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terça, 21 novembro 2017 13:31

BOMBEIROS DE CASTRO DAIRE - AINDA FUMEGA

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RESCALDO

Na carta que ontem tornei pública, aqui mesmo, dirigida que foi, em 2016, à Direção dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, carta essa que ficou sem resposta, relativa ao meu novo «cartão de sócio» e ao livro «Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música», referi-me a uma informação escrita em papel timbrado com o logotipo do Município,  dada pelo ex-Presidente da Câmara Fernando Carneiro, em que dizia a um munícipe, interessado na sua aquisição, que esse livro se encontrava à venda nas «livrarias/papelarias», e que só as mesmas «sabiam o preço» de venda ao público.

 

Corveira - CópiaDisse também que tinha dirigido uma «carta/petição» de esclarecimento ao atual Presidente da Câmara e Vereador da Cultura, arta com nota de rodapé a informar que ela, com esclarecimento ou sem ele, seria, a seu tempo, dada à estampa neste espaço. Aguardo, portanto. Como se vê, sei dar tempo ao tempo.

Mas, para já, a fim de tudo ficar muito bem explicadinho, e que cada um assuma as responsabilidades dos cargos e funções que exercem (ou exerceram) uns porque NÃO RESPONDERAM à missiva que respeitosa e cordatamente lhes foi dirigida, outro, porque não diz a VERDADE acerca do livro em causa (a mútua cumplicidade do silêncio pode descortinar-se no facto de, nas últimas eleições autárquicas, o Presidente da Associação dos Bombeiros, João Cândido da Silva Henrique,  integrar a lista do PS para a Assembleia Municipal e Fernando Carneiro encabeçar a lista do mesmo partido para o Executivo e, presumivelmente, a nenhum deles interessar a divulgação do conteúdo do livro em causa, aqui deixo o «fac simile» do ofício assinado pelo ex-presidente da Câmara e a foto do texto que figura na contracapa da obra de que sou autor, COM MUITO TRABALHO, COM  MUITA HONRA e nenhum PROVEITO.  

Nesse texto, escrito em 2005, na contracapa, como se vê,  digo que «As instituições locais, como a Misericórdia e os Bombeiros, não são assim tão «santas», nem não «humanitárias, como vulgarmente são conhecidas». E remato dizendo que «este livro pretende exercer alguma pedagogia». Foi o «aqui d'elRei»! Para além da acendalha que deu origem ao incêndio que lavrou, ao tempo, na imprensa local, v.g. «Notícias de Castro Daire» e no meu site "trilhos-serranos.com", incêndio que passou despercebido aos órgãos de comunicação nacional (orais e escritos)contracapa - Red, parece-me que mais PEDAGÓGICOS foram os fogos que devastaram o país neste verão passado, em consequência dos quais o jornalismo nacional, com Sandra Felgueiras e o seu «SEXTA ÀS 9» à cabeça, tenha, enfim, descoberto que Portugal não era só Lisboa.

Cá por mim, contrariamente a certos jornalistas que por aí andam a rabiscar nos jornais da esquerda, do CENTRO ou direita, folgo bem em ter por companhia, mesmo que somente no RESCALDO, o jornalismo de investigação levado a cabo por essa profissional de comunicação, louvando, claro está, o seu PROGRAMA. A razão que tinha em 2005, tenho-a em 2017. Entretanto o Presidente da Associação dos Bombeiros de Castro Daire, que condenou o livro e só nãoo levou à foqueira porque não pôde, acabou por ser condendo a prisão por «desviar dinheiros da Associação para a conta da sua firma particular». 

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Abílio Pereira de Carvalho

Abílio Pereira de Carvalho nasceu a 10 de Junho de 1939 na freguesia de S. Joaninho (povoação de Cujó que se tornou freguesia independente em 1949), concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Aos 20 anos de idade embarcou para Moçambique, donde regressou em 1976. Ler mais.