INTROITO
O fascínio da investigação feita longe da Torre do Tombo, das bibliotecas e espaços afins, chancelarias e cartórios notariais, longe dos manuscritos, escrituras e testamentos, peças recheados de informação histórica, eu, nesta minha postura de lenhador na FLORESTA DAS LETRAS que, de podão em punho, não desiste de abrir clareiras de conhecimento, nesta minha tarefa historiador rústico e campesino, prossigo a investigação nas “estórias de vida” com hálito de gente viva, contadas pela boca das pessoas idosas, autênticas bibliotecas ambulantes abarrotadas de calor humano, formas de dizer, jeitos e trejeitos, peças recheadas de saberes, artes e técnicas com patine secular, transmitidas de geração em geração, por imperativo da polivalência laboral imposta pelas leis da sobrevivência e da governança.