Trilhos Serranos

MÕES

a) - Passados todos estes dias após as eleições autárquicas, realizadas no dia 29 de Setembro p.p. e ignorando eu, até hoje, dia 8 de Outubro, qualquer tomada de posição pública por parte da COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DO PARTIDO SOCIALISTA DE CASTRO DAIRE, de apoio, repúdio ou de desvinculação do EMBUSTE praticado por um elemento das suas listas - o candidato à Junta de Freguesia de Mões -  isto é, ele ter usado o meu NOME, a minha FOTOGRAFIA e um TEXTO em seu apoio a mim atribuído (texto que nunca escrevi, nem subscrevi) facto que me apressei a denunciar aqui, nos «trilhos-serranos», onde já foi lido centenas de vezes (presumo que por centenas de pessoas), volto ao terreno do ESCLARECIMENTO por saber que o autor do EMBUSTE persegue na senda de dizer aos seus eleitores que o texto publicado no meu site é FALSO e que ele era «incapaz de fazer coisa daquelas». Procedendo assim, o INTELIGENTE nem se dá conta de que, segundo as suas conveniências, em bem pouco tempo, converteu em MENTIROSO, o fabiano que tinha PRESTÍGIO e notoriedade pública bastante para, sem o seu consentimento, dele se servir na decoração de um folheto de propaganda política apelativo ao voto em si. (CONTINUA)

CASTRO DAIRE

Monumento imponente, de frontispício neoclássico, ele impressiona pelo seu volume. Este templo resultou de várias fases de construção ao longo da história. O frontispício actual, de uma só torre, foi conjecturado, nos princípios do século XIX, para ter duas torres gémeas, mas uma só delas subiu ao céu, assumindo as funções de sineira. Alexandre Alves, no livro «Castro Daire» alude a um desenho datado de 1805, assinado por «Calhs. f.», letras que ele traduz por «Calheiros, fez», acrescentando que «o risco do frontispício foi alterado nalgunes pormenores , notadamente nos vãos laterais do primeiro piso, destinados, na origem, a nichos para imagens, talvez, dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo». As Invasões Francesas, primeiro, e a Revolução Liberal de 1820, depois, associadas seguramente à instabilidade política, social e económica desses tempos, fizeram com que a outra torre ficasse truncada, ao nível do entablamento geral, sempre à espera de um dia subir às alturas da irmã. Nunca subiu, até à data em que escrevo este texto, neste ano de 2013. 

 MÕES

1 - O meu currículo público reza que fui militante do Partido Socialista em Castro Verde e em Castro Daire. Que fui membro das comissões políticas concelhias locais, até me retirar voluntariamente do aparelho partidário, por razões que tornei públicas na imprensa local. Saído assim do aparelho, nem por isso deixei de sofrer com as derrotas do meu partido e de me alegrar com as vitórias dele, ao nível local, ou nacional. E os quilómetros de escrita dispersos pela imprensa confirmam esse ideário político assumido por convicção, assente nos valores doutrinários preconizados, onde cabem a Liberdade, Igualdade e Fraternidade, a Seriedade e a Ética Republicana. Mostram que, abdicando eu de possuir um cartão com o símbolo do punho fechado, plastificado ou não, não me descartei, por não ser descartável, desse ideário que, com raízes alma transpira à flor da pele ao longo dos anos

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 3013

Dá licença senhor Doutor. Entre, o sofá livre está. O que o traz por cá, não o esperava tão cedo. Nem eu, mas de há uns dias para cá ando borrado de medo. A minha caixa de correio está atafulhada de pedidos, muitos pedidos, de conhecidos e desconhecidos, todos a pedirem entrada no meu rol de amigos. Eu, que nunca fui de indecisões, sem saber fico, se digo sim, se digo não à revoada. A uns, analisados os perfis (será real o que neles se diz ou somente virtual) dou entrada com mensagem de boas vindas, "já que o deseja e pede, a casa é sua, bom proveito". Alguns agradecem, gentilmente, parece que são mesmo gente, outros surdos, quedos e calados devem ser máquinas automáticas, computadores avariados, sem memória para respostas prontas de marca humana, de amizade. Outros ficam em lista de espera, à espera que eles preencham o contorno vazio da figura humana disponível, pois é minha opção e gosto (com rara excepção) dar somente entrada a gente com nome e rosto.

CASTRO DAIRE

Vindo de um jovem arquitecto, de seu nome João Marques, dizendo-se interessado no estudo arquitectónico da Casa Brasonada de Grijó, concelho de Castro Daire, recebi recentemente um mail no qual me alertava  para a discrepância que encontrou na informação histórica por mim publicada no meu velho site «trilhos-serranos» (com remissão para o jornal «Voz do Montemuro», de 1985) e a informação publicada no livro «Castro Daire»(1986), da autoria de Alberto Correia et alii. Assim: