Trilhos Serranos

INTELIGÊNCIA PRÁTICA

Recentemente percorri um troço do CAMINHO DO MOLEIROS, aquele carreiro que, nos meados do século XX ainda revestia o aspeto de um formigueiro humano, de vai-e-vem, tal era o uso que tinha. Ele ligava o BAIRRO DO CASTELO (casco histórico do vila) aos RIOS PAIVÓ e PAIVA e, bem assim, à povoação do MOSTEIRO.

PEGADAS HISTÓRICAS

Neste ponto da narrativa, depois de falarmos na economia rural assente na AGRICULTURA e na PECUÁRIA, neste meio geográfico onde tem sentido a trilogia TERRA, ANIMAIS E GENTES, depois de conhecermos a sina a “vaca paivota” que, escapando ao talho enquanto “vitela” condenada estava a submeter-se ao jugo assente na molhelha que lhe servia de chapéu a vida inteira, fizesse chuva ou fizesse sol, fêmea destinada a trabalhar e a procriar enquanto tivesse vigor para isso e morresse de velha desfeita num qualquer talho vilão ou enterrada numa das leiras que lavrara no granjeio do pão do proprietário que tanto a mimoseava com o ferrão da aguilhada, como com o penso que lhe punha na manjedoura, sabido isso, vem mesmo a “talhe de foice” no sentido literal da expressão, transpor para aqui o RELATÓRIO assinado pelos membros da MESA DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE CASTRO DAIRE, relativo ao CORTEJO DE OFERENDAS que teve lugar no ano de 1950, e foi publicado no jornal «A Voz do Paiva», de 7 de abril de 1951.

O MUNDO SE VAI ASSIM

Semelhantemente às “CONVERSAS EM ANDAMENTO” que vou fazendo em vídeo, enquanto, a pé posto, por aqui ando e, a meu gosto, escrevo, falo e penso, se bem meço o espaço que separa o princípio do fim, a metro, à cancha ou a passo,  vejo o princípio do fim da picada. A velho cheguei e os calos e o suor de corpo e alma deixei pelos campos que cavei, pelos caminhos que pisei, direitos e tortos, veredas de encantos e desenganos a falar com gente, com animais, árvores, todos os seres vivos e mortos ao natural e nos livros.

MELHORAMENTOS LOCAIS

Mesmo com a experiência viva de haver por cá «investigadores“ que se aproveitam das fontes que cito nos meus textos, para aparecerem aos olhos do público como sendo eles a queimar as pestanas a descobri-las e a debruçar-se sobre elas, delas retirando a informação necessária à elaboração de HISTÓRIA séria, nem por isso deixo de cumprir a básica regra académica e científica: citá-las, identificá-las, por forma a que todo o investigador sério das «CIÊNCIAS SOCIAIS» possa confirmar e valorizar a honestidade que ponho em tudo quanto faço, sem a “atitude do chico-esperto” que, identificada a fonte depois de uma laboriosa investigação, recorre, pelo telefone,  à solicitação de fotocópias tiradas dos documentos originais, omitindo a os «trilhos» que seguiu para dar «ares de originalidade» nos trabalhos que publica.

GENTE NOBRE

Na busca de anúncios publicitários que me informassem sobre os fotógrafos existentes em Castro Daire, feitos nos jornais antigos que engrossam o meu espólio, encontrei no jornal “O Paiva” n. 23, de 3 de abril de 1890, de que era editor João Pereira Batista de Almeida e proprietária a afirma “Lemos & Almeida”. Um texto deveras interessante.