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segunda, 14 setembro 2020 08:45

GLÓRIA À CIÊNCIA

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GLÓRIA À CIÊNCIA

Década de setenta.

Século vinte.

 

Era dos foguetões,

Das  grandes interrogações

Da Humanidade

Sobre o seu lugar no espaço.

A fantasia a par e passo

Com a realidade

Caminham  juntas

E por, toda a parte,

Na ciéncia, na cultura na arte,

Um fracasso, uma certeza,

Uma vitória. Muitas perguntas.


O homem vai à Lua e manda sondas a Marte. Multiplica as aventuras, muda o rumo à História e a força da ciência esbate na memória a palavra das Escrituras. Os profetas antigos não são mais ouvidos e no  que concerne à verdade dos planetas e estrelas mil  que pintalgam da abóbada celeste, Norte a Sul, Este a Oeste, um só profeta se faz ouvir e seu nome é Júlio Vern
Década de setenta. Século vinte. Era dos foguetões em busca de novos mundos novos céus. O mundo não é mais a terra dos Hebreus, a Europa, a África, a  América, a Ásia, a Oceania, a Antárctida. A Terra torna-se Lua e a noite torna-se dia. O bonão acredita mas a grande bola que à volta do Sol gravita é só um pontinho igual a tantos outros dispersos na gramática sideral. Gramática sem a qual, enfim, o livro do Universo por vasto que seja o saber jamais se poderá ler, mesmo sabendo-se grego e latim. Glória...glória...glória ao sonho etéreo dos Romeus apaixonados pelo firmamento, sonho de todos os Galileus, homens de ciência e de pensamento.

Nota: publicado há anos na imprensa e no meu velho site (.com) . Migrado hoje mesmo para este NOVO SITE ( ".pt")

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Abílio Pereira de Carvalho

Abílio Pereira de Carvalho nasceu a 10 de Junho de 1939 na freguesia de S. Joaninho (povoação de Cujó que se tornou freguesia independente em 1949), concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Aos 20 anos de idade embarcou para Moçambique, donde regressou em 1976. Ler mais.