Trilhos Serranos

CONTRIBUTO DE UM PROFESSOR DE HISTÓRIA APOSENTADO

Encantado por ter descoberto o encanto da minha meninice - o arincu, o vaga-lume, ou pirilampo, três nomes para o mesmo inseto - lembranças que permaneceram na MEMÓRIA ROM do meu cérebro (o computador humano que em vez de fios e chips tem neurónios), isto aos 83 anos de idade, idóneos, diferentemente da MEMÓRIA RAM que tenho detetado no computador de certa juventude estudantil que se mostra esquecida hoje do que aprendeu ontem (fruto de “varrimentos” sucessivos ou constantes cortes de energia) encantado, dizia, com esse encanto, não me dei por satisfeito com aquela luz fluorescente a rasgar o manto negro da noite, aquele pingo de cor verde caído na tela escura de breu, ou atirado para ali propositadamente por ignorado mestre da paleta e da pintura, num desafio às pessoas de cultura, os poetas e os escritores que tem nas letras a sua paleta de cores.

RECORDAÇÕES DE INFÂNCIA REALIDADES ATUAIS

Em 2015 publiquei no meu mural do Facebook o texto que depois transpus para o meu site TRILHOS SERRANOS e aqui reponho novamente. É o que dá corpo à PRIMEIRA PARTE deste APONTAMENTO e o que me levou a retomar o tema explicado fica na SEGUNDA PARTE, quer em texto, quer em vídeos alojados em rodapé. Assim:

UM HOMEM E UM LIVRO DE PESO

Recebi hoje, por correio normal, (dia 11-07.2022) o livro com o título “RETALHOS DA VIDA DO SONHADOR-FAZEDOR JOÃO VASCONCELOS (1975-2019”, editado pela “ACADEMIA DE ARTES E LETRAS LUSÓFONAS” primeira edição, dezembro de 2021.

Trata-se uma compilação de fotos e textos feita pelo Dr. Arménio de Vasconcelos, pai do foto-biografado, JOÃO VASCONCELOS, falecido prematuramente (43 anos de idade), como foi notório e público em todos os meios de comunicação, social, devido não só às  funções políticas que desempenhou, mas também pelo muito que dele se esperava enquanto “sonhador-fazedor” como se diz na feliz expressão que integra o título da obra.

NÓS E A ARTE

Presumo não haver ser humano que, num qualquer momento, não volva os olhos para o passado e deixe de se interpelar sobre os caminhos que fizeram de nós quem somos, seres sociais, racionais, emocionais, artistas, uns e mais do que outros. Sobre o legado que herdámos e aquele que, pensando nisso ou não, estamos condenados a legar aos nossos vindouros. Esse legado sobre o qual deixaremos a patine dos nossos gostos, da nossa razão e das nossas emoções, da nossa forma de ser e de estar no mundo.