HERÓIS DA SERRA
Neste mês de setembro passei parte dos serões a ver cowboys e a apreciar as suas relações afetivas com o gado, vacas e cavalos à sua guarda, ou ao seu serviço. E, em cada coboiada na conquista do oeste, nariz virado ao futuro desconhecido, eu vi uma aventura de cada ser humano na conquista de um lugar ao sol, de algo que fosse seu, um pedaço de chão resguardado dos quatro ventos, com cobertura adequada para o desvio das chuvas e as neves.
ENCONTROS E DESENCONTROS NAS ENCRUZILHADAS DE VIDA
Estaríamos nos anos 50 do século XX e eu rondaria os 10 anos de idade. Eram tempos do pós-guerra, de carência e racionamento em tudo quanto se comia e se gastava por este Portugal afora. Uns, para sobreviverem e outros para manterem o nível de vida que sempre tiveram.
Então, como hoje, a crise nunca é igual para todos e, nessas circunstâncias, regressando eu com o gado Touça fora, vindo dos lados do Rio Mau, encontrei pouco antes do Santo António, sentados e encostados a uns penedos, vários caçadores vindos da zona do Porto a desfazerem o seu farnel.
Há quem, pelo nosso concelho, procure protagonismo político, social e, até, no campo da HISTÓRIA, das LETRAS e JORNALISMO busque as luzes da ribalta e encha a boca com as potencialidades TURÍSTICAS da serra do MONTEMURO e do rio PAIVA. Este rio, como é notório e público, tem andado, ultimamente, pelas “águas da amargura”.
Os meus filhos e netos, que me fizeram uma visita recente (registo que deixei em vídeo) quiseram banhar-se neste rio, junto à PONTE DE CABAÇOS, um troço de rio que, normalmente, frequentamos e também já pus no mundo, em vídeo. Que não. Disse-lhes eu. Para bem da saúde, por enquanto, são águas a evitar.
MOINHO DA PONTE, EM CUJÓ
Voltando ao vídeo do meu amigo ANTÓNIO PEREIRINHA DOS SANTOS, relativo ao MOINHO DA PONTE, aquele que achei por bem publicar no MEU CANAL DO YOUTUBE e classifiquei de “HISTÓRICO, TÉCNICO E PEDAGÓGICO”, é com muito gosto que a ele retorno para lembrar algumas coisas muito simples que dele decorrem.
IMPULSOS DE AMIZADE
No dia 08-06-2020 alojei no Youtube um vídeo, feito em 1992, que me tinha sido cedido em 2010, há dez anos, portanto, pelo meu amigo Rui Peixoto. Um senhor natural de Azeitão que, com esposa e filhos frequentavam, anualmente, e durante 30 anos as Termas do Carvalhal.
Pragmático, reconhecida a composição química destas nossas águas termais e a necessidade de delas fazer uso, comprou uma casa na aldeia do CARVALHAL e, com a família, para cá se mudava, com armas e bagagens, todos os anos, em tempo de férias.
ARQUEOLOGIA INDUSTRIAL
Nunca fui um professor acomodado aos conteúdos compendiados, destinados ao ensino da HISTÓRIA e da LINGUA PÁTRIA. Por isso, nunca me cansei de investigar, de fazer trabalho de campo, ver coisas e falar com pessoas nos territórias da minha “comunidade educativa”. Exerci, a bem dizer, pedagogia dentro e fora da escola, bem ao contrário, e até contra o gosto, de certos colegas meus, atitude que bem demonstraram estando ausentes, aquando da APRESENTAÇAO do livro que resultou do “projecto de investigação aplicada” levado a cabo durante a minha “licença sabática”.
EDUCAÇÃO EM CASTRO DAIRE
Pelos nossos olhos perpassam os nomes os professores e dos alunos, grau de estudo e de classificações, que ilustram bem esses tempos idos no que respeita à matéria em apreço. E, nestes tempos que vivemos, especializados em manejar os polegares sobre o ecrã dos telemóveis, não faltará quem encontre aqui a identificação dos seus avós e avós dos seus avós. Talvez gostem de saber..
DISPUTA SOBRE A ESCOLA EM ALVA E SOUTO
Dos muitos dados de pesquisa que permanecem inéditos no meu «DISCO RÍGICO» recolhidos durante as longas noites de leitura que fiz na IMPRTENSA LOCAL, resolvi publicar os que se seguem referentes ao ENSINO concelhio, nos anos de 1916 e 1917.
Deixo as «fontes» consultadas entre parêntese, para que todo e qualquer cidadão possa certificar-se do rigor da transcrição, com a advertência de ter usado a ortografia do NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO:
DISPUTA SOBRE A ESCOLA EM ALVA E SOUTO
Dos muitos dados de pesquisa que permanecem inéditos no meu «DISCO RÍGICO» recolhidos durante as longas noites de leitura que fiz na IMPRTENSA LOCAL, resolvi publicar os que se seguem referentes ao ENSINO concelhio, nos anos de 1916 e 1917.
Deixo as «fontes» consultadas entre parêntese, para que todo e qualquer cidadão possa certificar-se do rigor da transcrição, com a advertência de ter usado a ortografia do NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO:
APRENDIZAGEM
Com 81 anos de idade, eu posso dizer que passei muitos deles a APRENDER e outros a ENSINAR e APRENDER simultaneamente.
E como professor, não raro fui surpreendido com certas “tiradas” de alguns dos meus alunos, capazes de me fazerem reformular a pergunta sobre a matéria programada, ou mesmo mudar o plano de aula e seguir pelo caminho sugerido e mais conveniente ao bom aproveitamento da aula.
ERMIDA DO PAIVA
Creio ser corrente, hoje em dia, o uso dos NÚMEROS para, através deles, sejam produto de sondagens científicas, sejam simples recolha de opiniões, tomarmos conhecimento (bem ou mal) da realidade política, económica, sociológica, cultural, etecetra, coisa e tal.
Foi na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa que fui iniciado na “MATEMATIZAÇÃO DO REAL”, conhecimento que devo ao PROFESSOR JOAQUIM BARRADAS DE CARVALHO, o mesmo que, na cadeira que regia, a fim de melhor se entender a caminhada humana na sua trajetória histórica, sublinhava, vezes sem conta, a HISTÓRIA DAS MANTALIDADES e a NOVA UTENSILAGEM MENTAL advinda da difusão do ALGARISMO. A si se deve o artigo com esta entrada no DICIONÁRIO DA HISTÓRIA DE PORTUGAL.
PROFESSOR É PROFESSOR
Dois dias depois de eu ter feito 81 anos de idade, caiu-me na minha caixa do correio eletrónico um texto remetido por um SENHOR que tive a honra e o orgulho de ter como PROFESSOR de LATIM, de PORTUGUÊS GRAMATICAL e de LITERATURA PORTUGUESA. Vivo, e de boa saúde, dá pelo nome de FRANCISCO CRISTÓVÃO RICARDO e não tenho o desplante de lhe perguntar a sua idade.
EU, O FACEBOOK E O «WI-FI» MUNICIPAL
Já perdi a conta os apontamentos deixados no espaço «FACEBOOK» com o título supra. Mas, a propósito do último que ali alojei, aludindo à falta de «REDE WI-FI» no JARDIM PÚBLICO de CASTRO DAIRE, abaixo transcrito na íntegra com os comentários que recebeu (isto para nenhum deles se eclipsar, entretanto) fui rebuscar o naco de um desses textos para INTRODUÇÃO desse «ALFOBRE» de opiniões. Algumas delas, claramente inoportunas e sem qualquer sentido.
Resolvi reparti-lo em segmentos, uma forma didática de ele vir a ser bem lido e compreendido, já que, por vezes constacto haver pessoas que, seja por magra LITERACIA, seja por gorda PROVOCAÇÃO, dão mostras cabais de não saberem ler o que digo e escrevo.
A PRIMEIRA PARTE, será constituida pelo texto que publiquei, HÁ ANOS, uma reflexão sobre as funções do FACEBOOK, como espaço DEMOCRÁTICO onde se projetam as felizes ALMAS (ou ALMAS PENADAS) que nele deixam as suas realizações, angústias e frustrações.
A SEGUNDA PARTE, inclui o texto que escrevi e publiquei nesse espaço aludindo à “FALTA DA REDE WI-FI” no JARDIM PÚBLICO de Castro Daire, aos fins de semana e feriados, sobre o qual anexo o link de um vídeo feito em junho de 2019 e só neste ano de 2020 ascender ao Youtube, por força da IGNORÂNCIA revelada por um crítico ou dois sobre O USUFRUTO deste bem de PRIMEIRA NECESSIDADE, nos tempos que correm.
A TERCEIRA PARTE, foi reservada aos esclarecidos e/ou obtusos COMENTÁRIOS que esse meu texto recebeu, vindos de quem o leu, alguns deles eivados, claramente de cariz ideológico, numa espécie de “defensores do convento”. Os subscritores lá saberão porquê. Eu dei os esclarecimentos devidos e o leitor deste meu texto, ajuizará das intenções e clareza que cada COMENTÁRIO comporta.
A QUARTA PARTE serve para mostrar, através de fotos e gravuras, a razão de eu ter comparado CASTRO DAIRE a CASTRO VERDE no que toca ao uso urbano da INTERNET disponibilizado pelos EXECUTIVOS MUNICIPAIS e com isso mostrar quantos anos aquele concelho, onde trabalhei alguns anos, leva de avanço ao meu concelho de origem e, com isso rechaçar as incompreensíveis observações de PEDRO SOUSA no que respeita ao uso das NOVAS TECNOLOGIAS como base de INFORMAÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CULTURA. Mas também aqui deixo aos leitores a liberdade do mais acertado juízo. Pelos GOSTOS apostos no fim do texto (com o polegar virado para cima e outros Imoges) deixados ali pelos demais leitores, parece que PEDRO SOUSA ficou isolado dos restantes, mais isso se verá somente no mural do FACEBOOK, já que essa referência se perdeu na transposição que fiz para este meu SITE. Questões de TECNOLOGIA e não de CENSURA minha. Assim: Eis, pois:
UMA MORTE ANUNCIADA
Há dias recebi, na minha caixa do correio analógico, um folheto azul que me deixou triste. Nele se faz eco público da má situação em que se encontra o “Notícias de Castro Daire”.Tenho acompanhado as dificuldades da imprensa regional, em geral e quanto a PANDEMIA veio agravar a situação. Como já me encontrava «desvinculado» desse órgão de comunicação local, aqui deixo as razões da minha tristeza em correspondência trocada com o atual Diretor, Marco Lacerda, de quem sou amigo e cuja família muito estimo.
EMIGRANTE NACIONALIZADO
Há um bom par de anos, não sei se de barco ou de avião, numa altura em que a GLOBALIZAÇÃO, o TURISMO e o COMÉRCIO à escala mundial, não tinham ainda forjado os estreitos elos de ligação entre povos e nações, a deslocação fácil de pessoas e produtos; tempo de ver e conhecer monumentos e culturas diferentes; tempo de apreciar e saborear o que de exótico e diferente existe no mundo; tempo que as grandes superfícies comerciais, essas catedrais do CONSUMISMO, eram coisas do porvir, chegou a Portugal um EMIGRANTE, cuja identidade estava estampada no seu passaporte. Nele se mostrava o seu nome, o seu rosto e o próprio e país de origem.
RAMBO PORTUGUÊS
Hoje, à hora do almoço, um canal de televisão exibia um filme de guerra americano, um daqueles a que já estamos habituados: caras farruscas, tiros, pancadaria, mortos, feridos, etc. etc.
EX-ALUNA MINHA, COLEGA MINHA É.
É sempre gratificante para mim ser contatado por ex-alunas/os que, há muitos anos, se cruzaram comigo nas suas carreiras estudantis. Todos eles e elas. Cada qual, crescendo e andando, trilhou caminhos diferentes dos meus, fizeram-se à vida, e, em diferentes terras, agarraram o ganha-pão das suas preferências naturais, ou aquele que social e economicamente lhes foi possível por forma a viverem honradamente, dignificando a família ascendente, descendente e colateral.
Abílio Pereira de Carvalho
18 de abril de 2017 ·
A RTP1 transmitiu ontem, dia 17 de abril, com início às 22 horas e términos cerca da 1 da manhã, o longo documentário HUMANOS. Muito longo, dirão alguns! E eu, que, levado pelo impulso humano, me ferrei a vê-lo e a gravá-lo na box, pergunto-me como podia ele ser mais curto se, em tão pouco tempo, a equipa de realização meteu quase o MUNDO INTEIRO? É isso. O mundo físico, humano, racional, emocional, "sapiens", "demens" e "degradandis".
PANDEMIA
ESPIGOS DA MINHA HORTA
Numa das minhas crónicas anteriores, acerca do imprevisto tempo histórico que atravessamos, este mundo industrial, comercial e rodoviário parados, nós em casa enclausurados, usei a expressão “RESPIGOS DA MINHA SEARA”. E nesta, alternei, como se vê, para “ESPIGOS DA MINHA HORTA”.
PANDEMIA (9)
Em “setenta” fiz uma ode à CIÊNCIA. E neste tempo de clausura (século XXI) que ninguém aguenta em consciência por ser anti natura, num só instante volto ao passado distante para cantá-la novamente.
Eu era ainda estudante e glorificava a fulgurante viagem à Lua e o conhecimento do universo. E digo, então, em prosa e verso, numa linguagem crua:
ASSEMBLEIA MUNICIPAL - 1998
1 - QUANDO O «CU» TEM POUCO A VER COM AS «CALÇAS»
Tanto quanto me é dado saber a Assembleia Municipal reuniu no dia 25 de Novembro p.p., não por iniciativa própria, não para discutir algo que lhe desse no goto, não para deliberar se a serra do Montemuro devia ser arrasada a fim dos ventos do litoral penetrarem mais facilmente no interior e, por essa via, se esbaterem as assimetrias regionais. Não. Não foi assim. Ela reuniu para dar cumprimento ao que lhe foi solicitado oficialmente, nomeadamente, participar nas iniciativas legislativas que correm na Assembleia da República sobre a regionalização.
PANDEMIA
Mercê do trabalho de investigação que tenho vindo a fazer na área das CIENCIAS SOCIAIS, cujos resultados tenho divulgado em livros, jornais e no meu site TRILHOS SERRANOS (deixo de lado o MEU CANAL no Youtube, por agora) vem mesmo a propósito, neste tempo de «QUARENTENA» trazer alguns “RESPIGOS DA MINHA SEARA” com vista a fornecer aos meus amigos algo de entretenimento e ajudá-los a passar o tempo de clausura e o isolamento que o CORONAVÍRUS impôs à generalidade de todo ser pensante e social.
PANDEMIA
Como sabeis, em dois mil e dezasseis, escrevi e publiquei, neste meu espaço online, um registo com título “A BOLA” e subtítulo “A LOUCURA”. Ali disse que “A Loucura é a Vida. É mal que não tem cura e, muito ou pouco, doente está quem não está louco”.
Neste ano de 2020, fui repescar algumas ideias desse apontamento que, a seu tempo, incorporo neste meu “MUNDO DOENTE (6)”, mais um, da série que venho publicando sobre essa outra “bolinha” que, não sendo lisa, antes pelo contrário, com ventosas manhosas, a morder toda a gente, mas mais pessoas idosos, desliza como aquela outra e “corre p’a diabo” de continente em continente, por todo o lado. Uma LOUCURA, até ver, sem cura.
TÂNIA AFONSO
Acerca do Facebook eu já disse tudo, ou quase tudo, nas reflexões que deixei neste meu site com o título “O FACEBOOK É UMA LIÇÃO”. Numeradas, perdi-lhes a conta, mas é fácil encontrá-las navegando neste oceano denominado «Trilhos Serranos». É só colocar o meu nome no Google e, num instante, quem tal fizer, está no cais de embarque.
DAVIDE FERREIRA
A vida tem destas surpresas. Ontem, sintonizado num do CANAIS CABO, atento ao mundo e aos condicionalismos impostos pelo ESTADO DE EMERGÊNCIA decretado pelo Governo, direi melhor, imposto por um ser microscópico, que se tornou SENHOR DO MUNDO – CORONAVÍRUS - sobre o qual já fiz CINCO crónicas alojadas no meu site “TRILHOS SERRANOS”, com porta aberta no FACEBOOK, ontem, dizia eu, fui surpreendido por um SENHOR a falar desempoeiradamente para a câmara do jornalista, nas funções de “RELAÇÕES PÚBLICAS DA GNR”. Militar da CORPORAÇÃO, patente de CAPITÃO, aquela cara dizia-me algo. Eu conhecia aquele SENHOR de algum lado. De há mito tempo, seguramente.
LANTERNA DE DIÓGENES
No meu vídeo alojado no Youtube, no dia, mês e ano - 25-03-2020 - com o título «FAREJA - TERRA E GENTE” (2)», feito na sequência de outros dois alguns dias antes sobre os “CASTANHEIROS CENTENÁRIOS” - o das “CHÃS” eo da “LEVADA” - passeando-me nos diversos caminhos que se cruzam no espaço sito entre Vila Pouca, Braços, Castro Daire e Fareja, um autêntico pulmão verde sobre o qual já fiz também vários vídeos ilustrativos disso mesmo, via neles a rede viária entre todas estas povoações nomeadas, em tempos idos, tal como em idos tempos palmilhei, durante anos, na companhia da minha esposa, em tempo de lazer.
ROMPE E RASGA...SIGA A RUSGA
Os amigos (aqueles que o são) far-me-ão a justiça de não acusarem de “alarmistas” ou de esconderem interesses ocultos os textos que tenho vindo a elaborar sobre os maus tempos que atravessamos e nos conduziram ao estado de clausura, fechados nas nossas casas, por ora convertidas nos velhos castelos medievais sitiados, munidos de besteiros e arqueiros a espreitarem pelas seteiras prontos a suster o inimigo que, em torno deles, assentou arraiais. Ou então, como nos velhos mosteiros rurais, refúgio seguro das populações, onde enfrentavam o inimigo, com preces e orações.
CORONAVÍRUS
Nas abordagens que tenho feito sobre a PANDEMIA do momento, quer em texto escrito, quer em vídeo, nada disse ou mostrei por acaso. E a aceitação que os meus trabalhos tiveram junto de alguns amigos, foi um teste ao estado de lucidez em que ainda estou e, portanto um incentivo a prosseguir. Há um amigo que usa mesmo esse termo e me diz: “prossiga”.
EUTANÁSIA
TEXTO PUBLICADO NO FACEBBOK em 20.02.2020
Passei a tarde no PARLAMENTO a ouvir o debate sobre a despenalização da EUTANÁSIA e/ou MORTE MEDICAMENTE ASSISTIDA. Pacientemente. E durante todo ese tempo ouvi muita vez a expressão CUIDADOS PALIATIVOS. E todas as vezes que era proferida, vinha-me à mente o texto que escrevi e publiquei em 16 de março de 2016 no meu site TRILHOS SERRANOS, do qual transcrevo para aqui o que julgo a propósito. Referia-me aos LARES por este país em fora, em tempos que o programa televisivo “SEXTA ÀS NOVE”, de Sandra Felgueiras, et alli, era coisa do porvir. É o seguinte:
UM REVOLUCIONÁRIO
Um dedo revolucionário. Desenvolvido na posição oponível aos demais dedos das mãos, foi graças a ele que os HOMINÍDEOS puderam fazer a sua caminhada evolutiva, puderam subir às árvores e, solidário com os demais companheiros na sua função preênsil, permitir que esses nossos antepassados (e outros) se deslocassem de ramo em ramo, ora alimentando-se de folhas e frutos, ora defendendo-se dos seus atacantes no solo, ora permitiram o “fabrico” de instrumentos de trabalho, de ataque e defesa.
COMERCIO LOCAL
Quando, em 1986, entrei no estabelecimento comercial sito na rua 1º de maio, pela porta encimada por uma estela granítica com o nome de “JOAQUIM F.S. e OLIVEIRA”, seguido da data “1888”, fui recebido por um cidadão da minha idade, natural de Cujó, de seu nome, Vicente Pereirinha. Ele tinha frequentado a Escola Comercial de Viseu e, sem curso acabado, fez-se à vida e ao mundo. De momento, nesse ano, era empregado do senhor Luís Almeida, que vendia ali mobílias e candeeiros domésticos para todos os gostos e preços.
IVA A CIÊNCIA
Em 4 de fevereiro de 2014 escrevi o texto que se segue, publiquei-o no meu mural do FACEBOOK e, por distraçãom não o alojei nesta minha página, no embrulho dos outros que, então me fizeram refletir sobre o assunto. Como a EQUIPA DO FACEBOOK nos traz ao capítulo das MEMÓRIAS trabalhos idos, aqui o reponho hoje, tal qual foi escrito. Propositadamente sem pontuação, pois manda a SEMIÓTICA que assim seja.
PRESERVAR O PATRIMÓNIO
Já fiz e publiquei vídeos e crónicas escritas sobre os objetos ligados à iluminação pública e doméstica de antanho e aos utensílios de cozinha, nomeadamente fogões portáteis de campismo.Recentemente, e depois disso, o meu amigo António Matias, daqui de Fareja, um dos responsáveis pelo restauro do CADEIRAL DO CORO BAIXO da Igreja Matriz, conhecedor desses meus trabalhos, sensível à mesma temática, fez aportar a minha casa uma relíquia que, segundo ele, ia direitinha para o lixo.
O VALOR DA PALAVRA
Neste meu afã de proceder à “migração” de alguns textos que publiquei no meu velho site “trilhos serranos.com” para este novo espaço aberto, coube hoje a vez do apontamento que se segue, publicado em 2012. Até parece um TESTAMENTO. Mas não é, ainda que aparente ter laivos disso.
NÓS E OS ANIMAIS
Nascido e criado na serra, rodeado de seres humanos, de quadrúpedes e de animais selvagens e domésticos, emigrado que fui para uma cidade, um autêntico formigueiro humano, separado dos antigos companheiros de trabalho e de sinfonia alada, tendo por esposa uma profissional de ensino, minha companheira de liceu e da universidade, também ela de origens rurais, que, na cidade, muito jovem ainda teve como “primeiro emprego” a venda passarinhos num estabelecimento do ramo, forçoso era que, nesse meio urbano, ambos sentíssemos e víssemos nos passarinhos engaiolados o elo da cadeia que nos ligava às origens rurais e à natureza envolvente. E vai daí, toca a adquirir um casal de canários e respetiva morada gradeada para nos fazerem companhia e alegrarem o lar com as suas cantorias.
JANEIRO/2020
De há uns anos a esta parte vulgarizou-se muito entre nós a expressão a “a tempo inteiro”, atribuída aos vereadores que, senhores de um qualquer PELOURO, passam, geralmente, a ter um ordenado mensal superior o que tinham antes de serem “eleitos”.Por mim (e para mim), em vez daquela expressão, adotei a de “cidadão a tempo inteiro”, sem alteração de ordenado mensal.
E é na assunção desse papel social que, nesta minha “aposentação ativa” (sem depender, até agora, das instituições que se dedicam a tão meritória ação) tenho gastado o meu tempo a escrever e a fazer vídeos sobre as nossas terras e as nossas gentes, por forma a dar a conhecer e divulgar no mundo algo mais que o jogo da sueca ou bisca lambida. Isto para não copiar Aquilino Ribeiro que designava este último jogo por “bisca samarreira”.
ELES, ELAS E NÓS...
Finalmente, depois de constituído o tribunal especializado para o efeito, foi julgado por violação o GALO que, na capoeira onde foi criado, levava a eito o bando de galinhas poedeiras que ali viviam. Elas eram amarelas, cinzentas, pescoço pelado ou cheio de penas, crista dobrada ou em serrilha, tudo servia.
AGRADECIMENTO
Um acaso de vida proporcionou-me o encontro, em Castro Daire, no Jardim Público, junto da MÁQUINA A VAPOR, com o senhor NUNO LOPES VIEIRA e sua esposa, dos lados se Santarém, mas a residirem em Oeiras.
Indo eu a passar e vendo-o, muito atento a mirar e a fotografar aquela peça arqueológica, ali colocada por sugestão minha, cuja história (completa) está chapada no livro “Castro Daire, Indústria, Técncia e Cultura” (história resumida que o Municípino bem podia oferecer num desbobrável, que imperdoavel,ente nunca fez) aproximei-me, entabulámos conversa e ele ficou tão agradado com isso que passou a ser meu ”amigo” no Facebook e a corresponder-se comigo, via MESSENGER.
É dele o CONTO DE NATAL que se segue. Esta minha página não está aberta a toda gente. Mas tendo eu já lido, por força da profissão, muitos contos de NATAL, este veio mesmo a calhar. Vale pelo comteúdo e pela forma. Ora leiam:
«LANTERNA DE DIÓGENES»
Em 2004, com o subtítulo em epígrafe, deixei no meu velho site “trilhos serranos.com” o texto que se segue. As razões da sua “migração”, hoje mesmo, para este espaço, (dezembro de 2019) estão expressas na nota de rodapé nº2, para onde remeto o leitor. Dado versar sobre um cidadão de Lamego - UM HOMEM - que muito admirei, em vida, entendi que era tempo de, em sua memória, trazer novamente estas linhas à luz do dia, mesmo sem recurso à «Lanterna de DIÓGENES». Assim:
«PRÓS & CONTRAS»
Ontem, dia 09-12-2019, no programa “PRÓS E CONTRAS” da RTP, debateu-se a questão da legislação (para uso ou não) da CANÁBIS, visando “fins recreativos”. Essa discussão fez-me retornar a Moçambique, aos meus tempos de trabalhador-estudante e a meter-me na investigação que fiz, na Faculdade de Letras da Universidade de Lourenço Marques (hoje Maputo) a propósito dessa e de outras plantas Iimigrantes. Esse meu trabalho, dactilografado, deve andar perdido, por aí, numa das estantes da minha biblioteca.
TETE - CAFÉ DOMINÓ
Aquilino Ribeiro escreveu algures que o “escritor” (porque escreve muito) pode correr o risco de se plagiar a si mesmo. É o que estou a fazer relativamente a mim próprio, já que o texto que se segue foi publicado em 2015, no mural do Facebook: “PICADAS DE TETE”. É de lá que o transcrevo para este meu site, com ligeiras alterações, já que, não o tendo feito então, considero que ele tem aqui cabimento.
A SINA
Sazonalmente eles apareciam em Cujó com as suas traquitanas, carroças, cavalos, burros, cães e mercancias. Assentavam, obrigatoriamente, arraiais sob a copa do centenário e frondoso castanheiro que existia no PASSAL, um terreno sito no Pardeirinho, entre o cemitério da aldeia e a eira lajeada, onde, todos os anos, se faziam e desfaziam medas de centeio malhadas à força de homem e jeito de mangual, primeiro, e, depois, sendo eu ainda jovem, de uma malhadeira, aquele engenho mecânico de boca aberta e cilindro horizontal movido a motor através de correias. A primeira a chegar foi a do “tio” Tibério Teixeira. (Sobre a eira, cf. o meu vídeo alojado no Youtube com o título “Cujó, As Eiras”)
(REGISTO DO DIA)
É caso sabido. Se em tempos idos eram mais do que muitos os mendigos, actualmente há consciência pública da subsídiodependência e, se não me baralho, ser mais que muita a gente que se apega ao rendimento mínimo, mandando à fava o trabalho.
O HOMEM E O MEIO
Em 17 de novembro, p.p., fazendo uso o meu mural do Facebook (O FACEBOOK É UMA LIÇÃO) publiquei a cópia digitalizada do REGISTO DE ENTRADA na cadeia comarcã de Castro Daire de um jovem de 18 anos de idade, agricultor, natural dos Braços de Cá, “filho natural de Eufémia Ferreira” (v.g. “filho ilegítimo”) e, subsequentemente, lancei o DESAFIO aos meus amigos facebookeanos para, baseados nos dados lançados nesse registo, atentos aos “averbamentos” de repetidas “entradas” e correspondentes “saídas” deixados na margem direita da folha, darem continuidade a uma narrativa a que eu próprio dei início, assim:
ENCRUZILHADAS DA VIDA
Passeando-me, há anos, por todo o concelho de Castro Daire em trabalho de investigação, isso me permitiu falar com muita gente e ampliar os meus conhecimentos sobre a nossa terra e as nossas gentes. Conheci e falei com pessoas de diferentes níveis etários e de escolaridade. Algumas dessas pessoas dispensavam-me a “apresentação”. Quando eu me dispunha a fazê-lo antecipavam-se e diziam-me: “eu conheço-o do jornal e leio o que lá escreve”. Outros, para surpresa minha, não faziam a mínima ideia deste “bicho-careta”. Não liam o jornal nem lidavam com as História e com as Letras e edições locais.
REFLEXÕES
Presumo não haver serrano nato, calcorreador de montes e brenhas montemuranas, a guardar gados ou à caça, que não saiba distinguir uma “urgueira” de uma “giesta”, um “tojo” de um “codesso” e que, mesmo empiricamente, ignore o substantivo coletivo de cada um desses arbustos: um urgueiral, um giestal, um tojal e um codessal.
REFLEXÕES
Em 31 de outubro de 2013 publiquei no meu mural do FACEBOOK O texto que se segue. Hoje 31 de outubro de 2019, a zelosa EQUIPA DA EMPRESA trouxe ãs MEMÓRIAS essa relíquia e resolvi transplantá-la para este meu espaço, se é que já não anda por aí perdida entre outras.
REGIONALIZAÇÃO
Nesta minha postura de académico rural e rústico, tenho quilómetros de escrita a defender a dama que dá pelo nome, REGIONALIZAÇÃO, DESCENTRALIZAÇÃO, neste país atacado, há séculos, pelo CENTRALISMO político, administrativo e cultural.
Fi-lo por convicção e estudo, cansado de ver o Portugal serrano entornar-se continuadamente para o mar, onde os conquistadores, povoadores e lavradores montanheses de outrora, à falta de qualidade de vida nas suas terras natais, inteligentemente procuraram na migração e em terra alheia a realização dos anseios que tolhidos tinham se se acomodassem ao sítio onde vieram ao mundo.
«EXTERNATO MARQUES AGOSTINHO» EM L. MARQUES
No texto que publiquei, há anos, relativo ao MANEL DA CAPUCHA, aquele protagonista andarilho e pedinte que corria feiras , romarias e povoados inteiros em redor das serras do Montemuro e da Nave, deixei clara a intenção de mostrar aos meus alunos a relação existente entre a LITERARURA e a VIDA, a partir de um conto da Sofia. Esse texto mantem-se alojado neste meu site a as cerca de DEZASSEIS MIL LEITURAS que dele foram feitas, até à presente data, são a prova da consecução dos objectivos por mim delineados.
VIDA RURAL
Nos meados do século XX, mais ano menos ano, creio não haver criança nascida e criada nas encostas ou faldas do Montemuro que não tenha sentido o calor de uma lareira, ouvido o crepitar da lenha e não tenha visto as panelas de ferro tripédicas ou de barro preto de fundo raso, as primeiras saídas das fundições nacionais e as segundas saídas da olaria de Ribolhos, moldadas pelas mãos de Mestre Albino ou Mestre Zé Maria, a cozinhar os alimentos, fabricados na lavoura em redondo, por norma, depois de cozidos, comidos do mesmo prato, posto no centro da cozinha, sítio acessível a braço de gente grande e de gente pequenina.
A FORÇA DOS AFETOS
Neste meu afã de revisitar textos publicados no velho site (o histórico) e transplantá-los para este no activo, coube a vez ao que se segue. Foi escrito em 2011 e o senhor Dário, meu amigo, faleceu em 2018. Mas o texto segue na íntegra.
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CIÊNCIA, TÉCNICA E ARTE
“Não há fome que não dê em fartura”. Tal diz a sabedoria popular - altos pensamentos - e cujo acerto se vê confirmado na lonjura dos tempos.
Cá para mim, nos que respeita a dentes, em tempos antigos (não tão antigos assim) a natureza impunha os seus ditames. Os dentes nasciam e caíam na idade própria. Quisesse-se ou não se quisesse, primeiro, os “dentes do leite”, depois os “dentes adultos” e, finalmente, os “dentes do siso”, mesmo que “siso” não houvesse.
TEMPOS ANTIGOS...
Deixei escrito no meu livro “CUJÓ, UMA TERRA DE RIBA-PAIVA”, editado em 1993, que o meu pai, Salvador de Carvalho, desde que regressou à aldeia depois de ter cumprido o serviço militar, em 1927, fez uso da aprendizagem que adquirira na tropa ligada ao tratamento de doentes ou feridas.
LITERATURA ORAL
Nos arquivos da ESCOLA PREPARATÓRIA «MÁRIO BEIRÃO», em Beja, onde lecionei, deve existir (se não foi tudo parar ao lixo) uma pequena REVISTA policopiada, contendo o resultado do trabalho de campo levado a cabo pelos alunos das turmas identificadas no cabeçalho da CAPA, bem como os professores coordenadores dela: Abílio, Maria do Carmo, Maria da Conceição Teixeira e Maria Joaquina.
MEMÓRIAS VIVAS
Os meus amigos, todos aqueles que vão tendo a paciência de me ler, ver e ouvir, tanto naquilo que escrevo, que digo e mostro em vídeo, usando o meu site “trilhos-serranos” (este mesmo, o Youtube e o Facebook (pois deixei de colaborar nos jornais) por certo repararam que dediquei alguns dos últimos trabalhos à minha mulher, Mafalda, na sua qualidade de PROFESSORA E ARTISTA.
A TABERNA COM TALHAS DE VINHO
Não tenho imagem de câmara fotográfica saída, mas tenho a imagem na memória retida. Uma moradia térrea típica do Alentejo. Vejo a fachada, a porta de entrada um pouco recuada a partir da rua e no primeiro espaço interno um balcão de mercearia de aspeto antigo. No pano da parede as prateleiras. Mas para quem tivesse sede, esse espaço ligava a outro, nas traseiras.
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Crónicas
