O AZEVINHO E O NATAL
Árvore sagrada dos Celtas, simbolo da “boa sorte, proteção, paz, felicidade e imortalidade”, passou, com igual significado simbólico, à civilização romana, sempre usada durante as Saturnais (dezembro) como símbolo “de paz, saúde e felicidade e abundância” tempo de convívio, da troca de presentes e, ocasionalmente, ramos pendurados, em portas e janelas “para proteção contra o mal”.
PRIMEIRA PARTE
E na sua caminhada no Reino Vegetal e Humano, tanto as tradições celtas, como as tradições romanas, foram absorvidas pela Civilização Cristã, assumindo-se - o azevinho - um ícon indispensável nas Festas do Natal, nas Festas da Família, tempo de “paz, saúde e felicidade, troca de presentes”.
E foi tal o seu uso e abuso, e, Portugal, que, como já disse anteriormente em trabalho mais desenvolvido (plublicado neste site), foi preciso haver legistação destinada à sua proteção, não fora extinguir-se tão significativa e simbólica árvore.
Esta
jovem árvore, cujas fotos ilustram estas linhas, carregadinha das características bagas vermelhas e folhas verdes agresssivas, está no meu quintal plantada por mim, em MEMÓRIA da minha esposa, MAFALDA CARVALHO, ela que, com a ajuda dos nossos dois filhos, NURO e VALTER, em idade escolar, plantaram aquelas duas macieiras que vemos no enfiamento.
Não teve vida suficiente para saborear os frutos delas, mas ambos saboreámos e admirámos, tanta, tanta vez, aquele azevinho que,em plena serra do Montemuro, a mirar a Carvalhosa, ao lado da estrada que liga Picão, Gralheira, Rossão e vice-versa, encavalitado num fragmentado merouço de penedos, resistiu anos sem fim, aos afiados dentes das cabras, sempre em seu redor - roi-que-roi - resistiu aos frios, neves, chuvas e codos, que lhe tolhiam o crescimento, forçando-o a ficar-se na condição de arbusto, durante anos seguidos.
SEGUNDA PARTE

Olhar e estudar aquele conjunto de rochas graníticas em plena serra do Montemuro, mirar e admirar aquele RAMALHETE verde-rubro do Reino Vegetal, folha agressiva e baga atraente, numa persistente tentativa de sobreviver entre todas aquelas as frichas, escapando, até onde podia, à turquês afiada transportada na boca das cabras roedoras que trepavam aquele rochedos com a facilidade que nem um alpinista a fazer desporto nos Andes, Alpes, ou Evereste, era viajar pelo mundo inteiro e rever a história humana na sua eterna e saudável relação com a a natureza. Era lembrar o valor simbólico e boticário de todos os elementos vegetais, de todas as árvores tomadas por DIVINDADES benfazejas e protetoras, à sombra das quais se faziam julgamentos e dirimiam contendas humanas. Era lembrar o símbolo da fertilidade e da abundância.
CONCLUSÃO
E entre todas elas, o AZEVINHO, este mesmo que aqui deixo em fotos e que deixei no vídeo cujo link anexo em rodapé. Ele aqui está com a carga simbólica e histórica que carrega.
Ambos, eu a a minha mulher formados em HISTÓRIA, que melhor ÁRVORE podia eu escolher e plantar no nosso QUINTAL para homenagear a sua MEMÓRIA, a sua PROFISSÃO, a sua condição de MÃE e de MULHER admiradora e defensora da NATUREZA?