Trilhos Serranos

HISTÓRIA VIVA

PRIMEIRA PARTE

Fixar os olhos numa construção pública ou privada feita com material lítico (ponte, palacete, corrimão e balaustrada de varanda ou escadório de imponente solar vilão, de majestoso templo citadino, ou de simples escaleiras e varandas de modesta habitação rural campesina) não implica que o  observador   saiba o que é "partir pedra" durante a vida.

FOTÓGRAFO

Depois de ter feito o vídeo alojado no Toutube sobre um "tríptico" de fotografias, seguramente tiradas da torre da Igreja Matriz, dando uma panorâmica da vila de Castro Daire, nos anos 30 do século XX, ignorando o nome do FOTÓGRAFO, limitei-me a confessar essa ignorância, mas, apesar de tudo, ficar-lhe grato por tão precisoso e generoso documento. 

HISTÓRIA VIVA

Ontem recebi o "CAMPANIÇO", isto é, o BOLETIM MUNICIPAL da Câmara de Castro Verde, Alentejo.

Deixei aquele concelho no ano letivo de 1983/84, mas, por razões de estima e consideração, os funcionários daquele Município não viram na minha pessoa matéria descartável e (há quantos anos, senhores!) fazem-me chegar à caixa do correio, número após número, esta edição. Talvez porque, além de docente que fui na Escola Preparatória, António Francisco Colaço, tenha sido deputado da Assembleia Municipal, eleito nas listas do Partido Socialista, de cuja concelhia era Presidente.

BELA LENDA

Aquilino Ribeiro, sempre que se refere ao velho carro de vacas e outras ferramentas e apetrechos agrícolas, remete o seu uso, em Portugal, para os tempos lendários do rei «Vamba». Eu próprio, no recente vídeo que fiz sobre no Museu dos Coches, evoquei essa figura, a fim de dizer que, no mundo camponês, nomeadamente por estas bandas das serras da Nave e do Montemuro, os coches eram outros, ou seja, eram os «carros de vacas».

REI MORTO, REI POSTO

                                                                                                     I PARTE

                                                                                          SANSÃO E DALILA

Quem não conhece os nomes bíblicos de Sansão e Dalila? Ele nazareno, musculoso, cabeludo e não pequeno? Ela filisteia, arguta, nada feia e manhosa, seduziu Sansão par descobrir onde residia a sua força. E descobriu.  Estava nos seus longos cabelos. Havia que cortá-los, e nas larvas que vemos não estamos a vê-los... Mas a ver estamos o Sansão e a Dalila que associados estão ao derrube das colunas do templo de Salomão. Pois duas colunas eram palmeiras que, com cerca de 90 anos, foram sentinelas da Capela das Carrancas, em Castro Daire. Um templo do século XVIII, de planta e alçado octogonais, mandado erigir pelo Bispo D. Manuel Vasconcelos Pereira.

NATUREZA MORTA

Neste tempo de globalização, tempo em que, vindos dos confins do mundo, imigrantes, uns fugindo à guerra, outros lutando pela sobrevivência e bem estar, tempo de refugiados em busca de um lar e de paz, lá dos extremos do Oriente, da Ásia e da Oceânia, sonhando com o eldorado do Ocidente, puseram-se a caminho tentando a sua sorte.

GUICHÊ

Com o título em epígrafe, no longínquo ano de 1968, na não menos longínqua cidade de Lourenço Marques, irritado com o desempenho de algumas repartições públicas, escrevi um texto onde expus o que ouvia, via e sentia. Isso prova que a minha luta contra BUROCRACIA e BUROCRATAS tem barbas. Assim:

Padre arguido «estava sempre a pedir dinheiro».

AIVADOS - CASTRO VERDE (1562-1655)

Assisti, via TV, à cerimónia solene da "Abertura do Novo Ano Judicial".  Apreciei, sobremaneira, o introito que cada interveniente fez ao discurso que preparou antecipadamente,uma lista infindável de personalidades, todas muito dignas de referência e chamadas àquele ritual monocórdico que, só por si, é a prova provada de que a Justiça exige urgentemente uma reforma.

BENEMÉRITOS & BENEMÉRITOS

 É conhecida a polémica que, em 2005/2006,  envolveu a minha pessoa e o então Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, António da Conceição Pinto, por ele se ter recusado a receber o produto da venda do meu livro «Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música» (514 páginas de História) orçado em cerca de 8.000 contos (oito mil contos), feito pro bono em benefício dessa Associação . Relembrei isso recentemente em carta que dirigi à atual Direção, a qual não se dignou responder-me. Por via desse silêncio tornei a carta pública neste meu espaço e hoje cá estou de volta, feliz e contente, por constatar que um benemérito - o Padre António Fernando Feixeira - se deslocou aos Bombeiros de Castro Daire para entregar um cheque de 4.000€, donativo que foi imediatamente agradecido e divulgado no Facebook com fotografia e tudo, «em nome dos órgãos sociais e do Corpo de Bombeiros», com o clássico e hospitaleiro «Bem Haja».  Ora vejam:  

HISTÓRIA VIVA

Nuno Sebastião é um caçador. Nascido, ao que sei, lá para as faldas da SERRA DA NEVE (Montejunto), ligado desde menino à natureza, a bichos e à liberdade que se respira nos montes de Portugal, decidiu-se a subir à SERRA DA NAVE (também conhecida por Leomil) e, depois de anos a divagar por encostas e ravinas, resolveu prendar-nos com o produto da sua caçada: um cinto cheio.

HISTÓRIA VIVA

Folheio «O mundo de ontem» de Stefan Zweig e deparo imediatamente com uma dedicatória a exalar memórias, afetos,  sentimentos e lugares. Há quanto tempo! Uma centelha de história pessoal vivida na juventude, nunca dita nem publicada. Mas, nesta minha idade sénior, 78 anos de vida andados, a experiência consolidou em mim o ditado popular relativo ao relevo terrestre: «depois de uma montanha, outra logo vem», a dificultar ou a facilitar a jornada do caminhante que, por deveres de ofício, granjeio da vida, ou busca de conhecimento, forçado é a deslocar-se e a vencer distâncias entre sítios, gentes e culturas. O mesmo sucede no mundo íntimo das pessoas e no trajeto de sentimentos, de pensamentos, de amizades, de amores e afetos, quantas vezes rebeldes,  ondulados e desobedientes aos preceitos legais e morais estabelecidos. Não é preciso demonstração. Tudo o mundo sabe disso.

NATAL - 2017

Foi há dois mil anos (mais dezassete) com os históricos enganos de quem se mete a saber quando Jesus veio ao mundo para o mundo mudar, para no mundo fazer jus.

Nascido numa manjedoura envolvido em palhinhas (coitadinho!) aquecido com o bafo das vaquinhas e do burrinho (uns amores!), como se não houvesse pastorinhas nos arredores,  não viu Jesus uma só pastora no meio de tantos pastores.

Mal nasceu, no seu natal, logo vira um mundo desigual: reis agasalhados com mantos brocados, em seus camelos montados, carregados de ouro incenso e mirra: sinais de riqueza. E, ao lado, pastores de peles, lã e de linho vestidos, nas mãos os cajados, rotos esfarrapados: sinais de pobreza!

HISTÓRIA VIVA

Hoje, a SIC NOTÍCIAS, no seu programa "OPINIÃO PÚBLICA", debateu o caso "RARÍSSIMAS" e os apoios financeiros dados pelo Estado a outras "IPSS". Vieram à baila as MIsericórdias e as Mutualidades, cujos dirigentes, em algumas delas, são uma espécie de monarquias familiares e/ou políticas.

DA ENXURRADA AO PING...PING...PING...

Quando a chuva vem sem necessidade de preces, danças e rezas como se fazia antigamente

PRIMEIRA PARTE

1 - Abílio Pereira de Carvalho nasceu a 10 de Junho de 1939 na freguesia de S. Joaninho (povoação de Cujó que se tornou freguesia independente em 1949), concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Aos 20 anos de idade embarcou para Moçambique, donde regressou em 1976. Foi colocado na Escola Preparatória de Castro Verde (Alentejo), fez o estágio na Escola Preparatória Mário Beirão, em Beja, voltou depois à de Castro Verde e, em 1983 regressou ao seu concelho de origem, Castro Daire para lecionar na Escola Preparatória da vila. Conciliando o exercício docente com a investigação voltada para a História Local colaborou em diferentes órgãos da imprensa regional e publicou, em crónicas e em livros, os resultados da sua investigação.

SEGUNDA PARTE - O ACESSO

Havia, como disse, um único acesso à fonte. Era (e é) o estreito caminho que os poderes públicos licenciaram e reservaram ao lado dos prédios que se levantaram ao longo dele, caminho com um troço ladrilhado e ornamentado com vasos, como se particular fosse. (Ver fotos). Ali não se distingue um «caminho público» de um piso de «varandim privado» e isso só pode dever-se ao zelo, licença e visão da engenharia municipal e zeladores da «res publica». Ou, então, de obras feitas sem licenciamento. Adiante.

PRIMEIRA PARTE - A RECUPERAÇÃO

Agora que as obras de recuperação da FONTE DA LAVANDEIRA (fonte pública que permaneceu esquecida durante anos consecutivos, quase subterrada com silvedos e lixo de toda a ordem) parecem ter chegado ao fim, devidamente sinalizada e limpa, mostrada que foi ao mundo por vídeos e textos que sobre ela fiz, em defesa de um BEM PÚBLICO, convém voltar ao ano de 2010 e deixar em, letra redonda, a saga que empreendi nesse ano. Primeiro, os documentos e depois o Mestre Zé Ferreiro que a ela me conduziram, para vermos o estado de  abandono a que foi votada pelos poderes públicos. É só esmiuçar as fotos que publiquei no meu livro "Implantação da República em Castro Daire-I", editado em 2010, e os vídeos que comecei a alojar no Youtube a partir de 2012.

RESCALDO

Na carta que ontem tornei pública, aqui mesmo, dirigida que foi, em 2016, à Direção dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, carta essa que ficou sem resposta, relativa ao meu novo «cartão de sócio» e ao livro «Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música», referi-me a uma informação escrita em papel timbrado com o logotipo do Município,  dada pelo ex-Presidente da Câmara Fernando Carneiro, em que dizia a um munícipe, interessado na sua aquisição, que esse livro se encontrava à venda nas «livrarias/papelarias», e que só as mesmas «sabiam o preço» de venda ao público.

CARTA SEM RESPOSTA

 Agora que os Bombeiros Portugueses voltaram à ribalta, não por minha mão, mas pela mão da jornalista Sandra Felgueiras no programa «Sexta à 9», eu não podia deixar de trazer a público o conteúdo de uma carta que foi remetida ao Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros  de Castro Daire e respectivo Comandante, em 26-06-2016, a qual não obteve qualquer resposta até esta data.

Recentemente, sabedor de que o livro a que nessa aludo, não se encontrava à venda nas Papelarias/Livrarias  conforme acordo firmado com a Editora (a Câmara Municipal) solicitei ao Senhor presidente da Câmara e Senhor Vereador da Cultura, eleitos no dia 01-10-2017, informações que elucidassem as condições em que se encontrava o referido livro, dado o Senhor Presidente da Câmara cessante, FERNANDO CARNEIRO, ter informado um munícipe, por escrito em papel com o logotipo  do Município,  que era nesses espaços comerciais que o livro se encontrava disponível, ignorando ele, edil, o preco de venda ao público. «As livrarias/papelarias é que sabiam». Eis a carta:

HISTÓRIA VIVA

Nos meados do século XX toda a criança da serra alternava os seus trabalhos de escola com os trabalhos do campo. Cedo se tornava mão-de-obra produtiva, fosse a pastorear o gado - vacas, cabras e ovelhas - fosse a executar qualquer outra tarefa por incumbência dos pais.

HISTÓRIA VIVA

Cirandando pelos montes em redor de Cujó, montes que calcorreei "pedibus calcantitubus", desde menino de escola, até aos 18 anos, conhecendo-os, por isso mesmo, à cancha, cabe hoje falar do "PENEDO DO BURAQUINHO DA SENHORA DA LAPA".

HISTÓRIA VIVA

Há um bom par de anos dei por mim no topo da Serra do Montemuro, mesmo em cima das MURALHAS que restam do velho CASTRO que ali existiu. em tempos idos. E reparo nos rombos de que elas estão a ser vítimas, devido à fome que, nessa altura, os espanhóis mostraram sobre tudo o que era «pedra natural e velha» válida para construção de vivendas. Era na altura Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire, o senhor João Matias e Vice-Presidente a Engª Eulália Teixeira, atualmente, por virtude dos resultados das últimas eleições autárquicas, Presidente da Assembleia Municipal.

SINOS DE ROMA

Como disse quando filmei e fotografei o "PENEDO DA ESMOLA", não muito longe dele ficava o "PENEDO" no qual de ouviam os "SINOS DE ROMA". Bastava, para tanto, encostar bem o ouvido nele. E não havia pastorinho na serra que escapasse a essa "iniciação" na vida adulta. Só depois disso se tornava um verdadeiro pastor. Era uma espécie de "praxe" pastoril, já que, naqueles tempos, jamais os jovens de Cujó sonhavam com a Universidade e nenhum deles sabia dos vexames a que os estudantes universitários mais velhos submetiam os caloiros.

HISTÓRIA VIVA

Entre VILA POUCA, BALTAR e FAREJA , num espaço onde outrora cabia o "maninho" (um pedaço de terrenos assim chamado pelos moradores de Fareja) e também o penedo da "Vezeira", já desfeito em esteios, ao qual se ligava a lenda da Moura Encantada que escrevi e publiquei, ainda em vida de Joaquim Soares, mais conhecido por Joaquim Bolota (meu tio) que ma contou crente de ser uma narrativa autêntica, nesse espaço.

HISTÓRIA VIVA

Há dias o meu filho mais velho, engenheiro informático (programador), mas atreito à escrita, às leituras, às feiras de livros, às visitas de museus e outros espaços culturais, telefonou-me a perguntar se, cá em casa, o livro de Aquilino Ribeiro "Príncipes de Portugal, suas Grandezas e Misérias", da Bertrand, constava do acervo bibliográfico que nas estantes da minha biblioteca é destinado a esse escritor. Respondi-lhe que, de momento, não me lembrava, mas que o comprasse e o trouxesse. Respondeu que já o tinha comprado para leitura sua, mas quando viesse cá a casa, o traria. E trouxe. É o que tenho andado a ler, a par de "Origem" de Dan Brown.

HISTÓRIA VIVA

Em 1984 (MIL NOVECENTOS E OITENTA E QUATRO), aquando dos festejos do primeiro centenário dos BOMBEIROS DE CASTRO DAIRE, rematei o «OPÚSCULO» que então escrevi, a preceito, da seguinte forma:

WEB SUMMIT, LISBOA, 2017

Como os meus amigos já viram, por iniciativa do jovem promotor e apresentador da WEB SUMMIT, tudo começou com um apelo seu para, na plateia, as pessoas próximas de cumprimentarem, à laia do que se faz nas igrejas durante a missa. E, submissos, os "crentes" toca a apertar-se as mãos e darem abraços à direita e à esquerda. Fiz essa referência num "post" anterior, nesta minha página e noutra (que não quero aqui identificar) escrevi que "todas as igrejas têm o seu livro sagrado e as suas pagelas afins", referindo-me aos adereços (não baratos) de que se devia munir todo o participante.

VEM AÍ O DIABO

À semelhança do que se fazia em tempos de Monarquia, atribuindo "cognomes" aos reis, se eu pudesse atribuir um cognome ao atual Presidente da República seria o de "O POPULAR". Com efeito, deslocando-se assim de povoação em povoação, a abraçar e a beijar as pessoas, assim no meio do povo, só D. Pedro, "O JUSTICEIRO, também dito "O CRUEL", de quem reza a história que, mal ele cheirasse uma rusga popular a passar na rua perto dos aposentos reais, levantava-se da cama e corria a juntar-se a essa rusga e dançar e a participar na folia, mesmo em vestidos de dormir.

HISTÓRIA VIVA - PADRE ANTÓNIO SILVA

Nestes meus trilhos serranos, sempre na pista e perseguição de factos e protagonistas da HISTÓRIA LOCAL, tropecei cedo com o nome do Padre António Silva e seus quefazeres. Estávamos em tempo de Monarquia, mais propriamente em 1907, e debruçado sobre o jornal «A Voz do Paiva», fundado em 1899, por José Duarte de Almeida e Amadeu Rebelo de Oliveira Figueiredo, o primeiro na qualidade de «editor» e o segundo  de «administrador», vemos que, em 1907,  José Duarte de Almeida figura no cabeçalho domo «proprietário» e como «diretor» temos já o Padre António Silva. 

HISTÓRIA VIVA

Era o que faltava. Eu, que me prezo de escrever «história com gente dentro», que me prezo de ter escrito, em  2007, o «historial de Fareja» no meu site «trilhos-serranos.com» (texto que abaixo transcrevo), silenciar-me perante a vitória que, AUGUSTO MARCELINO, natural desta aldeia, obteve nas recentes eleições autárquicas para PRESIDENTE DA JUNDA DA FREGUESIA DE CASTRO DAIRE. Ora leiam:

FACEBOOK 7  (11-10-2013)

Eu pensava que ao SÉTIMO descansava. Enganei-me. Com  a ideia ferrada na cachimónia de que as pessoas no FACEBOOK não apenas se desnudam, mas se põem do AVESSO, entrei consultório dentro e perguntei: ó senhor dr. já viu uma pessoa do avesso? Eu não, tenho passado a vida profissional a tentar vê-las por dentro, mas do avesso, isso não. Já tenho visto ideias e pensamentos arrevesados, retorcidos, falsos, meadas difíceis de desenrolar, mas pessoas do avesso, isso não.

FACEBOOK 4 (O FACEBOOK É UMA LIÇÃO)

Ora façam o favor de ler o que eu escrevi, em setembro de 2011, sobre o FACEBOOK:

«Pegando nas palavras de Chico Buarque para quem a «solidão é quando nos perdemos nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma», nesta minha postura solitária, mas também solidária (ao contrário de outros que pediram para serem meus amigos, mas nunca mais apareceram, apesar de eu saber que, silenciosamente, me entram porta dentro e bisbilhotam todos os cantos da minha casa) continuo a navegar e a divagar no Facebook, onde todos os dias aprendo algo de novo sobre o ser humano, desde o que ele tem de mais sublime ao mais sórdido, da mais apreciada sabedoria e bom senso, à mais rasa e rasca banalidade.

HISTÓRIA VIVIA

NOMES, ROSTOS, PROMESSAS E ACÇÕES

1 - Só pessoas muito descuidadas, desatentas ou desinteressadas pela COISA PÚBLICA podem ignorar o meu ideário político e a minha participação na COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DO PARTIDO SOCIALISTA, (em tempos idos), partido de cujo APARELHO me desvinculei por vontade própria, no momento em que descobri, como fiz eco na imprensa local na altura, que alguns elementos dessa COMISSÃO estavam nela para defender os seus próprios interesses e não os interesses concelhios. É só ir ler o que então escrevi sobre isso.

HISTÓRIA VIVA

 Com a presente crónica se põe fim à saga do desaparecido PELOURINHO DE ALVA. Ele voltou ao espaço público no dia 11 de Julho de 2017. Mas veja-se a sua longa caminhada.

HISTÓRIA VIVA

GRANDEZA E DECADÊNCIA DE ROMA» mutatis mutandis «GRANDEZA E DECADÊNCIA DO IMPÉRIO PORTUGUÊS».  Foi o perder de teres e haveres, foi o desfazer de lares e a dispersão de familiares e amigos, companheiros de profissão ou de estudo, alguns dos quais nunca mais se viram, nem souberam do paradeiro uns dos outros. De um dia para o outro, campos abandonados, cidades e habitações desertas, medo, fuga, mobílias metidas em contentores, «Cais Gorjão» abarrotado de vidas desfeitas, à espera de embarque. E muitas dessas vidas crentes na propaganda política e na operação «NÓ GÓRDIO»,  elas que ignoravam, em absoluto, o que isso era e desconheciam a existência de ALEXANDRE MAGNO. Ali, em Moçambique,  não lutavam GREGOS e PERSAS, ali lutavam PORTUGUESES e MOÇAMBICANOS.

HISTÓRIA VIVA

 Já lá vão muitos anos. Mas, este meu apontamento, passado que foi tanto tempo, o tempo terapêutico do esquecimento  necessário a uma mente sã,  o tempo que esvaneceu o sofrimento de recomeçar do nada a vida no meio da vida, agora que esse tempo passou (o tempo tudo cura!) tinha de ser escrito, agora, que as «amizades interesseiras e descartáveis» proliferam por aí  como cogumelos, quer vividas e sentidas, quer vistas e presumidas no Facebook, tu cá, tu lá! 

É um «apontamento-testemunho» que se reporta a outros tempos, preservado não só na minha MEMÓRIA encarquilhada, mas também registado no texto de um «cartão de visita», sem rugasmanuscrito por um amigo e colega na Faculdade, em Lourenço Marques, hoje Maputo, guardado no lado interior da capa de um livro de História.

DINHEIRO VIVO

No meu livro «Castro Daire, Indústria, Técnica e Cultura», editado pela Câmara Municipal, em 1995, abordei a questão das «cédulas» que, em todo o país, foram usadas como moeda corrente, com acentuado vigor após a PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL. Na página 14 e 15 desse livro deixei o seguinte texto ilustrado com as respetivas «cédulas».. Assim:

HISTÓRIA VIVA

Como sabem, não fui ouvido nem achado (nem tinha que ser) acerca do projeto de requalificação executado na EIRA DA FRAGA, levado a cabo, em parceria, pela Junta de Freguesia e Câmara Municipal. Mas dado que foi requalificada assim, fazendo dela um espaço multiusos com bancada e tudo, por forma a ser palco de eventos culturais, como foi a recente representação do «JULGAMENTO DA ENTRADA AOS SERÕES», entendo que esse espaço poderá ser melhorado e enriquecido, tornando-o, semanticamente, representativo das mais EIRAS que, certamente, não serão requalificadas.

HISTÓRIA VIVA

Póvoa do Montemuro é uma aldeia aninhada na encosta sul da serra de que tomou o nome, lá quase no topo, não longe das Portas.

ENSINO À DISTÂNCIA

Passou-se algum tempo sem eu ter "novas" do meu ex-professor e saudoso MESTRE DR. Francisco Cristóvão Ricardo. Foi, portanto, com grande alegria e proveito que recebi na minha caixa do correio, um "Olá, Abílio, há muito que não nos "vemos", para me penitenciar deste silêncio, envio-lhe o meu último "passatempo", em anexo, um abraço". 

E sabem qual era o anexo? Qual era o passatempo a que ele alude? Tirando as figuras que o ilustram (que fui buscar ao GOOGE) e os sublinhados a negrito que são da minha lavra, para melhor destaque, era a lição que vos deixo, aqui, tal qual, para cada um de vós ajuizar por si, se é exagero meu, tratá-lo por MESTRE. É-o e, seguramente, assim será até ao fim dos meus dias. Já tenho 78 anos de idade. Olhem só para isto!

HISTÓRIA VIVA

Eis o último lanço da jornada. O sétimo, simbólico e sacramental número este. Nele cabe dizer que do matrimónio de António Pereira Amador com Líbia Cândida de Jesus (no casamento:, dita Silva) realizado em 1879, 4 anos depois do nascimento de  Florinda Correia, filha de Felismina de Jesus, nasceu a seguinte prole:

HISTÓRIA VIVA

Sabido isto, cientes de que António Pereira Amador era uma pessoa estimada na vila de Castro Daire ao ponto de, em 1908, ser acompanhado à sepultura pela gente grada do burgo e a sua urna ser acompanhada e coberta com as mais diversas coroas de flores (nativas e exóticas) e, bem assim, digno de tão laudatório elogio fúnebre publicado no jornal local «A Voz do Paiva"» difícil é compreender que ele não tenha perfilhado a filha Florinda, concebida com Felismina de Jesus antes do seu casamento com Líbia Cândida de Jesus, já que, a fazer fé na  narrativa oral e nas relações amistosas entre todos os membros da família Amador, nomeadamente as filhas legítimas, Ema e Dulce que sempre consideraram Florinda sua irmã e, ainda, dois filhos da Ema, como já referi antes, seus netos,  terem aceitado ser padrinhos de batismo de dois bisnetos de Cujó, assumidamente primos, sabido tudo isto, dizia,  não era de esperar que, nesta narrativa oral autêntica, eu não visse em António Pereira Amador,  o  «cavaleiro de bela figura"»  o meu bisavô paterno, omisso, como tal, e pelas razões que apontei no princípio deste retorno ao passado, nos cartórios tabeliónicos da época.

HISTORIA VIVA

Neste meu incansável calcorrear os trilhos serranos investigando a História Local (factos políticos, cultura, usos, costumes e gentes) tropecei numa notícia publicada no jornal «A Voz do Paiva» nº de 22 de novembro de 1908, anunciando o falecimento de ANTÓNIO PEREIRA AMADOR, seguida de um extenso elogio fúnebre assinado por Camilo José de Carvalho. Reproduzi-lo-ei mais adiante, mas, antes disso, direi que, sabendo-me eu ligado à FAMÍLIA AMADOR por parte da minha avó paterna, cujo nascimento e infância não estavam muitos bem esclarecidos na história familiar, li a notícia com avidez, sem contudo dela extrair algo que preenchesse os hiatos existentes. Retive a informação e, quando anos mais tarde, vim a saber que o meu primo Amadeu Duarte  Pereira  andava a tentar fazer a ÁRVORE GENEALÓGICA DA FAMÍLIA,  sugeri-lhe que investigasse as origens e vida desse cidadão por me parecer que ele teria algo a ver connosco, pois tratando-se de um marceneiro com excecionais «aptidões artísticas», o associei imediatamente ao nosso tio José Tereso, nascido no Brasil, que revelava iguais «aptidões» e bem podia transportar consigo os genes do falecido. Eu explico melhor.

HISTÓRIA VIVA

 Foi, pois,  lá no outro lado do Atlântico, em terras brasileiras, que, séculos depois de Pedro Álvares Cabral as ter «descoberto»,  desembarcou, um casal de castrenses acompanhado de uma menina que rondava os dez anos de idade.  E ali, no Rio de Janeiro, como tantos outros castrenses, fizeram pela vida. Mas nada se sabe desse casal, da vida que levaram, dos trabalhos que tiveram, dificuldades que venceram. Sabe-se é que a menina cresceu, arranjou namorado e, com a idade de 18 anos, ela, e ele de 31, puseram no mundo a filha Júlia e, dois anos depois,  o irmão José.

HISTÓRIA VIVA

Bem. Com o registo de batismo lavrado nos livros da Catedral de Viseu, chegada à comunidade cristã pela porta grande,  graças às mãos do padrinho e da madrinha indicados no bilhete anónimo que integrava o enxoval de criança exposta,  Florinda Correia estava pronta a fazer a trouxa e ir aconchegar-se no colo da «ama» que fosse encontrada pela «rodeira», ambas cientes, convém repeti-lo, que receberiam «boas alvíssaras» pelo indispensável zelo cristão.

HISTÓRIA VIVA

Prosseguindo a nossa viagem, neste baloiçar próprio das carruagens da vida e da história, seja por terra ou seja por mar (ao tempo desta «estória» ainda não se viajava por ar)  registemos, em primeiro lugar, que o BILHETE, deixado dentro dos pertences encontrados junto da menina exposta (não confundir com «enjeitada») foi escrito por uma pessoa de letras grossas, pois nele deixou erros ortográficos de palmatória, a saber: escreveu duas vezes «pedeçe» em vez de «pede-se» e «alviças» em vez de "alvíssaras". Registemos também os nomes indicados para padrinho e para madrinha, pois eles nos ajudarão, mais tarde, a buscar entendimento no uso, alternado, dos apelidos escritos nos documentos de identificação da menina Florinda:  ora Correia, ora Amélia de Carvalho.

HISTÓRIA VIVA

Como deixei escrito há anos, no meu site «trilhos serranos»  e no «Notícias de Castro Daire» a primeira «caixa do correio» chegou a Cujó, no ano de 1911. O depositário dela foi João Duarte Pereira, um cujoense cujo nome e exercício de cidadania, em toda cabeça esclarecida e conhecedora da HISTÓRIA LOCAL, em todo o tempo e lugar, dignificam o nome da terra onde foi nado e criado. Eu colhi essa a notícia no jornal «O Castrense», nº 16 (I Série), de 28 de Maio de 1911, aquele que levou a novidade até todos os seus leitores.

HISTÓRIA VIVA

No último parágrafo da minha crónica anterior, relativa ao medalhão com a efígie do Padre Jesuíta Sebastião Vieira, da autoria do professor José Luís Fernandes Loureiro, de Castro Daire, informei que a ave a esvoaçar sobre a figura era um grou, «ave que, nos países orientais,  carrega em si algo de mágico e místico, de esperança e de fidelidade, de especial beleza a inundar todo o meio envolvente. Andou bem, pois, o artista na escolha que fez, materializando em bronze, o voo de todos estes conceitos».

HISTÓRIA VIVA

Em 1986 dei à estampa o meu primeiro livro, em Castro Daire, envolvendo a biografia do Padre  Jesuíta Sebastião  Vieira, natural desta terra. Morreu no Japão ao serviço da fé, como bem podia ter sucedido ao serviço da política ou da cultura. Título: «O Vinculo de Sebastião Vieira», tal qual se vê na foto mais abaixo.

Abílio Pereira de Carvalho 4 de Agosto de 2015 


O "SIM,SIM,SIM" DO SANTO HILÁRIO

Posso dizer que fui amigo do senhor Manuel Araújo e Gama (falecido há poucos anos) que se aposentou como Chefe da Repartição de Finanças de Castro Daire, depois de ter feito um longo tirocínio pelo país, incluindo a vila se Serpa, no Alentejo. E do Alentejo falámos ambos muitas e muitas vezes. Os dois tínhamos gostado daquelas terras e das suas gentes.
Aquando do 25 de Abril, magoado por ver o seu nome numa lista que o MFA afixou em lugar público, identificando os funcionários que deviam ser SANEADOS, resolveu enfrentar o Capitão Fernandes, o oficial mais graduado que comandava o destacamento militar, mandado para Castro Daire, destinado a POLITIZAR as gentes do concelho.

HISTÓRIA VIVA

Em 2011, com o título em epígrafe, referindo-me ao sítio da Sobreira, arredores de Castro daire, escrevi no meu velho site «.com» um texto que transpus para o novo site «.pt» em 2013, melhorado e ampliado. Hoje repesco parte dele para inserir a foto  de um cruzeiro que, nas minhas pesquisas pelos montes, surpreendentemente, encontrei, neste ano de 2017, perdido e solitário na serra do Montemuro, mesmo ao lado do caminho rural que antigamente ligava Mós a Faifa. Um «cruzeiro» simbolicamente «judaico-cristão», como bem demonstra a «estrela de cinco pontas» ali colocada e invertida.  E sabido é que o pentegrama era um símbolo cristão antes da Inquisição o associar à bruxaria e, por isso, o expurgar da simbólica cristã. Ora façam o favor de ler o que então escrevi. Já lá vão uns anitos:

HISTÓRIA VIVA

 PRIMEIRA PARTE

Quando, no dia 11-07-2017, fiz a entrevista à Senhora Dona Maria da Cruz, do Souto de Alva, sobre o "desaparecido" e ressuscitado PELOURINHO, disse-lhe, olhos nos olhos, que, «não sendo ela professora, acabava de me dar a mim, professor, uma lição» de história. E se alguém pensou que essas minhas palavras eram de circunstâncias ou de pura gentileza, enganou-se.

HISTÓRIA VIVA

Com a presente crónica se põe fim à saga do desaparecido PELOURINHO DE ALVA. Ele voltou ao espaço público no dia 11 de Julho de 2017. Mas veja-se a sua longa caminhada.

HISTÓRIA VIVA

INTRODUÇÃO

Numa atitude clara de divulgar e dar a conhecer (a quem ignora) a vida rural de outros tempos (por oposição à vida urbana dos tempos de agora) neste meu andarilhar, de podão em punho, pelo CAMPO DAS LETRAS por forma a nele abrir clareiras onde confluam conhecimentos, ideias, emoções e memórias humanas de quem tal viveu ou estudou,  no dia 07-07-2016 coloquei no meu mural do Facebook o seguinte desafio:

HISTÓRIA VIVA

É o quarto texto que escrevo sob o título em epígrafe para falar dos painéis de azulejos que, neste ano de 2017, foram descobertos atrás do CADEIRAL existente na Capela-mor da Igreja Matriz de Castro Daire.

OS MEUS VOOS SEM DRONES

As casas dos meus pais, em Cujó, hoje a caminho de ruínas, eram constituídas por um conglomerado de pequenos espaços contíguos, de paredes meeiras, sem comunicação entre si.

QUARTA PARTE

Profissionais da educação, obrigados a cumprir horários, a prepararmos as aulas, darmos as aulas, a  fazermos pontos e corrigir pontos, assistir às reuniões e tudo o mais que se exige dos docentes, logo pela manhã, antes de ir ter com os alunos, ali estava eu a acompanhar os trabalhos e a dar sugestões ao empreiteiro que comigo ajustou, de seu nome João Lopes Vicente, de Vila Cova-a-Coelheira, que, em verdade se diga pela vez primeira, agora, e para a posteridade, que levou a cabo o trabalho ajustado com prontidão e seriedade. Obra ajustada, obra acabada, obra paga. 

TERCEIRA PARTE

Estávamos no ano de 1986 e, ao tempo, se não sabeis, digo-vos agora mesmo, não havia ainda saneamento básico na aldeia, nem abastecimento de água ao domicílio. Não fazia mal, cá o Abílio viu o fontanário público por perto, pelo que com água próxima e uma fossa séptica resolvia a situação até que essas marcas da civilização chegassem à povoação sita a dois quilómetros da sede do concelho. Ela que, por sinal, sofria de igual carência.

SEGUNDA PARTE

Casa com telhado de duas águas, ditas de risco ao meio, tão características da nossa arquitetura rural, uma trave-mestra assente em tesouras de madeira, nos extremos, tipo Cruz de Santo André,  fruto da ciência e da técnica da carpintaria empírica,  coberta de telha vã, telha mourisca de meia cana acasalada, ora virada ao céu ora ao contrário acamada,  assente na armação de caibros e ripas de madeira,  levantada em pedras de porpianho e pedras que não viram régua nem esquadro de pedreiro, tão somente ferroada grossa de pico e de ponteiro.

PRIMEIRA PARTE

É instintivo. É natural. Tal como a carriça, ave pequenina, a mais pequenina que conheço de carne e pena (ao vivo), ela, que o ninho faz na mina, lá bem no fundo, no escuro, ou logo no começo dela, ninho revestido com musgo para proteger os ovos e criar a ninhada, todo o ser humano normal que, na natural caminhada da vida, se vê rodeado da prole que pôs no mundo, tem como preocupação principal arranjar um lar, uma casa, onde se possam todos abrigar e sentirem algo de seu, ter nela raízes como as árvores têm na terra. E, para não falar nas perdizes, que vestem penas de gala, mas esgravatam somente uma cova no chão e dizem ala à criação, mal ela sai da casca, olhem que nenhum de nós faz mais do que qualquer animal, manso ou feroz, grande ou pequeno, de pena ou de pelo, pois ter ninho ou abrigo permanente, proteger e criar os filhos, na cidade ou campo, com amor e carinho, é mesmo de gente, inda que não é exclusivo do ser humano.

MEMÓRIAS VIVAS

No meu trabalho sobre os painéis de azulejos recentemente descobertos atrás do cadeiral do coro da Igreja Matriz de Castro Daire (até prova em contrário creio ter sido o primeiro historiador a escrever sobre eles e a colocá-los em fotografia e vídeo no mundo estelar da Internet) lembrei o nome do meu ex-Professor da HISTÓRIA DA ARTE,  Mendes  Atanásio,  formado pela Universidade Católica de Lovaina.

SOBRE AQUILINO RIBEIRO

No dia 13 do corrente mês,  mal abri a tradicional caixa de correio, aquela que obriga o gentil e apressado carteiro a levantar a tampinha metálica para se desfazer do peso que carrega, seja a correspondência por nós desejada, seja aquela que abominamos, v.g. a publicidade aos montes e montes de faturas a pagar,  logo me dei conta que havia ali algo que me ia agradar. Retirei o embrulho e, num envelope almofadado, li o endereço do destinatário e do remetente. Era mesmo para mim, o que nem sempre acontece.

CUJÓ, RETALHOS DE HISTÓRIA - VII

Eis como o livro «Nova Floresta ou Silva de vários apotegmas» (I Tomo), do Padre Manuel Bernardes, se torna um filão perseguido por mim em busca de enriquecimento cultural, à semelhança do filão de volfrâmio perseguido, durante e o pós guerra, por mulheres e homens da minha terra natal, em busca de melhor vida material.

 

HISTÓRIA VIVA

TERCEIRA PARTE

PAINEL DA DIREITA

Já vimos de que alegoria se trata, nada mais do que o salvamento de Pedro por Jesus de afogamento. Já vimos o enquadramento do painel e os elementos constitutivos.

HISTÓRIA VIVA

SEGUNDA PARTE

PAINEL DA ESQUERDA

Na I PARTE deste trabalho vimos o painel esquerdo no seu todo, bem como  o enquadramento e distribuição dos elementos nele inclusos. Façamos agora um pequeno esforço no sentido de percebermos essa distribuição e a postura de cada uma das figuras em relação ao motivo principal e central que ali os reuniu: «a entrega das chaves do reino dos céus" a Pedro(Mateus, 16:15-20).

HISTÓRIA VIVA

 PRIMEIRA PARTE

 Na capela-mor da Igreja Matriz de Castro Daire foram postos a descoberto (temporariamente e por razões de obras de restauro e conservação do cadeiral do coro baixo) dois painéis de azulejo pombalino, escondidos que estavam atrás daquela obra de talha barroca,  que integra, ao todo, trinta cadeiras distribuídas, simetricamente, por duas fileiras de assentos, nove na fila de trás e seis na fila da frente, bem como as respetivas misericórdias. 

HISTÓRIA VIVA

Só mesmo de artista. Só mesmo de mestre ou de ambos num só. Suspendem-se umas latas num fio ou colam-se numa superfície plana, junta-se um monte de areia e pranta-se no meio dele uma telefonia, expõem-se num museu de renome e temos ali as obras de escultores de arte moderna. Temos um cesto de cenouras, batatas e outros produtos agrícolas numa despensa, temos um Chefe de culinária a conceber um prato «grumet»  e a receber uma estrela Michelin. Temos alicates, turqueses, tenazes, martelos, tornos,  malhos, bigornas dispersas num espaço designado antigamente entre nós por «tenda», nuns sítios e por «forja» noutros e com isso tudo, cada peça no seu sítio, na oficina L'Armessin moldaram-se figuras humanas, retratando profissões e os produtos artísticos, utilitários e funcionais que resultavam delas. Eis uma dessas gravuras pendurada na Oficina do Mestre Zé Ferreiro, de Castro Daire, devidamente legendada:  «HABIT DE SERRURIER».

HISTÓRIA VIVA

Em 26 de Março de 2012 publiquei na minha página do Facebook a foto eo texto que aqui se repõem hoje, tal como fiz em março de 2016. Ficam aqui também os «gostos» e os «comentários» que das duas vezes recebeu, para melhor se entender como me CONGRATULO com as palavras de todos os amigos e também as palavras extraídas da «entrevista» feita a JOSÉ SARMENTO DE MATOS, pelos jornalistas Ana Soromenho (texto) e António Pedro Ferreira (fotos) publicada na Revista «+E» de 06 de maio de 2017, isto é, cinco anos a separar a minha postura face à HISTÓRIA e seus monumentos, tal como a deste entrevistado. Ele um cidadão alfacinha, rodeado de gente "culta" e eu um rústico camponês que por estas serras ainda se dá ao cuidado de ler e escrever o que vai investigando, lendo e ouvindo. Ora vejam:

DO CÉU...
P'PA TERRA

Fujam do CLERICALISMO, diz o Papa do Céu p'ra Terra. O CLERICALISMO é uma peste na Igreja. Palavras ditas nas alturas, dentro de um avião, elas são como relâmpago luminoso a rasgar a noite escura dirigido ao chão. Um imperativo categórico. Cuidem-se, ó sacerdotes de sotaina e de cabeção, ó sacristas, beatos e beatas mais papistas que os Papas.

CARTA ABERTA AO DR. LUÍS BOTELHO, DIRETOR EXECUTIVO DA ARS DO CENTRO, I.P., DÃO LAFÕES, VISEU

1 - Na semana em que, diariamente, me entrou pela casa dentro a santidade e a humanidade do Papa Francisco, entrou-me também, caixa de correio dentro (hoje mesmo,  dia 12) uma carta timbrada da ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO, I.P. DÃO LAFÕES, Av. António José de Almeida, 3514-511 VISEU, a esvaziar de SENTIDO HUMANO tudo quanto relaciona o binómio médico/doente, esse ato  tão apregoado aos quatro ventos por todos os profissionais ligados ao ramo da saúde. Explico melhor:


HISTÓRIA VIVA

Na última semana do mês de abril vivi um acontecimento digno de registo ligado à EDUCAÇÃO revelada por um jovem que eu desconhecia pessoalmente. 

Deu-se o caso de, involuntariamente, ele ser o responsável pelo choque dos nossos automóveis, no qual se  revelou de uma EDUCAÇÃO tal que, trocadas as primeiras palavras e dada a minha irritação momentânea,  eu me senti na obrigação de pedir desculpa ao jovem culpado. 

HISTÓRIA VIVA

Há dias telefonou-me uma colega no ativo, pertencente ao «AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CASTRO DAIRE» a convidar-me para participar numa tertúlia, subordinada ao tema, segundo percebi, «CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DE FÁTIMA» a ter lugar no salão nobre dos Paços do Concelho, no dia 5 de maio do corrente ano. Nessa tertúlia tomariam parte alguns educadores, clérigos e peregrinos convidados, bem como um historiador de Coimbra que, na oportunidade, apresentaria um livro da sua autoria, editado recentemente sobre tão momentoso evento.

AQUILINO - O HOMEM DA NAVE

Ano 2007. Abriu mais uma época de caça. E, nós, sócios da «Associação Nossa Senhora dos Aflitos», aí vamos palmilhar a serra da Nave, desde Carapito ao planalto Orcas, a descambar para os lados de Alvite.

 

HISTÓRIA VIVA

1 - A base é uma manilha de cimento colocada na vertical, igual a tantas outras que substituíram a velha cale granítica inclinada dos moinhos hidráulicos, aqueles que (e eram tantos!) laboraram ao longo dos nossos rios principais e secundários. Moinhos de maquia ou de herdeiros, em tempos que lá vão. Mais rigorosamente, no meu tempo de infância e juventude.

HISTÓRIA VIVA

Uma das minhas preocupações pedagógicas, enquanto professor que fui, era espevitar nos meus alunos a imaginação e a criatividade, levando-os a aplicar os conhecimentos adquiridos a situações novas com que tivessem de enfrentar-se no decurso da vida.

 

 28 de Abril de 2015 às 18:44 · 

O FACEBOOK  É  UMA  LIÇÃO

No dia 17 de ABRIL (2015) postei nesta página (Facebook)  um texto sobre o «25 DE ABRIL», cantando loas à DEMOCRACIA e criticando o CLIENTELISMO, o AMIGUISMO e o  NEPOTISMO. Esse TEXTO mereceu 8 likes e 3 comentários. No dia «25 DE ABRIL» postei o poema «25 DE ABRIL» que mereceu 21 likes e UMA PARTILHA. No mesmo dia postei a capa do livro com o rótulo «VISADO PELA COMISSÃO DE CENSURA», aludindo ao antes do «25 de ABRIL». mereceu 9 likes. Ainda no dia «25 DE ABRIL» postei novo poema, alusivo ao dia, mereceu 15 likes e um COMENTÁRIO. No dia «27 DE ABRIL» partilhei o vídeo que alojei no Youtube (UM PROTESTO DAS ÁGUAS DO PAIVA) e mereceu, até agora, 13 likes e CINCO PARTILHAS.

REGRESSÃO

Depois de abrir o link que me chegou à caixa do correio eletrónico enviado por um amigo da minha geração, o Dr. Manuel Lima Bastos, que, depois de queimar os neurónios na Universidade de Coimbra, passou a vida nas barras dos tribunais e a ler, tresler e a escrever sobre Aquilino Ribeiro, com o introito interrogativo «JULGAVAM QUE JÁ TINHAM VISTO TUDO?», reenviei-o para uma sobrinha minha, médica de profissão, que, me respondeu com a seguinte apreciação:

TAMANCOS

Sentado

Na escada 

Da minha casa

Montado na asa

Do tempo 

O pensamento

Leva-me ao passado

Distante

Da minha mocidade.

PROLONGAMENTO DO DIA DE TRABALHO

 1 – OS SERÕES

 No meu tempo de juventude e puberdade, na minha aldeia e suas circunvizinhas, em toda a serra onde a agricultura e a pastorícia eram as principais fontes de rendimento, o dia de trabalho prolongava-se noite afora. Eram os serões. E havia serões ao ar livre, geralmente feitos nas noites de verão ou tempo quente, destinados às desfolhadas do milho e maçadas do linho. E os serões em espaços cobertos e acolhedores, destinados às escarpiadas da lã e à fiação do linho, que tinham lugar nas noites frias e prolongadas do Inverno.

HISTÓRIA VIVA

É o mês de Maio, é o tempo da vessada. A charrua, relha afiada, aiveca oleada, vai ao fim da leira e retorna, virando leiva sobre leiva. Aquele pedaço de terra negra é a folha onde os camponeses, séculos, anos e meses, sem escolha, escrevem, mil vezes, a sua história em escrita bustrofedon. Ele é o lavrar, ele o cavar, ele é o gradear a terra chã de regadio. Saco de serapilheira ao tiracolo, o lavrador mete a mão dentro e, com gesto solto e longo, espalha pelo terreno lavrado o milho ensacado. Grade passada e repassada, está feita a vessada. Um espicho, em forma de bengala aguçada, acaba a missão e não há grão que se mostre à superfície da terra negra que não seja afundado, antes de ser levado no papo do melro, do gaio e outra passarada que, por sua vez, está tão treinada nestas tarefas como o camponês.


1 - A FONTE

Difícil  missão é explicar o ÓBVIO, seja quem for e a quem for. Perguntar a qualquer pessoa adulta para que serve uma FONTE é, naturalmente, um ATENTADO à sua inteligência, ao seu conhecimento e à sua experiência de vida. A não ser que essa pessoa adulta tenha passado a vida a beber água engarrafada, sem se interrogar sobre o valor de tão precioso líquido, do lugar donde vem e trabalhos e despesas que dá a sua descoberta e exploração.

HISTÓRIA COM GENTE DENTRO

Delfim era o seu nome. Em Castro Daire e arredores, gente de pé descalço ou de sapato, senhoras e senhores, todos o conheciam assim. Fotógrafo de profissão, morava no Largo do Espírito Santo, sítio também designado "Feira das Galinhas", por ser ali que, em dias de feira, eram vendidos esses animais de pena.

HISTÓRIA VIVA

O senhor ORLANDO MORAIS, cidadão castrense que teve loja de ferramentas e utensílios domésticos aberta defronte dos PAÇOS DO CONCELHO,  em Castro Daire, ofereceu-me, há anos, um RELÓGIO DE SOL moldado em marmorite, proveniente de uma fábrica sua fornecedora, sita lá para as bandas de Aveiro. Entregou-mo tal como saiu do MOLDE, sem cor, nem vida, ainda que estivesse pronto a receber e a mostrar uma e outra.

REQUALIFICAÇÃO URBANA 

Castro Daire teve ou não Castelo (3)

Regressando a alguns números atrás deste jornal voltemos ao Inquérito mandado fazer por D. José I aos responsáveis por todas as Paróquias do Reino e às respostas dadas pelo Reverendo de Castro Daire.

 

REQUALIFICAÇÃO URBANA

Em 2005, depois de aturada e morosa investigação,  publiquei no «Notícias de Castro Daire» e também no meu velho site «trilhos serranos», alguns textos sobre o problema candente que há muito carecia de resposta.  Nessa altura onde é que andavam os pré-claros membros do atual EXECUTIVO MUNICIPAL, o que sabiam eles sobre o assunto, o que aprenderam eles (se é que aprenderam) e de que lhes valeu terem aprendido? 

Vou repor aqui alguns destes textos, pois isso me parece oportuno no momento em que, repito, o pré-claro EXECUTIVO MUNICIPAL dispõe de verbas no ORÇAMENTO destinadas à REQUALIFICACÃO /REABILITAÇÃO URBANA daquele núcleo histórico. A mim, que investiguei e publiquei o trabalho «pro bono» (a par de tantos outros) dá-me GOZO repescá-lo dos meus ARQUIVOS e trazê-lo novamente ao conhecimento do público, ciente de que esse meu GOZO será proporcional à URTICÁRIA de que sofrerão todos aqueles que bem gostariam de me ver calado. Aí vai, tal qual, a não ser a ilustrações:

HISTÓRIA VIVA

Em 2007, vejam lá há quantos anos (?) escrevi uma série de crónicas relativas à nossa INDÚSTRIA VILÃ  e nela entrava o fabrico do PAÕ. Ora, parecendo-me que o atual EXECUTIVO MUNICIPAL, no momento em que pensa «REQUALIFICAR/REABILITAR o BAIRRO DO CASTELO, precisa que lhe lembrem quais os «produtos culturais turísticos, ligados ao nosso PATRIMÓNIO HISTÓRICO EDIFICADO» aqueles que não podem ser delapidados, tal como se pensava fazer na ESCOLA CONDE FERREIRA, e bem assim os acessos pedonais que deixei em vídeos alojados no YOUTUBE  no ano 2012 (CANDEIA QUE VAI À FRENTE ALUMIA DUAS VEZES) aqui deixo, PRO BONO, o texto que publiquei no meu velho site, nesse mesmo ano. Esta foi, como se  vê, a crónica nº DOIS.

CASTRO DAIRE - O PÃO - 2

Na vila de Castro Daire, perto da igreja Matriz, na Travessa do Forno, fica exactamente o mais conhecido forno da vila: «o forno da Dona Maria do Céu». Construído em 1933, data desse ano o alvará passado em nome de João Frias Oliva, com a designação de «forno de padaria, só cozedura».

 

LUSOFONIA - 1

No dia seguinte à atribuição do PRÉMIO PESSOA ao PROFESSOR FREDERICO LOURENÇO postei no meu mural do FACEBOOK o texto que se segue e a respetiva ilustração. A sua transladação para aqui dá-me a oportunidade prosseguir a reflexão que tenho vindo a fazer sobre o torneio que os defensores da LINGUA MATER (a minha ferramenta de trabalho) têm travado em torno do ACORDO ORTOGRÁFICO'90", ao qual tenho assistido de palanque, não em silêncio, mas, pelo contrário, com reparos esporádicos,  não digo estridentes, mas evidentes, dirigidos a uma das partes em contenda. Mas vamos primeiro ao texto que postei no FACEBOOK, acima referido:

Posto o que, sossegadinho no meu canto, na linha do meu pensamento e dos respigos que deixei em «LUSOFONIA - 1»  transcrevo o texto que, a propósito, publiquei no meu site, em janeiro do corrente ano, com o subtítulo «MÁ LINGUA»

MÉRITO RECONHECIDO

Depois dos «académicos» e demais personalidades terminarem a refeição que degustaram a mirar o Paiva, lá, daquela ampla varanda do Museu Maria  da Fontinha, no Gafanhão, deu-se início à cerimónia da entrega de troféus e diplomas.

A FORÇA DA AMIZADE

Como prometi no texto que ontem publiquei na minha página do Facebook, cá estou eu a dar o desenvolvimento e o tratamento merecido à sessão solene realizada no MUSEU MARIA DA FONTINHA, no Gafanhão, Reriz, Castro Daire, onde se encontraram  e foram agraciados vários académicos (muitos deles brasileiros) ligados à LUSOFONIA. Assim:

Em 17 de fevereiro do corrente ano, entrou-me na caixa do correio eletrónico uma mensagem remetida pelo Dr. Arménio de Vasconcelos, que conheço muito bem e de quem sou amigo desde o longínquo ano de 1985. Eis o seu conteúdo:

TRANSFORMA-SE O HERDADOR NA COUSA HERDADA -  VIII  (CONTINUADO) (cf. site antigo)

Mas acerca da legitimidade dos colonizadores fazerem guerra, ocuparem e colonizarem os índios da América, Frei Francisco de Vitória, em 1538 ou 1539, levanta a sua voz para dizer coisa bem diferente:

DECISÕES MUNICIPAIS IRREVERSÍVEIS

Não faltará por aí quem pense que as CIÊNCIAS SOCIAIS, entre as quais se encontra a HISTÓRIA, são ciências de escalão inferior,  face às ditas (e erradamente classificadas)  CIÊNCIAS EXATAS, essas que metem números, somas, multiplicações, divisões e o diabo a sete.  Que a HISTÓRIA e outras disciplinas afins estão a perder terreno nos programas educativos, pois em tempo de NOVAS TECNOLOGIAS, de computadores, telemóveis e quejandos de que serve ao estudante enfronhar-se no conhecimento do PASSADO, esse que só a HISTÓRIA pode trazer ao PRESENTE e mostrar ao HOMEM as suas GLÓRIAS e as suas MISÉRIAS,  por forma a orgulhar-se de umas e envergonhar-se das outras, desde que esteja disposto a acertar o passo na marcha dos tempos e atingir a performance de pessoa educada e civilizada no seio da comunidade em que vive e que herdou dos seus antepassados?  

REQUALIFICAÇÃO URBANA

Um amigo meu facebookiano -  o espanhol Juan José Garrido Adan -   que, há meia dúzia de meses, conheci ocasionalmente a visitar o Museu Municipal de Castro Daire, fez o seguinte comentário à última foto que postei, em 18 de março de 2012 (vinda agora à superfície das  MEMÓRIAS),  sobre o Jardim Público de CASTRO DAIRE, em dois tempos: o «passado» e o «presente». Escreveu ele:

HISTÓRIA VIVA -7

Se vai a caminho da igreja

Na Rua de S. Benedito

Antes de chegar ao fim

Olhe  e veja

O que ninguém viu

Nem foi dito

Antes de mim:

No muro da brasonada

Casa Aguilar

(É só olhar!)

Aparece a amuralhada

Sombra do crasto

Que em Castro  existiu

E, sem deixar rasto,

O tempo engoliu.

SAGRADA FAMÍLIA 

Em menino, não sei bem precisar a idade, fui atacado por uma espécie de eczema atrás de uma das orelhas que me incomodada sobremaneira. Um vermelhão com pontos brancos era a parte visível e os seus efeitos uma comichão dos diabos.

O meu pai era entendido em coisas de medicina e não atinava com os pós e as pomadas que, ao tempo, estariam disponíveis nas boticas, certamente. Não acreditando ele em rezas, benzeduras e mezinhas, caseiras, a minha mãe, à socapa, levou-me à tia Rosa Abadinha, especializada nesses saberes tradicionais e à minha tia Leonor (casada com o meu tio João Beioco) que, tanto quanto é da minha lembrança, fez uma cercadura em torno da zona afetada com tinta azul E disse as palavras mágicas do costume, certamente com padre-nossos e ave-marias, pelo meio. Mas o mal não passou e eu continuava com o meu sofrimento. Nem queiram saber o que uma criança sofre quando um mal desse o ataca e logo atrás de uma orelha

ESCOLA PRIMÁRIA «CONDE FERREIRA-1866» VIRA SALA DE VELÓRIO

Em 04 de dezembro de 2015 publiquei no meu site «www.trilhos-serranos.pt  (onde ainda se encontra alojada, é só investigar na página) uma crónica devidamente ilustrada sobre a PRIMEIRA ESCOLA PRIMÁRIA oficial que existiu em Castro Daire: a «ESCOLA CONDE FERREIRA, 1866», sita no Bairro do Castelo.

Mão amiga sabedora da minha postura pública perante a defesa e preservação do nosso património histórico material e imaterial, natural ou edificado, fez-me chegar o «PrtScn» de um texto retirado da Internet onde o meu nome é referido, numa espécie de apelo à minha intervenção sobre as obras que estão a realizar-se exatamente na ESCOLA CONDE FERREIRA, com vista a transformá-la numa «SALA DE VELÓRIO».

LIVRO DE REGISTO DA ENTRADA DE PRESOS  NA CADEIA DE CASTRO DAIRE

Uma atitude pedagógica exercida junto das crianças, no meu tempo de menino, era ameaçarem-nos com o MEDO. E o MEDO incluía a vinda inesperada da CÔCA (certamente coisa má, mas abstrata, que nunca vi), o BICHEIRO e o POBRE que cirandavam, vivinhos da silva,  de saco a tiracolo de terra em terra e nos levariam dentro dele se o nosso comportamento se afastasse dos «usos e costumes». Somava-se o INFERNO, aquela fogueira medonha de labaredas constantes a devorarem as almas pecadoras e também a CADEIA que nos privava da liberdade.

Lembro-me bem dessa ATITUDE PEDAGÓGICA e procurei não exercê-la com os meus filhos e alunos.  E mais! Já na condição de professor, cheguei a advertir certos pais que, passados tantos anos, ainda recorriam a esse tipo de PEDAGOGIA: o medo.

LIVRO DE REGISTO DA ENTRADA DE PRESOS  NA CADEIA DE CASTRO DAIRE

Prometi fazer uma grelha que resumisse os dados extraídos do livro da entrada dos presos na Cadeia Civil de Castro Daire, entre os anos de 1929 a 1937.

TRILHOS DA VIDA

Assim, bordado

Para mim

Num palmo de linho

Fino

Um lenço de namorado

Encerra o carinho

O afeto e o sentimento

Que o destino

Desviou do casamento.