Trilhos Serranos

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quinta, 22 setembro 2016 13:17

ARQUEOLOGIA - 2

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Neste minha saga de «mostrar» Castro Daire ao mundo, na  condição de munícipe assumido que se preza da sua terra,  seja através do meu site «trilhos-serranos», seja no Youtube e aqui mesmo no Facebook,  sem subsídios nem avenças municipais, nem ensejos de pendurar uma medalha de mérito  ao peito, cerimónia tão vulgar e corriqueira hoje em dia, por estas bandas (o que, aliás só reforça a minha independência face aos poderes instituídos, a quem jamais verguei a cerviz) prossigo hoje com alguns conjuntos de fotos relativas ao passado histórico da nossa vila, certo de que a generalidade dos castrenses jamais parou, olhou e viu o que está à frente dos olhos de toda a gente.

1-2- C.Daire - Redz

1 - Quem não se lembra de entrar em Castro Daire, pelo sul, (estrada nacional nº 2) e logo à entrada ser informado que chegou a «CASTRO DAIRE» através do topónimo colocado em AZULEJOS numa casa à esquerda de quem entra?  Quem parou, olhou e viu o MONOGRAMA que entrelaça as letras APC ao centro, por cima do topónimo?

Não. Não são as minhas iniciais APC e também não são as do senhor que foi proprietário da casa. E não sendo uma coisa nem outra, só pode ser o MONOGRAMA do artista que fabricou os azulejos, já que ele parece fazer parte integrante dos mesmos. E aquele candeeiro, artesanal  a imitar uma abóbora recortada para deixar passar a luz? Gente com gosto, imaginação e arte.

2- Seguindo a rota em frente quem parou, olhou e viu os belos azulejos da dita «Casa1-2- JuizRedz do Juiz», cuja história já deixei em pormenor no meu seite trilhos-serranos» versão «.com»? Quem se deliciou com a arte decorativa da sua fachada e do MONOGRAMA «SS» (dos Silvas e Farrecas) negociantes de peixes, em tempos idos?

1.-2Fonte Peixe Red

3 - E logo mais adiante quem parou, olhou e viu a arte projetada na Fonte dos Peixes, em toda a sua escultura, mas principalmente no MONOGRAMA  da «CM» que, em alto relevo, foi lavrado na esfera sobre a data de 1921?

Interpelei várias pessoas sobre aquela «figura». Ninguém foi capaz de decifrar o MONOGRAMA. Ninguém, é como quem diz. Houve um senhor que me respondeu na ponta da língua. Foi o senhor Carlos Augusto Duarte Pinto (meu amigo e informante privilegiado) que mereceu ficar na fotografia. Respondeu que significava «Câmara Municipal», mas ficou altamente surpreendido quando o chamei a atenção para os elementos que formavam as letras a atirar para o GÓTICO.  Disse-lhe que eram peixes entrelaçados e a sua sabedoria de IMG 1772 - Cópiamuitos anos, reconheceu, de imediato e humildemente, que nunca tinha reparado nisso. Pois reparem os meus amigos facebookianos e se não perceberam... façam um desenho.

4 - E não se  fiquem por aí. Avancem, parem, olhem e vejam outro MONOGRAMA que, não tardará muito tempo, dele restará somente esta fotografia, já que não são muitos os interessados castrenses que se dignam parar, olhar e ver o nosso passado histórico, através destas minudências artísticas. É em frente ao Jardim Público. No prédio que foi de «JG», (João Guedes) o edifício que resta do velho «crasto» dos anos 40, no centro da vila. A foto aqui fica, com o destaque do MONOGRAMA.

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Abílio Pereira de Carvalho

Abílio Pereira de Carvalho nasceu a 10 de Junho de 1939 na freguesia de S. Joaninho (povoação de Cujó que se tornou freguesia independente em 1949), concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Aos 20 anos de idade embarcou para Moçambique, donde regressou em 1976. Ler mais.