Trilhos Serranos

CASTRO VERDE – TESTAMENTO DE MARCOS VISEU (*)

«Certifico, eu António Vaz Fazenda, público tabe1ião do judicial e notas nesta vila de Castro Verde, por provimento do Ouvidor de Azeitão, que é verdade que em meu poder e cartório tenho o testamento aberto com que faleceu Sebas­tiana da Graça, mulher de Marcos Viseu, morador nesta vila de Castro Verde; o qual testamento fez a dita Sebastiana da Graça de mão comua com o dito seu marido Marcos Vizeu e foi julgado por sentença do Juiz por bom, firme e va­lioso; e por despacho do mesmo Juiz me foi mandado desse o próprio ao dito Marcos Vizeu e me ficou o treslado dele; o qual testamento consta ser feito no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e seiscentos e oitenta e três anos em os quatro dias do mês de Novembro da dita era; e pelo dito testamento consta os ditos testadores Sebastiana da Graça e seu marido Mar­cos Vizeu deixarem umas casas à Misericórdia desta dita vila pela maneira se­guinte:

REGIONALIZAÇÃO - TEXTO ESCRITO E PUBLICADO EM 2019

Nesta minha postura de académico rural e rústico, tenho quilómetros de escrita a defender a dama que dá pelo nome, REGIONALIZAÇÃO, DESCENTRALIZAÇÃO, neste país atacado, há séculos, pelo CENTRALISMO político, administrativo e cultural.

Fi-lo por convicção e estudo, cansado de ver o Portugal serrano entornar-se continuadamente para o mar, onde os conquistadores, povoadores e lavradores montanheses de outrora, à falta de qualidade de vida nas suas terras natais, inteligentemente procuraram na migração e em terra alheia a realização dos anseios que tolhidos tinham se se acomodassem ao sítio onde vieram ao mundo.

REGIONALIZAÇÃO

Neste ano de 2026, tempo em que os MEDIA fazem eco do drama que vivem as populações da Zona Centro do país, devido à TEMPESTADE que nos visitou, e, bem assim, do «DESCONHECIMENTO DO TERRITÓRIO» por parte dos nossos GOVERNANTES, agindo tarde e a más horas em socorro das populações atingidas,  nada melhor do que recorrer aos meus arquivos e remeter o leitor para um texto que, sob o pseudónimo Rocha de Castro, escrevi e publiquei no «Notícias de Castro Daire» em 1998.

Voltei ao tema, de forma mais sucinta em 2013, cujo texto submeti, ontem mesmo,  à INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, resultado que anexo  na SEGUNDA PARTE deste meu OPORTUNÍSSIMO APONTAMENTO. ´É preciso ter memória. Deste modo ficarão os meus seguidores cientes das minhas RAZÕES, políticas, históricas e culturais ou, se lhes aparaz,  da FALTA DELAS.

ENCONTRO E DESENCONTRO DE DOIS GIGANTES

Este é o NONO texto que aqui coloco com o título e subtítulo em epígrafe.

Apesar de não ser crente, nem supersticioso, o número NOVE tem para mim um significado especial como já referi circunstanciadamente em tempos idos. Recapitulando: lá em casa éramos 9. Pai, Mãe e 7 irmãos, 4 rapazes e três raparigas. Nasci em 1939, na tropa perdi o NOME de batismo e passei a ser simplesmente conhecido  pelo número NOVE e NOVE é o número da minha atual moradia.

AS CANDEIAS