Trilhos Serranos

BRASÃO de FRANCISCO TEIXEIRA REBELO BRAVO PACHECO E AGUILAR - 1818

(NÓS E AS COISAS)

Este BRASÃO ilustrou crónicas publicadas nos TRILHOS SERRANOS sobre a FAMÍLIA AGUILAR que já receberam “LEITURAS CRÍTICAS feitas pela INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL vertidas em ADENDA, desses mesmos textos.

Os meus últimos trabalhos publicados, a propósito da FAMÍLIA AGUILAR, na tentativa de deixar um esclarecimento sobre o altar do CORAÇÃO DE JESUS, e do BRASÃO dessa FAMÍLIA, datado de 1815, que ladeou esse altar PRIVATIVO (já assim considerado em 1758) levou-me à IGREJA MATRIZ DE CASTRO DAIRE e a “mirar” e “remirar”  o singular RETÁBULO DAS ALMAS, que fica no lado oposto do ALTAR citado.

Neste meu afã de trazer à luz dos tempos atuais a escuridão dos tempos passados, já me assumi como “lenhador na floresta das letras que, de podão em punho, procura abrir algumas clareiras de conhecimento”; já me assumi como “tecelão da história” que no seu tear, com fios soltos, procura produzir pano pronto a ser tesourado por alfaiate de alta costura; já me assumi como “almocreve das letras” que procura deixar peugada nos trilhos que pisa; e hoje assumo o papel de “frade mendicante” dirigindo-me à Igreja Matriz de Castro Daire, de bornal a tiracolo, vazio de conhecimento e cheio de vontade de não sair dali como entrei.

Já sabemos que os AGUILARES, originários de Cedovim, se tornaram proprietários, donos e senhores de teres e haveres em Castro Daire, por via do casamento.

Recuemos ao ano de 1807. Aí chegados, vemos que Ana Maria Pereira Bravo de Menezes, (ou Ana de Lima Pereira de Menezes)  herdeira do morgado de Castro Daire e das Santas Chagas em Braga, com capela na Igreja de Santiago daquela cidade, casou, nesse ano, com José Teixeira Rebelo Cardoso de Aguilar que passou a ser genro de António Lopes Bravo Pais de Menezes que, tal como o pai dele, foi capitão-mor de Castro Daire, cavaleiro da Ordem de Cristo e Familiar do Santo Ofício.

A PROPÓSITO DA RECUPERAÇÃO DO «PELOURINHO DE CASTRO DAIRE»

Face à possível recuperação do «fuste» que pertenceu ao  histórico PELOURINHO DE CASTRO DAIRE, sobre o qual já publiquei matéria sobeja, admitindo que alguns dos nossos responsáveis encarregados de zelar pelo nosso PATRIMÓNIO  edificado, material e imaterial, ignorem os fundamentos que alicerçam as minhas convicções, afirmando ser aquela COLUNA que, na velha casa da FAMÍLIA LEITÃO (em obras neste ano de 2026) suporta uma trave-mestra de soalho, integrando as fundações dessa moradia e indo ali parar nos conturbados tempos do SETEMBRISMO, entendi partilhar mais um pedaço do meu livro inédito com o título «CASTRO DAIRE, CLERO, NOBREZA E POVO» por forma a retirar AUTORIDADE a todos os burocratas que, fechados nos seus gabinetes,  decidem sobre o nosso património sem se darem ao cuidado de conhecer a nossa história. Assim: