Trilhos Serranos

CULTURA POPULAR ALENTEJANA

No trabalho de recolha que fiz da CULTURA POPULAR ALENTEJANA mal cheguei, em 1976, a Castro  Verde, retornado que era de Moçambique, registei uma COMPOSIÇÃO deveras interessante, por seu notório que o seu autor (anónimo) estranhou “o léxico” das gentes do ALENTEJO, usado na sua comunicação oral quotidiana. Aquele registo lexical (oral e gráfico) só podia merecer reparo por destoar  fonética e graficamente ao ouvido de quem chegou de fora e confrontar-se com aquelas “maneiras tão raras” de falar.

«A ESPIGA» - CULTURA POPULAR ALENTEJANA

Publiquei, ontem mesmo,  um texto sobre uma recolha da CULTURA POPULAR, viva e moribunda, em terras do Alentejo, nos anos em que exerci a docência em Castro Verde e em Beja. Tratava-se de recolher «adágios, adivinhas, lengalengas, trava-línguas e poesia nas suas diversas formas de expressão. Uma delas sobrepunha-se a todas as outras. Eram as «DÉCIMAS», compostas por um  MOTE de quatro versos, seguidas por QUATRO DÉCIMAS, que, rematavam, obrigatoriamente com os versos do mote. Ontem deixei exemplo disso e hoje repito com uma «obra» que é um hino à mulher. Vem mesmo a propósito, dada a violência doméstica com que os tempos nos vão premiando.

Quando, retornado de Moçambique, fui colocado na Escola Preparatória de Castro Verde, como professor de HISTÓRIA e de PORTUGUÊS, logo me  dei conta de circularem na LITERATURA ORAL composições poéticas que não constavam nos COMPÊNDIOS  e nas  ANTOLOGIAS que davam corpo aos programas escolares que me tinham sido administrados, enquanto estudante. Eram as chamadas “DÉCIMAS ALENTEJANAS”.

A convite do Executivo Municipal de Castro Daire, integrei as “COMEMORAÇÕES DOS 50 DO 25 DE ABRIL” e participei no “ALMOÇO CONVÍVIO DOS EX-COMBATENTES” que teve lugar no RESTAURANTE “PARQUE” a abarrotar de “tropas e famílias”. Fiz vídeos do evento alojados no YOUTUBE.(cf. link em rodapé, nota 2)

RESCALDO DAS MINHAS RECENTES ANDANÇAS PELAS TERRAS QUE FORMAM A FRONTEIRA ENTRE O ALENTEJO E A BEIRA