Trilhos Serranos

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terça, 04 fevereiro 2020 10:25

PRAXES OUTRA VEZ

Escrito por 

IVA A CIÊNCIA

Em 4 de fevereiro de 2014 escrevi o texto que se segue, publiquei-o no meu mural do FACEBOOK e, por distraçãom não o alojei nesta minha página, no embrulho dos outros que, então me fizeram refletir sobre o assunto. Como a EQUIPA DO FACEBOOK nos traz ao capítulo das MEMÓRIAS trabalhos idos, aqui o reponho hoje, tal qual foi escrito. Propositadamente sem pontuação, pois manda a SEMIÓTICA que assim seja.

 Hoje tive a pachorra e tempo para ver e ouvir na RTP os "PRÓS e CONTRAS", cujo tema eram as PRAXES. Falaram todos muito bem Mas, porém todavia contudo e nem não só mas também Algum nenhum todo outro certo Ora...ora Já...já, seja...seja Blá, blá, blá Teatro cheio gente do norte ao sul do país Autoridade Não senhores Submissão Nem por isso Não senhores isso foi o realizador que é anti-praxe.

 

Aquilo não é praxe E as serenatas É bom ser humilhado É assim que se cresce É assim que se chega a dux veterarorum Quem mais matriculas tem é quem mais manda É tradição Aquilo que se viu não é praxe A praxe é o traje académico, são as serenatas Isto não integra desintegra Vivam o dux veteranorum, os veteranos, os doutores, por aí abaixo até chegar às besta Bola e rebola torna a rebolar Palha para cima A F. Câncio lê o Código da Praxe e o representante da Associação Académica de Coimbra desvia-se dessa discussão Blá blá blá Não vou por aí E nem, não só mas também as universidades fazem cada vez mais negócio com as cervejeiras na queima das fitas vendem-se preservativos a rodos toca a praxar toca a pranchar A Estupidez foi entronizada em Coimbra contra a reforma pombalina A ESTUPIDEZ acolitada pela RAIVA HIPOCRISIA FANATISMO Corram rebolem cansem-se e sejam felizes esta vem do Algarve Nós os velhotes não percebemos nada desse GOZO Fico a pensar é GOZO ser praxado ou pranchado Toca também a praxar também os jornalistas Algum nenhum todo, outro certo um muito pouco Mas porém todavia Eu cá não gosto que me chamem besta Grupos alcoolizados muitos Entra-se de copo de cerveja na mão Mas, porém todavia Uma aluna coagida a simular acto sexual Assobios. De quem Das que gostam de ser pranchadas. Toca a pranchar.

Eu vi muitas vezes na minha Faculdade diz Prof. Almeida coacção e é coacção não me deixarem falar os que fazem aqui os defensores da praxe e diz o dux veteranorum não é exemplo para ninguém se anda há 24 anos não acabou o curso Palavra ao dux: "isto é porque trabalho e é muito difícil estudar e trabalhar." Ora vá lá o excelentíssimo dux veteranorum à merda digo eu, eu fui trabalhador-estudante e não tenho, nem quis ter esses galões. Tinha vergonha de exibi-los mesmo com os pergaminhos escritos em latim. Viva a pranchada. Viva o masoquismo. Viva a RAINHA ESTUPIDEZ entronizada em Coimbra, mas a reinar em todo o país em todas as escolas de ensino superior. O realizador não contratou figurantes para o filme Aquilo é a realidade do país E o professor da Lusófona pôs os pontos nos iiii Já não estamos no tempo de D. Dinis Vivam as serenatas e a trova do vento que passa Apostar na dignificação do cidadão E não se vai lá com o copo de cerveja A praxe como tudo não pode ser vexame humilhação carneirada A F. Câncio volta a letra do Código folheia lê e engasga os defensores da praxe Isto é liberdade ou é coacção Pergunta Mas porem todavia contudo E nem não só mas também Praxe, hierarquia, submissão Padrinhos Entrar na universidade é preciso ridicularizar Foi frágil o argumento dos defensores da praxe disse o professor Almeida Neto Foi o melhor que ouvi Pela outra parte fiquei na mesma.

E sai Vera Cruz de Direito as Academias vivem em grande tensão. Não se pode confundir a praxe com o que se viu no filme. Tudo muito bem esclarecido, categoricamente académico e nível universitário. 

Estamos conversados. Voltei ao discurso do Lente de Teologia no acto solene da entronização da ESTUPIDEZ na Universidade de Coimbra, no século XVIII. Ó Marquês, volta cá outra vez! Estamos no século XXI.

Abilio, 4/2/2014 

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Abílio Pereira de Carvalho

Abílio Pereira de Carvalho nasceu a 10 de Junho de 1939 na freguesia de S. Joaninho (povoação de Cujó que se tornou freguesia independente em 1949), concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Aos 20 anos de idade embarcou para Moçambique, donde regressou em 1976. Ler mais.