Trilhos Serranos

A  HISTÓRIA E A VIDA

Morena, olhos grandes, cabelos pretos, muito pretos, lisos e luzidios, tinha a aparência física de uma mulher moura ou de indiana.

Conhecemo-nos numa aula de FILOSOFIA, no “Externato Marques Agostinho”, em Lourenço Marques. Namorámos e casámos. E não foram poucas as pessoas, amigas ou simplesmente conhecidas, que, tomando-me, sem dúvida, por caucasiano, a tomavam a ela, não raras vezes, como originária da Índia.

Não. Não era, mas, com efeito, parecia.

NÓS E A NATUREZA

No texto que aqui deixei, há tempos,  sobre o meu NASCIMENTO, aludi às MEZINHAS usadas na época para facilitarem o PARTO, entre as quais o CHÁ DO CORNELHO. A ele retorno, acrescentando, lá mais para diante o uso que nós, pastorinhos de escola, fazíamos da DEDALEIRA, planta conhecida também  por CAÇAPEIRO.  Pretendo, ao fim e ao cabo, vincar a relação estreita que o camponês era forçado a ter com a NATUREZA e dela tirar proventos, proveito e conhecimento.

PELO MUNICÍPIO DE CASTRO DAIRE

Num apontamento anterior reportei-me ao ressuscitar da profissão de GUARDA-RIOS recentemente aprovada na Assembleia da República. E ao falar também dos CANTONEIROS, longe estava de pensar voltar ao tema com as ilustrações que se seguem.

PEDRAS COM ALMA

Engameladas

Puídas

Com séculos de história

Estão as escadas

Da minha moradia

Restaurada.

ASINUS ASINUM FRICAT

É isso. Nesta sociedade moderna, século XXI, que se pretende seja inclusiva, os “velhos”, os “idosos”, cada vez mais numerosos, mais longa vida, devido ao avanço da ciência, associados à hodierna dinâmica familiar, migração e/ou emigração, filhos separados dos pais, netos longe dos avós, impõe aos governos medidas políticas e obrigações sociais nunca pensadas nem sonhadas em gerações passadas, tempo de  comunidades rurais em definhamento, por força da desertificação e abandono dos campos, volvidos com o tempo polos de repulsa. Os empregos e “melhor vida” estão nas grandes urbes, volvidos, com o tempo, polos de atração e de encanto.