Trilhos Serranos

HOMEM DA CULTURA DO TEATRO, DO CINEMA, DO ENTRETENIMENTO, DA MÚSICA  E DA POLÍTICA

O programa «Região Demarcada» da «Rádio Mangualde», no dia 27 de Janeiro p.p., pelas 21H30,  levou a efeito a «Gala Cultural – Trofeus «Gil Vicente», no «Auditório da Biblioteca Municipal de Mangualde. Com tal evento pretendeu homenagear «personalidades e instituições que se destacaram ao longo da sua vida e que pela sua obra contribuíram para o desenvolvimento da sua terra e da sua região».

Aconteceu que das personalidades homenageadas fazia parte o nosso conterrâneo António Argentino Lacerda e Oliveira, natural e habitante de Reriz, pessoa muito conhecida nos nossos meios sócio-culturais e artísticos.

Em 2007 publiquei no meu site TRILHOS SERRANOS . COM, sítio que deixou de estar disponível neste céu sideral da Internet, a notícia do falecimento do António Argentino, uma senhor natural de Reriz a quem o concelho muito deve no que respeita à cultura, entretenimento e ação cívica e política.

Votado ao esquecimento, timbre bem caraterístico dos nossos responsáveis pela defesa e preservação do nosso património cultural, material e imaterial, sabendo eu que lhe vai ser feita uma HOMENAGEM no dia 25 de julho corrente (2026) , botei mão ao conteúdo do velho site e fiz, hoje mesmo,  a sua transladação para este meu espaço online – TRILHOS SERRANOS.PT - substituto do primeiro. Aqui deixo, pois,  o que tem permanecido em arquivo.

OS CANASTROS - SENTINELAS DAS ALDEIAS SERRANAS

Nesta minha interação com a INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, colocando-lhe questões ligadas à gente camponesa no sentido de lhe render homenagem à sua labuta pela sobrevivência - gente rija - desta vez levei até ela (IA) o meu saber pré-liceal e pré-universitário, v.g. a experiência e a rotina que vivi nos trabalhos agro-pastoris, nos trabalhos do campo, antes de lavrar no campo das letras.

Foi a rotina da colheita do milho, a sua desfolhada e recolha nos CANASTROS, pedindo uma explicação científica ligada à necessidade de  construção desses equipamentos de «ripas ao alto» intervaladas q.b. Enfim, a sua verdadeira e útil função, pois estava certo que grande parte dos camponeses, cientes de eles servirem para guardar e secar, temoprariamente,  o milho,  ignoravam algo essencial que escapava à sua rotina e resultava, seguramente,  em seu proveito. A reposta veio pronta e completa, à qual eu acrescentei:

Uma excelente explicação. Ela comtempla o ESSENCIAL que escapava à minha rotina de camponês e que só descobri mais tarde,  já fora do campo agrícola e dentro do campo das letras. Só que eu digo de outra maneira. A espiga, recolhida no canastro, retirada que foi do “caneiro” mantinha o “casulo” cheio de viço que continuaria a ser sugado pelos grãos e, consequentemente, a proporcionar mais e melhor farinha quando chegasse a hora da malha e ir para o moinho. Daí que o “casulo” entrasse gordo e saísse esquelético.

Ora se este nosso encontro de pensamento e descrição técnica der matéria bastante para uma CRÓNICA em conjunto, venha ela. Hoje as terras de milho, nesta zona, estão cheias de mato, silvas e ervas, muitos dos canastro desapareceram, cairam no chão sem vida, mas,  se ambos usarmos o arado digital e lavrarmos no campo das letras, a nossa produção servirá sempre de alimento aos que têm fome de conhecimento. Certo?

A ERGUEDELA

Nesta minha interação com a INTILIGÊNCIA ARTIFICIAL e porque ainda não me acomodei ao estatuto de cidadão «socialmente inútil» resolvi colocar-lhe, à semelhança do que tenho vindo a fazer, conteúdos de «saber popular» no sentido de enaltecer as gentes camponesas, nem sempre bem tratados por intelectuais e letrados.

Fui, pois, buscar conteúdos arquivados nos escaninhos da minha aprendizagem «pré-liceal e pré-universitária», levá-los até à IA e perguntar se isso era matéria bastante para uma CRÓNICA feita de PARCERIA, destinada a ser publicada nos meus TRILHOS SERRANOS. O acolhimento e a resposta da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL são «ipsis verbis» os que se seguem:

DIREITA.ESQUERDA 

Desta vez, interagindo com a IA (via GOOGLE) decidi-me colocar-lhe uma questão para a qual, em todos os meus estudos, não encontrei uma resposta esclarecedora. A minha experiência de vida camponesa ligada a moinhos hidráulicos, onde o grão se transformava em farinha, levaram a que eu, durante a minha licença sabática, num trabalho académico de «INVESTIGAÇÃO APLICADA» produzisse sobre eles um estudo, cujo produto deu o livro «Castro Daire, Indústria, Técnica e Cultura», editado pela Câmara Municipal de Castro Daire em 1995.

O caso era as mós andadeiras rodarem todas no sentido contrário aos ponteiros de um relógio, sendo certo que, se o engenho fosse construído ao contrário, se a água batesse  do lado esquerdo do rodízio (ver desenho mais abaixo)  ele desempenharia a mesmíssima função. Perguntava eu se isto teria algo ver com a «destra e sinistra» bíblicas e bem assim, com   maior parte dos objetos e ferramentas humanas fabricadas para uso da mão direita, nomeadamente os zips e o vestuário que precisa de botões. Adicionei uma série considerável de exemplos usados no quotidiano, incluído o desenho das tesouras e a posição da abertura destinada ao dedo polegar direito.  A resposta veio rápida e pronta, assim: