Trilhos Serranos

1 -  BRASÃO DA FREGUESIA

Disse ontem na minha página do Facebook que «em tempo de eleições autárquicas, deixo à nova Junta da Freguesia de Cujó que vier a ser eleita, a sugestão que fiz, há anos, ao actual presidente da Junta e que ele não realizou, talvez por não achar interessante ou necessário. A sugestão, feita em sessão pública, foi que as «armas» da freguesia feitas no chão, em cubos pretos e brancos, junto à parede dos Vicentes, onde ninguém as vê, fosse feito na calçada antes do Cruzeiro da Independência, no sentido de quem sobe. Assim, sendo a calçada inclinada, quem entrasse em Cujó, ido de São Joaninho, tinha uma recepção informativa que agora não tem. E basta chegar à entrada da Várzea da Serra para ver a diferença de como o autarca daquela freguesia se preocupou em informar e receber os visitantes.
Também já tinha dito noutro sítio e a propósito de outro candidato a uma união de Freguesias do concelho de Castro Daire, que «na política, para lá das amizades e da seriedade, é preciso algo mais» e que «há quem erradamente pense que só se pode exercer a cidadania em benefício dos interesses públicos integrando uma qualquer lista partidárias concorrente às eleições, locais ou nacionais. Eu tenho demonstrado há muitos anos que não é assim».

LIÇÃO DE HUMILDADE

 Do Facebook e do que penso sobre este espaço, já dito em crónica anterior,  nunca exclui a minha pessoa, como já dei provas sobejas com a polémica extraída da página do PSD, resultante de uma pergunta que nela fiz (que ficou sem resposta) acerca de um candidato seu à «UNIÃO DE FREGUESIAS MAMOUROS, ALVA, RIBOLHOS».
Ora, não ficando aí tudo esclarecido, retomei o assunto na minha página que teve o desenvolvimento que aqui se repõe, não antes sem eu dizer que, entretanto me chegou a casa, por correio tradicional, mais um livro do aquiliniano confesso e provas dadas, Dr. Lima Bastos, com o título «O Retrato de Aquilino» e subtítulo «Pintura Sobre Palavras». Com dedicatória pessoal amistosa, o autor, em «nota preambular», informa os leitores tratar-se de um trabalho que junta a prosa dos seus quatro primeiros livros «num volume com certo aparato gráfico – parece que até lhe dão o nome de «edição de prestígio», arre diabo!». 

TRADIÇÃO E A MODERNINDADE -1

Se é citadino, se, de quando em quando, ciranda por estes «trilhos serranos» se ainda não se cansou do uivo solitário deste lobo ibérico em vias de extinção, suba cedinho ao topo da serra do Montemuro e verá levantar-se, lá para os lados da serra da Nave, o Sol num resplendor de cor, de energia e de vida.
E quando esse braseiro de Vulcano tomar altura a iluminar o mundo verá também as velhas muralhas, verá o que resta do Muro que, implantado neste Monte, não se sabe desde quando, deu o nome à serra: monte do muro, mais tarde,  Montemuro.

HISTÓRIA LOCAL - POLÍTICA LOCAL

O Facebook tem sido para mim uma plataforma de leituras, de estudo humano, dúvidas, interrogações e algum entretenimento. Sobre isso já disse q.b. no texto específico, colocado no meu site «trilhos serranos», com o título «FABEBOOK -1». Cabe agora trazer aqui o exemplo no qual eu próprio sou protagonista, por virtude de ter feito uma pergunta no «momento certo e no lugar certo», pergunta que ficou sem resposta e, em vez disso, deu origem ao «bate-papo» que se segue, transcrito integralmente da página que o PSD mantem no Facebook e, cujo remate, hoje mesmo, é o «comentário» de António Martinho dos Santos Teixeira. Outros que, eventualmente venham depois, já não podem integrar esta crónica.

O Facebook tem sido para mim uma plataforma de leitura, de estudo humano, de dúvidas, interrogações e algum entretenimento. Espaço democrático e amplo, ágora grega dos nossos tempos, onde toda a gente pode exprimir livremente a sua opinião e os seus gostos e desejos. Autêntico confessionário onde os crentes correm a expor os seus pecados e virtudes diários. Desnudam-se todos, gente exótica de povos ditos «civilizados», gente aborígene de povos ditos «primitivos». Coexiste aqui gente livre e libertina com puritanos que gritam aqui d'el Rei em defesa dos valores instituídos e quase perdidos.  Mortos-vivos fechados em catacumbas, grupos secretos, iniciados e treinados para dizerem mal dos ausentes, impossibilitados de ripostarem aos mexericos contra eles que dão felicidade aos iniciados admitidos na seita. Coexistem igualmente surdos-mudos com seres bem falantes, oratória fácil, tribunos encartados no saber político e/ou académico, no saber das ciências e das letras, relação de professores com alunos e vice-versa, banca de trabalho de poetas e escritores, onde todos expõem, escutam e auscultam assuntos sérios, bibliotecas de sabedoria, como marca distinta de estantes vazias ou recheadas de banalidades e coisas fúteis. A felicidade está ao alcance de cada mão, segundo o seu desejo, a sua opção.