Trilhos Serranos

TRANSUMÂNCIA

 A HISTÓRIA é uma planta que não pega de ESTACA. Tém raízes nos factos e nos documentos que a sustentam e lhe dão viço e autenticidade. E muito mal andam aqueles que pensam o contrário. Pois  mesmo que a “COISA” (com interesses disfarçados ou não) pegue e se mostre VIÇOSA  por algum tempo, está condenada a secar e a morrer por não ter sustentação real e verdadeira. Falta-lhe o chão e o húmus naturais, autênticos e próprios. Refiro-me ,concretamente, à “transumância” que os rebanhos da Serra da Estrela faziam para o Montemuro, passando pela vila Castro Daire, nos tempos em que a economia assentava no «SETOR PRIMÁRIO». Já falei disso em escritos anteriores, transcrevendo parte do manuscrito das “Memórias Paroquiais” de 1758, assinadas pelo Pároco de Ester.

ECOS QUE VÊM DE LONGE

 As mandas, demandas e bolandas feitas para se arranjar uma AMA DE LEITE que satisfaça as «conveniências» do empregador. Decorre o ano de 1871 e duas amigas, uma a viver em Castro Daire e outra em Lamego trocam correspondência acerca disso. Sem respeito pela «grafia» manuscrita, mas sim pela grafia atualmente em voga, qui deixo as duas cartas assinadas por Leopoldina Guedes, a senhora de Lamego que se mostrava muito grata com a sua amiga de Castro Daire.

SEM TÍTULO

Nesta grande cidade de velho e novo casario que, pelo rio, viu partir Portugal inteiro para as Índias, Áfricas e Brasis, como se diz, para outros mundos... cidade capital de muitas igrejas, capelas, cúpulas, torreões e mais o castelo, coração da antiga cidadela,  eu, solitário e sonâmbulo aldeão, não encontro nenhum encanto nos cantos e recantos no chão dela. Por avenidas, quelhos, ruas e ruelas me passeio, por elas passo o tempo a deambular e nelas vejo, de braço dado, ranho e asseio. E, nesta minha deambulação, todos os dias leio as repetidas páginas do livro que, neste meu mutismo, pelas avenidas, ruas e ruelas folheio.

CARTA DE ALMEIDA CARRETT DIRIGIDA AO SEU COMANDANTE

Aproximando-se, o mês de abril p.f., e com ele MEIO SÉCULO de eventos passados, revivo a alegria, o contentamento, as emoções e a atmosfera da LIBERDADE que senti, lá, em Moçambique, onde, então,  me encontrava. Ouvido colado à telefonia, pois, à época,  não havia a parafernália dos equipamentos de hoje virados para a informação e desinformação.

Já escrevi muito sobre esse dia marcante na cronologia da  HISTÓRIA PÁTRIA, sublinhando as MUDANÇAS políticas, sociais, económicas, educacionais e por aí adiante que só podem ser negadas por gente vesga ou fora da HISTÓRIA.

POLÍTICA E LITERATURA

«DITO POPULAR»

Desde pequeno que conheço este dito popular em contexto de menosprezo por pessoa, ou grupo, considerados «inferiores» aos demais da comunidade ou de conversa. E por vezes assenta bem nas pessoas que, ignorando, totalmente, o assunto em debate, entram nele como se fossem «sábios», não se dando conta sequer que transmitem a sua ignorância, senão mesmo a sua imbecilidade.