Trilhos Serranos

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VETERINÁRIA

Não se pense que o nosso "veterinário doméstico", ( o senhor Esteves, se a memória me não atraiçoa)  como referi no apontamento anterior, tratava os animais às cegas.

 

 VETERINÁRIO CASEIRO

Falei no papel desempenhado pelo meu pai Salvador de Carvalho no que respeita aos primeiros socorros disponíveis em Cujó, nos meados do século XX.

 

CUJÓ 

Paralelamente à prática de rezas, atalhes e benzeduras, conhecimento e uso de plantas em chás e curativos de superfície, em simultâneo com outros recursos pouco ortodoxos no âmbito da saúde, a população de Cujó passou a ter à sua disposição, sobretudo a partir da década de trinta, com caracter permanente, os instrumentos da medicina curativa científica, ao nível dos primeiros socorros, na casa e na pessoa de Salvador de Carvalho, regressado da vida militar, em 1927.

 

PEDAGOGIA

 A não ser um ou outro espírito vesgo e provinciano, qual o Português de lei que não se regozija com a “Expo’98”, acontecimento que decorre em Lisboa 500 anos depois da chegada de Vasco da Gama à Índia? Qual o professor que, ciente, embora, dos desmandos que os nossos navegadores, incluindo Vasco da Gama, praticaram sobre os íncolas (cala-te boca, não fales nisso!) se não orgulha do momento áureo que os nossos indígenas maiores registaram nas páginas da História Universal?  Pois é. Foi devido a este espírito patriótico, universalista e humanista que eu e os meus alunos do 6ºE, aproveitando o momento que passa,  desembarcámos noCais do Oriente desejosos de conhecer a Europa e o mundo, ávidos por saborear os grandes  cozinhados lusos, condimentados com gindungo e pimenta que baste.

Já lá vão uns anos. No Café que frequentava, todos os dias depois do almoço, a fazer horas para retorno ao trabalho, numa roda de colegas professores e de amigos relacionados com a educação, falávamos de tudo. Havia entre nós, um colega do Ensino Primário, com carreira firmada no Escotismo, da base ao topo, católico praticante. E por isso também vinham à baila as questões religiosas, as práticas da Igreja ao longo da História, o seu poderio político, religioso e económico, as suas reformas no fio do tempo e até o papel desempenhado por S. Francisco, contra o fausto, etc. etc. E longe estava eu de adivinhar que, muitos anos depois, um PAPA, tomando o nome Francisco, viria a dar respaldo a muitos desses meus reparos.

ESTRANHA FORMA DE VER

É isso. No dia em que a Igreja põe mais dois santos nos altares, dá-me para filosofar. 
Quem não se lembra daquele vagabundo do porto de Piréu, felicíssimo por tudo o que via em redor ser seu? 
Era um louco. 

PEDAGOGIA

Aquele dia, a memória não o perde, foi na vila Castro Verde como bem prova a fotografia. Ao lado esquerdo, coisa linda, uma criança, que naquelas ruas salta, que naquelas ruas pincha, junta-se à malta e pede uma trincha, quer entar na festa, ignorando o significado dela. quer borrar a parede de tinta, no vazio que dela resta.. A mãe está por perto, o pai não está afastado, atento. Ela orienta o trabalho, ele produz este documento. 

 

O "ÁS"

Numa sociedade de tabus, onde é pecado falar de sexo, mamas e cus, foi assim mesmo que, levantada a pino, torre sem sino, do chão erguida, no meio da penedia espalhada a esmo na serra da Nave, um dia, descobri  um penedo e ledo corri a observá-lo. 



JOÃO DA CRUZ

M. Lourenço Mano, no seu livro "Entre Gente Remota, Crónicas e Memórias Históricas de Moçambique", editado no ano de 1962,  com a chancela da "Minerva Central, de Lourenço Marques", em resultado das diligentes pesquisas, concluiu que o ferrador João da Cruz, referido por Camilo no "Amor de Perdição" é tão somente o João da Silva, ferrador, de Armamar, que foi degredado para Moçambique, em 1858, para cumprir pena de quinze anos de presídio, por morte de homem. Cidadão de mau feitio, zaragateiro, esfaqueou até à morte um "macua" às portas da fortaleza de S. Sebastião, na ilha de Moçambique,  pelo que foi desterrado para o presídio do Bazaruto. Evadiu-se de lá, refugiou-se em terras de Sena, onde casou com uma degredada por ter evenenado o marido. E por ali viveu até morrer a negociar escravos, marfim e ouro. (pp. 73-79)


Aníbal Correia de Mendonça (06-11-1867 ?) filho de José Correia de Barros Coelho e de Diana Carolina de Mendonça Pinto de Sousa Balsemão, casou com Dona Maria Celstina de Frias Oliva (21-01-1878 ?) de quem teve os seguintes filhos: José de Mendonça Oliva (08-09-1898 ?) e João de Mendonça Oliva (13-01-1900 ?) que emigrara para o Brasil; Maria Diana de Mendonça Oliva (30-05-1901 ?) e Carlos Emílio de Mendonça Oliva (10-03-1907 ?)que seguiu os passos dos irmãos mais velhos. Este cidadão, o último patriarca do solar dos Mendonças, em Castro Daire, no século XX, para além de viver das rendas dos prédios de que era proprietário, encontrou na arte do tricô, isto é, a fazer «rendas» forma de arranjar uns trocos para satisfação das suas necessidades e vícios entre os quais se contava o do «fumo».  E era frequente as senhoras da vila recorrem à sua pessoa para «tirar a amostra» de rendas que apareciam nas revistas da moda que se publicavam ao tempo, algumas delas vindas de França.


Aqui há um bom par de anos fui abordado por um senhor, de Arcas, que se dizia herdeiro da casa que foi do ferrador João da Cruz, protagonista no romance «Amor de Perdição» de Camilo Castelo Branco.

Ele tinha intenção de recuperar o edifício e com vista a «turismo rural». Como os responsáveis pelo licenciamento disso e correspondentes subsídios a atribuir para o efeito lhe tivessem solicitado o «histórico» da casa, pedia-me para eu o ajudar nessa tarefa, já que me sabia envolvido na pesquisa e divulgação da História Local. 

Não satisfiz o seu desejo e informei-o de que não tinha nada em mãos que fundamentasse historicamente o que se dizia no romance, fazendo-lhe ver a diferença entre história e obra de ficção.(*)

 

COMÉRCIO TRADICIONAL

Relacionadas com os «posts» que tenho vindo a publicar sobre o COMÉRCIO TRADICIONAL, para além dos «COMENTÁRIOS» e «GOSTOS» colocados neste meu «mural», subscritos pelos respectivos «amigos», chegaram-me algumas mensagens particulares a perguntar se eu estava envolvido nalguma campanha eleitoral para as próximas eleições autárquicas. Afirmo, categoricamente, aqui e agora, que não e acrescento: deixei, há muito tempo, as lides políticas locais por entender que era mais útil à minha terra fora do APARELHO PARTIDÁRIO, (PS) do que dentro dele, isto é, por entender que devia fazer o que nunca nenhum munícipe fizera anteriormente, ou seja, investigar, publicar e divulgar a história do concelho. Com essa atitude, exclui-me, antecipadamente, de poder vir a integrar a lista dos condecorados no «DIA DO AUTARCA» tão justamente instituído para homenagear alguns daqueles políticos que prestaram relevantes serviços à causa pública. 

CACIFO DE FURÃO

Os meus dois filhos cresceram rodeados do carinho e dos afetos que lhes eram devidos pelos pais. Mas também cresceram a ver os progenitores, ora agarrados aos livros, ora a corrigir os testes dos alunos, ora a restaurar velharias, quaisquer que elas fossem: desde uma seitoira (foice) que gastou os dentes a segar erva e centeio, ou um podão, cujo fio se tornou rombo a cortar silvados à beira de um caminho ou de leiras de semeadura.


Pessoa amiga, sabendo-me ligado uns anos a Moçambique, sempre interessado no tema COLONIZAÇÃO/GUERRA COLONIAL/DESCOLONIZACÃO e vendo o que eu escrevi sobre OS PRAZOS DA ZAMBÉZIA e suas DONAS (na página PICADAS DE TETE) e bem assim o que deixei escrito nesta minha página sobre o CONDE DE FERREIRA, referindo-me à primeira escola primária implantada na vila de Castro Daire, com o seu título e data da sua morte, 1866, teve a gentileza de comprar e oferecer-me o livro de José Capela, com o título «Conde de Ferreira & Cª, Traficantes de escravos», portanto,  ligado ao comércio negreiro, do qual ele foi um protagonista histórico. Tenho andado a lê-lo e a cotejar o seu conteúdo com matéria conexa que deu corpo à minha licenciatura em HISTÓRIA. Ontem à tarde não fiz outra coisa.


Nos fins de fevereiro, p.p. chegou-me à velha caixa do correio mais um livro de Manuel Lima Bastos. Mais um que ele  teve a gentileza de me oferecer e enviar com a costumada e amável dedicatória. Li-o com a avidez e o prazer com que li todos os anteriores. Desta vez tem o título «Mestre Aquilino, Caçador e a Gaitinha do Capador». 

Mais um, o oitavo, carpinteirado, apaixonada, paciente e sabiamente com a matéria-prima extraída dos soutos e carvalhedos plantados pelo Mestre Aquilino Ribeiro, o nosso (de ambos) escritor de eleição. E o que posso eu acrescentar mais ao que já disse sobre este louvável e incansável labor de Lima Bastos? O que me falta dizer para corroborar nesta sua tarefa de divulgação da obra e do nome deste escritor beirão que pôs em letra redonda a vida dos meus avós, dos meus pais e a minha própria vida?

NO MINÉRIO TRABALHAVA, TRABALHA...TODOS GANHAVAM SÓ EU NÃO GANHAVA NADA...


No pós-guerra a febre do volfrâmio não deixou as gentes da serra.
O meu pai, a viver em Cujó, negociava em minério e um dia, ao cair da noite, dois supostos amigos seus da vila de Castro Daire, vindos de Almofala, dado o adiantado da hora, diziam, pediram-lhe para pernoitarem em nossa casa. Outros tempos em que sendo as distâncias curtas, longas as tornavam os difíceis acessos, carreiros e caminhos existentes.

PRIMEIRA PARTE

O meu novo livro "O HOMEM DA NAVE, DEVOTO DE DIANA", editado pela PCPUBLIARTE, ( Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ) com sede em CASTRO DAIRE, empresa gerida por LINO MENEZES, homem ligado ao teatro (actor e encenador que foi das "GIESTAS DO MONTEMURO"), está prestes a sair  do prelo. 

São 135 páginas de formato 15x21 e 64 fotografias (sépia) relativas aos assuntos tratados. Será posto à venda nas livrarias e poderá também ser adquirido pelo correio eletrónico acima referido. É só contactar a firma.

CASTRO DAIRE

No meu livro «Julgamento», editado no ano 2000, aludo a uma árvore hibrida de cedro/carvalho que existiu ao lado da capela do Calvário, na Cerca das Carrancas. Assim:

TUDO É ÓBVIO E BÁSICO

Na década de setenta do século XX, eu e a minha mulher éramos professores de História e Geografia em Lourenço Marques (hoje Maputo). As turmas eram uma mistura de alunos brancos, negros, mulatos, indianos e alguns chineses, uma amálgama das etnias que, ao tempo, habitavam aquela cosmopolita cidade do Índico. Os compêndios eram iguais aos usados nas escolas de Portugal Continental, pois portuguesa era tida aquela cidade e portugueses quase todos os seus habitantes. De acordo com os programas oficiais de História e Geografia (unidas no mesmo compêndio) os professores debitavam para os alunos, em geral, as características do relevo de Portugal, altitude das serras, riquezas mineiras e vegetais, rios, clima, linhas férreas, demografia, desequilíbrio demográfico entre o LITORAL/INTERIOR, apesar de SER ÓBVIO E BÁSICO que isso dizia pouco ou nada aos alunos negros, mestiços e indianos.

 

Mais uma vez interrogo o Dr. Damásio, o Dr. António, conhecedor que é da função de cada neurónio, aquele que da neurociência está seguro,  sobre os relâmpagos que rompem o escuro do meu pensamento e, num repente, sem esperar, me transportam a tempos passados, momentos vividos, esquecidos e assim lembrados. Acontecerá com toda a gente? Estou a pensar fazer um  "testamento vital" e, de forma legal, num qualquer hospital, permitir fatiar o meu cérebro pelos cirurgiões, tal como o carniceiro faz no talho e fatia fiambre ou salpicões para vender ao primeiro cliente que chega. Talvez assim, em cima da mesa, a ciência explique a essência, o caso insólito de eu escrever simultaneamente com as duas mãos e, com a naturalidade com que a noite sucede ao dia, deixar no papel, da esquerda para a direita e da direita para a esquerda,  a mesma caligrafia, coisa que nunca vi em colegas e amigos (eles foram tantos!) com quem convivi. Para mim, natural, para eles um espanto!

 

A LAMÚRIA

Penso que toda a pessoa normal (e no seu juízo perfeito) se lembra bem do clima político PRECIANO apregoado pela DIREITA portuguesa durante a campanha eleitoral para as últimas legislativas e a agitação que fez da bandeira do medo, pois estava aí a chegar novamente o COMUNISMO.



Sou daqueles que sempre me interroguei sobre o DIREITO DIVINO atribuído aos reis e chefes religiosos. Nunca levei a sério o divórcio amigável entre POLÍTICA e a JUSTIÇA e muito menos a vida me ensinou que os JUÍZES, só porque o são (e às vezes não poderem ser outra coisa) são homens providenciais que pensam, agem e decidem como que insuflados por INSPIRAÇÃO DIVINA e, por isso, colocados acima do cidadão comum, esse, coitado, não bafejado com o halo da infalibilidade e da clarividência.

PRAXES ACADÉMICAS

A saga das "praxes" continua no carril do " soma e segue", expressão que um amigo meu (já falecido) traduzia, em linguagem popular, por "rompe e rasga, sempre em frente".
Ontem OUVI e VI nas televisões (situação que, contra a vontade dos gramáticos, pode legitimar o particípio OUVISTO, no caminho EVOLUTIVO da Língua), ouvi e vi, simultaneamente, dizia, uma senhora falar da morte do seu filho, convencida que ela ocorreu numa situação de PRAXE, essa coisa ESTÚPIDA que encontra defensores por esse país abaixo e arriba, quase todos fincando os seus argumentos nas TRADIÇÕES ACADÉMICAS.

 

Lino Menezes, um homem ligado ao teatro, actor e encenador que foi das «Giestas do Montemuro» tem vindo a publicar no seu mural do Facebook algumas fotos das peças que foram levadas a palco nos anos 90 do século XX.. Como eu assisti a algumas e escrevi sobre elas , aqui deixo cronica que publiquei, em 1993,  no «Notícias de Castro Daire».  As fotos que a ilustram foram extraídas do mural de Lino Menezes e creio não se relacionarem com o drama. Mas, «quem não tem cão, caça com gato». Nesse tempo não era qualquer bicho careta que andava por aí com câmara fotográfica integrada nos telemóveis a registar os eventos culturais da terra. A fotografia era feita com letras, em crónicas, como esta.


    Há dias uma pessoa amiga que, pelos vistos, se quer dedicar à investigação no concelho, atitude digna de louvar, veio ter comigo a perguntar-me se eu já tinha escrito algo sobre a «história» da «Radio Limite» de Castro Daire, uma vez que vira no meu "curriculum vitae" a minha colaboração naquela Rádio e Presidente que fui da Assembleia Geral. Que não. Não tinha historiado essa instituição. Remeti-a para o senhor António Gonçalves, um dos seus fundadores nos tempos das RÁDIOS PIRATAS,  seu locutor durante anos e eu iria ver o que tinha  escrito, publicado no «Notícias de Castro Daire» e guardado nos meus arquivos. O «disco rígido» do velho CP, talvez mantivesse algo em memória. E manteve mesmo. Aqui vai a crónica publicada em 1991.  


Em 2005, na contracapa do meu livro "Castro Daire, Os Nossos Bombeiros, a Nossa Música" (um livro de 514 páginas, com muitas, muitas e muitas horas de investigação e de estudo) escrevi o seguinte, à laia de resumo:

No dia 15 de outubro do ano passado realizei e alojei no Youtube, com imagens minhas a voz de Almeida Santos, um vídeo com a balada "Lá longe, ao cair da tarde". O seu falecimento transportou-me, agora, a Moçambique e, por conseguinte, a Lourenço Marques, onde o conheci, ele já com carreira consolidada no foro e eu a começar a carreira de trabalhador-estudante. 


Anda por aí uma CRIATURA (sem chip, nem chapa de identificação, ou melhor, creio que no seu "perfil" do Facebook apresenta um <<ZERO>>, já de si significativo) muito incomodada com a nomeação que o Presidente da Câmara, Fernando Carneiro, fez da sua filha para assessora, no GAP. Faz eco disso nos blogues e no Facebook e, se calhar, cansada de não ser ouvida, por falta de CRÉDITO e MÉRITO público (coisas difíceis de alcançar) não hesitou em querer envolver-me no assunto, questionando o meu silêncio. Ao proceder assim, queria fazer, tal qual fez o candidato nas listas do Partido Socialista à Junta de Freguesia de Mões, que usou a minha imagem pública num folheto de propaganda política nas últimas eleições autárquicas para disso tirar proveito. E tirou. Sem o meu consentimento.

Há pessoas que, às vezes, perdem boas oportunidades para ficarem caladas.  Sem terem a mínima ideia dos trambolhões que um livro dá até chegar à versão final, às mãos do leitor, ignorando quantas vezes ele é revisto por forma a evitar erros e gralhas,  sem terem ideia nenhuma da peregrinação que ele faz do autor para a tipografia e vice-versa, sem nunca terem posto os olhos nas provas tipográficas revistas de autores credenciados, sem nada disso saberem, se apanham um erro ou gralha num livro de 500 (quinhentas) páginas, aqui d'el Rei que «está aqui um erro».

Ora essas pessoas eu remeto-as, agora mesmo, para o texto que serviu de introdução ao meu livro «Lendas de Cá, Coisas do Além», publicado em 2004, ilustrado com uma página do meu livro «Castro Daire, os Nossos Bombeiros, a Nossa Música» em fase de revisão de provas, tal qual se segue:



Numa tertúlia de café, já lá vão muitos anos, um colega meu estudante, quando andávamos em redor das dinastias, da cronologia dos reis, da hierarquia como estava organizada a nobreza e o clero, da queda da Monarquia e da implantação da República, defendeu, convictamente, que todo o português era MONÁRQUICO, mesmo os que se diziam REPUBLICANOS. E o mesmo acontecia com os que se diziam ATEUS, pois também eles, lá no fundo, eram bons CRISTÃOS. 

No tempo das vacas gordas, digamos que nos anos em que chegava a Portugal dinheiro a rodos, fundos da CEE, governava o país o actual Presidente da República, corria, na TV, um anúncio publicitário sobre "jips". Aparecia um carro desses a subir e a descer ravinas, mas um dos condutores, por inexperiência, deixou o carro, vai que não vai, prestes a cair por uma ribanceira abaixo. Era então que surgia a frase crítica publicitária: "hoje qualquer chouriço tem um  jeep.

Quando, na minha infância, andava pelos montes a guardar gado, tal como os pastorinhos da minha igualha, todos conhecíamos as FONTES onde íamos beber e dar de beber aos animais a nosso cargo. Eram elas os locais de encontro onde todos saciávamos a nossa sede física, mas também a nossa insaciável sede de novidade e brincadeiras próprias da idade. Não havia na serra ser vivo, velho ou novo, que resistisse atracção telúrica das FONTES espalhadas por aqueles vales e montes. 

 

HISTÓRIA VIVA

Os Três Mosqueteiros desta narrativa nunca usaram capa, nunca manejaram espada, nunca dispararam mosquetes e nunca vestiram camisas com golas e punhos de renda. Não foram pessoas de cortes monárquicas, não pertenceram à nobreza fidalga, não cresceram nem viveram em salões de sobrados cobertos com alcatifas de damasco e de reposteiros aveludados nas amplas janelas viradas para jardins com plantas e árvores exóticas. Nada disso.



PRIMEIRA PARTE

Ali, naquela praia da costa da Caparica, ele era sempre o primeiro a chegar. Nem um relógio suíço, da mais reconhecida marca, indicava, tão certo, as horas do dia.  Mal chegava, espetava uma vara no chão,  certificava-se da sua firmeza aprumada, punha-lhe no topo uma toalha, atirava os ténis, a roupa e outra toalha para a base dela e ei-lo a correr e a desaparecer no fundo do areal que se estendia por quilómetros de ambos os lados. Por algum tempo o centro do mundo era aquela vara ali espetada que nem estaca de feijoeiro em solo arável e produtivo.



Quem, como eu, tem queimado as pestanas na investigação e divulgação da HISTÓRIA LOCAL, só podia regozijar-se com a iniciativa que tiveram os atuais responsáveis pela Santa Casa da Misericórdia, no sentido de deixarem, em livro, a colaboração dada às FESTAS LOCAIS de S. Pedro, integrando as MARCHAS POPULARES.

Fiquei a saber pelo telefone (iniciativa sua) que o meu amigo algarvio, colega que foi de liceu em Lourenço Marques, de seu nome completo Bertino Sequeira Nunes, hoje professor de História aposentado,  vinha fazer a PASSAGEM DE ANO no HOTEL ASTÚRIAS, no Carvalhal, integrado num grupo de 50 pessoas. Andariam por Lamego, por Viseu e arredores de Castro Daire.


Agora, que no Facebook se lembrou o INDEX, agora que não estou muito disposto a pensar, agora que o sucessor de Bento XVI, por Francisco I conhecido, veio dizer sobre o CAPITALISMO aquilo que todos nós sentimos, apetece-me transcrever parte de uma CRÓNICA que publiquei na imprensa local e no meu velho site, em 2005, no rescaldo da eleição de Ratzinger. Assim:

COM NOME E ROSTO

Não. Não é Manuel Amorim o autor desta crónica. A "Voz de Faifa" há muito que se calou devido a perda de vista do seu autor, a residir em Lisboa.

 

COM NOME E ROSTO


Na crónica "A CEGARREGA (1)" mostrei o gozo que tive, o prazer que senti, assistir de bancada, via TV, à tomada de posse do XXI Governo Constitucional, LEGITIMADO pela MAIORIA DE ESQUERDA dos deputados eleitos pelo POVO com assento na ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, de acordo com a nossa Lei Fundamental, a Constituição abrilina



1 - Passando os olhos pela imprensa diária online, constata-se que a cerimónia de posse do XXI Governo Constitucional dá «pano para mangas». Do «Diário de Notícias», de hoje mesmo, transcrevo:

 

Se houve coisa que me deu gozo, neste ano de 2015, foi assistir, via TV, à cerimónia da tomada de posse do XXI Governo Constitucional, no dia 26 de novembro, Governo LEGITIMADO pela maioria de deputados eleitos, com assento na Assembleia da República.

Quase tão certo como um relógio suíço de marca,  "O CAMPANIÇO" entra-me número, após número, na caixa do correio.  Fundado em 1989, depois de eu ter saído de Castro Verde, não me lembro por que linhas me tornei colaborador dele e deixar nas suas páginas algumas crónicas. Lembro aquelas onde reportei as telas gigantes expostas na Igreja dos Remédios, pintadas, no século XVIII, por Diogo Magina (pintor algarvio) com motivos alusivos à Batalha de Ourique.

 

CORRELIGIONÁRIO


No artigo com o título "IRMÃOS ASSIMÉTRICOS" usei a palavra CORRELIGIONÁRIO no plural. Pessoa amiga, tendo-me por pessoa que escreve bem (e julgo ser sincero naquilo que me diz) apressou-se a telefonar-me, advertindo-me para um eventual erro ortográfico, pois entendia que a palavra se escrevia CORRELEGIONÁRIO, com "e" e não com "i", como eu escrevi. 

RICARDO COSTA

O texto que se segue foi escrito no dia 12-11-2015 e ficou em "stand by" até hoje propositadamente. Ei-lo, tal qual foi rabiscado:

"Num "EXPRESSO DA MEIA NOITE " Ricardo Costa, na sua jornalística sabedoria, disse TER A CERTEZA de que nunca se formaria um GOVERNO DE ESQUERDA. 

FACEBOOK 9

Esta é a nona vez que me refiro ao papel do Facebook. O Facebook é uma lição. E como é a nona vez, aproveito o momento para tornar público que o número NOVE me persegue. Nasci no ano 1939. Na tropa atribuíram-me o número NOVE. E NOVE é o número da minha morada. TRÊS NOVES se ligam assim à minha pessoa e, como nos ensinavam na escola primária, nas contas de somar, 3+3+3=9, FORA NADA, concluo que nada valem as reflexões e os posts que aqui vou colocando, no Facebook.

 

Já lá vai um bom par de anos que, baseado nos livros de «fiados» ditos «borrões» das casas de comércio, deixei no meu velho site «trilhos-serranos.com» o texto que se segue. Parece-me nunca ser demais difundir, por todos os meios, a história das nossas gentes, estas que, realmente, considero os genuínos «CONQUISTADORES e POVOADORES» deste Portugal que somos e estamos prestes a NÃO SER.

Os recentes acontecimentos perpetrados contra a HUMANIDADE, levados a efeito por um grupo de terroristas fundamentalistas, em nome de um deus e de uma religião (esquecido o que, há muitos anos, estudei sobre o Médio Oriente, entre Israelitas e Palestinianos)  fez-me estender o braço, retirar da estante o "Paradigma Perdido" de Edgar Morin, (Publicações Europa-América, segunda edição,1973) e retomar a caminhada da "NATUREZA HUMANA", no ponto onde ele estancou e disse:


Já lá vão muitos anos que vi um filme, a preto e branco, cujo protagonista era um médico de província. Aparecia sentado a matraquear numa máquina de escrever esquecido das horas das refeições. Ouvia-se uma voz feminina, vinda dos fundos: «vem, a comida está na mesa». Uma, duas, três vezes e eis a resposta: «já vou, estou a acabar um artigo para o jornal local e se eu não faço isto, quem o faz?». Mais palavra, menos palavra, nunca me esqueceu este exemplo e foi o que fiz a vida inteira: escrever para os jornais locais/regionais, esquecido das horas das refeições, tudo sem «carteira de jornalista». São anos e quilómetros de «notícias», de «comentários críticos», de «história» «usos, costumes» etc. etc. e tudo o mais que julguei de interesse informativo e cultural. Na imprensa, na Internet, no meu site e agora no facebook. 

 

Saio da cama, abro a janela e com ela aberta vejo um corvo empoleirado mesmo em frente. Reparem. Ele agita a cauda, faz leque dela, sacode as asas, baixa e levanta o pescoço, abre o bico quá...quá...quá.. e junta o seu grasnar ao da mais família alada que traça os ares, sozinhos ou aos pares, num matinal alvoroço.

OLHE QUE SIM, SENHOR DR., OLHE QUE SIM...

Setenta e seis anos de vida. ASSISTI ao discurso de António Costa, via TV, a dar conta à COMISSÃO NACIONAL das negociações que fez à ESQUERDA. ASSISTI, em beleza, regalado e contente por saber, seguramente, que ainda há políticos da craveira de António Costa com a lucidez de interpretar sem tabus, nem reticências os tempos históricos e, com isso, fazerem a diferença entre o que é um CHEFE e o que é um LIDER. Rebuscou afirmações suas, ditas nas DIRECTAS, no CONGRESSO, na PRÉ-CAMPANHA e na CAMPANHA sobre a rejeição consistente do velho e relho conceito do ARCO DA GOVERNAÇÃO, sublinhando a inclusão de todas as forças políticas com assento no PARLAMENTO. 


Tem sido um deleite ver e ouvir as nossos adivinhos (pitonisas/bruxos) a debitarem palpites depois das eleições legislativas. A classificação ajeita-se conforme se queira tratá-los com mais erudição ou mais terra-a-terra, isto para não nos BALDARMOS totalmente do léxico nativo que se presta a jogos de palavras e pensamentos que servem todos os gostos alguns deles ao sabor dos ventos.

Anda o diabo à solta, mesmo à porta da igreja. Ele pertencia à escolta do Criador, mas, por inveja, querendo ser também SENHOR, revoltou-se contra o pai e este, num ai, estava-se mesmo a ver, vingativo, de castigo sem igual, em modos pouco ternos, fez dele Lucifer, senhor do mal e dos infernos.

 

PRISÃO versus LIBERDADE (1)


Assim mesmo, no cumprimento de uma sentença ditada por um juiz, ele aí vai a cainho da prisão, protestando a sua inocência. Preso que foi começa a saga infernal da luta pela LIBERDADE, sair daquele reduzido espaço de paredes sujas e marcadas pelos prisioneiros que o antecederam na cela. Incomunicável, vai digerindo as refeições e magicando a melhor forma de recuperar um bem perdido: A LIBERDADE.



Passada a lufa-lufa das eleições legislativas que, no domingo passado, tiveram lugar nesta nossa REPÚBLICA,  é tempo de retomar o assunto que deixei pendurado, lá para trás, ligado ao tempo da MONARQUIA. Sei que, na voracidade e sobreposição de tanta futilidade facebookiana,  os amigos já esqueceram o que eu disse sobre o nome PELÁGIO,  nome esse que tão vulgar foi, entre nós, em tempos de RECONQUISTA CRISTÃ/MONARQUIA e depois se afastou das nossas pias baptismais. Nos tempos actuais, dele se esquecem os abades, curas, padrinhos, frades e pais,  pois os nomes honrados dos heróis dignos de perpetuarem, nos filhos e afilhados, os "fastos pátrios", são outros.

A minha netinha mais nova (quatro anos de vida)  sentada nos meus joelhos (coisas de crianças...só mesmo delas), afaga-me a barba branca e, olhos esbugalhados, grandes como os do pai e da avó Mafalda, muito querida, de uma vez só, pergunta-me de rajada, carinhosamente: "porque tens as barbas, as sobrancelhas e os cabelos brancos ... assim tudo branquinho?" Respondi prontamente: "por ser teu avozinho. Todos os avozinhos (eles são tantos) têm a barba e cabelos brancos, se não forem carecas. "Como o Pai Natal?" interpela ela, pertinente, mãos irrequietas, aquele pingo de gente, naquela  sua idade de perguntas sem fim e infinita curiosidade. "Tal qual", respondi sorrindo, brincando e concordando com a imagem bonita aninhada na sua mente infantil. 


Invadido pelo sentimento de REPUGNÂNCIA que me deixam algumas palavras e atitudes que se vão espreitando nas redes sociais (e não só) contra o acolhimento dos REFUGIADOS (palavras e atitudes, mais ou menos primárias, mais ou menos esclarecidas, mais ou menos cínicas, mais ou menos pacíficas, mais ou menos inflamadas e guerreiras) nomeadamente as daqueles que, brandindo a bandeira do MEDO, veem neste DRAMA HUMANO, pura e simplesmente, o retorno à Europa dos Mouros (tal foi a tirada daquele PATRIOTA que me desafiou a dar guarida a um casal desses, trazendo à colação a heroica ação dos CRUZADOS, seguramente sem ter lido os meus textos sobre a GLOBALIZAÇÃO, as nossas andanças por terras do Índico e Pacífico, num movimento migratório em sentido inverso daquele que presenciamos atualmente, também ele não isento grandezas e misérias, de humanidade e desumanidade), apraz-me recuar alguns séculos e, antes de prosseguir na nossa saga da EXPANSÃO DE QUINHENTOS, colocar nesta página algumas pinceladas históricas ligadas à RECONQUISTA CRISTÃ, na sequência daquele excerto da "História de Portugal" de Oliveira Martins, sobre aqueles soldados que, de espada na mão e de cruz ao peito, ajudaram Afonso Henriques a conquistar Lisboa, cidade tornada TERRA SANTA depois se satisfeitos os apetites dos conquistadores, cidade donde partiriam, mais tarde, as caravelas e as naus para darmos "novos mundos ao mundo".



Tenho para mim que as palavras por nós ditas e/ou escritas, em qualquer circunstância, são os elos de ligação do nosso pensamento íntimo com a realidade exterior, concreta, visível e mensurável. São os sinais exteriores da estrutura da nossa personalidade e caráter, a saliva que, sem necessidade de laboratório, conduz os especialistas ao nosso ADN.

A INVASÃO 1

Eles aí estão. Às nossas portas. Decididos a entrarem contra as vontades e as forças que se lhes opõem. Não entram a bem, entram à força. 
Mas ... enganam-se os meus amigos se pensam que estou a cogitar na vaga de REFUGIADOS que, nestes nossos tempos conturbados, deixam os seus países de origem e se veem obrigados a buscar paz e vida nesta velha Europa. 

A INVASÃO 2

Ontem, depois de avisar os amigos, de que o meu registo A INVASÃO não se reportava à ONDA de refugiados que, deixando os seus países de origem, procuram na velha Europa "paz e vida", rematei o texto com as seguintes palavras:

A INVASÃO 1

Eles aí estão. Às nossas portas. Decididos a entrarem contra as vontades e as forças que se lhes opõem. Não entram a bem, entram à força. 
Mas ... enganam-se os meus amigos se pensam que estou a cogitar na vaga de REFUGIADOS que, nestes nossos tempos conturbados, deixam os seus países de origem e se veem obrigados a buscar paz e vida nesta velha Europa. 


Pouco inspirado, o Coelho (coitado!), agarrado ao passado velho e e relho (grande disparate!), ontem no debate, cantou  sem brilho, apenas  com refrão, apenas com estribilho, a canção que sabe da Coligação.


Já o escrevi, não sei onde e quando, mas vou repeti-lo hoje, aqui. Quando era menino de escola, e andava pelos montes a guardar gado, havia um penedo "in loco dicitur Riscado", (vejam lá, a escrever em latim que na altura só o cura e o sacristão da aldeia sabiam) que era a atração da pequenada. Saltávamos para cima dele, dávamos um berro e a nossa voz repercutia-se, não sei quantas vezes, naquelas quebradas da serra. Descia de encosta a encosta, ultrapassava o Rio Mau, ía ao Medroso, na vertente oposta do rio, e retornava até nós esbatida, mas muito audível. Era, a bem dizer uma pedra de encanto, uma espécie de púlpito que impregnava um milagre nas nossas almas ingénuas.
CARTAZES E DESDOBRÁVEIS


Ora cá está o resultado do deixa andar. Esta dos CARTAZES de CAMPANHA com FOTOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS e MENSAGENS FALSAS, tem precedentes e eu vou lembrá-los.

Quando me criei, em Cujó, não havia energia elétrica. Mal caía a noite, fosse em trabalho ou fosse para divertimento num qualquer serão, todos nós, os habitantes, novos e velhos, rompíamos os tamancos a dar pontapés no escuro. Não sei se devo a essa realidade o facto de, ainda hoje, ter horror ao ESCURO. Só me sinto bem em lugares bem iluminados e, de certo modo, acompanhado de pessoas que resplandeçam alguma luz.

 

DESABAFO

Solitário, sentado à mesa, espero a refeição da noite. Cumpro a obrigação de me alimentar, para manter a carcaça viva, andante e pensante.


Há muito que tenho denunciado publicamente o aproveitamento que determinadas ASSOCIAÇÕES regionais fazem dos dinheiros públicos em nome do DESENVOLVIMENTO e SUSTENTABILIDADE deste interior serrano. Fi-lo no meu livro «Castro Daire, Indústria, Técnica e Cultura» sobre o desempenho do ICA, com sede no Mezio e fi-lo questionando, fotografando e filmando a colocação de monóculos de grande alcance a serra do Montemuro e arrabaldes, (a coberto de programas ditos de «DESENVOLVIMETO») alguns dos quais foram imediatamente roubados e outros se tornaram inúteis por «embaciamento». Fi-lo denunciando o embuste de «gravuras rupestres» na Fonte da Pedra, arredores de Picão (em texto e em vídeo)  pois é tempo de, por estas bandas, se abrirem trilhos de SERIEDADE e não de OPORTUNISMOS de circunstância, pagos com dinheiros de todos nós.

Como cidadão que passou parte da sua vida a comentar e a divulgar a "história local" , bem como a imaginação e criatividade, individual ou colectiva, que, aqui ou ali, se vão manifestando em honra e dignificação das nossas gentes e da nossa terra (o que tenho feito na imprensa, nos livros e nos vídeos) foi com grande orgulho castrense que, através de um "Alerta Google", a remeter-me para o "Notícias de Resende", vi chegar o "Projecto Bia" ao plenário da Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República no passado dia 7 de maio.

ACORDO ORTOGRÁFICO

A partir de hoje, segundo rezam os "ditos" de soalheiro e conselhos governativos e académicos, torna-se obrigatório o uso das regras da escrita estabelecidas no NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO. 

ACORDO ORTOGRÁFICO

A partir de hoje, segundo rezam os "ditos" de soalheiro e conselhos governativos e académicos, torna-se obrigatório o uso das regras da escrita estabelecidas no NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO. 

ANONIMATO OU MEDO DA DITADURA?

Com o título em epígrafa "postei" na minha página do FACEBOOK, no dia 08 de maio de 2013 o texto que se segue e que fui repescar às MEMÓRIAS de um amigo que o PARTILHOU. Ele aí vai tal qual:

 
Já aqui disse que quando me não apetece fazer NADA, nem a ler, nem a escrever, nem a filmar, nem a fotografar, nem a falar, simplesmente disposto a fazer NADA (isto é, tornar-me conscientemente um INÚTIL SOCIAL) meto-me nos meus ARQUIVOS de documentos inéditos e ou PUBLICADOS à procura de inspiração. Navego na Internet à procura do que é DITO E FEITO sobre Castro Daire.

Aquando da publicação do CATÁLOGO DA BIBLIOTECA DE AQUILINO RIBEIRO discorri sobre a obra do MESTRE e publiquei no "Notícias de Castro Daire", de 10-02-2005 e no «Boletim da Fundação Aquilino Ribeiro», no mesmo ano, um extenso texto do qual, muito a propósito, passados todos estes anos, atento às iniciativas sobre a divulgação da sua obra,  destaco o seguinte excerto, adaptado aos dias de hoje. 

25 DE ABRIL

Aproximando-se mais umaniversário do 25 de Abril, resolvi colocar neste meu espaço um texto que alojei no Facebook em 29-04-2014. Aquilo que escrevi há um ano continua a ter actualidade, pois o ANONIMATO é a toca onde se mete todo o cagão armado em valente, sendo que alguns Valentes se chamarão.

CAÇA, QU'É DELA?

Neste tempo digital em que se escreve sem uso de caneta, papel e tinta, tempo em que a minha caixa de correio analógico me aparece atafulhada de folhetos publicitários, avisos das Finanças sobre o EMI, os selos dos veículos, seguros, cartas de pagamento da água e da luz, da MEO a ameaçar-me que cortam televisão, telefone e Internet, se não pagar a tempo, tudo, para mim uma grande chatice, neste tempo dizia, ainda aportam neste meu porto de abrigo, longe do mar, embarcações sobre as quais navego com gosto e nelas vou até outros tempos, outros espaços e outras gentes.

A par do chó, aquela armadilha primitiva muito engenhosa para apanhar perdizes,  toda ela feita com materiais que o aldeão tinha ao alcance do seu braço, o caçador furtivo também fazia uso dos "ferros", uma espécie de ratoeira para caçar coelhos e até outros quadrúpedes de maior parte, nomeadamente raposas, gatos bravos texugos e demais fauna noturna bravia.

Saber armar uma ratoeira dessas resultava de uma aprendizagem que se recebia e transmitia de geração em geração. Para qualquer serrano era tão natural saber desempenhar essas artes, como natural era tapar uma narina com o polegar e atirar para longe o monco que lhe obstruía a irmã gémea, vias respiratórias desentupidas sem recurso aos vaporizadores hodiernos, que, aliás, nem sequer existiam nas boticas da época.

 


O FURÃO

Nos meus tempos de juventude, uma das armas usadas na caça ao coelho era o furão, aquele mamífero carnívoro da família dos mustelídeos. Para caçar com esse animal esguio, pelo aveludado, olhos cintilantes que tudo captavam em redor movidos por uma curiosidade sem limites, era preciso ter licença. 

 

 Contemporânea do chó, da ratoeira e do furão era a arma de carregar pela boca, não raras vezes parceira inseparável do furão e da rede, na caça furtiva. Caçadores havia que nunca a designavam por arma, mas tão somente por "ferro". Geralmente era de um só cano, mas também havia as de dois canos paralelos, predecessoras das de "fogo central" que posteriormente sairam das fábricas.


Acabo de ler no "Jornal do Centro" uma longa entrevista feita pelo seu director, António Figueiredo, ao actual Presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, João Cândido. Ali se diz que a "actual direcção vai avançar com uma queixa em tribunal contra os anteriores directores pelos prejuízos causados". Cerca de 79.000€, alguns deles desviados  para a empresa do anterior presidente ANTÓNIO DA CONCEIÇÃO PINTO.
PRIMEIRA PARTE

O provérbio que dá título a esta crónica não tem nada de agressivo. Já larguei a moca há muitos anos. Troquei-a pela caneta.  Nunca fui muito hábil a manejar uma e outra, mas faço-me entender e, neste caso, uso o anexim tão só por uma questão de comodismo, já que a semântica que ele carrega se presta perfeitamente a poupar-me trabalho, se presta a que eu, de uma assentada só, arrume  as leituras que fiz dos livros de dois autores distintos que tiveram a gentileza de me oferecer e me chegaram à caixa do correio no espaço de um mês. Face a tal obséquio,  sem nenhum deles me encomendar o sermão, impus-me a obrigação de sobre eles escrever algumas linhas, dando-lhes assim provas públicas de os ter lido. Então lá vai.

 

 

O PROFESSOR DOUTOR AMADEU CARVALHO HOMEM, com página aberta no Facebook, vai colocando naquele seu espaço temas de reflexão e, inteligentemente, vai levando os seus amigos e/ou visitantes a servirem-se e a degustar o que ele põe na mesa, assim como quem não quer a coisa. Um dos últimos acepipes foi colar-se à postura de António Arnaut, defendendo (como ele) que todos os maçons se deviam assumir publicamente, o que logo levantou opiniões PRÓ, CONTRA e OUTRAS, provando assim a pontaria certeira do ARQUEIRO.

 

Ansioso de informação, ávido em compreender este meu país e as suas gentes, abanquei frente ao televisor e aguentei horas seguidas a ver e ouvir os interrogatórios sobre o caso BES (canal 219) e também os ESPECIAIS do CANAL 8 a esmiuçar as contas do AMIGO de SÓCRATES e os empréstimos que ele lhe fez.
Depois de tanto aguentar e de ler, ouvir e ver ali o meu país, comecei a sentir náuseas. Primeiro, uma espécie de vómitos, logo seguidos de uma flatulência intestinal que, com receio de levantar voo como um balão e bater com a cabeça no tecto, resolvi AREJAR (fixem bem o verbo), não a ver o CANAL 4 (casa dos segredos) onde me perderia no paradoxo irresolúvel de ouvir professores universitários dizerem que os alunos chegam à Universidade sem saberem ler e escrever e os políticos a chorarem a perda da "geração mais qualificada" de todos os tempos.   

CANTE ALTENTEJANO: «PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE»

Pouca gente saberá o prazer que teve um beirão de nascimento (eu próprio) regozijar-se com a notícia de ver elevado a «Património Imaterial da Humanidade» o «Cante Alentejano». E ninguém saberá também o trabalho que tive para «repescar» o texto que transcrevo mais abaixo, publicado em 1993, aquando da representação do Grupo Coral de Odemira, na Feira de S. Mateus em Viseu.

Em 22 de Outubro de 2008, publiquei no meu velho site «trilhos serranos» um artigo com o título «CASTRO DAIRE - O ORGULHO DE TER SIDO PROFESSOR», artigo esse suscitado pelos currículos académicos de dois ex-alunos meus, na Escola Preparatória de Castro Daire.
Eles, e mais uns tantos, integravam uma turma que não raro, em Conselhos de Turma, eram apelidados de «rebeldes e insuportáveis» por parte de alguns colegas meus, mais acostumados a debitarem as matérias do que a explicá-las. Em tais circunstâncias sempre chamei a mim a sua defesa, fazendo ver aos colegas que não podíamos chamar «rebeldia» à «exigência e ao interesse» que eles manifestavam em querer saber mais, puxando pelo professor, obrigando-o a reformular as questões e, quantas vezes, a dar novo rumo à aula planificada.

Nestes tempos de auto-estradas, vias rápidas e bólides de alta cilindrada, preferencialmente de marca alemã que atravessam o país em poucas horas (ainda anda no ar um certo aroma a troikas e baldroikas, a mercados, a mercancias e merklancias);  nestes tempos de esqueléticas mensagens de escrita e leitura rápidas, sem necessidade de papel, nem caneta, nem tinta; nestes tempos de «sms» nas quais as vogais «lastiram p’ra forates» e o K, nesta novel república digital voltou a ser rei, entronizado à revelia de qualquer Acordo Ortográfico (para gosto ou desgosto dos que, respectivamente, vêem a Língua Portuguesa viva ou fossilizada)  estava eu em sossego, estendido num sofá, em minha casa, em Fareja,  aldeia sita entre Viseu e Lamego, a reler «O Homem da Nave» de Aquilino Ribeiro e a degustar a descrição que ele faz da chegada a Lisboa da diligência onde viajaram o fidalgo de Tabosa, o ostrogodo Almeida de Vasconcelos, e o seu escriba, Padre José Aniceto, descrição que partilho com os meus leitores, para melhor juízo e paladar. Assim:

No momento em que o Presidente da República e mais governação portuguesa se desloca à China, com os propósitos expressos de intercâmbios de interesses comuns, achei por bem transcrever para aqui um texto que, em 2003, publiquei no meu velho site e no "Notícias de Castro Daire". Assim:

"OS CHINESES EM CASTRO DAIRE

"Quatrocentos anos após os português Leonel de Sousa ter firmado com os chineses o primeiro tratado comercial visando a fixação de gente lusa na península do Kwangtung, a troco de 10% dos direitos comerciais, eis que a História dá a volta. Neste princípio do século XXI, os chineses descobrem a Europa, Portugal inteiro e, em fins de Julho de 2003, chegam também a Portugal.Estabelecidos na vila, chegaram 450 depois dos portugueses terem feito pela vida lá pelas terras do Oriente, incluindo as costas da china.

Enclausurou-se na sua própria moradia, ainda jovem. Foi no Alentejo, na aldeia de Entradas, sita a 10 quilómetros de Castro Verde. Mocidade vivida, família abastada, «clic», de um dia para o outro, muito novo ainda, fechou-se em casa e dali não mais saiu, senão no caixão, em idade avançada. Sempre sentado à janela num cadeirão de almofadas gastas e renovadas, lia todos os dias e jornal e a telefonia, sempre ao seu lado, levava-lhe as notícias fresquinhas noite e dia. Homem do princípio de século XX, chamava-se Manuel Mestre Brito e era tio da minha mulher. Rondaria os 70/75 anos de idade quando o conheci.

Visitei-o algumas vezes. Era um conversador nato, que dava gosto ouvi-lo, pois estando fisicamente fora do mundo, dava mostras cabais de estar dentro dele, todo  vivido, visto e ouvido dali, da sua janela, afora a experiência vivida fora, antes de lhe dar aquela «maluqueira», como diziam alguns.

DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (20)

 11 – CUSTAS:

 
PAGAMENTOS

 
AUTORES

RÉUS

ENTRADA

PARA

CUSTAS

REEMBOLSO

DAS

CUSTAS

HONORÁRIOS

DO

ADVOGADO

 

APOIO JUDICIÁRIO

 
€ 869.40

€ 703.80 (a)

€ 1.535,00 (b)

€ 734.40 (c)

 
(a) Este montante seria de € 1.407,00, não fora a situação de «Apoio Judiciário» concedido aos RR.
(b) Este montante inclui 23% de IVA.
(c) Neste montante não estão incluídos os honorários dos advogados.
DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (19)

Recorrer ou não recorrer da decisão, eis a questão.
Ora, não estando eu preparado para esmiuçar o sentido técnico das leis, seja na sua letra, seja no seu espírito, nem por isso me escapam as contradições e dúvidas contidas num qualquer texto escrito, seja ele de ordem jurídica ou de outra ordem qualquer. E vistas as contradições e dúvidas patentes na sentença, não segui o parecer do meu mandatário, não apresentei qualquer RECURSO, assumindo as consequências da minha opção.
DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (18)

 Definidas as modalidades: «aqueduto», «escoamento», «presa», «aproveitamento para uso doméstico» e «para fins agrícolas», a Magistrada quedou-se na modalidade «aqueduto» por ser, in casu , no seu entender, o que estava em discussão.
E escolhido o ângulo de abordagem em «matéria de direito» (a «matéria de facto» tinha sido dada como «provada»), rebuscou saberes, estudos e jurisprudência afins, remetendo para as fontes, e assentou:

DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (17)

 10 – ÁGUA E REGO

10.1 – Esta matéria da água e do rego faz-nos voltar ao princípio e justificar porque é que terminei o antecedente artigo com o adágio popular: «não há bela sem senão».

Já vimos que, por escritura pública, lavrada no Cartório Notarial de Castro Daire, me tornei proprietário de uma moradia em Fareja, com serventia às traseiras da casa, logradouro e quintal, pelo espaço designado nos autos por «eira», nome que lhe advém da serventia sazonal de ali, em tempos idos, se malharem e secarem os produtos agrícolas,  espaço também com a função permanente de caminho de carro, tractor, a pé e  a água de regar.

DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (16)

 10  - PEDIDO DE RECONVENÇÃO

 Tribunal-casaNascente-antes e depoisRezGuardei para aqui a matéria que fez transitar o processo para o Circulo Judicial de Lamego, a fim de, neste Tribunal da Opinião Pública, em que cada cidadão é um juiz, possa dizer da justeza e da justiça do pedido que passou o crivo do «despacho saneador» já que o Meritíssimo Juiz do Tribunal da Comarca de Castro Daire, que o assinou, não estranhou nem se interrogou se teria cabimento e faria vencimento o pedido dos RR. pretendendo chamar a si um prédio comprado em ruínas e recuperado com assinaláveis benfeitorias, há mais de 20 anos. As fotos que se seguem mostram, do lado esquerdo,  o seu estado em 1985, à datada compra, e em 2010, ano em que a acção entrou no tribunal.

DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (15)

 9.3- A EIRA/CAMINHO

Tudo isto porque, tantos anos depois dos AA fazerem uso do caminho através da «eira» para o logradouro e quintal existentes nas traseiras da sua moradia, os RR acordarem da profunda hibernação e, com APOIO JUDICIÁRIO, não obstante possuírem os bens materiais que se enunciaram em tempo próprio, resolveram, mais rigorosamente, o R. marido resolveu opor-se à passagem com a ameaça reportada nos autos: «quem passar qui sem a minha autorização, cai».

DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (14)

 9.2  – CAMINHOS E REGOS

A mandatária da ré esposa, pelas intervenção que acima referi, bem tentou saber «quantas vezes» a testemunha Maria José vira passar os AA na eira. Já conhecemos a resposta e vimos o sabonete que, em plena audiência, uma pessoa humilde e de poucas letras, deu a uma jurista encartada, tal como estava segura  da verdade vista e vivida, durante muitos anos. 
O outro mandatário do réu marido, depois de negar liminarmente, na suas contestações/reconvenções, como vimos na grelha acima, que nem os AA, nem ninguém, fazia uso de tal caminho, apesar de na acção posta os AA terem referido e anexado, desde o início, uma sentença transitada em julgado, mostrando que os RR deviam caminho à D. Conceição para uma pequena hora contígua, esse mandatário, dizia eu, admitindo agora, a existência dessa sentença, tentou, em plena audiência, montar a tese de que essa senhora, enganava os RR e a sua antecessora, fingindo ir para o terreno dela com as vacas, mas indo efectivamente para o quintal dos AA.

DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (13)

 9- TESTEMUNHAS (2)

 9.1 – A LIÇÃO

 Depois do tribunal estar mais do que informado, através dos depoimentos das testemunhas, que a «eira da Dona Nazaré»  devia «caminho e rego», como se alegou na petição inicial, para o «logradouro e quintal», sitos nas traseiras da minha casa, caminho e rego usados pelos AA e seus antecessores, directamente ou por terceiros, sem quaisquer obstáculos, os advogados mandatários dos RR persistiam em saber, pela boca das testemunhas arroladas pelos AA, se tinham visto passar por ali «professor Abílio».

DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (12)

 8 – AS TESTEMUNHAS

 Mas o contributo que um simples cidadão pode dar ao melhor funcionamento da nossa Justiça, escalpelizando passagens do Processo Judicial em que foi forçado a litigar, não se faz apenas num reporte aos trâmites do Processo e seus intervenientes: AA., RR. Juízes, advogados e funcionários judiciais. Também se faz com as testemunhas, aquelas que se dispõem a ir ao tribunal dizer a verdade e aquelas que são arroladas por imperativo processual e se prestam a ir mentir, a dizer coisa nenhuma ou a dizer coisas convenientes à causa de quem as arrolou. E até nisso os Meritíssimos Juízes, quer na primeira instância, quer na segunda, estiveram atentos, analisando e valorando os testemunhos prestados
É justo, pois, que aqui fiquem registados para a posteridade os nomes dessas testemunhas, tanto as que foram arroladas pelos AA, como as que foram arroladas pelos RR:

DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (11)

 7  - TRIBUAL DA RELAÇÃO DO PORTO

Claro que os RR, com APOIO JUDÍCIÁRIO disponível (da forma como já vimos concedido e declinado) não se conformaram com a sentença. Deram de barato as fundamentações da Magistrada, deram por inútil a sua visita «in loco» para melhor ajuizar a situação real e objectiva e recorreram para o Tribunal da Relação do Porto.
Mais argumentação, mais papéis apresentados pelos RR/recorrentes e pelos AA/recorridos, mais dinheiro para custas e honorários por parte dos AA/recorridos. Soma e segue,  pois os RR/recorrentes, a esse respeito, tinham as «custas» garantidas pelo Estado, essa «coisa» abstracta em que nos diluímos todos nós, os contribuintes. Mas desta vez os RR estavam representados apenas por um só mandatário, o Dr. Adriano Pereira, de S. Pedro do Sul. Manifestamente de algo serviu o «reparo» feito pela Meritíssima Juíza, relativamente aos dois advogados na mesma causa de um casal com «apoio judiciário». Há coisas que,de tão broncas, não se aceitarem num Estado de Direito.

DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (10)

 6 - CÍCULO JUDICIAL DE LAMEGO

.Posto o que disse, entra em acção Meritíssima Juíza do Círculo Judicial de Lamego, Drª. Maria de Fátima Cardoso Bernardes.
Juntou-se ao processo tudo o que foi, administrativa e juridicamente, solicitado, a par das custas e honorários exigidos, aos AA. pois nestas coisas,  tudo soma e segue,
Os RR, com apoio judiciário (obtido e declinado pela forma como já vimos) podiam dormir descansados. Os seus mandatários estavam atentos e sabiam muito bem que diligências teriam de fazer e como pagar-se dos serviços prestados.

DA FICÇÃO À REALIDADE

PARA UMA MELHOR JUSTIÇA (10)

 6 - CÍCULO JUDICIAL DE LAMEGO

Posto o que disse, entra em acção Meritíssima Juíza do Círculo Judicial de Lamego, Drª. Maria de Fátima Cardoso Bernardes.
Juntou-se ao processo tudo o que foi, administrativa e juridicamente, solicitado, a par das custas e honorários exigidos, aos AA. pois nestas coisas,  tudo soma e segue,
Os RR, com apoio judiciário (obtido e declinado pela forma como já vimos)podiam dormir descansados. Os seus mandatários estavam atentos e sabiam muito bem que diligências teriam de fazer e como pagar-se dos serviços prestados.