita para o triénio 2006-2009, decidiu desperdiçar cerca de €40.000,00 (8.000 contos, em moeda antiga) resultantes dos «direitos de autor» que eu lhe tinha cedido, correspondentes ao produto da venda do meu livro «Castro Daire, Os Nossos Bombeiros, A Nossa Música», editado pela Câmara Municipal, no ano de 2005.

 

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BOMBEIROS - Prós e Contras - 6

O respeito pela CULTURA, pelo jornal, pelos leitores, por todos os meus discípulos a quem ensinei História e Português; por todos os Mestres que contribuíram para a minha ascensão profissional e de cidadania.

 

  1 - «A fogueira era o sítio certo para o livro. Quando o Presidente da Direcção fala, este tem sempre o apoio de mais seis ilustres companheiros da Direcção. Mais nada».

                                                                                   (A Direcção, in «NCD», de 10-05-2006)


 2 - «(...) Será legítimo queimar livros (...) por motivo  das opções políticas pessoais do seuautor, ou seja por que outro motivo for?(...) Deveremos reescrever toda a História da Cultura? A ser assim, quem escaparia, o que nos restaria?»

                                                                                   (M. A. Pina ,  in «J.N.» de 15-05-2006.

«A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA»

BOMBEIROS - Prós e Contras - 5

 

Para que este jornal mantenha alguma dignidade e seja um espaço de informação lúcida e de esclarecimento formativo, não vou descer ao nível da verborreia publicada na última página do número anterior, lamentavelmente assinada pela «Direcção dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire».

 
«Reconheça-se que é mais fácil repetir do que criar, concordar do que contrariar, ir no molho do que caminhar sozinho (...) Quem ouse pensar de forma diferente ou se silencia voluntariamente e sufoca ou aceita o açoite em praça pública com os mais vexantes apodos. É certo que não vivemos em ditadura nem há inquisição. Mas as acusações e denúncias que se vão lendo emparelham em crueldade com os mais impiedosos autos-de-fé».Zé de Bragança, «As verdades reveladas» in «NM de 16-04-2006

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

 

 

BOMBEIROS - Prós e Contras - 4

24-11-2006 13:26:08

Novembro. Dezembro. Janeiro. Fevereiro. Março. Tanto tempo! Por isso, embora desse o caso como encerrado na minha última crónica, mais por consideração aos meus leitores do que aos meus opositores, não posso deixar de esclarecer, em linguagem sã, linear e escorreita, o arrazoado que, em defesa do indefensável, eles trouxeram às colunas deste jornal. Depois, deixo ao público e aos sócios que ajuízem da seriedade (ou falta dela) com que foi tratado um assunto que envolvia cerca de 8.000 contos a favor da Associação dos Bombeiros e que os dirigentes, supostamente defensores dos seus interesses, fizeram o contrário, como é público e notório.

 

“A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA”

BOMBEIROS - Prós e Contras - 3

Enfim! O livro «Castro Daire, Os Nossos Bombeiros, A Nossa Música», editado pela Câmara Municipal e de que me orgulho de ser autor, saído da «Tipografia Castrense» em 08-11-2005, seguidamente publicitado em diversos órgãos de comunicação social escrita e falada v.g. «Rádio Lafões» foi, finalmente, posto à venda.

 

OS HOMENS PASSAM, AS INSTITUIÇÕES E A INFORMAÇÃO FICAM

«A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA»

BOMBEIROS - Prós e Contras - 2

Pela minha última crónica o atento leitor a residir no concelho, no país ou no estrangeiro, afastado do parlamento das «quatro esquinas», ali ao lado do jardim municipal, ficou a saber o juízo crítico e fundamentado que o Dr. Aurélio Loureiro, fez no «prefácio» ao meu mais recente livro, editado pela Câmara Municipal, a quem cabe «colocar no mercado dos exemplares produzidos».

 

 

«A VERDADE É COMO O AZEITE, VEM SEMPRE AO DE CIMA»

 O amigo Fernando Costa, a quem agradeço as palavras abonatórias sobre a minha minha obra publicada, palavras deixadas num comentário a um “post” meu no Facebook, disse ignorar a POLÉMICA à qual aludi, metendo a conivência dos BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS e do EXECUTIVO MUNICIPAL. Informei-o que tal polémica se tinha desenrolado no jornal “Notícias de Castro Daire”, no ano de 2005 e seguintes. Que tinha subido aos microfones da Rádio Lafões e que permanecia, em parte, nos textos que publiquei no meu velho site “trilhos serranos.com. Daí me apressar a remetê-lo para aquele meu espaço “histórico”, convidando-o a navegar nele e, por essa via, se inteirar das razões que me levaram a evocar o velho adágio popular.

Ora, porque tenho Fernando Costa como pessoa bem informada, e interveniente nas REDES SOCIAIS cá do burgo,  estranhei que ele ignorasse as razões que me levaram a evocar esse adágio, mas de seguida logo me lembrei que ele seria ainda muito jovem ao tempo dos factos, tempo esse em que não havia por cá o Facebook, este nóvel espaço social onde actualmente desaguam todos os rios e ribeiros dos afectos, da informação e do conhecimento.

Mas valeu a pena pergunta. Ela fez-me voltar a esse tempo, a esse meu espaço, e, como não sou dado a “deixar os meus créditos por mãos alheias” decidi carrear para este meu novo espaço os textos então escritos, possibilitando a cada um dos meus amigos facebookianos ajuizar das razões que, falando eu de azenhas e de livros, me foquei no oleado e saboroso adágio, ligado à oliva. Vamos ao primeiro texto “ipsis verbis”, publicado em 2005. O PRIMEIRO desse LIVRO ABERTO E ILUSTRADO que alguns bem gostariam de ver FECHADO, LACRADO...sei lá...QUEIMADO.

«A VERDADE VEM SEMPRE AO DECIMA, COMO O AZEITE»

Por despeito, mediocridade ou incompetência, não falta por aí quem tente amesquinhar o meu trabalho de investigação, senão mesmo desacreditar-me enquanto HISTORIADOR. Houve até uma polémica pública que envolveu e envolve, coniventemente, os BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS e o EXECUTIVO MUNICIPAL., sobre um livro meu.

UMA PALHA E UMA AZEITONA

“Mas a juntar-se a tudo isto, eis a delicadeza de um “densímetro” artesanal feito com uma palha de 30 ou 40 centímetros de comprimento espetada numa azeitona. Peça singular, ei-la pronta a ser mergulhada na “tarefa” e informar o lagareiro da linha que separa a água do azeite. O azeite e o azinagre. Metida na vertical, vai abaixo, vem acima e, finalmente,  estabiliza a boiar por baixo do azeite e “em riba da áuga”. (CARVALHO, 1995, «Castro Daire, Indústria, Técnica e Cultura», pp. 214)

JÁ DITO

Desta vez, resolvi transladar para este espaço três “textos” que deixei no Facebook, em 2018. Lá colocados separadamente aqui os deixo sequenciados. Reli-os e continuo a rever-me neles.

SABER ESCREVER E CONTAR

27-05-2012 23:16:26

O meu colega, Dr. Arménio da Fonseca Sobral, teve a amabilidade de me oferecer, recentemente, o seu livro «Contos Simples»,apondo nele a gentil dedicatória «para o Abílio, meu colega de muitos anos, com estima e amizade»o que muito me sensibilizou.

EU FALO A SÉRIO

Recentemente, nos meus “TRILHOS SERRANOS”, a propósito da linguagem e atitudes das nossas gentes, quando tratei do trabalho do “CANTÉS”, esse profissional que, de aldeia em aldeia, cosia “louça, guarda-sois e penicos, zic-zac” escrevi o seguinte texto:

ANDANDO POR AÌ...

Quando em 1995, na sequência da minha licença sabática, publiquei o produto escrito dela, isto é, o resultado da “investigação aplicada” levada a efeito sobre a “arqueologia industrial” relativa a muitos moinhos e azenhas de azeite que laboraram no concelho, arrolei muitos desses equipamentos com o cubo na perpendicular e somente TRÊS com o cubo na vertical.

O MUNDO DE ONTEM

Lavrado numa pedra retangular, dois furos paralelos abertos interiormente na vertical, integrado num dos lados de uma poça, assente ao alto, vários nomes encontrei para designar a mesma coisa. E que coisa é essa? Nada menos do que uma peça utilizada no nosso sistema de rega tradicional, cuja cantaria incorpora, em si própria, muita imaginação, inteligência e arte humanas.

ARTES TRADICIONAIS

O fascínio da investigação feita fora da Torre do Tombo, das bibliotecas e espaços afins, chancelarias e cartórios notariais, longe dos manuscritos, escrituras e testamentos, peças recheados de mofo e ordens dadas pelo testador ao testamenteiro sobre a futura administração de heranças e legados pios, bens materiais terrenos testados em troca do bem-estar celeste, sobre muitos dos quais já queimei as pestanas em estudos anteriores. O fascínio desta investigação, dizia eu, está nas “estórias de vida” com hálito de gente viva, contadas pela boca das pessoas idosas, autênticas bibliotecas ambulantes abarrotadas de calor humano, formas de dizer, jeitos e trejeitos, recheadas de saberes, artes e técnicas com patine secular, transmitidas de geração em geração, por imperativo da polivalência laboral imposta pelas leis da sobrevivência e da governança.

UM FENÓMENO

Eis que eles, neste ano de 2019, eles, os nossos AUTARCAS, acordaram para o “25 DE ABRIL”. Acordaram tarde, muito tarde. E vou deixar aqui a prova pública disso. Desde que cheguei a CASTRO DAIRE (1983) sempre levantei essa bandeira, na ESCOLA, na imprensa e fora dela. Em meu redor, o SILÊNCIO TOTAL. Por isso desconfio da FESTA ANUNCIADA. Cheira-me mais a um EVENTO FOLCLÓRICO, do que à COMEMORAÇÃO FESTIVA de um EVENTO HISTÓRICO, tanto mais que conheço alguns dos intervenientes que sempre mostraram a sua ANIMOSIDADE à chegada da DEMOCRACIA e cantavam loas à DITADURA e ao Salazar.  Está-lhes no sangue. Não há rasto público de terem dado mostras do contrário. Eu me lembro. Ainda estou vivo. E ainda posso FALAR e ESCREVER, graças ao fim da CENSURA e ao privilégio do ao cidadão ser permitida a LIBERDADE DE OPINIÃO.

In “PICADAS DE TETE” em 13-04-2015

Que me lembre, todos os anos uma CANHONEIRA movida por uma máquina a vapor, força motriz transmitida à rodas munidas de palas a servir de hélices, metade dessas rodas mergulhada na água e outra metade fora dela (numas embarcações, colocadas lateralmente, noutras à ré) semelhantemente aquelas que se vêem nos filmes americanos a subir ou a descer o Mississipi, que me lembre, dizia eu, a cidade de TETE descia anualmente junto ao rio Zambeze a ver passar ou atracar a CANHONEIRA. 

PROFISSÕES E FERRAMENTAS

Neste meu afã de estudar o passado e trazer à luz dos tempos atuais algumas profissões antigas, certas delas já extintas, bem como as ferramentas usadas por esses mestres de ofício, sempre no sentido de enaltecer a imaginação e criatividade usadas pelo homem na luta pela sobrevivência, depois da crónica que deixei neste meu espaço sobre a profissão de AMOLADOR DE TESOURAS  e outras FERRAMENTAS DE CORTE e da ARTE da fazer uma SEBE de carro de vacas, com vimes entrançados, em Cotelo, chegou a vez de fazer um vídeo e, através do YOUTUBE mostrar ao mundo uma ferramenta, o “ZIC-ZAC”, cujo nome lhe advém da função exercida nas mãos daqueles profissionais que, de aldeia em aldeia, ofereciam os seus préstimos e saberes, no conserto de louça rachada ou partida - pratos, malgas e penicos - bem como “guarda-sóis” e outros utensílios domésticos.

O GOSTO DE COMUNICAR

 Este gosto de comunicar por escrito (ou oralmente)  sem ser jornalista encartado, nem ser usurpador de funções, nasce com a pessoa. Não é um simples documento passado pela mais prestigiada instituição que leva ao exercício da cidadania e nos empurra para a “notícia” ou para o evento digno dela. Algumas pessoas ligadas à imprensa conheço eu (coitados) que, à falta desse instinto natural, não veem, nem noticiam o que de importante ou insólito lhes passa à frente do nariz. Têm «carteira», mas não têm “faro”.

NARRATIVA VIVIDA

Hoje, num encontro inesperado, o meu amigo de liceu, em Lourenço Marques, Juiz Desembargador, Pedro dos Santos Gonçalves Antunes, natural de Figueiró dos Vinhos, fez questão de me apresentar pessoalmente um ancião com 91 anos de idade, de seu nome António Marques Boavida, mecânico de profissão, que passou a vida dentro de um fato macaco com as mãos pintalgadas de óleo e de ferrugem.

FUNERAL DE JOÃO DE VASCONCELHOS, NO GAFANHÃO

Foi esta expressão de Virgílio Ferreira, escrita no seu livro “APARIÇÃO”, que me ocorreu para título e começo deste registo escrito e audiovisual, alojado aqui, neste espaço e também  no Youtube.

BERETTA


De pé, na vertical ou deitada,

Inclinada,

Na horizontal que seja

ROUBO DESCARADO

Quando descobri (quase seis anos depois do alojamento original, em 2010) que o meu vídeo relativo à LENDA DA SENHORA DA LAPA (aquela do “salabardo” ter sido engasgado com os novelos de uma tecedeira), contada diretamente para a minha câmara de filmar, em Cujó, pelo meu cunhado João Duarte Bernardo, corria no Youtube sem a minha ficha técnica original, substituída que foi por outra, da autoria de tão criativo investigador, denunciei o caso à Equipa do Youtube e fiz eco disso  mesmo na página do Facebook «AMIGOS DE CUJÓ». O assunto deu polémica e ali aportaram atitudes proclamatórias muito virtuosas, a coberto dos senhores ZELADORES DO CULTO, apesar de se revelarem muito pouco  ZELADORES DA VERDADE.

CICLONE

VINTE DE MARÇO DE 2019. Os meios de comunicação social fazem eco da SOLIDARIEDADE MUNDIAL com MOÇAMBIQUE, devido à tragégia que vive em resultado do ciclone Idai. Ali, na costa oriental da África. Ali, o território que levou Pereirinha Balala, no Facebook (PICADAS DE TETE) a perguntar a João Pedro Garcia Moneiro  “como durou tantos anos a presença de Portugal (1505 a 1975) na Costa Oriental de África?”, pergunta que teria, seguramente, resposta diferente se fosse assim reformulada: “que povos viviam na costa oriental de África, quando os portugueses lá chegaram?”

TRÊS, A CONTA QUE DEUS FEZ”

Ouvi esta frase quando ainda era pequeno. E, fosse pela rima, fosse pelo significado oculto que continha (e contém) ficou-me na memória para sempre. Claro que para isso contribuíram todos os “apegos” que a comunidade onde cresci tinha pelo número “três” e seus múltiplos, o que me conduziu, quando pude e soube, ao estudo do valor simbólico que alguns números imprimem na mentalidade humana, ao ponto de orientarem e condicionarem os comportamentos individuais e sociais. 

MUNDO PORTUGUÊS

No último “post” que aqui deixei com o título em epígrafe, transferido do meu site “trilhos-serranos” pelo facilitismo que isso me dá de poder incorporar no texto algumas imagens mais, reportei-me a uma peça fundida em bronze ligada, seguramente, à “ ESPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS” que teve lugar em Lisboa, em 1940.

ESCULTURAS DE FUMO

Na sequência dos meus “posts” no Facebook, resultantes da queima de incenso no víveo com o título “NINFA DE SIÃO”, recebi, de um amigo espanhol,  o texto que se segue, com o respectivo intróito e conclusão:

O FACEBOOK É UMA LIÇÃO

Já perdi a conta aos textos que escrevi com o título em epígrafe, neste meu espaço web (pago por mim) ou no espaço (grátis) do Facebook, cantando loas ao seu papel democrático e justificando a minha opção naquilo que ali vou aprendendo sobre o ser humano, desde a mais simples futilidade, à mais sofisticada e elaborada congeminação intelectual e artística, senão mesmo montagem enganadora, levando a crer ser verdadeiro, o que é rotundamente falso. Mas nem por isso deixo de aproveitar este espaço para lançar aos meus amigos facebookianos alguns desafios, como, por exemplo o que se segue, em texto e imagem:

ELES ANDAM ATRASADOS

Acabei de ouvir, na Póvoa, agora mesmo, o Professor MARCELO, Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, nas “correntes d’ escritas”, dizer que é necessário um “combate pelos livros” e levá-los aos “territórios desiguais de que se fazem diversos portugais”.

RETALHOS DE VIDA

Em 19-03-2013 publiquei no meu velho site o texto que se segue. Por ser um espaço online que deixou de estar no ativo por razões a que sou alheio, ainda que se mantenha aberto como repositório do que lá escrevei, graças à gentileza do servidor, para facilitar a vida aos meus seguidores, aqueles que ainda tem alguma dificuldade em navegar neste espaço sideral, cheio de luz, mas também de buracos negros,  procedi, hoje mesmo, à sua migração para este meu novo espaço. Assim:

SOALHEIRO CITADINO

Em 23-03-2013 publiquei no meu velho site, hoje repositório histórico do muito que ali escrevi e se mantém online, o texto que se segue, hoje mesmo migrado para este meu novo e ativo espaço. Assim:

Em 03-03-2016, neste meu site, discorri sobre o OITAVO livro dado à estampa pelo Dr. Lima Bastos, relativo a Aquilino Ribeiro. E, a partir do seu confessado hábito bizarro (literário, claro está!) de dar «nove voltas em redor do lume, antes de adormecer»,  rebusquei algumas reflexões que eu já tinha feito no Facebook sobre o valor simbólico atribuído pelos sábios ao número NOVE, para terminar, dizendo: “venha lá o NONO, ó Dr. Lima Bastos”.

RITUAL DE VIDA E MORTE

Arrancado à loja, sita por debaixo do sobrado que sustenta as camas de dormir
ou as caixas de guardar milho ou centeio do proprietário, o cevado chega ao fim
da sua vida.

A GOVERNANÇA QUE TEMOS


Quem tem gastado as botas nos caminhos e aldeias da serra, quem, durante anos, no intervalo das caçadas, entrou, esporadicamente, nos cafés das aldeias e neles viu mesas rodeadas de idosos a jogarem as cartas, as damas e o dominó, apercebeu-se que aqueles espaços não eram apenas locais de comércio, mas também de convívio comunitário. Longe dos "Centros de Dia" mais próximos, estes nunca existentes, por regra, em pequenos lugarejos, eles desempenhavam, aos olhos do caçador atento e em trânsito, uma função social indiscutível e ajudavam os naturais da terra a gastarem ali os últimos cartuxos na sua vida. Eles, os proprietários e fregueses, que mantiveram as aldeias de pé e, desse modo, continuaram a fazer parte da Geografia Humana deste Portugal provinciano.

OUTEIRO DO VIEIRO

 Voltando aos Casais o Monte, terras de Moledo, lembrarei, agora, que, em 1758, o Abade desta freguesia não se referiu, apenas, às muralhas arruinadas do «castelo de S. Lourenço», lá no cimo do monte. Ele disse também o seguinte:

«CASTELO» DE SÃO LOURENÇO

Há dias estive no MONTE DE SÃO LOURENÇO, onde foi implantado um PARQUE EÓLICO. Fiz dois vídeos sobre esse equipamento produtor de energia limpa e aludi ao “reduto amuralhado” que ali existe, dizendo que já lá tinha estado em 2004 e 2008.

De 2004 é o texto que se segue, tal qual foi publicado no “Notícias de Castro Daire” e no meu velho site “trilhos serranos”, onde o fui buscar hoje mesmo, para este meu novo espaço online.

RETORNADOS (COM MUITA HONRA)

A revista “SÁBADO”, de 31 de janeiro de 2019, publicou uma crónica sobre os “RETORNADOS” com o título “A REVOLUÇÃO QUE VEIO DE ÁFRICA”.

Semelhantemente à extensa reportagem que, há anos, foi publicada em “O Jornal”, assinada por Fernando Dacosta, li, com agrado e avidamente o que, passados todos estes anos, esta “SÁBADO” escreveu.

CAMPAS ANTROPOFÓRFICAS E LAGARETAS

É assim que aparecem designadas em textos diversos assinados por académicos, estudiosos e/ou curiosos que opinam sobre essas aberturas escavadas em penedos de raiz, em rochas de afloramento natural, em grupo ou isoladas, algumas das quais, existentes no concelho de Castro Daire, que já fotografei e filmei.

O REINO DA ESTUPIDEZ (século XVIII)

Em 1986 encontrei na Biblioteca Municipal de Castro Daire um manuscrito que me prendeu a atenção e não descansei enquanto não soube se o mesmo já tinha sido estudado e publicado por algum erudito.
Tinha por título "O Reino da Estupidez". Apressei-me a tirar fotocópias dele e a remeter um exemplar para um SENHOR Professor da Universidade de Coimbra, a fim de ele me tirar as dúvidas.
Ele agradeceu-me o exemplar e disse-me que o manuscrito já tinha sido estudado e publicado pelo PROFESSOR LUIS ALBUQUERQUE.

OLHAR E VER

Na parte sul do concelho de Castro Daire levanta-se o monte de S. Lourenço. Na vertente sul/poente desse monte,  quase aconchegada ao topo, alapa-se, soalheira, a aldeia de Casais do Monte, topónimo que lhe adveio, seguramente, do sítio onde nasceu.

Em todo o cimo, o afloramento rochoso que da terra sai crispado, laminado, cortante, lembra as barbatanas dorsais de um monstro adormecido, há séculos, nas margens do rio Paiva. Em cima duma dessas barbatanas, a rematar a cota 929, um marco geodésico. Miradouro natural, olhando à distância e seguindo o movimento dos ponteiros de um relógio, desde o norte ao poente, temos a serra do Montemuro, a serra de  Santa Helena, da Nave, da Lapa, da Estrela, do Caramulo e da Gralheira.

RITUAIS E PRAXES
O FACEBOOK É UMA LIÇÃO

No dia 10 do corrente coloquei no meu site "trilhos-serranos.pt" algumas reflexões sobre o topónimo "Castro Daire" e ali refiro que, os Lusitanos, segundo Estrabão, comiam essencialmente «cabritos e sacrificam a ARES um bode" e bode ou porco parece ser o quadrúpede esculpido na ARA votiva encontrada na antiga ponte Pedrinha, quando, em1877/78, foi demolida para dar lugar à que actualmente existe.

HISTÓRIA EDIFICANTE

Feita em 1954, digamos que a um “ai” dos anos da “independência da freguesia” verificada em 1949/1951 (civil e religiosa), o tio Domingos Pereira Vaz caprichou na sua feitura. E ela aí está para honra sua e orgulho nosso. Desconheço a madeira utilizada, mas que as suas mãos, manejando as ferramentas de carpinteiro/marceneiro, serrotes, plainas, formões, goivas e martelos, compassos e esquadros, projetaram, em talha, as suas geniais ideias, crenças, pensamentos e afetos, é verdade.

EMIGREM

O meu mestre de Português e de Latim, Dr. Francisco Cristóvão Ricardo, a residir no Algarve, invernoso de anos, mas primaveril de raciocínio, continua a prendar-me com pérolas escritas,  “críticas” eivadas de cidadania atenta e humana, tal qual se segue. Texto a remeter para o tempo que o inspirou, eis uma verdade incontroversa, vivida em todo o tempo, por isso aqui a publico:

 VALOR E SIGNIFICADO DOS SÍMBOLOS

Todos aqueles que viram o meu vídeo feito recentemente sobre a IGREJA MATRIZ de Cujó, (DOCUMENTÁRIO HISTÓRICO alojado no Youtube) que mereceu os elogiosos comentários de António Martinho Santos Teixeira, natural da terra, a residir nos arredores de Viseu, Bártolo Ferreira, natural de Mões, a residir em Lisboa, e Nuro Carvalho, natural de Lourenco Marques, a residir nos arredores de Lisboa, todos se deram conta, certamente, de que referindo-me eu, pormenorizadamente, a quase todos os elementos presentes na narrativa, passei, como “gato por brasas”, sobre o arranjo vegetalista que ornamenta o frontispício da torre, não sem que o tivesse filmado devidamente e, assim, mostrado ao mundo. Nem podia deixar de ser.

CUJÓ - LASTIMÁVEL “RÉQUIEM” (10-05-2011)

Foi em1993 que a Junta de Freguesia de Cujó,  então presidida por Secundino de Carvalho, editou o feu livro “Cujó, Uma Terra de Riba-Paiva”.

O MAR E A SERRA

Não precisei de ler “O Malhadinhas” de Aquilino Ribeiro, para, menino ainda, associar as relações comerciais entre o mar e a serra. À aldeia de Cujó, concelho de Castro Daire, desde que tive olhos na cara e aprendi a olhar o mundo (nasci em 1939) vi chegar os burricos dos sardinheiros de cangalhas sobre as albardas, a trocarem sardinhas por ovos e outros produtos da terra v.g. milho, feijões e centeio. As malgas de louça grosseira serviam como medida e, combinada a troca, os géneros passavam dos sacos dos residentes para os sacos dos sardinheiros. À falta de dinheiro, desse “metal sonante” que eu, nas minhas investigações académicas posteriores, viria a ler nos manuscritos de aforamento e testamentos de fim de vida, a lei do comércio era a “troca directa” e eu sou do tempo, desse tempo, em que, na serra, uma sardinha era dividida por três bocas.

NATUREZAS MORTAS

Saídas da paleta e pincéis
De artistas de nomeada
Emolduradas 
Pintadas
Segundo os gostos seus
Enchem as galerias e museus
Do mundo.

FIAT LUX

Três dias depois do Natal, neste ano de 2018, acompanhado do meu filho Valter, da sua companheira Sandra e filhos, a minha neta Mafalda e o irmão Guilherme,  estive em Viseu. À noite.

IDA AO MUSEU

Passados oito anos após a crónica que deixei no meu velho site “trilhos-serranos.com”, relativa à inauguração do MUSEU DO CÔA, feita pela Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, em 2010, crónica escrita após quinze anos dobrados sobre a polémica que teve eco na imprensa, nos cafés, passeios e mais sítios onde toda a gente botava opinião, uns em defesa da BARRAGEM, desvalorizando o achado arqueológico, e outros em defesa das GRAVURAS, valorizando-as como património ímpar da arte humana sobre pedra.

CASTRO DAIRE - PONTOS DE VISTA: AS GRAVURAS DO CÔA

30-07-2010 12:55:35

Passados 15 anos depois de tanto alarido sobre as gravuras do Côa, aí temos prontinho, inaugurado, hoje, dia 30 de Julho de 2010, o «Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa».

CAÇA - O VALOR DA FISGA

Nos meus trilhos da investigação, mira posta nas fontes de conhecimento, manuscritas e impressas, quando lecionava na Escola Preparatória de Castro Verde, assestei pontaria num documento  existente no arquivos da Câmara Municipal (um livro de atas) relativo ao ano de 1680.

A folhas tantas surgiu-me o registo de uma Postura Municipal reportada ao “ROL DOS PARDAIS”. Claro que, ávido de conhecimento, tal como o caçador disposto a saborear a peça em que põe a mira, não larguei o gatilho até chegar ao fim da leitura.

LEBRE É SEMPRE LEBRE.

Um «par do reino» (leia-se do território deste Clube) onde me considero enfiteuta isento de foros, esse «par do reino», dizia, dedicado a estas coisas da caça (quer coleccionando bibliografia, apetrechos atinentes a este desporto e informações que enriqueçam o seu espólio, olhando aos meus cabelos brancos, tem a gentileza de me perguntar, de quando em vez, algo sobre a minha experiência nestas andanças de «corta léguas» através de montes, serras e vales, nomeadamente, naquelas que dão corpo orográfico, cor e forma, ao relevo que rodeia o Montemuro e a Nave (na Beira Alta), às quais se soma a peneplanície alentejana, na zona de Castro Verde e Mértola.

LEBRE É SEMPRE LEBRE (2)

Num apontamento anterior com o título em epígrafe referi o episódio que me sugeriu o encontro que, nos anos 90, tive com duas lebres, ali, na serra da Nave, arredores de Carapito, Moimenta da Beira, aquelas que se me furtaram à pontaria, decidindo que eu prosseguisse a caçada sem o trabalho de as carregar à cinta ou dobradas no alforje que o meu colete tinha a toda a largura no fundo das costas.