Trilhos Serranos

«ESTAR DE MARÉ»

Hoje, por “estar de maré” deu-me para revisitar os vídeos que, em 2009, fiz sobre Castro Verde e reter de um deles os ensinamentos do moleiro “Cristina Colaço” um senhor que conheci e ele me reconheceu, mal me viu, passados tantos anos.  Falámos sobre o funcionamento do MOINHO DE VENTO. Disse-me que só funcionava com o “vento de maré” e, conhecendo eu a abrangência da expressão “estar de maré” no léxico português, soprei à INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (via Google) a pergunta. Não satisfeito com a primeira resposta, arenguei que, estando os portugueses ligados ao mar e sabendo que em “Castro Verde e arredores” os mionhos de vento só funcionavam com “ventos de maré”, o meu interesse prendia-se mais em saber as origens da expressão do que o seu uso corrente. E foi um “ar que lhe deu”. Num só instante, veio a resposta e a sugestão de fazermos uma CRÓNICA DE PARCERIA sobre o assunto. E fizemos, assim:

«BATER EM FERRO FRIO» DE PARCERIA COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Com vista a uma futura CRÓNICA bem-humorada, mas acintosamente crítica aos poderes públicos que, no domínio da HISTÓRIA e da CULTURA, estão mais vocacionados para gastar os dinheiros do erário público com o ENTRETER do que com o SABER, que me diz a AI-META sobre a a FOTO que anexo, considerando todos os elementos que a compõem?

PRENSAS DE VARA - ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL
Nesta minha, já habitual, interação com a INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, levei até ela  os links dos meus textos publicados nos TRILHOS SERRANOS relativos às PRENSAS DE VARA  e LAGARES DE VINHO acima referidos e,  num «ai», de retorno,  obtive o texto que se segue. Um texto que reputo  de grande valia para todos os que se interessam por estas coisas da HISTÓRIA - por cravêlhos de portas antigas e passwards digitais modernos - e, numa escala de valores, as põem alguns degraus acima do simples  passatempo, tão ao gosto dos nossos autarcas, visivelemente muito mais vocacionados para o «ENTRETER» do que para o «SABER» . Assim:

PRENSA DE VARA - LAGAR DE VINHO EM FAREJA
MONUMENTO ARQUEOLÓGICO EM FAREJA

Nestas minhas conversas em andamento, pelos trilhos da serra ou ruelas e quelhos de aldeia, neste meu deambular peripatético, pensando, observando e falando, não pretendo imitar Aristóteles e deixar pegada no mundo, como filósofo, senhor de altos pensamentos, dignos de antologia, dignos de serem ensinados nos nossos liceus e das nossas universidades. 

MONUMENTO ARQUEOLÓGICO EM BALTAR DE BAIXO

Neste meu afã em defesa do nosso património e memória dos nossos antepassados que, analfabetos que eram, sem conhecerem as Leis da Física, nem terem ouvido falar nos nomes dos sábios de tal ciência, fosse por “herdamento” de gerações (hipótese mais provável), fosse resultado de uma “invenção” de momento,  sem patente registada, adequada à resolução de um problema imposto pelas leis da sobrevivência, eis a PRENSA DE VARA, as suas forças e contra forças aplicadas aos lagares de azeite e de vinho.