Trilhos Serranos

Tomei conhecimento de que a Junta da «União de Freguesias de Mamouros, Alva, Ribolhos» resolveu comemorar os «500 ANOS DO FORAL DE ALVA» dado por D. Manuel I, em 10 de Fevereiro de 1514.
Eu, que ando metido nestas coisas da HISTÓRIA LOCAL há muitos anos e que, sem qualquer interesse oculto (antes pelo contrário) fui um dos seus apoiantes públicos nas últimas eleições autárquicas, não podia deixar de felicitá-la pelo evento e, à minha maneira, dar-lhe o meu contributo «pro bono»,  isto é, elaborar um texto relacionado com ele, sem onerar num cêntimo os cofres da autarquia. Faço-o e digo-o por dever de cidadania e travar, desde logo, as más-línguas que, no âmbito destas coisas concelhias de interesse comum, só deslizam muito bem nos carris dos interesses pessoais, de família ou de amigos.

«Regozija-te pois, ó mancebo, na tua mocidade, e viva em alegria a teu coração na flor dos teus anos, e anda conforme as caminhos do teu coração e segundo os desejos em que põem a mira as teus olhos; mas sabe que Deus te fará ir a Juízo para dar conta de todas estas coisas». (Eclesiastes, XI, 9.) 

TOPÓNIMO

1 - Célio Rolinho Pires, o autor do livro «Na Rota das Pedras» (2011), mostra-nos que aos pés de um par de campas, sitas na zona que ele estudou, (distrito da Guarda) se encontra o nome do deus «ARYS», ou «ARES», dito deus dos Lusitanos

INTRODUÇÃO

Em 2005, aquando de eleição do Papa Bento XVI, os comentadores de serviço dividiam-se entre os que alvitravam que a cadeira de S. Pedro seria ocupada por um cardeal europeu e os que desejavam que fosse um cardeal oriundo do Terceiro Mundo. Na altura escrevi e publiquei uma crónica em que apresentei os meus pontos de vista, crónica donde retiro as seguintes ideias:

O CONTO QUE VOS CONTO

TERCEIRA PARTE

Chegados aqui, reunidas todas as peças, constatamos que temos um pénis teso e hirto junto de um traseiro de nádegas bem redondas, juntinhos e virados ao céu. Um pouco mais afastado temos um par de seios flácidos e mamilos chupados; temos duas vaginas, uma intacta, talvez virgem, e outra com marcas evidentes de mutilação; temos uma caveira totalmente descarnada; temos duas facas que nenhum talhante hodierno se atreveria a levantar e, finalmente, um par de testículos decepados e colocados na parte mais elevada do fraguedo, qual troféu de glória.
Face a tais achados, não podendo nós contar com a «celulazinhas cinzentes» de Poirot e outros que tais, nem com as técnicas científicas forenses hodiernas,  faltava-nos alguém com lucidez bastante para dar significado ao espólio. Que fosse capaz de fazer entender, nos tempos modernos, o que terá acontecido no tempo dos ciclopes, pois todas as peças eram ciclópicas.