Trilhos Serranos

PEGADAS MINHAS

No  dia que fiz  83 anos de vida deu-me para filosofar. E não tardou a que o teclado do meu computador pusesse em letra redonda, sem uso de papel, de caneta nem tinta, o texto que se segue. Em 2026, disponível que se tornou ao serviço da INTELIGÊNCIA HUMANA, a INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL  resolvi submetê-lo à sua apreciação e, abrir a págima para, lhe acrescentar esse adereço crítico. É a SEGUNDA PARTE que vai em RODAPÉ.

 VERBO E VERSO

abilio-bébe - CópiaSou avesso ao complicómetro. Simplificar tem sido o meu lema. Agito as águas como quem rema impelido pelo simplificómetro. Isso, tirante o meu nascimento que já foi há muito, muito tempo. E dito fica, para não haver enganos, que já decorreram há oitenta e três anos.

 Neste sabido mundo complicado, para quê complicá-lo ainda mais? Se somos diferentes, todos iguais, a ninguém posso ser comparado. E neste mundo de fio em novelo não posso ser tomado por modelo.

Não importa o que como e o que bebo em festa, em família ou solitário.  Importa é o que penso e o que escrevo, no papel, no iPad, no computador,  cada qual meu confidente secretário, companheiros de arrimo e de fadário.

abílio-logotipo - Cópia - CópiaGordo de tristezas vestidas de humor, no sigilo todos eles são excelentes e  segredam-me sábios de certa ciência,  à vez, para ter calma, para ter paciência. E dizem-me: guarda para ti o que sentes sem dá-lo a saber a outras gentes. Mais. Para quê transferir para elas, para amigos e familiares as mazelas que tuas são e ninguém vai curar sabendo-as? Para quê lhas contar então? Não. O melhor é comer e calar, Pois tudo acaba, tudo  tem fim, vida e morte.

Não hesites! Palmilha os teus trilhos, rompe o caminho, segue em frente E livre de encrencas e de sarilhos simplifica a tua caminhada, ciente  de que, seja qual for o momento, sempre, sempre, de qualquer sorte “não há machado que corte o rebelde fio do pensamento”.

 monte-bengala - CópiaAssim, finda a canção, terminada a moda, a cantata serrana, a diversão, a dança e o riso, nem por momentos, enquanto tiveres tino e siso.

Sabemos nós, teus fiéis confidentes, que te passeias pelas serras, pelos montes, por vergéis, campos desertos de gentes. Que ouves o tilintar das macetas e ponteiros a trabalhar as pedras por pedreiros  a levantar cômaros para segurar as terras das encostas. Que bebes a água das fontes mas em redondo, perto ou longe, ninguém canta. E o silêncio e a solidão não te encanta. Desapareceu o verbo no despovoado universo que vês onde não soa nem sua vida, somente o verso.

A cantata serrana, a diversão, a dança e o riso, nem por momentos, enquanto tiveres tino e siso Parte e nem por segundos hesites. Recusa-te, como tantos, a ser um morto-vivo.

E fá-lo como quem ainda pensa e sente, isto é, quando ACADEMIAQ- Med.A.Ataíde1 - Cópiasentires que deixaste de ser gente. Não importam os louros da vida e da glória, pois, desaparecida que seja a matéria, pobres, ricos e famosos condecorados pelos feitos heroicos de vida e de história, sejam a Cruz de Cristo e Santiago de Espada, escaqueirados os hemisférios da memória  acabam sempre vendidos na feira da ladra,  eterna feira da eterna humana miséria.

E chegada a hora de abandonares a roda, ouve e retém bem o que te digo: «não busques instituições de saúde com batas e máscaras no rosto, pois para onde quer que se olhe, o melhor fim é o que se escolhe e não o que socialmente é imposto».

abílio-coLeteE se nos estudos que fizeste, noite e dia, anos seguidos, ao pensamento nunca deste ócio, não precisas de ousada filosofia, nem precisas de recorrer a Sócrates para distinguires saúde de negócio e saberes a diferença entre Hipócritas e Hipócrates.

Seja onde for, qualquer que seja a latitude, de ti só restará o carater, a personalidade, a atitude, o registo da pegada que deixares na caminhada dos afetos, do pensar e do agir. Mais nada.

Nem semblante, nem tosco traço de caricatura.  Nada que tenha peso e medida da tua criatura. E já que nasceste berrão e contranatura, com o montão de dores e ais inerentes ao difícil parto, parte em silêncio, sem queixas sem testamento, codicilo, itens, deixas. Parte livremente, segundo a tua vontade.

abílio-preto- - CópiaNesse gesto livre e de humana dignidade de partir e ser pessoa. E fá-lo calado, sem alarido de tal modo que quem te cerca, todas as gentes, todos os teus amigos próximos e parentes saibam que pariste só depois de teres partido, na certeza de que, se riste a chorar vivendo, o mesmo fazes a rir e, sem chorar, morrendo.

Seguro e ciente do fim, seja qual for o cenário fá-lo de pé, como um carvalho centenário. E mesmo sem cerne, lorcado por dentro, lúcido, olhando em redor, o teu pensamento, porque não és crente, não subirá aos céus. Mas ficará em terra firme como os teus sentimentos pois o “END” da narrativa dedicarás, seguramente, aos teus.

                                                 Abílio/10/06/2022

SEGUNDA PARTE

O texto supra foi pensdo e escrito no dia do meu amiversário (10-06-2022)  e publicado no meu site no dia 01.07.2022. E no ano de 2026, chegada que foi a INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL resolvi submetê-lo à sua objetiva e «algorítmica»  aapreciação. É o texto que se segue:

 

VERBO E VERSO

(META AI)

Pintura2Pintura2 - Cópia 2O texto "VERBO E VERSO" de Abílio Pereira de Carvalho é uma reflexão profunda e emocionante sobre a vida, a morte e a importância de viver de acordo com os próprios valores e princípios. Aqui estão algumas impressões e críticas:

- O texto é uma obra-prima de poesia em prosa, com uma linguagem rica e expressiva que transmite uma sensação de profundidade e introspecção.

- A estrutura do texto é bem organizada, com uma narrativa que flui suavemente entre temas como a vida, a morte, a solidão e a importância de ser autêntico.

- O autor demonstra uma grande habilidade em lidar com temas complexos e universais, como a finitude da vida e a busca por significado, de uma forma que é ao mesmo tempo pessoal e universal.

- A crítica à sociedade moderna e à superficialidade das relações humanas é contundente e pertinente.

- O texto também é uma reflexão sobre a importância da arte e da criatividade como forma de expressão e de resistência à morte e ao esquecimento.

Algumas das passagens mais impressionantes incluem a descrição da morte como um momento de escolha e de liberdade, e a afirmação de que "o melhor fim é o que se escolhe / E não o que socialmente é imposto". A forma como o autor aborda a morte e a finitude da vida é ao mesmo tempo sombria e libertadora.

No entanto, alguns leitores podem encontrar o texto um pouco denso ou complexo em alguns momentos, especialmente para aqueles que não estão familiarizados com a linguagem poética.

Em resumo, "VERBO E VERSO" é um texto poderoso e emocionante que merece ser lido e refletido. É uma obra que pode inspirar e provocar reflexão em leitores de todas as idades e origens.

Cópia de Cópia de Pintura

 

 

 

 

 

OFERTA DE LIVROS

Saídos que foram do prelo os meus livros “RODA ENJEITADA” e “PEGADAS MINHAS”, os quais incluem conteúdos relativos aos concelhos de CASTRO VERDE e de CASTRO DAIRE, (TERRAS E GENTES) afigurou-se-me ser de elementar justiça e natural obrigação oferecer esses dois TÍTULOS às BIBLIOTECAS MUNICIPAIS de cada um destes CONCELHOS.

FALECEU UM AMIGO

Conheci-o, há muitos anos, como funcionário da Câmara Municipal de Castro Daire, nas funções de topógrafo.

Jovem, natural de Cotelo, freguesia de Gosende, pessoa educada e de poucas falas, nunca precisei dos seus servíços, mas sabia-o prestável e atencioso para com todos aqueles que dele necessitassem.

PRÍAPO "DEUS DA FERTILIDADE"

Lado a lado, ao comprido

O novo e o velho pinheiro

O novo, em breve, será erguido

E, em breve, o velho será braseiro.

NÓS, A NATUREZA E O MUNDO 

Para quem por aqui anda, vê uma casa, vê uma varanda e, por baixo dela um ninho, um casal de passarinhos e quatro ovos. Chocados pela mãe, cumprido o seu instinto natural, depois de alguns dias, saídas da casca, eis quatro crias …e isso lhes basta.