Trilhos Serranos

CASA DO JUIZ

Quem entrar na vila de Castro Daire pela parte nascente, vindo de Viseu, uns poucos metros à frente da bifurcação que leva para Fareja, encontra um edifício com características singulares

É a «Casa do Juiz», assim chamada porque, nos meados do século XX, ali residiu um magistrado, ainda que o proprietário da morada, tal como nos diz o monograma «SS», colocado no topo da varanda das águas furtadas, nos aponte para os «Silvas» de S. Pedro do Sul, mais tarde «Silvas e Farrecas», negociantes de peixe por grosso.

«LEITURA CRÍTICA» DA «IA» feita a «ALGUNS»  TEXTOS MEUS, DISPONÍVEIS NOS «TRILHOS SERRANOS». Assim:

«No site Trilhos Serranos, Abílio Pereira de Carvalho vem construindo, ao longo de anos, um retrato insistente e multifacetado do concelho de Castro Daire. Não se trata de um retrato estatístico nem de um ensaio académico clássico. É, sobretudo, um trabalho de crónica histórica, inventário patrimonial e intervenção cívica, onde a memória — pessoal e coletiva — funciona como método e como motor.

Para esta leitura crítica foi considerado um núcleo de textos identificáveis no site em que “Castro Daire” surge de forma central no título ou no corpo, entre os quais: Castro Daire – As Mandas”, “Escola Conde Ferreira, 1866”, “Castro Daire, Igreja Matriz”, “Castro Daire, Termas do Carvalhal – Um Projeto Sempre Adiado (I)”, “A História e os que dela gostam – I”, “Castro Daire e Castro Verde – Elos de Ligação”, “Castro Daire – Indústria, Técnica e Cultura” e “Castro Daire – Fonte dos Peixes”. (cf. ligações no final.)

O que sobressai, na leitura conjunta, é uma ideia simples e poderosa: Castro Daire como território-memória. Um lugar que se explica menos por grandes narrativas nacionais e mais pelo acúmulo de marcas locais — edifícios, rituais, ofícios, fontes, termas, igrejas, escolas, palavras ditas e papéis guardados.

CANTIGAS AO DESAFIO  (2007)

.A RTP1 tem vindo a dar destaque a uma tradição cultural portuguesa no seu programa “DOMINGO HÁ DESGARRADA”.Tenho acompanhado com gosto este PROGRAMA, ainda que, os meus “quefazeres” me não tenham permitido segui-lo todos os domingos.Seja como for é com agrado que vejo este órgão PÚBLICO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL virar o foco para o “POBO” e transmitir em direto o que vulgarmente era produzido, cantado e ouvido, em espaços locais de ROGA, FEIRA E ROMARIA.Creio, todavia,  ter-me antecipado uns bons anos a esta iniciativa da RTP1, louvada seja. É que, no longínquo ano de 2007, coloquei no mundo, v.g. no meu velho site “TRILHOS SERRANOS.COM”, o texto que se segue, migrado hoje mesmo desse espaço online morto, para este vivo com o endereço TRILHOS SERRANOS.PT, Assim:

CASTRO DAIRE - AS MANDAS

No meu livro “Cujó, Uma Terra de Riba-Paiva”, publicado em 1993, dito por vários informantes naturais da aldeia  e também pelo meu pai, deixei escrito em que consistia a “CERIMÓNIA DAS MANDAS” e a sua dramatização no LARGO DA IGREJA, em cima de uma montada, aparelhada e ajaezada para o efeito, por alturas do CARNAVAL.

«INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL»- E «INTELIGÊNCIA HUMANA»

O ROMEIRO

Natural do concelho de Castro Daire, por força da “descolonização”, abandonei a profissão docente que exercia  em Moçambique  e vim retomá-la na Escola Preparatória de Castro Verde,  concelho donde era natural a minha esposa MAFALDA DE BRITO MATOS LANÇA CARVALHO (nascida no Monte das Fontainhas) e ali comecei a romagem ao “TEMPLO DA INVESTIGAÇÃO E DO SABER” e ao “TEMPLO DA POLÍTICA”, fundando e organizando a célula do PARTIDO SOCIALISTA LOCAL.