Trilhos Serranos

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segunda, 03 junho 2019 08:39

LIVRO ABERTO E ILUSTRADO (j)

Escrito por 

A VERDADE É COMO O AZEITE VEM SEMPRE AO DE CIMA

BOMBEIROS - CRONOLOGIA DOS FACTOS E DAS ATITUDES

Decorria o ANNO DOMINI de 2006, dia 24 de abril, quando eu deixei nas colunas da Imprensa Local/regional, numa das crónicas relativas ao IMBRÓGLIO que envolvia o meu livro “Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música”, o texto que transcrevo em itálico e negrito, para melhor e impressiva leitura:

O «Notícias de Castro Daire» e os seus leitores merecem outro nível, outra elevação de comportamento, de pensamento e de argumento. Aqui ficam, para o presente e para o futuro, registadas a postura e as preocupações de quem está empenhado no progresso do concelho, no desenvolvimento das suas gentes e instituições e daqueles que, pespegados aos parâmetros culturais de que dão fé em tudo quanto fazem, dizem e escrevem, apostam no contrário. A comunidade e os tempos ajuizarão da postura, dos factos,  das ideias, da forma, do conteúdo, da palavra e do caracter dos protagonistas de toda esta história. Neste jornal estão a escrever-se páginas de HISTÓRIA  que serão a honra ou a vergonha de quem as escreve. Basta, para tanto, que haja HONRA que haja VERGONHA”.

 Com efeito. Sem efeito. Tal qual. E tal qual se escreve hoje para o futuro, a postura TRANSPARENTE OU OBSCURA das DIREÇÕES E COMANDOS que, posteriormente a essa data, tiveram acerca do mesmo IMBRÓGLIO. Então como agora, tanto os CORPOS SOCIAIS como o CORPO ACTIVO (comandante incluído) não podiam ignorar a MÁ GESTÃO que era levada a cabo sob o telhado de uma HISTÓRICA E PRESTIMOSA INSTITUIÇÃO, por parte de quem se SERVIA DELA. em vez de  SERVI-LA. 

Então, como depois, até hoje, de nada valeram o CONTEÚDO DO LIVRO e as avisadas e qualificadas palavras dos Drs. Costa Pinto e Cristóvão Ricardo, (que já vimos mais acima) falando em “gestão danosa”, pois, sob o mesmo telhado da Instituição, ninguém tugia, nem mugia. A CONIVÊNCIA e o SILÊNCIO PÚBLICOS manifestados  entre os órgãos responsáveis por aquela INSTITUIÇÃO era por demais EVIDENTE, com involvência clara do EXECUTIVO MUNICIPAL, que nela investia montantes anuais assinaláveis. 

Por mim (com todo o respeito que me merecem os meus amigos que adoram BACO) fechei a “tasca”. Calei-me e não entrei mais naquela ASSOCIAÇÃO. Autoexcui-me de sócio, tal como excluí a ideia de ser carne que se deixa «cozinhar em lume brando».

Passaram anos e foi com agradável surpresa que no dia 26 de junho de 2016 (UM DOMINGO), no Restaurante Rocha, o senhor 2º Secretário da então Direção dessa Associação, com a gentileza e educaçao que sempre lhe reconheçi, me entregou o meu RENOVADO CARTÃO de sócio com o nº 330, com fotografia actualizada e tudo.

Tinham passado dez anos e interpretei aquele facto como um manifesto gesto de BOM SENSO, de BOA FÉ e DECÊNCIA por parte de quem tal iniciativa tInha tomado. Uma forma da DIREÇÃO e demais ÓRGÃOS SOCIAIS e CORPO ACTIVO (comandante incluído)  se desvincularem do “palavreado malfeitor”  e «maldizente» que envolveu o meu nome, a minha pessoa e a minha obra,  anos antes. Uma forma da INSTITUIÇÃO, na pessoa dos seus RESPONSÁVEIS, repelir o BOEMERANG atirado na minha direção e, não acertando no alvo, retornar à procedência por sentença lavrada em TRIBUNAL, mostrando  quem, efectivamente  “não batia bem da tola”: se era o autor de um livro de 514 páginas, feito “pro bono” em benefício dos BOMBEIROS, ou os responsáveis da ASSOCIAÇÃO que  rejeitaram esse livro e as verbas provenientes da sua venda.

Só que a louvável atitude desta DIREÇÃO tomada para comigo, não resolvia o problema pendente, o mesmo  que arrastou pela lama o meu nome, a minha pessoa e a minha obra.  A questão não era pessoal. Era e é institucional. 

Por isso com a mesma boa fé e decência, escrevi, de imediato, uma carta à Direção, agradecendo-lhe o nobre gesto de não ter sido EXCLUÍDO de sócio e pedindo alguns esclarecimentos suplementares. E aguardei pacientemente a resposta. 

Dando tempo ao tempo, com o claro sentido da BARRA CRONOLÓGICA da HISTÓRIA (sem prescindir de deixar aos meus filhos e netos um NOME e um ROSTO enxutos)   passado que foi um ano sem  RESPOSTA alguma chegada por qualquer via, resolvi publicar essa CARTA no meu site. É a que se segue, já que nas gavetas dos meus arquivos, nada se esconde, pois nada há a esconder. 

 CARTA SEM RESPOSTA (clique no link:

 http://www.trilhos-serranos.pt/index.php/cronicas/676-bombeiros-de-castro-daire-carta-sem-resposta.html

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Abílio Pereira de Carvalho

Abílio Pereira de Carvalho nasceu a 10 de Junho de 1939 na freguesia de S. Joaninho (povoação de Cujó que se tornou freguesia independente em 1949), concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Aos 20 anos de idade embarcou para Moçambique, donde regressou em 1976. Ler mais.