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terça, 09 dezembro 2025 20:57

O AZEVINHO E O NATAL

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O AZEVINHO E O NATAL

Árvore sagrada dos Celtas, simbolo da “boa sorte, proteção, paz, felicidade e imortalidade”, passou, com igual significado simbólico, à civilização romana,  sempre usada durante as Saturnais (dezembro) como símbolo “de paz, saúde e felicidade e abundância” tempo de convívio, da troca de presentes e, ocasionalmente, ramos pendurados, em portas e janelas  “para proteção contra o mal”.

PRIMEIRA PARTE

E na sua caminhada no Reino Vegetal e Humano, tanto as tradições celtas, como as tradições romanas, foram absorvidas pela Civilização Cristã, assumindo-se - o azevinho - um ícon indispensável nas Festas do Natal, nas Festas da Família, tempo de “paz, saúde e felicidade, troca de presentes”.

E foi tal o seu uso e abuso, e, Portugal, que, como já disse anteriormente em trabalho mais desenvolvido (plublicado neste site), foi preciso haver legistação destinada à sua proteção, não fora extinguir-se tão significativa e simbólica árvore.

AZ-COMPLETOEsta AZ-3jovem árvore, cujas fotos ilustram estas linhas, carregadinha das características bagas vermelhas e folhas verdes agresssivas, está no meu quintal plantada por mim, em MEMÓRIA da minha esposa, MAFALDA CARVALHO, ela que, com a ajuda dos nossos dois filhos, NURO e VALTER, em idade escolar, plantaram aquelas duas macieiras que vemos no enfiamento.

Não teve vida suficiente para saborear os frutos delas, mas ambos saboreámos  e admirámos, tanta, tanta vez, aquele azevinho que,em plena serra do Montemuro,  a mirar a Carvalhosa, ao lado da estrada que liga Picão, Gralheira, Rossão e vice-versa, encavalitado num fragmentado merouço de penedos,  resistiu anos sem fim, aos afiados dentes das cabras, sempre em seu redor -  roi-que-roi - resistiu aos frios, neves, chuvas e codos, que lhe tolhiam o crescimento, forçando-o a ficar-se na condição de arbusto, durante anos seguidos. 

 

SEGUNDA PARTE

2-Azevinho-Serra-1AZ-1Olhar e estudar aquele conjunto de rochas graníticas em plena serra do Montemuro, mirar e admirar aquele RAMALHETE verde-rubro do Reino Vegetal, folha agressiva e baga atraente, numa persistente tentativa de  sobreviver entre todas aquelas as frichas, escapando, até onde podia, à turquês afiada transportada  na boca das cabras roedoras que trepavam aquele rochedos com a facilidade que nem um alpinista a fazer desporto nos Andes,  Alpes, ou Evereste, era viajar pelo mundo inteiro e rever a história humana na sua eterna e saudável relação com a a natureza. Era lembrar o valor simbólico e boticário de todos os elementos vegetais, de todas as árvores tomadas por DIVINDADES benfazejas e protetoras, à sombra das quais se faziam julgamentos e dirimiam contendas humanas. Era lembrar o símbolo da fertilidade e da abundância.

CONCLUSÃO

 E entre todas elas,  o AZEVINHO, este mesmo que aqui deixo em fotos e que deixei no vídeo cujo link anexo em rodapé.  Ele aqui está com a carga simbólica e histórica que carrega.

 Ambos, eu a a minha mulher formados em HISTÓRIA, que melhor ÁRVORE podia eu escolher e plantar no nosso QUINTAL para homenagear a sua MEMÓRIA, a sua PROFISSÃO, a sua condição de MÃE e de MULHER admiradora e defensora da NATUREZA?

LINK:  https://youtu.be/mM-cYAc38kA?si=Id4p230CIWLk4hAW 

 

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Abílio Pereira de Carvalho

Abílio Pereira de Carvalho nasceu a 10 de Junho de 1939 na freguesia de S. Joaninho (povoação de Cujó que se tornou freguesia independente em 1949), concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Aos 20 anos de idade embarcou para Moçambique, donde regressou em 1976. Ler mais.